O fim da DRU da educação
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Wednesday, 18 November 09 - 07:44 PM (GMT -04:00) By Master Santucci in Educação |
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Num país em que a educação continua sendo o mais grave problema social e o maior obstáculo ao desenvolvimento acelerado e contínuo, como o Brasil, todo o esforço para assegurar mais recursos para o ensino deve ser aplaudido. É o caso da proposta de emenda constitucional aprovada por unanimidade pelo Senado e que acaba de ser promulgada pelo Congresso Nacional, prevendo a extinção gradual, até 2011, da Desvinculação das Receitas da União (DRU) incidente sobre os recursos destinados à educação, com o objetivo declarado de devolver integralmente a essa área a parcela do orçamento que o governo vinha aplicando em outras áreas, razão pela qual, à primeira vista, deveria merecer todos os elogios. Mas, com o fim da DRU, um remendo fiscal, volta-se ao sistema de verbas vinculadas que compromete irremediavelmente a gestão das contas públicas.
Nas contas dos que a defendem, a eliminação gradual da DRU da educação permitirá que, neste ano, o orçamento do Ministério da Educação seja aumentado em R$ 4 bilhões. Para o ano que vem, o ganho é estimado em R$ 7 bilhões e, para 2011, quando a DRU estará extinta, em R$ 10,5 bilhões. Isso porque, pelo texto da emenda, a DRU, que até há pouco permitiu ao governo dar a destinação que quiser a 20% dos recursos que deveria aplicar obrigatoriamente em educação, se reduzirá a 12,5% neste ano, a 5% em 2010 e a zero em 2011.
A emenda merece, porém, algumas observações. A DRU, criada em 1994, foi o instrumento que o governo usou para escapar, de maneira muito limitada, das amarras que a Constituição de 1988 lhe impôs na definição de seus gastos.
A Constituição determinou a aplicação obrigatória das receitas de partes da arrecadação em determinadas áreas. São as "receitas carimbadas", que entram nos cofres do governo com destinação já previamente determinada. Assim, por exemplo, a arrecadação da Cofins deve ser inteiramente destinada a programas de aposentadorias, pensões e outros da área da seguridade social. A receita do PIS é reservada para a constituição do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e ao BNDES. Tributos criados posteriormente, como a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), também têm sua destinação já estabelecida pela legislação - que, aliás, nunca foi respeitada.
Além disso, a Constituição determinou que a União "aplicará, anualmente, nunca menos de 18%" da receita proveniente de impostos e de transferências "na manutenção e desenvolvimento do ensino".
Por causa de tantas restrições, o Ministério do Planejamento calcula que, de cada R$ 100 arrecadados, cerca de R$ 75 chegam aos cofres públicos com o destino determinado: educação, seguridade social, seguro-desemprego, infraestrutura de transportes, entre outros. A DRU permitiu ao governo remanejar 20% de todas as receitas "carimbadas", destinando-as para áreas que considerasse prioritárias - e que poderiam incluir a própria educação.
Foi um mecanismo importante para reduzir o engessamento das receitas federais e para dar um pouco mais de racionalidade à gestão financeira. Calcula-se que, com a DRU, a parcela da receita sobre a qual o governo tem alguma autonomia, que antes era de 25% do total, tenha aumentado para 35%.
A emenda promulgada pelo Congresso volta a engessar o governo, recompondo integralmente as verbas "carimbadas" da educação. Seu objetivo, como dizem seus autores, é garantir que a educação tenha mais recursos. Mas governos responsáveis não precisam ser forçados a aplicar recursos expressivos em educação; devem fazer isso porque é necessário.
Além disso, o estabelecimento de um piso para se aplicar na área pode ser interpretado também como um teto, o que desestimula os governantes a concentrar ainda mais recursos no setor, como seria desejável. A obrigatoriedade de aplicação de um mínimo em educação igualmente desestimula os responsáveis pelo sistema a desenvolver projetos novos ou até mesmo a manter a qualidade dos já existentes, pois, qualquer que seja seu desempenho, o dinheiro já está assegurado.
Por isso, apesar de suas boas intenções, será limitado o alcance da emenda na área da educação. Para a gestão orçamentária, será um retrocesso.
Fonte - Estadão Opinião
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A educação arcaica em tempos modernos...
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Friday, 30 October 09 - 06:15 AM (GMT -04:00) By Master Santucci in Educação |
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Salário médio do professor é de R$ 1.527, diz MEC; 16 Estados pagam menos que esse valor
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Saturday, 17 October 09 - 07:20 AM (GMT -04:00) By Master Santucci in Educação |
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Da Redação
Os salários mais baixos destinados a professores da educação básica da rede pública, excluindo o sistema de ensino federal, estão em Pernambuco. É o que revela estudo do MEC (Ministério da Educação) divulgado nesta quinta-feira (15).
A média nacional de salários de professores da educação básica no país está em R$ 1.527. Ao todo, 16 Estados pagam valores inferiores a esta quantia.
MEC divulga média salarial dos professores da educação básica; você concorda com os números?
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Salário médio dos professores da Educação Básica brasileira |
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De acordo com os dados da pasta, em Pernambuco, um docente ganha
No Sudeste, a rede pública do Rio de Janeiro remunera melhor seu magistério do que São Paulo. No RJ um docente ganha, em média, R$ 2.004; seu colega paulista recebe R$ 1.845. Os fluminenses e os paulistas seguem o Distrito Federal no ranking da remuneração.
Com os piores salários estão Estados do Nordeste. Pouco melhor que Pernambuco está a Paraíba, com remuneração média de R$ 1.057 e, em seguida, o Piauí, com salário médio de R$ 1.105.
CNTE contesta valores
Para o presidente da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), Roberto Leão, os valores não correspondem à realidade. "Essas contas do ministério me assustam muito. Queria saber onde conseguiram esta fábula", afirma.
Segundo Leão, o salário médio nacional observado pela categoria está em torno de R$ 920. "O próprio ministério fala que o piso de R$ 950 iria melhorar a condição de 40% dos professores. Como é possível que o piso seja superior a R$ 1.500?", questiona.
Pesquisa mostra que alunos preferem professores a instituições de ensino
Magistério começa a ter dignidade resgatada no Brasil, dizem especialistas
Para consultor da Unesco, cenário sobre professores no Brasil é preocupante
CNTE aponta envelhecimento de docentes e desinteresse pelo magistério
Piso nacional ainda é polêmica
Apesar da lei que estabeleceu o piso nacional do magistério, seu pagamento ainda é controverso. A lei exige que cada Estado pague, no mínimo, R$ 950. No entanto, este valor deve ser corrigido anualmente.
