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Outros

A LANTERNA DE DIÓGENES

geography8.gif Friday, 01 May 09 - 08:19 AM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Tecnologia

Liberdade é o que internet nos dá. Mas ao terminar um texto recente sobre as maravilhas da Web, escrevi: "...é bom você aproveitar. Isso não deve durar muito mais tempo." E várias pessoas perguntaram o que eu quis dizer.

Quando eu era garoto, meu pai me deu uma lanterna. Fascinado, eu andava com ela de noite ou de dia, firme no volante. Meu pai então começou a me chamar de Diógenes, referindo-se a Diógenes de Sínope, um filósofo grego que viveu em torno de 350 antes de Cristo em Sinop, onde hoje é a Turquia. Dizem que Diógenes vagava pelas ruas com uma lanterna procurando "a verdade" ou "um homem honesto". Diógenes era completamente desligado de bens materiais, vivendo como mendigo dentro de um barril. Dizia que assim era livre. Outro filósofo, Epicteto, escreveu sobre ele:

"Se quiseres que eu te mostre um varão verdadeiramente livre, apresentar-te-ei Diógenes. E de que modo chegou ele a ser livre? Destruindo em si tudo quanto o pudesse tornar presa da escravidão; desligado de tudo, completamente isolado, nada possuía. Dava tudo o que lhe pedissem, mas estava fortemente unido aos deuses e a ninguém era inferior em obediência, respeito e submissão para com a tal soberania. Estava aí a sua liberdade.".

Diógenes era um anarquista. Quando Alexandre o Grande perguntou o que poderia fazer por ele, ouviu como resposta:

- Sai da frente que você está tapando o sol...

Com sua liberdade, Diógenes incomodava. Afinal, a vida em sociedade apóia-se na supressão das liberdades. Em nome do bem comum, leis e regras nos obrigam a renunciar a nossos desejos. Caso contrário seria o caos, não é?

Mas hoje em dia Diógenes não seria respeitado. Seria um pária, insuportável.

Muito bem. Com o desenvolvimento da sociedade tornamo-nos cada vez mais dependentes de pessoas e sistemas. Dependemos para comer, para morar, para brincar, para amar, para pensar. Ainda pagaremos um imposto para respirar, pode ter certeza.

E no auge dessa loucura surge algo independente: a internet. Uma rede de pessoas, a maior fonte de conhecimento da história da humanidade.

Nela podemos navegar para onde quisermos. Podemos escrever nossa opinião e ler a opinião dos outros. Por ser livre, a internet é nossa lanterna de Diógenes: através dela podemos encontrar a verdade.

Mas, como aconteceu com Diógenes, a liberdade da internet incomoda. É perigosa. Enche a cabeça das pessoas de idéias... É preciso, portanto, criar regras. Primeiro as econômicas: para acessar isto ou aquilo, você tem que pagar. Depois as jurídicas: se fizer isto ou aquilo, você pode incorrer em alguma contravenção. E por fim as regras policiais: estamos te vigiando. Sabemos onde você esteve, o que você fez e o que você pensa...

Você sabia que neste exato momento está sendo discutido um projeto de lei que quer colocar "ordem" na internet? A justificativa é excelente:

assim poderemos coibir os criminosos. Mas... O projeto de lei 84/99 (Lei Azeredo), que começou apoiado em regras jurídicas, agora incorpora regras policiais, introduzidas pelo Ministério da Justiça. Além de todos os dados de tráfego, como horários de entrada e saída do internauta, os provedores serão obrigados a registrar o nome completo, filiação e número de registro de pessoa física ou jurídica.

Vão saber tudo que você fez.

Daí para controlar o que será publicado e lido, é um nada.

Foi por isso que eu disse "...é bom você aproveitar. Isso não deve durar muito mais tempo.". Aquele "isso" quer dizer li-ber-da-de.

Fica esperto, meu. Tem gente querendo apagar a lanterna.

Luciano Pires

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Poucos cubanos têm telefone e computador, diz governo do país

geography8.gif Friday, 27 June 08 - 08:54 AM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Tecnologia

MARC FRANK - REUTERS

HAVANA - Esqueça iPods, BlackBerries e outros aparelhos eletrônicos. A maioria dos cubanos ainda espera a instalação de um telefone e menos de cinco por cento deles possui computador, informou o governo nesta quinta-feira.

Segundo dados divulgados pelo Escritório Nacional de Estatísticas sobre o setor de telecomunicações, em 2007 havia 1,2 milhão de linhas telefônicas no país, cuja população é de 11,2 milhões de habitantes.

