Um guia sobre o uso de tecnologias em sala de aula
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Saturday, 13 June 09 - 08:22 AM (GMT -04:00) By Master Santucci in Tecnologia Educacional |
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Um painel para todas as disciplinas mostra quando - e como - as novas ferramentas são imprescindíveis para a turma avançar
Amanda Polato
TICs, tecnologias da informação e comunicação. Cada vez mais, parece impossível imaginar a vida sem essas letrinhas. Entre os professores, a disseminação de computadores, internet, celulares, câmeras digitais, e-mails, mensagens instantâneas, banda larga e uma infinidade de engenhocas da modernidade provoca reações variadas. Qual destes sentimentos mais combina com o seu: expectativa pela chegada de novos recursos? Empolgação com as possibilidades que se abrem? Temor de que eles tomem seu lugar? Desconfiança quanto ao potencial prometido? Ou, quem sabe, uma sensação de impotência por não saber utilizá-los ou por conhecê-los menos do que os próprios alunos?
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Professores transformam blog em ferramenta de aprendizagem
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Saturday, 24 January 09 - 06:47 AM (GMT -04:00) By Master Santucci in Tecnologia Educacional |
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Stefano Azevedo
Adaptar-se ao mundo virtual é imprescindível para todo professor. Porém, muitos ainda não sabem como utilizar a internet e suas ferramentas em sala de aula. Por isso, a Campus Party 2009 contou com o painel “Uso de blogs em sala de aula”, no qual educadores explicaram como transformaram o blog no material didático mais valioso de seus alunos.
Claudir Segura, professor do curso de Multimeios na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), afirmou que, ao contrário do que se imagina, operar e sustentar blogs requer muito mais conhecimento de humanas do que de exatas. “Eu não ensino tecnologia. Eu ensino comunicação”, disse ele. Em suas aulas, os alunos criaram blogs como o Sobre Saltos, dedicado aos sapatos femininos, e o Botequeiros, no qual os autores relatam a experiência do consumidor em diversos bares paulistas.
Para o professor de comunicação, a vantagem do blog sobre outras formas de publicação é a responsabilidade que o aluno ganha sobre o conteúdo. “O blog é público, qualquer um pode ler. É até mesmo um espaço de visibilidade profissional. Tenho alunos que conseguiram um emprego por causa do trabalho que desenvolveram em seus blogs”, disse Segura.
Além disso, a interatividade com o público faz o aluno ganhar confiança no material que produz. “O blog possibilita feedbacks e comentários, o que deixa o aluno mais seguro. No Sobre Saltos, as internautas começaram a pedir sugestões de sapatos adequados para diferentes ocasiões. Isso significa que as estudantes conquistaram a credibilidade das leitoras”, exemplifica.
A professora de inglês Bárbara Dieu(link) utiliza blogs em sala de aula desde 2001, quando aprendeu com seus próprios alunos a utilizar a ferramenta. Para ela, o aprendizado mais profundo só acontece quando o aluno procura utilizar o conhecimento para se comunicar. “O objetivo é uma postagem pensada pelo aluno e escrita por ele. Não adianta utilizar o blog como se fosse uma apostila, para responder a lição da página
Bárbara descreveu uma experiência de troca de e-mails entre estudantes brasileiros e americanos. “Meus alunos queriam se comunicar. Estavam curiosos para conversar com falantes nativos. Porém, as crianças americanas estavam desinteressadas, pois estavam apenas aprendendo como escrever e-mails. As mensagens soavam como ‘estou postando rápido porque não gosto desta aula’”, disse ela.
“Da mesma forma, não funciona fazer um blog porque o professor mandou”, compara Bárbara. “Usar o blog é explorar a possibilidade de interagir com outras classes, outras séries e outros colégios”.
Fonte – Portal Aprendiz
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Eu, meu aluno e a Internet: uma história a ser "teclada" com muitas mãos
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Saturday, 24 January 09 - 06:04 AM (GMT -04:00) By Master Santucci in Tecnologia Educacional |
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Muito tem se falado sobre as tecnologias, seus impactos na sociedade, seus grandes benefícios e também malefícios. Naturalmente, essa realidade tem se refletido na escola, revelando uma grande diferença no modo de pensar e agir entre nós e nossos alunos. Há um divisor entre os nascidos antes e depois do computador pessoal (anos 80) e, principalmente, da internet gratuita e “hyperlincável” (anos 90). Nossos alunos, segundo o educador americano Marc Prensky, são nativos nesse mundo tecnológico e, nós, imigrantes.