Para a CNTE o piso, hoje, é R$ 1.132. "Está uma bagunça generalizada. Queremos que esse valor seja pago para uma jornada de, no máximo, 40 horas. Há Estados que pagam menos e outros que estão até reduzindo a remuneração dos professores", afirma Leão.
Fonte – UOL Educação
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Não há cidadania sem livro, diz Milton Hatoum
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Saturday, 04 July 09 - 09:34 AM (GMT -04:00) By Master Santucci in Educação |
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Lísia Gusmão - Enviada especial da EBC
Paraty (RJ) - O escritor Milton Hatoum vai direto ao ponto ao falar da realidade brasileira. Para ele, não há cidadania sem livro e política pública tem que ser feita “no miúdo”. A declaração foi dada em entrevista à Agência Brasil, em que antecipou algumas das reflexões que devem marcar o debate com Chico Buarque na mesa literária Sequências Brasileiras, hoje (3), na sétima edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip).
Em comum, os dois analisaram a realidade brasileira em seus mais recentes livros.
No café ao lado da Tenda dos Autores, que receberá as maiores estrelas da Flip até domingo, Hatoum cobrou “mudanças estruturais” na política brasileira e o engajamento das prefeituras nas políticas voltadas à educação.
“Eu, que ando muito por esse país, observo que os livros do Ministério da Educação estão chegando às escolas e às bibliotecas. Isso é um alento para quem escreve, para quem dá tanta importância a leitura”, disse. “Mas política pública tem que ser feita no miúdo, nos municípios."
Segundo ele, as políticas públicas não devem "obrigar ninguém a ler". "Mas é um absurdo, para não dizer um crime, você não permitir o acesso à leitura a milhões de crianças pobres no Brasil. A política do livro deve ser uma prioridade de qualquer governo. Não há cidadania sem leitura”, disse.
Hatoum cobrou ainda a valorização dos professores e defendeu a implantação de uma política de salários para a categoria a partir de 2010. “É uma vergonha que professores ganhem menos do que um salário mínimo. Qualquer país desenvolvido, qualquer país civilizado investiu muito na educação, no livro, na formação dos professores, nos salários dos professores. E isso eu acho positivo.”
Se a educação evolui no Brasil, o mesmo não acontece com a política, disse Hatoum. O autor observa avanços pontuais, sobretudo na educação, que prometem uma “mudança futura”, mas reclama da demora em mudanças estruturais.
“O Brasil de hoje ainda é desigual e injusto, mas há avanços pontuais que prometem uma mudança futura. Eu sinto falta de uma mudança mais estrutural, ética. Veja o que acontece no Senado”, disse o escritor, em referência à crise política deflagrada após denúncias de irregularidades administrativas envolvendo a Casa.
Fonte – Agência Brasil
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Educar para uma nova sociedade
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Saturday, 20 June 09 - 09:56 AM (GMT -04:00) By Master Santucci in Educação |
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Alexandre Saconi
“Durante muitos anos, a escola foi um aparelho de reprodução ideológica do Estado. Ela saiu disto e foi rumo a uma lógica mercadológica, só que não definiu para qual tipo de mercado: um ético, com valores voltados para a sociedade, ou algum outro, autodepredador. O problema é que ela não ficou com nenhum dos dois, ficou perdida nesse meio”.
A afirmação é do educador popular e folclorista Tião Rocha. Ele participou do debate “Saberes necessários para a formação do cidadão: o desafio da educação para uma sociedade sustentável”, realizada durante a Conferência Internacional do Instituto Ethos,
Tião defende que é possível fazer educação sem escola, debaixo de um pé de manga, como o faz há mais de 25 anos no vale do Jequitinhonha (MG). Mas é impossível educar sem bons educadores. “Educar é sempre algo coletivo. Depende de pelo menos duas pessoas. É uma troca. O que eu tenho com o que você tem”.
Relembrando sua trajetória, Tião recordou de algumas desistências de seus alunos. “Não posso dizer que nunca perdi um aluno. Já perdi sim, mas porque alguns foram estudar música na Universidade Brasileira de Música e outros porque foram para o balé Bolshoi. Não podemos perder nossas crianças para o passado, mas sim para o futuro”.
Questionado sobre o papel da sustentabilidade, ele citou o fato de políticas baseadas no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) sempre serem compensatórias. Para ele, essas iniciativas atacam apenas aspectos deficientes da sociedade. “Preocupo-me não com o IDH, mas sim com o Índice de Potencial de Desenvolvimento Humano. Pois o primeiro só mede a parte vazia do copo. O segundo vai ver a água que já está nele. Mesmo que seja pouca, é ela que deve ser reproduzida, e não ser complementada com uma rega esporádica”, disse.
Para José Ernesto Bologna, a educação deve promover uma mudança das consciências em prol da sustentabilidade. Para isso, é preciso convencer escolas e universidades que a sustentabilidade é uma utopia já instalada para o século XXI. “As escolas continuam segmentando conhecimento, tomado como objeto, não construído na interação e com crítica. É fundamental valorizar o conceito e colocá-lo dentro dos currículos, convencendo os jovens que há uma utopia: a da sustentabilidade”.
Mas para Bologna, não basta tratar sustentabilidade de maneira transdisciplinar, é necessário ser multimídia. “O desafio é que, para construir o mundo que temos que construir, temos de desconstruir o mundo que está aí”.
Para Lia, em tempos difíceis é preciso desenvolver quatro habilidades e competências. Primeiro, contextualizar a informação. Com todo o volume de informações geradas é preciso trabalhar para que estas gerem efetivamente uma transformação. Em segundo lugar, é preciso desenvolver senso crítico, para realmente construir um objetivo de transformação. Em terceiro, a alfabetização emocional, que é de suma importância, mas em muitos casos é relevada. Por fim, tomar cuidado com o comprometimento, para que este não se torne oportunismo.
Fonte – Portal Aprendiz
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Brincar é aprender
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Sunday, 03 May 09 - 07:57 AM (GMT -04:00) By Master Santucci in Educação |
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Após uma série de teorias sobre o desenvolvimento da inteligência infantil, ressurgem autores defendendo que o melhor a fazer para estimular o raciocínio da criança é deixá-la brincar
Leia +
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Ainda precisamos do velho modelo de educação?