Cerca de 910.000 linhas de telefone eram residenciais, e o restante estava nas mãos do Estado. Os telefones celulares são apenas 330.000, incluindo os fixos que operam com tecnologia celular.

De acordo com o órgão, havia 4,5 computadores para cada 100 moradores, mas a maioria deles está em instituições do governo, dependências do setor de saúde e escolas.

O relatório foi divulgado dois meses depois de o presidente de Cuba, Raúl Castro, ter legalizado a venda de computadores e telefones celulares, embora o alto custo os deixe fora do alcance da maioria da população.

Antes da permissão de venda, os cubanos conseguiam computadores principalmente no mercado negro e os celulares por intermédio de estrangeiros, que os usam em Cuba desde os anos 1990.

O relatório diz que mais de 10 por cento da população tinha acesso à Internet, mas na maioria dos casos por intermédio da Intranet governamental. Não há informações disponíveis sobre o acesso à Internet por conta própria.

O número de linhas de telefones e computadores dobrou desde 2002, de acordo com o relatório. Até aquele ano não se registrava o uso de telefones celulares.

Em comparação, o México, com uma população de 108 milhões de habitantes, tem 20 milhões de linhas de telefone e 50 milhões de usuários de celulares, de acordo com estatísticas da indústria.

Dados do Banco Mundial mostravam que em 2006 o México tinha 13,6 computadores e 17,5 usuários de Internet para cada 100 pessoas.

As autoridades cubanas culpam o longo embargo dos EUA ao país pela posição de último colocado em comunicações na América Latina e observam que Cuba ocupa o primeiro lugar em saúde e educação na região.

A decisão de permitir a venda de computador e celular é parte das reformas adotadas por Raúl Castro, que substituiu na Presidência, em fevereiro, seu irmão Fidel Castro, e tem como objetivo aliviar as dificuldades econômicas enfrentadas pelos cubanos.



Site lista 10 coisas legais que fazem você parecer um idiota

geography8.gif Sunday, 18 May 08 - 11:54 AM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Tecnologia

É fácil pensar que um gadget legal e moderno vai fazer você parecer legal e moderno. O site Holy Taco não concorda com essa idéia, e elaborou uma lista com os 10 acessórios que, apesar de serem muito legais, deixam o usuário com cara de idiota.

A lista inclui itens como o iPhone e fones de ouvido Bluetooth, ironizando o uso da capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo - geralmente em situações e locais inadequados.

A maioria dos classificados, porém, tem algo de ridículo em potencial. É o caso das bicicletas esquisitas e das fivelas de cinto engraçadinhas, por exemplo.

Cada item apresentado traz duas explicações que esclarecem a escolha feita pelo site: "Por que você acha que está arrasando" e "Por que você não está arrasando".

Nos comentários, um leitor protesta contra a inclusão do iPhone na lista, escrevendo: "Danem-se! - Enviado pelo meu iPhone". A lista (em inglês) pode ser lida pelo atalho http://tinyurl.com/5pw262.

Veja fotos dos 10 acessórios

Fonte – Terra Tecnologias



Coqueluches tecnológicos podem implodir a web, diz estudioso

geography8.gif Saturday, 10 May 08 - 08:48 AM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Tecnologia

da Reuters, em Londres

A ascensão de aparelhos eletrônicos como iPhone, BlackBerry e Xbox ameaça reverter as décadas de inovação que ajudaram a construir a rede, alerta Jonathan Zittrain, professor de governança e regulamentação de web do Oxford Internet Institute, parte da Universidade de Oxford.

Em seu novo livro "The Future of the Internet and How To Stop It" ("O Futuro da Internet e Como Impedi-lo", em tradução livre), ele diz que a arquitetura simples e aberta da web é a chave tanto para seu enorme sucesso quanto para suas falhas.

O professor diz que os mais recentes aparelhos de alta demanda são caixas seladas, "estéreis", que sufocam a criatividade e transformam os consumidores em usuários passivos da tecnologia.

Ao contrário dos computadores domésticos, os novos aparelhos com acesso à internet não se prestam às alterações e ao trabalho colaborativo que conduz a avanços tecnológicos, diz. A mistura de aparelhos, o excesso de regulamentação e os temores quanto à segurança da internet podem destruir o sistema por dentro.

"Não quero ver um mundo em dois escalões, no qual apenas os especialistas sejam capazes de sobreviver e no qual os não-especialistas fiquem presos entre algo que não entendem e algo que os limita", disse Zittrain.

Zittrain contrasta um dos primeiros computadores produzidos em massa, o Apple 2, dos anos 70, com o mais recente aparelho da companhia, o iPhone. Ele diz que o iPhone é típico daquilo que designa como "aparelhos atrelados."