Nossa forma de pensar e aprender, comunicar-se, registrar, relacionar-se, difere muito de nossos educandos. Enquanto nos comunicamos presencialmente ou por telefone, os planejamentos de aulas estão em cadernos ou folhas impressas, nossas pesquisas são feitas preferencialmente em livros, temos TV, CDs e DVDs para lazer, nossos alunos fazem tudo isto pelo computador com a Internet. Frutos de uma educação cartesiana e especialista, ainda realizamos as atividades de forma estanque, enquanto o jovem realiza tudo, preferencialmente, de forma simultânea. Uma cena comum nos lares dessa aldeia global: o adolescente fica no quarto, msn ativo, Orkut aberto, fazendo download de músicas em MP3, fala ao telefone convencional, passa mensagens pelo celular, olha um programa na TV, ouve música e com o material didático aberto ainda estuda para a s provas.
Toda esta diferença tem causado um estrondo na escola. É como se tivéssemos pessoas falando idiomas diferentes e ninguém se entende. Os professores reclamam de alunos indisciplinados e desmotivados. Alunos, por sua vez, consideram as aulas monótonas e sem “graça”. Qualquer semelhança com a sua escola ou alguma que você conheça não é mera coincidência... É parte da história. Estamos vivendo este desafio não porque somos atrasados ou incompetentes, mas pelo fato puro e simples de que não tivemos tempo de nos prepararmos para isto tudo. A tecnologia chegou e pronto. Rápida e definitivamente. Não tem mais volta.
E como fazer para diminuir esta distância com nossos alunos e passar a estabelecer uma comunicação mais eficiente e produtiva com eles? Estabelecendo pontes! E como se faz isto, meu colega? Permitindo-se ser imigrante ou, ao menos, turista neste mundo tecnológico. Temos que nos dispor a aprender o “tecnologês e o internetês”. É fácil? Isto depende de cada um. Sabemos que aprendizagem é processo e que cada um aprende no seu ritmo. E que todos aprendem. E por onde começar para ser, ao menos, um turista no mundo tecnológico?
Em primeiro lugar, é preciso disponibilidade. É necessário querer se apropriar deste conhecimento. Isso internalizado, os passos seguintes são simples e tranquilos. E não é necessário ir a escolas especializadas – os melhores professores estão em sua sala de aula. Esta é uma história que começa teclada a quatro mãos!
Aproveite o conhecimento ferramental com seus alunos para dominar a técnica. Transformar informação em conhecimento, construir valores e conceitos corretos, enfim, cabe a nós, professores, uma sociedade mais humana.
Vamos lá:
- Comece aprendendo sobre a ferramenta de e-mail. Instrumento fundamental de comunicação na web.
- Comece a navegar por sites e portais educacionais se afiliando aos mesmos. Nesses sites, você encontrará outros endereços interessantes, sugestões para aulas, trocas de experiências com outros docentes e um mundo de possibilidades pedagógicas.
- Depois, você pode montar um site pessoal ou blog. Os grandes portais oferecem ferramentas bem simples e gratuitas para montar o seu espaço na web. Exercícios, textos complementares, descritivos de pesquisas escolares, enfim, tudo fica hospedado na página pessoal e é acessado diretamente por seus alunos.
Como utilizar essa ferramenta de forma didático-pedagógica?
A tecnologia é um meio e não um fim. Ou seja, os recursos tecnológicos complementam todas as ações que já realizamos na escola, desde os livros, vídeos, feiras de ciências, teatros e tudo mais.
O essencial é perceber, com bom senso, o que é mais adequado para o momento atentando-se ao perfil e necessidades pedagógicas da turma, conteúdo a ser trabalhado, tempo disponível e aplicabilidade.
Tecnologia pressupõe planejamento. Nada de simplesmente ir ao laboratório e sugerir uma pesquisa livre. Isto é absolutamente improdutivo e perigoso. Você nunca sabe o que pode vir (experimente digitar “cavalo” num buscador de imagens e aterrorize-se!). O uso do laboratório de informática, seja para uso da Internet, softwares educativos ou aplicativos, deve ser oriundo de um conteúdo acadêmico. A aula nasce para atender um objetivo pedagógico e utiliza-se de alguns recursos educacionais, entre eles, os tecnológicos. Logo. o conteúdo é apresentado em sala de aula e ampliado no laboratório ou vice-versa – e o principal são os objetivos pedagógicos a serem atingidos.