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Saturday, 25 April 09 - 09:15 AM (GMT -04:00) By Master Santucci in Educação |
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Irapuan Martinez, um velho amigo, sempre defendia a tese de que Internet se aprende na Internet, esta afirmativa já faz quase dez anos. Por muito tempo argumentei que não era bem assim, afinal eu tinha um Centro de Treinamento Macromedia, e precisava defender o argumento de que aprendendo comigo era mais rápido.
Mas o tempo passou e meu filho cresceu digitalmente livre, nunca instalei nenhum software de controle, e ele sempre teve o próprio computador. Ensinei-o a se defender digitalmente, e sobrevivemos. Ele usou esta liberdade para aprender à aprender. Na web ele aprendeu Perl, Ruby, C#, ActionScript 3, Modelagem de jogos, aprendeu a gerenciar e construir servidores de MMORPG, modelagem de mundos virtuais e agora estava no quarto aprendendo modelagem no Maya, e a cada dia me surpreende com uma novidade. Tudo isto com poucos livros, aliás, os poucos livros sobre o assunto continuam novinhos, ele não os usa, aprendeu tudo na Internet. O espírito do consumismo hedônico da nova geração nele se deu pelo conhecimento, ele é um devorador de conhecimento, mas não demonstra nenhum apego com ele, joga fora projetos sem a menor cerimônia.
Meu filho costuma chamar a escola dele de Jurássica, apesar de ter lousas digitais, não permite que o aluno use nenhum equipamento eletrônico em sala de aula. Ele não quer um notebook, pois não pode rodar os seus jogos prediletos, nem um mini notebook porque não o deixarão usar na sala de aula.
O que acabei de relatar do meu filho, é um retrato do que vem por ai, ele não é a media, faz parte de uma minoria digitalmente alfabetizada, a grande maioria dos amigos dele, avalio em 90% ainda utilizam a tecnologia sob a édige da ignorância arrogante, do preconceito midiaticamente construído, desta forma sempre tiveram a internet sob uma visão distorcida, uma internet como um mundo de perversidade e maldade, e repleta da bobagens e com nada para ensinar, azar o deles, sorte do meu filho.
E é no conflito destes dois mundos que foco meu artigo, que não tem objetivo conclusivo, apenas de levantar a discussão. A semente da questão se deu pelo último Descolagem de 2008, foram várias palestras interessantes e a do Luli, apesar dele aplicar uma dinâmica de locutor às suas palestras, pesquei muitos insights interessantes. Um deles foi sobre o que acontece com a tecnologia no ambiente educacional, foi mais ou menos assim:
O educador não entende a tecnologia, o desconhecimento apresenta-se como uma ameaça, e esta ameaça é respondida como o entendimento de que a tecnologia é nociva. Dai surge o bordão de que na Internet só tem bobagem, e que ela “come criancinhas”.
Na verdade sugiro que você leia sobre o Descolagem #3 Educação, e vejam os vídeos disponíveis, todos os palestrantes tiveram insights interessantes, foi um compartilhamento sublime de conhecimento.
Voltando à discussão, em breve mais crianças serão digitalmente alfabetizadas, com a ubiqüidade do acesso à Internet, o computador é o único vilão que os papais dinossauros enxergam. Mas onde iremos chegar?
Simples, muito simples, como diz o Luli, as escolas são verdadeiras redes sociais, ninguém vai para a escola para aprender, vai para encontrar com os amigos, aprendem como conseqüência. Alias é justamente no aprender e ensinar que esta a questão.
O modelo falido de educação no Brasil pode ficar pior, e corre o risco das crianças surpreenderem seus professores com informações e novidades que eles mesmos não sabiam. Alguns mitos foram e serão quebrados, e isto demanda uma reação rápida por parte dos educadores e escolas, é uma questão de sobrevivência, antes que eles se tornem obsoletos:
1.. Ensinar a aprender - Para muitos não existe outra opção, o professor precisa mastigar a informação e depositá-la na cabeça do aluno, mas isto é uma herança do secular sistema educacional, onde um professor fala e os alunos escutam. É um mal tão sedimentado em nossa sociedade, que quando o professor tenta ser diferente, ensinando a aprender, por exemplo, é criticado. Mas o certo é isto, é ensinar à aprender, aprendendo à aprender o aluno aprende a filtrar as informações, mas se o aluno aprender sozinho para que serve o professor?
2.. Orientador e motivador - O professor passa a atuar como um orientador e motivador, um instigador da curiosidade, ensina ao aluno a buscar informações relevantes, a confrontar as discordantes e principalmente o ensina à tirar suas próprias conclusões.
3.. Internet só tem bobagem - Acho que não tem bobagem maior do que esta afirmativa, e o pior é que as crianças estão descobrindo que estão sendo enganadas por seus professores, afinal não é bem assim. Tem bobagem sim, mas tem muita coisa relevante.
4.. A informação precisa ser sistematizada - Esta ai um caso curioso, a sistematização da informação para aplicação em sala de aula é uma herança do tempo que o acesso ao conhecimento era elitizado, hoje em dia muita gente compartilha informação relevante na web, e esta informação esta acessível a qualquer um. A essência esta em ensinar ao aluno à sistematizar estas informação, quem sabe um roteiro de pesquisa não ajude?
5.. Tecnologia tira a atenção do aluno - Na verdade o aluno esta acostumado a interagir, e a buscar informações com velocidade, a nova geração esta ficando multitarefa, é aquela geração que usa o computador assiste TV e ainda pode estar ouvindo música, tudo ao mesmo tempo, “zapeando” de um para o outro na hora em que um tiver algo relevante. Imagine este mesmo aluno sentado numa carteira assistindo a um único discurso vindo de uma única fonte, no caso o professor. Esta na hora de virar a tecnologia a favor da educação.
6.. Use as novas tecnologias - Não evite as tecnologias, a proibição de celular em sala de aula é uma grande bobagem, a nova geração é conectada, e diferente do que se preconizava, tem intensa vida social on-line, e tem boa parte do seu lazer digital
A questão é que não faço idéia de como pode ser o novo modelo de educação, não sou educador, sou publicitário e professor eventual, posso estar falando um monte de bobagens, mas ao menos emito minhas opiniões, compartilho minhas idéias, gosto de uma boa e construtiva discussão.
E você acha que o velho modelo educacional ainda sobrevive quantos anos?
Postado originalmente no blog Entropia!