Tecnologia precisa se adaptar ao ser humano

geography8.gif Sunday, 27 April 08 - 08:47 AM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Tecnologia

Para co-fundador da Apple, tecnologia precisa se adaptar ao ser humano

EMERSON KIMURA - Colaboração para a Folha de S.Paulo

A tecnologia facilitou muito a nossa vida, mas às vezes ela é colocada como mais importante do que o homem. Não deveria ser assim, diz Steve Wozniak, que fundou a Apple com Steve Jobs.

Em entrevista por telefone à Folha, Woz, como gosta de ser chamado, contou como vê a tecnologia hoje e amanhã.

Ele é o visionário que, em 1976, criou o computador Apple I e, no ano seguinte, o Apple II - cujo sucesso permitiu a sobrevivência da empresa, apesar de insucessos comerciais, e deu fôlego financeiro para o desenvolvimento do Macintosh, em 1984.Hoje, Wozniak ocupa-se com palestras, novas empresas de tecnologia, companhias verdes e projetos com a Nasa.

FOLHA - Como o Sr. vê a interação entre homens e máquinas?

WOZNIAK - Tivemos grandes avanços nos anos 80, quando os primeiros computadores com interface gráfica para o usuário, principalmente da Apple - então Lisa e Macintosh -, surgiram. Eram projetados para que a tecnologia funcionasse de maneira que fosse mais familiar para o homem, mais intuitiva, mais natural.

Mas, hoje, quando você usa um computador, quase sempre precisa aprender a mexer em um software. Você tem essa peça tecnológica, e como utilizá-la? Nesse caso, a tecnologia tem sido colocada como mais importante do que o homem. Nós deveríamos esforçar-nos em entender o homem sem tecnologia, tentar adaptar a tecnologia para o estilo humano.

FOLHA - Qual a importância da portabilidade no futuro da tecnologia?

WOZNIAK - Uma vez que você sabe como fazer algo em sua mesa, é muito bom poder fazê-lo em qualquer lugar. Um laptop nos permite isso, mas há muitas vezes em que eu estou andando por aí sem um computador, e agora eu tenho meu iPhone - ele é o único que realmente chega perto de ser um computador de verdade. Sem dúvida, o futuro é sem fio.

FOLHA - E outras tendências?

WOZNIAK - A web 2.0 tem nos proporcionado muito mais do que jamais tivemos. Há uma energia criativa, apóio muito isso, as pessoas criam coisas, como eu costumava fazer. Uma das principais ferramentas em nossa vida é a enciclopédia, e agora temos a Wikipédia - ela é muito mais certa, segura, exata e abrangente do que qualquer enciclopédia de papel que eu já tive na vida. Observo também a tecnologia de telas e sonho com o dia em que nós as vestiremos sobre as roupas e, com o apertar de um botão, poderemos determinar a cor do nosso casaco. E teremos telas em formas diversas, como em volta de um globo, mostrando o Google Earth.

FOLHA - O que o sr. pensa sobre sistemas de código aberto?

WOZNIAK - Pessoas com os ideais mais elevados estão interessadas em código aberto e têm grandes motivações para trabalhar em benefício do mundo. São puras e distintas da ética comum nos negócios: você é bom para os outros, em vez de desejar uma situação em que os controla e os trata como quiser para conseguir dinheiro. Mas não significa que sejam contra fazer dinheiro. O projeto One Laptop per Child, de Nicholas Negroponte, é uma boa iniciativa - e precisa ser em código aberto. Você não pode dar tecnologia para pessoas pobres e exigir que fiquem presas a uma empresa.

FOLHA - E o uso da tecnologia na educação?

WOZNIAK - A educação não tem sido aperfeiçoada como deveria porque nós ainda não temos software que se assemelhe a um ser humano. Então o computador é basicamente um livro escolar - um livro melhor, por causa da interatividade.

FOLHA - Como o sr. olha para esse movimento verde?

WOZNIAK - É o grande foco de atenção para as próximas décadas, particularmente nos meios de criação e uso de energia.

FOLHA - E para a multimídia e a área de entretenimento?

WOZNIAK - O conteúdo tem problemas para chegar às massas porque as companhias sempre têm um interesse proprietário, querem controlá-lo.

É bom ter escolhas. Temos o Blu-ray, que garante uma experiência prazerosa. E temos, por exemplo, a Apple TV - as pessoas alugam, mas a qualidade não é muito alta. Muitos escolhem conveniência acima da qualidade. Ou o [menor] preço.

Outro problema é o da banda. Pode estar tudo na internet, mas nós temos problemas de banda, ela é muito limitada.

Leia mais no blog Circuito Integrado



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