Se realmente quiser propor aos alunos uma pesquisa, delimite a busca, indicando pelo menos cinco sites. Será produtivo e seguro para você e o grupo. Cada vez que realizar uma atividade pedagógica virtual, registre no caderno dos alunos. Exemplo: o conteúdo “Célula” da unidade 1 foi abordado no site http://www.talecoisa.com.br no laboratório de informática.
Permita que os trabalhos dos alunos sejam apresentados em sites ou blogs. Há ainda as webquests, uma metodologia específica para trabalho pedagógico na web. Você também pode pesquisar lista de fóruns e debates onde se discutem assuntos de seu interesse, inclusive os acadêmicos – um número enorme de professores se interessa em contribuir e trocar experiências entre docentes. Ainda existe a possibilidade de se desenvolver uma atividade colaborativa, envolvendo grupos de outras escolas e cidades. Seja imigrante neste maravilhoso mundo virtual e faça parte da realidade do seu estudante.
Danielle Lourenço é pedagoga e consultora
Fonte - JORNAL VIRTUAL PROFISSĂO MESTRE - Profissăo Mestre – Ano 7 Nº 101
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Utilização Inovadora das Tecnologias na Educação - O Deslocamento dos Paradigmas da Educação
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Tuesday, 20 January 09 - 06:51 AM (GMT -04:00) By Master Santucci in Tecnologia Educacional |
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Não é preciso ser nenhum deslumbrado da eletrônica para constatar que o movimento transformador que atinge hoje a informação, a comunicação e a própria educação constitui uma profunda revolução tecnológica. Este potencial pode ser visto como fator de desequilíbrio, reforçando as ilhas de excelência destinadas a grupos privilegiados, ou pode constituir uma poderosa alavanca de promoção e resgate da cidadania de uma grande massa de marginalizados, criando no país uma base ampla de conhecimento, uma autêntica revolução científica e cultural.
Nesta rearticulação da sociedade, hoje urbanizada e coexistindo em "vizinhanças", e frente ao novo papel do conhecimento no nosso cotidiano, as estruturas de ensino poderiam evoluir, por exemplo, para um papel muito mais organizador de espaços culturais e científicos do que propriamente de "lecionador" no sentido tradicional. De toda forma, o espaço urbano abre possibilidades para a organização de redes culturais interativas que colocam novos desafios ao próprio conceito de educação.
Conforme vimos, tudo indica que não estamos enfrentando apenas uma revolução tecnológica. Na realidade, o conjunto de transformações parece estar levando a uma sinergia da comunicação, informação e formação, criando uma realidade nova, que está sendo designada como "sociedade do conhecimento". De certo modo, o processo reflete os primeiros passos do homo culturalis, em contraposição ao homo economicus dos séculos XIX e XX.
Entrar neste universo cibernético da modernidade, quando somos um país em grande parte subdesenvolvido, envolve dificuldades. De certa forma, precisamos traçar caminhos próprios e não basta aplicarmos fórmulas desenvolvidas para países ricos. É útil lembrar alguns dados. Os gastos públicos por aluno nos ensinos pré-primário, primário e secundário, em 1990, foram de 2.419 dólares por ano nos países ricos, contra 263 dólares nos países do Terceiro Mundo. "De uma forma geral", constata a Unesco, "são os países mais pobres que fornecem a educação mais limitada." Ou seja, os que deveriam gastar mais em educação para alcançar os mais ricos são justamente os que gastam menos. A esperança de vida escolar em certos países é inferior a 500 dias, enquanto atinge 3.100 dias no Canadá.

Isso mostra que dinheiro e tecnologia não é tudo. Mas significa sim que estamos trabalhando, em termos de educação, com universos profundamente diferenciados. O mesmo relatório internacional menciona que na cidade de São Paulo o número de chefes de família com menos de um ano de escolarização é 22 vezes superior na periferia do que nas áreas centrais da cidade.