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Na escola, mas analfabetos
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Saturday, 27 September 08 - 08:17 AM (GMT -04:00) By Master Santucci in Educação |
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Se o estudo recém-divulgado pelo IBGE, em vez de se chamar Síntese de Indicadores Sociais se chamasse Síntese de Indicadores de Futuro, talvez ajudasse o País a se dar conta do que o espera se o mais crucial desses indicadores no mundo contemporâneo - a educação - continuar a ser, no Brasil, a catástrofe que as pesquisas revelam com desalentadora regularidade. Fala-se em futuro não porque as escabrosas deficiências do ensino já não venham emperrando a modernização nacional e a expansão dos nossos setores econômicos de ponta. Mas sobretudo porque, na era da revolução tecnológica permanente e globalizada, sem a superação acelerada do atraso educacional a distância entre o País e as "sociedades do conhecimento" só tenderá a aumentar. O resultado previsível será o encolhimento da participação relativa do Brasil no intercâmbio internacional dos bens e serviços de alto valor agregado - o que faz a riqueza das nações neste século 21.
Diga-se desde logo que a educação de massa, no Brasil, já foi pior. Avançou-se enormemente na última década em matéria de universalização do acesso à escola. Do mesmo modo, o desempenho do sistema de ensino melhorou, embora de forma muito desigual. Mas, a exemplo do que ocorre em tantos outros aspectos da realidade do País, como a mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) tornou a comprovar, também na educação se avança a passos exasperantemente lentos - seja em relação às necessidades da população, seja em relação ao ritmo do progresso nas outras nações com as quais o Brasil deve ser cotejado.
Entram governos, saem governos, e o poder público não consegue concentrar pelo tempo devido programas prioritários, recursos focalizados e políticas de gestão eficazes ali onde se trava de fato a mais decisiva das batalhas na frente da educação - o ensino fundamental.
As conseqüências estão nos novos números do IBGE. O Brasil tem 2,4 milhões de crianças analfabetas na faixa de
É o retrato de uma falência para a qual contribuem professores despreparados e sobrecarregados, condições deploráveis de trabalho, a pobreza das famílias e o interesse insuficiente dos pais, eles próprios analfabetos ou pouco mais que isso. Mas o nervo do problema é que "as escolas simplesmente não sabem o que fazer com as crianças", como diz o consultor da Fundação Cesgranrio, Ruben Klein.
Outro indicador da crise é a chamada defasagem idade-série. Em 2007, 32% dos alunos do ensino fundamental não cursavam a série em que deveriam estar. O dado melhorou em relação a 1997, quando os atrasados representavam 43% do total. Mas - novamente - o ritmo da melhoria deixa a desejar. "Os estudantes nessas condições ainda são muitos", diz o presidente do IBGE, Eduardo Nunes. O mesmo raciocínio vale para o nível de escolarização dos brasileiros com 15 anos ou mais. Em 1997, tinham, em média, 5,8 anos de escola. No ano passado, 7,3 anos. Ou seja, levou um decênio para a escolarização aumentar apenas 1,5 ano - e ficar em um patamar muito abaixo de países como a Coréia do Sul, cujo nível de vida em 1960 era semelhante ao do Afeganistão. Sem falar que a evasão no ensino médio é da ordem de 5 milhões de alunos por ano - o que reforça o nexo entre educação de baixíssima qualidade e a escassez de mão-de-obra qualificada. Em 2007, para completar, 30% dos brasileiros de 15 anos em diante eram analfabetos funcionais ou analfabetos totais. Trinta milhões de pessoas no primeiro caso, 14 milhões no segundo.
É ominoso constatar que um terço da geração que desponta para o mercado de trabalho, por falta de educação básica adequada, não tem condições de ascensão social. São cidadãos que dificilmente sairão do nível de pobreza para a classe média - e muito menos para o grupo privilegiado dos "10% mais ricos do Brasil", para o que bastaria a irrisória renda de 3,5 salários mínimos (R$ 1.452,50).
Fonte – Estadão Opinião
Ou você inova, ou evapora!
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Sunday, 03 August 08 - 07:15 PM (GMT -04:00) By Master Santucci in Educação |
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O mercado de trabalho e as empresas sofrem profundas transformações a espaços de tempo cada vez menores. E isso exige de todos um amplo espectro de flexibilidade e adaptabilidade às novas regras. Ou seja, o mundo moderno apresenta, a cada dia, novos problemas e oportunidades que exigem novas maneiras de pensar. Além disso, o conhecimento fica obsoleto muito rapidamente. O que aprendemos hoje provavelmente não servirá muito daqui a cinco anos.
Essa situação é o resultado das inovações em todos os setores: ciências, marketing, produtos, medicina, engenharia, aviação, propaganda, etc. Mas e a educação? Será que as escolas estão preparando os profissionais de amanhã para gerenciarem o obsoletismo do conhecimento que ensinam hoje? Como preparar os estudantes para um mundo de transformações cada vez mais rápidas? As matérias atendem às demandas do futuro? As metodologias atendem às expectativas dos alunos? Os jovens de hoje são “multimídia”. Estudam e fazem seus trabalhos escolares na frente de um computador, ouvindo um CD, com a televisão ligada e falando ao telefone. Tudo ao mesmo tempo.
Essas mudanças no mundo exigem inovações por parte das escolas. Recentemente, realizei uma palestra em um evento de educação. À saída, fui abordado por diversas pessoas, entre elas, um professor. Ao abrir sua pasta, o educador mostrou-me seu planejamento de aula. Observei que as páginas estavam amareladas. Algumas escritas à mão e outras datilografadas. Então indaguei:
- Há quanto tempo o senhor dá essas aulas? — Sempre usei este formato e ele tem funcionado bem, respondeu. Esse fato deve provocar uma reflexão nas escolas que continuam fazendo tudo da mesma maneira como sempre foi feito porque funciona. Talvez ainda não percebessem que o grande risco é esperar perder para começar a mexer no time que está ganhando. Como em qualquer empresa ou profissão, as escolas também precisam estimular a criatividade de seus professores, diretores e pessoal administrativo, com o objetivo de gerar inovações que tragam benefícios para todos.
A escola precisa estar alinhada com o mundo atual e com a rapidez das mudanças. A faísca da inovação é o questionamento. Então, pergunto:
- Por que os currículos não são feitos para desenvolver a imaginação dos alunos ao invés de apenas transmitir informações?
- Por que as escolas dedicam tanto tempo para ensinar o passado?
- Por que não dedicam um tempo para analisar tendências e futuro? É no futuro que os estudantes colocarão em prática os conhecimentos adquiridos na escola. Muitas vezes já defasados. Esses são apenas três questionamentos. Podemos ter centenas deles. A partir daí, utilizando as técnicas de geração de idéias, surgirão novas formas para melhorar o produto educacional, melhores práticas didáticas e melhores resultados, maior motivação por parte dos alunos e professores, além de uma infinidade de outras vantagens para todos os envolvidos.
Ou você inova, ou evapora!
A Sociedade em Rede
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Saturday, 02 August 08 - 09:04 PM (GMT -04:00) By Master Santucci in Educação |
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Para entender o que é a sociedade em rede, a sociedade da informação, convém ter claro o que era a sociedade anterior, a sociedade industrial. Enquanto nesta última a ação do homem sobre o meio é direta, se dá em espaços delimitados e em concordância temporal e física, na sociedade da informação rompem-se as barreiras espaço-temporais e é possível atuar à sua margem.
A sociedade em rede se caracteriza pela globalização das atividades econômicas decisivas e sua organização em redes; pela flexibilidade e instabilidade do trabalho bem como por sua individualização; pela chamada cultura da “virtualidade real”; e pela transformação das bases materiais da vida: o espaço e o tempo mediante a constituição de um espaço de fluxos e de um tempo atemporal (Castells, 1999).
Uma expressão resumida dessas mudanças ecológicas, até agora desconhecidas e ainda por explorar, é a que reflete seis grandes dimensões bipolares – já clássicas – que apontam o antes e o agora, o conhecido e o que ainda está para ser revelado: produto-sistema; matéria-energia; codificação analógico-digital; proximidade-distancialidade; espaços-redes, sincronia-assincronia. A primeira das pontas de cada um dos pares representa o passado; a segunda, a nova ordem.
Universidade não forma profissionais que atendam a educação básica, defende especialista
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Friday, 01 August 08 - 08:29 AM (GMT -04:00) By Master Santucci in Educação |
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"De todos os investimentos em educação, a formação do professor com qualidade é o que traz o melhor custo-benefício. Um professor formado tem poder de multiplicação porque vai dar aula para muitos alunos, por muitos anos, e isso justifica o custo", argumentou.
Guiomar, que é ex-conselheira nacional de educação, defendeu a articulação com as universidades para garantir a formação do docente que a educação básica necessita. Ela criticou o modelo "bacharelista" que não forma professores para atuar em sala de aula. "É preciso chamar as universidades para discutir isso", afirma.
"A qualidade da educação de uma escola se mede pela formação do professor que está dentro do ambiente. Por isso a importância de um aprendizado que prepare os professores para o ambiente escolar e não o acadêmico", defendeu.
Os secretários de educação presentes ao evento também expuseram esse problema a partir de experiências regionais.
O diretor de educação básica da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior), professor Dilvo Ristoff, apresentou dados sobre a formação de professores e lembrou que a maioria dos profissionais vem da rede privada de ensino superior.
"A universidade está sendo demandada em várias frentes: para produzir pesquisa e fazer extensão, muitas vezes preenchendo a ausência do Estado. Além disso tem um problema real nas suas licenciaturas que a rigor são construídas para formar professor, mas só no papel. Na prática, elas formam bacharéis", avaliou.
Ristoff defendeu um melhor alinhamento entre a educação básica e a superior na definição de currículos para garantir uma formação mais prática e voltada para a sala de aula. "É preciso um alinhamento, um fio que une as diretrizes curriculares e os projetos pedagógicos dos cursos", afirmou em entrevista à Agência Brasil.
Fotografia do óbvio
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Saturday, 19 July 08 - 08:15 AM (GMT -04:00) By Master Santucci in Educação |
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Valéria Hartt
É verdade que a metodologia mudou e que há quem desconfie dos números. Mesmo assim, os resultados da segunda edição dos "Retratos da Leitura no Brasil", pesquisa feita pelo Ibope Inteligência para o Instituto Pró-Livro, mostram alguns números alentadores e direções inequívocas para as políticas de leitura no Brasil.
A melhor notícia é o aparente aumento do índice médio de leitura dos brasileiros com mais de 15 anos e pelo menos três anos de escolaridade, que dobrou em sete anos: de 1,8 para 3,7 livros per capita anuais. Aparente porque esse nicho é o único que permite algum tipo de comparação com a primeira edição da pesquisa, realizada em 2000/2001. Naquela oportunidade, foram ouvidas pessoas, em 44 municípios e 19 Estados, que, em projeção, representavam os hábitos de 86 milhões de brasileiros, ou 49% da população total do país então.
O levantamento divulgado no mês passado é o de maior amplitude já realizado no Brasil e pode significar uma mudança de universo entre os pesquisados nessa faixa etária. Foram ouvidas 5.012 pessoas de 311 municípios e 27 Estados, projetando os hábitos de 172,7 milhões de brasileiros, 92,3% da população nacional. Nesses moldes, a pesquisa deve tornar-se ponto de partida de uma série histórica.
Com a nova metodologia, que investiga a população a partir de cinco anos, alfabetizada ou não, o número projetado de pessoas que se declaram leitoras equivale a 95,6 milhões - 55% da população estudada. O estudo aponta que o brasileiro lê, em média, 4,7 livros por ano, tendo como critério de sujeito-leitor aquele que declarou ter lido pelo menos um livro nos três meses anteriores à pesquisa. A leitura de livros indicados pela escola chega a 3,4 livros per capita.
Prós e contras
Os estudantes puxam para cima a média nacional, com um índice quase duas vezes maior que aqueles que estão fora da escola (1,3). A média sobe entre os que possuem formação superior (8,3 livros/ano) e é de 4,5 livros para quem tem ensino médio completo, 5 entre os que cursaram entre 5ª e 8ª série do ensino fundamental e 3,7 para quem tem até a 4ª série. É a confirmação do óbvio: a indissociável relação entre leitura e educação, numa lógica em que a valorização da leitura avança quanto maior é a escolaridade. E, mais do que isso: avaliza as políticas que apostam na superexposição do livro no ambiente escolar.
"O que fica claro é o papel da escola como instrumento mais democrático de acesso ao livro", diz Elizabeth Serra, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, para quem os indicadores expressam as primeiras respostas às políticas de incentivo à leitura, instituídas a partir dos anos 90. É essa também a conclusão do Instituto Pró-Livro e a análise da própria coordenação da pesquisa.
"Quando o Estado faz a sua parte, os resultados aparecem", diz Galeno Amorim, coordenador do estudo. "A pesquisa mostra que o crescimento da leitura se deve basicamente aos 5 milhões de pessoas que passaram a compor o segmento com formação universitária, aos 12 milhões que, na última década, completaram pelo menos o ensino médio, além de programas como o Programa Nacional do Livro Didático para o Ensino Médio (Pnlem) e o Programa Nacional da Biblioteca Escolar (PNBE). Isso reflete uma política de Estado", completa.