Ampliando essa visão para o Brasil, o Relatório Nacional Brasileiro à Cúpula Mundial para o Desenvolvimento Social (Copenhague, 1995) constatou que, "no que se refere aos 8 anos do ensino básico, apenas 34% dos que nele ingressam chegam à sua conclusão, no geral, com um tempo de permanência 50% maior do que o período previsto. Existem também descompassos entre a oferta e a demanda, estimando-se em 4 milhões o número de crianças fora da escola, ao mesmo tempo que se verifica uma sobrecarga da rede pública. Apenas 1% da população chega à universidade, sendo que o ensino de segundo grau (do 9º ao 11º anos) representa outro grande afunilamento, já que somente 30% da população entre 15 e 19 anos de idade tem acesso a ele."

Pergunta:
As tecnologias convergentes
O nosso desafio não é só introduzir novas tecnologias com o conjunto de transformações que isso implica, mas também assegurar que essas transformações sejam fontes de oportunidades.
Como inverter a dinâmica de uma educação que hoje constitui um fator de reforço das desigualdades?
Como rearticular os diversos universos sociais cada vez mais distantes?
Resumindo as noções gerais, ou macrotendências, que vimos até agora, e buscando sistematizar o que elas representam em termos práticos para a nossa ação, sugerimos os seguintes pontos de referência:
- Universo do conhecimento
- Transmissão de conhecimentos
- Conhecimentos estanques
- Cronologia do conhecimento
- Educação continuada
- Gestão do conhecimento
- Cidadania
- Tecnologia e desigualdade
- A favor ou contra?
Pergunta:
Espaço vivencial
Vimos que as tecnologias mudam o referencial da educação.
Descreva uma experiência pedagógica que você tenha vivenciado ou observado, na qual você identificou uma forma inovadora de ensinar e aprender.
Fonte - Vanzolini
Utilização Inovadora das Tecnologias na Educação - A Educação Articuladora dos Espaços do Conhecimento
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Sunday, 18 January 09 - 07:12 AM (GMT -04:00) By Master Santucci in Tecnologia Educacional |
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Se o século XX foi o século da produção industrial, dos bens de consumo durável, o século XXI será o século da informação, da sociedade do conhecimento. Não há nenhum "futurismo" pretensioso nesta afirmação, e sim uma preocupação com as medidas práticas que se tornam necessárias, e cujo estudo deve figurar na nossa agenda. Não podemos mais trabalhar com um universo simplificado da educação formal, complementado por uma área de educação de adultos para recuperar "atrasos". E, na realidade, diversas formas e canais de organização e transmissão do conhecimento já existem, enriquecendo o leque do universo educacional.
Neste sentido, a convergência tecnológica que vimos mais acima, que funde a telefonia, a informática e a televisão num grande sistema interativo de gestão do conhecimento, leva-nos a que a educação deixe de ser um universo em si e se torne um articulador dos diversos espaços do conhecimento. Esses espaços hoje comunicam naturalmente, à medida que todos têm um denominador comum, o sistema digital de informações. São apenas dimensões, formas de apresentação, embalagens diferenciadas do mesmo universo. A sua segmentação freqüentemente resulta mais das heranças institucionais e organizacionais que herdamos de outros tempos, do que propriamente de qualquer lógica e racionalidade em função da sua utilidade prática.
Educação Corporativa
Um bom exemplo da diversificação dos espaços educacionais nos é fornecido pela formação nas empresas. Atualmente, as empresas norte-americanas gastam cerca de 60 bilhões de dólares com formação interna. O programa do presidente Clinton previu a alocação de 1,5% da totalidade da massa salarial do país a formação dos trabalhadores, o que dobraria com sobras os gastos atuais. A importância deste novo segmento da educação pode ser avaliada se lembrarmos que os EUA gastam em torno de 6,8% do PIB com educação pública, ou seja, cerca de 340 bilhões de dólares, enquanto a formação nas empresas deverá atingir cerca de 130 bilhões de dólares, cifra próxima da totalidade dos gastos públicos com o ensino de terceiro grau. Não há dúvida de que o universo empresarial brasileiro está dramaticamente atrasado nesta área, como aliás os Estados Unidos estão atrasados relativamente ao Japão ou à Alemanha. Mas o fato é que este espaço está conhecendo um desenvolvimento muito rápido em todos os países, já não mais limitado aos empresários com "consciência social", mas generalizado pela própria complexidade crescente dos processos produtivos. Grandes empresas estão inclusive se munindo de universidades corporativas, que já são mais de 1.300 nos Estados Unidos. No Brasil, já temos 8 universidades empresariais instaladas e cerca de 40 em fase de preparação.