Há quem enxergue com reservas os resultados. "A pesquisa é valiosa, mas tem limitações, porque traz inevitavelmente um viés atrelado ao mercado editorial. Não se pode dizer que apresente o retrato da realidade brasileira", desafia Luís Percival Lemes Britto, doutor em lingüística pela Unicamp e titular da Universidade de Sorocaba. Britto estranha os números apontados pela base comparativa. "Seria cauteloso ao afirmar, por exemplo, que a média de leitura dobrou. Será que em um intervalo de seis, sete anos tivemos uma transformação tão abrupta da realidade cultural brasileira? Não vejo o Inaf até agora mostrar esse panorama."
O fato é que alguns indicadores parecem mesmo carecer de um olhar mais aproximado, de estudos qualitativos que permitam compreender a intensidade e a densidade das informações apresentadas.
Crianças e jovens lêem mais
O diagnóstico apresentado pela pesquisa "Retratos da Leitura no Brasil" mostra que os 56 milhões de estudantes são os mais ativos leitores da população brasileira. A análise por corte etário indica que 39% estão na faixa de
A ligação entre leitura e vida escolar é imediata. Na média consolidada, cada aluno lê 7,2 livros por ano - 5,5 didáticos ou indicados pela escola. Espontaneamente, cada estudante não chega a ler dois livros por ano. Ficamos em 1,7. Na hora de escolher um livro, o tema é o fator mais importante, apontado por dois terços das crianças e adolescentes com menos de 15 anos.
A pesquisa também indica que quanto maior a escolaridade, maior o tempo dedicado à leitura. Na semana, o tempo é de 1,5 hora entre os estudantes até a 4ª série, 1,4 hora entre os alunos de 5ª a 8ª, 2,2 horas no ensino médio e 2,5 no superior. Para os livros indicados pela escola, a média de horas de leitura é, respectivamente, de 1,9; 2,3; 2,2 e 3,4 horas semanais.
Apesar da obrigatoriedade da leitura nas escolas, é alto o índice de estudantes que lêem com prazer: no Fundamental I, 38% ; de 5ª a 8ª, 33%; no ensino médio, 39%, chegando a 34% entre os que cursam o ensino superior.
Os mais jovens também introduzem novos hábitos de leitura. Enquanto mais de 90% dos adultos com mais de 40 anos preferem ler em locais silenciosos, 14% na faixa entre 5 e 10 anos declaram gostar de ler com a TV ligada, prática que se repete em 10% da população entre 11 e 13 anos. São os jovens os que mais costumam ler ouvindo música, principalmente na faixa de
O papel da escola
A pesquisa evidencia a importância da família e da escola na formação de leitores. Para 49%, a mãe é a principal incentivadora, superando o professor (33%). Entre as crianças de
O nó da questão
"Os programas governamentais para formação do professor-leitor são insuficientes", reconhece a coordenação da pesquisa. "Os depoimentos de não-leitores apontam que os docentes liam muito pouco ou quase nada para eles", acrescenta Galeno Amorim.
Entre os 77 milhões de não-leitores, o equivalente a 45% da amostragem total, a maior parcela está entre os adultos:
"Seria importante um mutirão que, no curto prazo, ajudasse esses profissionais/educadores a descobrir a tal senha, e/ou se aperfeiçoassem como mediadores de leitura", propõe a consultora Maria Antonieta da Cunha, presidente da Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte.
Com uma formação cada vez mais afastada da leitura livresca, o educador brasileiro parece distante da figura que ronda o imaginário popular. Longe de ser o guardião de muitos saberes, a figura do professor conduz à visão de que ele próprio é, muitas vezes, um não-leitor, ainda que leia por obrigação em sua rotina.
"Se a leitura literária deveria ser um bem cultural a que todos deveriam ter acesso, mais ainda a ela deveriam ter acesso os professores, a quem cabe transmitir aos alunos esse bem", diz Magda Soares, da UFMG, especialista em letramento. "Não se apropriaram desse bem cultural por responsabilidade de sua formação na infância, na juventude - e agora não podem fazer outra coisa senão repetir o mesmo erro com seus alunos, criando um círculo vicioso difícil de romper", completa.
O papel das bibliotecas também está na berlinda, ainda que o secretário-executivo do Ministério da Cultura, Juca Ferreira, enalteça as ações do governo e destaque que 67% dos pesquisados declaram conhecer alguma biblioteca. "Isso mostra que esse equipamento cultural não só é o mais bem distribuído entre os municípios do Brasil, como está cada vez mais perto da vida dos brasileiros."
No entanto, três entre cada quatro brasileiros não freqüentam bibliotecas públicas, hoje uma rede de 6 mil equipamentos, muitos deles precisando de recursos e de pessoal qualificado.
A falta de obrigatoriedade de biblioteca nas escolas do ensino fundamental é outro problema. "Passou da hora de o MEC criar um grande programa de bibliotecas escolares e estreitar os vínculos entre as bibliotecas escolares e as bibliotecas públicas municipais e comunitárias", propõe Amorim.
Fonte – Revista Educação – Edição 135
UE defende investimento na melhoria da qualidade do ensino
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Friday, 04 July 08 - 08:25 AM (GMT -04:00) By Master Santucci in Educação |
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A Comissão Européia quer que os sistemas escolares dos Estados-membros da União Européia sejam mais adequados às necessidades dos alunos, apostando na melhoria da qualidade do ensino.
No documento "Melhorar as Competências para o Século 21: Uma Agenda para a Cooperação Européia nas Escolas", Bruxelas diz que a escola precisa "garantir uma aprendizagem de alta qualidade a todos os estudantes".
A generalização do ensino pré-escolar, a redução do abandono e a melhoria do apoio dado nas escolas oficiais aos alunos com necessidades especiais estão entre os caminhos apontados pela Comissão Européia para a melhoria da educação.
Com o intuito de "dar a todos os alunos as competências de que necessitam para a vida", a Comissão Européia aponta a necessidade de "melhorar os níveis de leitura, escrita e cálculo, reforçar as competências 'aprender a aprender' e modernizar os currículos, os materiais didáticos, a formação dos professores e os métodos de avaliação".
O documento também defende a importância de "melhorar a qualidade do pessoal docente e não docente", através da formação e da garantia de um "recrutamento de professores mais eficaz".
Para o braço executivo da União Européia, o ensino escolar é "um elemento essencial para garantir o desenvolvimento dos Estados-Membros e alcançar os objetivos da Estratégia de Lisboa para o Crescimento e o Emprego".
Segundo dados de Bruxelas, atualmente, 24,1% dos jovens do bloco - 17,6% das alunas e 30,4% dos rapazes - têm um desempenho fraco em leitura e escrita.
Ortografias nova e antiga conviverão até 2012
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Wednesday, 02 July 08 - 08:18 AM (GMT -04:00) By Master Santucci in Educação |
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Os estudantes dos ensinos fundamental e médio vão conviver com a dupla ortografia até 2012. Haverá três anos de transição desde a entrada em vigor das mudanças na escrita (a partir do ano que vem) e a obrigatoriedade de utilizar apenas a ortografia atualizada. A tolerância também será estendida para vestibulares e concursos públicos, cujas provas deverão aceitar como corretas as duas normas ortográficas.
As mudanças começarão a ser implementadas a partir dos primeiros anos de formação escolar. Em 2010, os livros destinados a alunos entre 1ª e 5ª séries das escolas públicas deverão conter apenas a nova ortografia. No ano seguinte, a regra valerá também da 6ª à 9ª série. No ensino médio, a medida tem início a partir de 2012.
'Especialistas acham que é bom para os alunos conviverem com as duas regras, para compararem o que mudou', afirma Rafael Torino, diretor de Ações Educacionais do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação). Por isso, o Ministério da Educação autorizou a publicação de livros para reposição com a nova ortografia, para todas as séries, já a partir do próximo ano.
O cronograma de implantação da nova grafia na rede pública foi estabelecido pelo FNDE com base no programa de compra para livros didáticos adquiridos pelo órgão e distribuídos a alunos das escolas públicas.
As compras ocorrem com pelo menos dois anos de antecedência. Em março foi aberto o processo de escolha do material para compra dos livros de 1ª a 5ª séries, cujos protótipos já devem ser apresentados na nova ortografia. No caso do livro didático, a legislação dispensa a necessidade de licitação. A escolha é feita com base na análise dos professores da rede de ensino público.
Para professor, reforma ortográfica causará problemas econômicos
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Wednesday, 02 July 08 - 08:16 AM (GMT -04:00) By Master Santucci in Educação |
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Portugal aprovou na sexta-feira (16) o acordo ortográfico que unifica a forma de como a língua portuguesa é escrita nos países lusófonos. As mudanças do idioma passam a valer em seis anos
Segundo Sérsi Bardari, mestre em Filologia e Língua Portuguesa e doutorando
"O fenômeno não é recente. Se reportarmo-nos ao passado, descobriremos no Renascimento europeu o ponto de partida de um processo que conduziu à produção de dicionários e gramáticas de praticamente todas as línguas do mundo na base da tradição greco-latina. Esse processo mudou profundamente o modo de comunicação humana e deu ao Ocidente um meio de conhecimento e dominação sobre as demais culturas", explica o professor da UMC (Universidade de Mogi das Cruzes).
Bardari diz que a língua é um sistema vivo, dinâmico, que se modifica para além das normatizações impostas e que qualquer unificação terá valor transitório. "O modo de falar e também de escrever o português continuará transformando-se de maneira diferente em cada país, em cada localidade. Têm-se, como exemplo, as próprias variações lingüísticas verificadas no interior do nosso Brasil."
De acordo com o professor, a nova reforma ortográfica causará problemas econômicos, já que mobilizará significativa soma de verbas no processo de revisão e reedição de importantes de obras de referência, como gramáticas e dicionários.
"Creio, portanto, que esse dinheiro seria mais bem empregado no aprimoramento das técnicas de produção de alimentos, uma vez que, comprovadamente, é de comida que a humanidade cada vez mais precisa", conclui Bardari.
Mudanças no ensino médio
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Saturday, 07 June 08 - 08:55 AM (GMT -04:00) By Master Santucci in Educação |
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O ensino da filosofia e da sociologia no ensino médio sempre foi marcado por um movimento pendular de inclusão e exclusão, em razão de divergências pedagógicas e motivos ideológicos. As duas disciplinas eram oferecidas em caráter obrigatório no antigo "ensino secundário" desde o final da década de 20, mas o Estado Novo varguista, por meio da reforma escolar promovida em 1942 pelo então ministro Gustavo Capanema, converteu-as em matérias optativas. Com o advento da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), em 1961, elas voltaram a ser incluídas no currículo mínimo, sob a justificativa de que eram indispensáveis para uma formação escolar de qualidade. Com a reforma educacional promovida pela ditadura militar, em 1971, porém, elas foram banidas das salas de aula.
Após a redemocratização do País, em 1985, ressurgiram as pressões para a reinclusão das duas disciplinas no chamado "ensino de 2º grau", que substituiu o antigo "secundário". Em
Desde então, sob a justificativa de que a filosofia e a sociologia são fundamentais para despertar o espírito crítico dos estudantes, levá-los a conhecer mais profundamente a realidade social e econômica do País e prepará-los para o exercício da cidadania, pedagogos, entidades docentes e o próprio CNE, por meio de sua Câmara de Ensino Básico, passaram a defender sua inclusão nos Parâmetros Curriculares Nacionais e sua oferta em caráter obrigatório, o que acaba de ocorrer. O sucesso dessa medida, contudo, pode ser comprometido pela falta de docentes em número suficiente. Esse problema, aliás, também vem ocorrendo há muito tempo em várias outras disciplinas, como história, geografia, matemática, química e física.
A estimativa das autoridades educacionais é de que serão necessários cerca de 30 mil professores para ministrar aulas de sociologia e filosofia. Atualmente, segundo a Secretaria de Ensino Básico do MEC, há cerca de 8 mil professores lecionando sociologia na rede pública de ensino médio e 10,4 mil professores ensinando filosofia. No entanto, nem todos têm formação específica nas duas áreas.
Para tentar contornar o problema da falta de docentes devidamente especializados na rede escolar pública, o MEC formulou o Programa de Formação Inicial para Professores do Ensino Fundamental e Médio e o programa de Incentivo à Formação Continuada de Professores do Ensino Médio. São iniciativas importantes, não há dúvida, mas estão longe de atender à demanda de professores de sociologia e de filosofia com formação especializada e licenciatura. As universidades públicas, privadas e confessionais certamente abrirão novos cursos de filosofia e ciências sociais, especialmente os de licenciatura, ou expandirão os cursos já existentes. Mas leva tempo para que possam atender à demanda. Além disso, tendo em vista a diversidade do que se ensina
Ainda é muito cedo para saber se a introdução da filosofia e da sociologia como disciplinas obrigatórias é uma medida acertada ou se teria sido melhor reforçar o ensino de português, matemática e ciência.