É preciso levar em conta uma profunda transformação que está ocorrendo na área empresarial: enquanto a produção tradicional podia se contentar com um trabalhador pouco formado, sendo a educação vista essencialmente como um "esparadrapo social" que permitia falar em "igualdade de chances à partida", hoje, o setor empresarial moderno passa a precisar crescentemente da educação para o seu próprio desenvolvimento. Em outros termos, se os Estados Unidos investem este volume de recursos na formação nas empresas, e o Japão e a Alemanha, cerca de 2 ou 3 vezes mais, não se trata de idealismo, mas de uma transição exigida pelo próprio ritmo de transformações tecnológicas. Pode-se gostar ou não da tendência, mas o fato é que se trata de uma nova área que adquiriu peso da mesma ordem de grandeza que a educação formal. Podemos discutir as formas de articular os nossos esforços com esse universo. O que não podemos nos permitir é ignorá-lo.
A reorientação das mídias
Outra área que está surgindo com força, pelo potencial que representa, é a reorientação da televisão e da mídia
Vídeo
Diretamente vinculado à televisão, mas constituindo hoje um processo autônomo extremamente importante, é o vídeo. Retomando o mesmo exemplo da televisão americana, a PBS-VIDEO abastece toda a rede educacional, hospitais, organizações comunitárias etc., com fitas de vídeo, racionalizando o acesso ao gigantesco acervo de filmes científicos e educativos que hoje existem no mundo. No Brasil, temos a Associação Brasileira de Vídeo Popular, e todo o movimento pela Lei da Informação Democrática que abraçou a luta pela ampliação e democratização dos espaços educacionais, luta que deveria ser de toda a comunidade educacional e científica
Cursos técnicos especializados
Um outro espaço do conhecimento em plena expansão é o dos cursos técnicos especializados. A expansão é compreensível, já que, com o surgimento de inúmeras novas tecnologias, os mais diversos segmentos da população buscam cursos de design, de programação, de inseminação artificial e outras técnicas agrícolas, bem como apoio técnico para criação de micro e pequenas empresas etc. Esta área ocupa um espaço crescente e não pode mais ser descartada como atividade marginal, como no tempo dos cursos de datilografia. Em reuniões organizadas
Organização do espaço domiciliar
Uma outra área de trabalho que deve passar a interessar à educação é a organização do espaço científico domiciliar. Nestes tempos de Internet e outros produtos, um número crescente de professores está se interessando hoje em organizar o seu espaço de trabalho em casa, ultrapassando a visão de pilhas de papel, de livros perdidos e esquecidos. Como este problema deve ser enfrentado ao nível da criança, que carrega entre a casa e a escola volumes absurdos de material, sem a mínima orientação de como se organiza conhecimento acumulado de forma a torná-lo disponível quando necessário? Longe de ser secundária, a criação de ambiente propício na casa é hoje fundamental e trata-se de trabalhar este assunto de forma organizada, na linha de ergonomia do trabalho intelectual, entre outros. É importante entender que, entre a nossa geração e a geração dos nossos filhos, o volume e o tempo de vida da informação mudaram radicalmente e o que já é um problema para nós será um problema muito maior para eles. Trata-se, sem dúvida, ainda, entre nós, de um problema da classe média. Mas dentro de poucos anos, quando os preços dos sistemas informáticos não se contarão mais em milhares, e sim em algumas centenas de dólares, já não será mais.
Educação à distância
A atualidade deste espaço educacional é reforçada pelos avanços recentes das telecomunicações, que ultrapassaram de longe o ritmo de inovação da própria área informática. Um balanço realizado pela União Européia aponta em particular para as importantes implicações destes avanços para a área da educação: "O fornecimento de serviços educacionais à distância, utilizando as infra-estruturas avançadas de telecomunicações que hoje o tornam possível, constitui a única opção viável para que a dimensão européia da educação se torne uma realidade acessível para todos, e não restrita a uma pequena elite... A tecnologia hoje torna possível que as telecomunicações desempenhem um papel-chave na democratização da informação e do conhecimento, equilibrando o problema de como (e não "se") o conhecimento será acessado não só pelos prósperos (cidadãos urbanos bem formados da faixa superior), mas também pelos marginalizados (seja por razões de distância geográfica, de deficiências individuais ou qualquer outra razão)."
Educação comunitária
Outro espaço que está surgindo com força é o espaço do conhecimento comunitário. Trata-se de uma área até hoje fundamentalmente trabalhada pelas Organizações não-Governamentais (as ONGs) de diversos tipos, Organizações de Base Comunitária (OBCs), Organizações da Sociedade Civil (OSCs), organizações religiosas e tantas outras, que vão compondo gradualmente este novo universo chamado de terceiro setor. A sua importância tem sido sistematicamente subestimada no Brasil. É importante lembrar que só nos Estados Unidos o setor sem fins lucrativos, como lá é chamado, representa uma contribuição ao PIB de 700 bilhões de dólares por ano, mais do que a totalidade do PIB brasileiro. Não se trata de aprovar ou não estas iniciativas, e sim de constatar que se elas se desenvolvem com tanto dinamismo é porque há um vazio não preenchido. A força deste processo, com as suas dimensões positivas e negativas, resulta da própria força do processo de urbanização, e que torna a comunidade organizável em torno do chamado "espaço de vida". A articulação com as ONGs e organizações de base comunitária, hoje intensamente conectadas aos meios modernos de comunicação, pode ser a base de um excelente canal de ligação da escola e de cada ensino específico com os problemas realmente sentidos na comunidade.
Pesquisa e desenvolvimento
Outra área em plena expansão e que precisa de uma "reengenharia" institucional é a de Pesquisa e Desenvolvimento. A pesquisa no Brasil apresenta duas características que devem ser vistas com realismo: o distanciamento entre a academia, a empresa e a comunidade, por um lado, e a frágil coordenação entre centros científicos, por outro. Quando se visitam os diversos campos científicos, fica-se impressionado a que ponto se trata de ilhas, ou de um "arquipélago" de instituições com frágil complementaridade e sinergia. Hoje, qualquer pesquisador acessa em segundos no seu computador a produção científica da Europa ou dos Estados Unidos, via Internet, mas tem muito mais dificuldade para acessar a produção de outras instituições do seu próprio Estado ou, às vezes, de sua própria cidade.
É essencial, de toda forma, tomar consciência de que a existência das tecnologias modernas de comunicação torna hoje simples e barato realizar um salto qualitativo na convergência dos trabalhos de ciência e tecnologia no país, permitindo ao mesmo tempo maior contato entre as instituições científicas e a melhor articulação com setores empresariais e de ciência aplicada, abrindo espaço para um ambiente de progresso científico e cultural generalizado. Para a escola, e para cada professor individualmente, organizar a ponte direta de comunicação com os centros de pesquisa pode constituir uma base importante de diversificação e enriquecimento de ensino, à medida que deixa de exigir visitas e deslocamentos caros em tempo e dinheiro.
Educação de adultos
A educação de adultos é um espaço que precisa ser revisto
No conjunto, as propostas são excepcionalmente coerentes e mostram que o processo é viável ao se colocar a educação no nível de prestação de serviços, e não como uma imposição tecnocrática ou burocrática, como foi o Mobral. Na realidade, trata-se de associar o processo educacional de uma comunidade com o conjunto dos seus esforços de modernização, desenvolvimento e recuperação de cidadania. Não se trata de questionar o universo formal de conhecimentos, e sim de integrá-lo com o processo real de transformação do cotidiano que o adulto procura.
Ensino superior
O ensino superior deveria ser profundamente revisto, à medida que poderia tornar-se um mobilizador de transformações, ultrapassando o seu papel hoje tão estreito de formação de elites corporativas. Em termos de cronologia do ensino, este espaço deveria ultrapassar o seu formato fechado, de licenciatura em 4 ou 5 anos, para se abrir a ciclos de atualização científica do estudante de qualquer idade. Em outros termos, é importante que um professor de matemática possa cursar um semestre de informática para se atualizar, sem necessariamente cursar toda uma faculdade, e que o conjunto de adultos profissionais do país possa passar a ver na educação superior um espaço permanente de atualização. O fechamento existente entre a carreira "acadêmica" e as carreiras "técnicas" constitui simplesmente um anacronismo. Estamos na era da flexibilidade.
Fonte - Vanzolini
Utilização Inovadora das Tecnologias na Educação - Da Educação à Gestão do Conhecimento
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Sunday, 18 January 09 - 07:09 AM (GMT -04:00) By Master Santucci in Tecnologia Educacional |
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"Prezado Professor, Sou sobrevivente de um campo de concentração. Meus olhos viram o que nenhum homem deveria ver. Câmaras de gás construídas por engenheiros formados. Crianças envenenadas por médicos diplomados. Recém-nascidos mortos por enfermeiras treinadas. Mulheres e bebês fuzilados e queimados por graduados de colégios e universidades. Assim, tenho minhas suspeitas sobre a Educação. Meu pedido é: ajude seus alunos a tornarem-se humanos. Seus esforços nunca deverão produzir monstros treinados ou psicopatas hábeis. Ler, escrever e aritmética só são importantes para fazer nossas crianças mais humanas."