Fonte – Estadão Opinião
A importância da leitura na educação
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Wednesday, 21 May 08 - 07:08 PM (GMT -04:00) By Master Santucci in Educação |
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Um retrato do ensino estadual
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Saturday, 17 May 08 - 08:29 AM (GMT -04:00) By Master Santucci in Educação |
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O índice estadual, que estabelece metas para as próximas duas décadas, classifica os alunos em quatro níveis de preparo: abaixo do básico, básico, adequado e avançado. Uma das principais metas do Idesp é aumentar, nos próximos dois anos, a participação dos alunos no nível adequado de 29% para 41% nas quatro primeiras séries do ensino fundamental, de 18% para 28% nas quatro séries restantes e de 12% para 16% no ensino médio. Os números da última avaliação revelaram que não será fácil atingir esse objetivo, principalmente na capital.
Segundo a pesquisa, metade das escolas estaduais paulistas tem indicadores abaixo das médias fixadas pelo Idesp para os dois ciclos do ensino fundamental (1ª a 4ª séries e 5ª a 8ª séries). No ensino médio, a situação é ainda mais alarmante: quase 60% das escolas ficaram abaixo da média desejada. Isso significa que grande parte dos alunos da rede pública estadual está no nível abaixo do básico, não sendo capaz de compreender textos ou fazer cálculos elementares
Das 30 melhores escolas estaduais no ranking do Idesp, apenas uma está situada na cidade de São Paulo. Trata-se da Escola Estadual Profª Blanca Zwicker Simões, que tem mais de mil alunos e que, por causa da qualidade do ensino, não registra qualquer evasão. A escola fica no Jardim Anália Franco, bairro de classe média na zona leste. O Idesp abrange 5.183 escolas, das quais 1.056 localizadas na capital. E, como já foi constatado por outras avaliações, a pesquisa mostrou o predomínio das escolas do interior seja nos dois ciclos do ensino fundamental, seja no ensino médio. Entre as cidades que mais aparecem nas listas das dez melhores escolas em cada ciclo estão Campinas, Dolcinópolis, Aparecida d?Oeste e Americana.
O melhor desempenho das escolas da rede pública localizadas no interior é atribuído a dois fatores. Um deles é de caráter social e está relacionado ao envolvimento dos diretores e professores com a comunidade onde os colégios estão localizados, o que permite um bom relacionamento com pais e alunos. Além disso, ao contrário do que acontece na capital, os professores moram nos bairros onde trabalham, tendem a permanecer mais tempo na escola e se comprometem com a formulação e execução de novos projetos pedagógicos. "As relações humanas e sociais no interior são diferentes da capital. Muitas vezes, há apenas uma escola na cidade e os filhos de todas as classes sociais estudam lá", diz a pedagoga Maria Márcia Sigrist, da Unicamp.
O segundo fator é de caráter financeiro. No interior, as prefeituras são responsáveis por oferecer merenda e transporte para os estudantes da rede estadual, o que não ocorre na capital. Além disso, nos últimos anos os municípios mais ricos do Estado, apesar de terem sua rede própria de ensino fundamental, passaram a ajudar na reforma das instalações físicas de escolas estaduais. "As escolas do interior também costumam ser menores, com menos de mil alunos, o que facilita o trabalho pedagógico", completa a secretária de Educação, Maria Helena Guimarães de Castro.
O governo estadual agora dispõe de informações sobre os obstáculos que têm de ser superados para elevar o baixo desempenho da rede de ensino básico e tentar atingir as metas de qualidade que estabeleceu.
Fonte – Estadão Opinião
Histórias ajudam crianças a desenvolver linguagem
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Thursday, 15 May 08 - 11:24 AM (GMT -04:00) By Master Santucci in Educação |
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A pesquisa foi publicada nos Archives of Disease in Childhood e demonstra que ler em voz alta para crianças em idade pré-escolar dá a elas melhor bagagem lingüística, o que se tornará uma vantagem nos anos escolares, mais adiante.
"O estudo confirma que o estímulo linguístico nos primeiros anos de vida da criança é fundamental para a aquisição da linguagem", comentou Stefano Vicari, responsável pela Unidade Operativa Complexa de Neuropsiquiatria Infantil do Hospital Bambin Gesù de Roma. Ele destaca, além disso, que a narração dos pais é um meio muito forte de troca emotiva com a criança. As informações são da agência Ansa.
Redação Terra
O homem e o mundo
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Sunday, 04 May 08 - 03:28 PM (GMT -04:00) By Master Santucci in Educação |
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Um cientista vivia preocupado com os problemas do mundo e estava resolvido a encontrar meios de minorá-los. Passava dias em seu laboratório em busca de respostas para suas dúvidas.
Certo dia, seu filho de sete anos, invadiu o seu santuário decidido a ajudá-lo a trabalhar. O cientista, nervosos pela interrupção, tentou que o filho fosse brincar em outro lugar. Vendo que seria impossível demovê-lo, o pai procurou algo que pudesse ser oferecido ao filho, com o objetivo de distrair sua atenção. De repente, deparou-se com o mapa do mundo, o que procurava! Com o auxilio de uma tesoura, recortou o mapa em vários pedaços e junto com um rolo de fita adesiva, entregou ao filho dizendo:
- Você gosta de quebra-cabeça? ...Então vou lhe dar o mundo para consertar. Aqui está o mundo todo quebrado. Veja se consegue consertá-lo bem direitinho! Faça tudo sozinho.
Calculou que a criança levaria dias para recompor o mapa. Passadas algumas horas, ouviu a voz do filho que o chamava calmamente:
- Pai, pai!...Já fiz tudo!...Consegui terminar tudinho!
A princípio, o pai não deu crédito às palavras do filho. Seria impossível, na sua idade, Ter conseguido recompor o mapa que jamais havia visto.
Relutante, o cientista levantou os olhos de suas anotações, certo de que veria um trabalho digno de uma criança. Para sua surpresa, o mapa estava completo.
Todos os pedaços haviam sido colocados nos devidos lugares. Como seria possível? Como o menino tinha sido capaz?
- Você não sabia como era o mundo, meu filho, como conseguiu?
- Pai, eu não sabia como era o mundo, mas quando você tirou o papel da revista para recortar, eu vi que do outro lado havia a figura de um homem. Quando você me deu o mundo para consertar, eu tentei, mas não consegui. Foi aí que me lembrei do homem, virei os recortes e comecei a consertar o homem que eu já sabia como era. Quando consegui consertar o homem, virei a folha, e vi que havia consertado o mundo.

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