As transformações que hoje varrem o planeta vão evidentemente muito além de uma simples mudança de tecnologias de comunicação e informação. No entanto, as TIC, como hoje são chamadas, desempenham um papel central. E, na medida em que a educação não é uma área em si, mas um processo permanente de construção de pontes entre o mundo da escola e o universo que nos cerca, a nossa visão tem de incluir essas transformações. Não é apenas a técnica de ensino que muda, incorporando uma nova tecnologia. É a própria concepção do ensino que tem de repensar os seus caminhos.
Tradicionalmente, a educação seria um instrumento destinado a adequar o futuro profissional ao mundo do trabalho, disciplinando-o e municiando-o, de certa maneira, com conhecimentos técnicos, para que possa "vencer na vida", inserindo-se de forma vantajosa no mundo como existe. Essa inserção vantajosa, por sua vez, asseguraria reconhecimento e remuneração, ou seja, "sucesso".
Esse paradigma, amplamente dominante, gerou outra visão, contestadora, que tenta assegurar à educação uma autonomia que lhe permita centrar-se nos valores humanos, na formação do cidadão, na visão crítica e criativa. Virgem de relações com o mundo econômico, de certa forma, esta educação estaria livre dos moldes que este lhe quer impor.
Sem os instrumentos técnicos para ser competente na linha profissionalizante, e frágil demais para ser transformadora, a educação realmente existente termina por constituir um universo relativamente ilhado em relação aos processos de transformação econômica e social.
O mundo que hoje surge constitui, ao mesmo tempo, um desafio ao mundo da educação e uma oportunidade. É um desafio, porque o universo de conhecimentos está sendo revolucionado tão profundamente, que ninguém vai sequer perguntar à educação se ela quer se atualizar. A mudança é hoje uma questão de sobrevivência e a contestação não virá de "autoridades", e sim do crescente e insustentável "saco cheio" dos alunos, que diariamente comparam os excelentes filmes e reportagens científicas que surgem na televisão e nos jornais, com as mofadas apostilas e repetitivas lições da escola.
Mas surge também a oportunidade, à medida que o conhecimento, matéria-prima da educação, está se tornando o recurso estratégico do desenvolvimento moderno. O conhecimento científico, é preciso dizê-lo, nunca esteve no centro dos processos de transformação social. Desempenhava um papel folclórico na Grécia antiga, mais preocupada com as guerras, e mobilizou minorias ínfimas em termos sociais nas grandes civilizações, seja da China, de Roma ou do mundo árabe.
Frente às transformações tecnológicas que varrem o planeta, o mundo da educação permanece como que anestesiado, cortado de boa parte do processo de pesquisa e desenvolvimento, hoje essencialmente concentrado nas empresas transnacionais, e privado de uma visão mais ampla do desafio que tem de enfrentar. A realidade é que, pela primeira vez, a educação se defronta com a possibilidade de influir de forma determinante sobre o nosso desenvolvimento.
Junto com os fins, surgiram os meios. Ao mesmo tempo que a educação se torna um instrumento estratégico da reprodução social e de promoção das populações, surgem as tecnologias que permitem dar um grande salto nas formas, organização e conteúdo da educação. Informática, multimídia, telecomunicações, bancos de dados, vídeos e tantos outros elementos se generalizam rapidamente. A televisão, hoje um agente importante de formação, pode ser encontrada nos domicílios mais humildes. Os custos desses instrumentos estão baixando vertiginosamente.
Partindo das tendências constatadas em diversos países, vislumbramos um conceito de educação que se abre rapidamente para um enfoque mais amplo: com efeito, já não basta hoje trabalhar com propostas de modernização da educação. Trata-se de repensar a dinâmica do conhecimento no seu sentido mais amplo e as novas funções do educador como mediador desse processo.
As resistências à mudança são fortes. De forma geral, como as novas tecnologias surgem normalmente através dos países ricos e, em seguida, através dos segmentos ricos da nossa sociedade, temos uma tendência natural a identificá-las com interesses dos grupos econômicos dominantes. E a verdade é que servem inicialmente a esses interesses. No entanto, uma atitude defensiva frente às novas tecnologias pode terminar por nos relegar a posições em que os segmentos mais retrógrados da sociedade se apresentam como arautos da modernidade.
Não se trata de inundar as escolas de computadores, como que caídos de pára-quedas. Numerosos estudos feitos em empresas mostram como a simples informatização leva apenas a que as mesmas bobagens sejam feitas em volume maior, e com maior rapidez. Trata-se de organizar a assimilação produtiva de um conjunto de instrumentos poderosos, que só poderão funcionar efetivamente ao promovermos a mudança cultural, no sentido mais amplo, correspondente.
Essa mudança cultural, civilizatória, é planetária, ou seja, a educação tem de aprender a utilizar as novas tecnologias para transformar a educação, na mesma proporção em que estas tecnologias estão transformando o mundo que nos cerca. A transformação é de forma e de conteúdo.
Fonte - Vanzolini
Meios Multimídia
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Sunday, 04 January 09 - 06:36 AM (GMT -04:00) By Master Santucci in Tecnologia Educacional |
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Entendendo a Escola como uma instituição onde ocorre a formação cultural de cidadãos plenos para o exercício de competências num ambiente social regido por princípios de cooperação, responsabilidade, solidariedade, valorização do sujeito, percebemos que a Telemática (Educação à Distância) pode vir a contribuir significativamente para as ações que ocorrem no seu cotidiano, sobremaneira para aquelas alavancadas nos processos de ensino e aprendizagem.
Procura-se introduzir nesta proposta o conceito de ambiência, de modo a permitir a formação de um conjunto de argumentos que sustentem a discussão sobre a presença das redes de computadores na escola como meio constituidor de instituições educacionais. São abordados cinco ambientes que se distinguem tanto pela gênese desta tecnologia como pelas vocações das escolas, observando-se que a opção por uma apresentação em separado de cada ambiente visa sistematizar a análise, o que não significa que os mesmos não possam ser concebidos de forma orgânica, integrada num ambiente virtual inusitado.
No plano da comunicação, a Telemática contribui para romper o isolamento entre a escola e outras instituições de produção cultural, entendida aqui como qualquer contribuição material, intelectual e espiritual característica das sociedades humanas.
Um segundo aspecto a ser explorado com a inserção da Telemática nas instituições escolares de nível básico é o que aquelas de nível superior vêm fazendo desde o surgimento das primeiras redes de computadores: compartilhar de um vasto banco de dados, informações e idéias, traduzindo-se num inusitado ambiente de pesquisa.
Outro ambiente propiciado pela Telemática é o de publicação de hipertextos, formados por registros multimídia estruturados numa lógica não linear de organização das informações. Em termos de visibilidade, pode-se complementar o que já foi exposto sobre as características do ambiente de pesquisa com a capacidade de dar conhecimento ao público em geral das atividades e produtos desenvolvidos na Escola.
A simulação de situações reais constitui-se numa excelente oportunidade para a formação do sujeito cognitivo, estruturador de suas próprias idéias, que pode encontrar num ambiente de projeção virtual o entremeio entre a concretude e a abstração. O ambiente de simulação da Web constituindo-se de elementos scripto-audio-visuais permite a integração de linguagens de representação da realidade próprias para a elaboração de modelos mentais, que sustentam a compreensão do mundo pelo sujeito.
Enfim, destacam-se os aspectos de riqueza e densidade de oportunidades de aprendizagem que podem vir a ser constituídos pela Telemática. A capacidade de integração desta nova tecnologia permite colocá-la a serviço de propostas educacionais comprometidas com a articulação de projetos temáticos na escola, de modo a torná-los eixos articuladores do currículo. Instrumentos de integração trazem em si o elemento de encadeamento das etapas constituintes de um processo longitudinal, merecendo por parte dos professores atenção e disposição para seu uso nas atividades de ensino.
O Projeto Telescola inicia-se com a disposição de contribuir para a formação continuada e em serviço de professores de educação básica comprometidos com a busca de alternativas inovadoras e concretas para a escola e sala de aula. Assim, disponibilizamos um estudo dirigido sobre os principais recursos e serviços oferecidos pela Telemática e que podem ser efetivamente empregados em atividades escolares.
Breve Histórico
As redes de computadores surgiram numa época em que a relação entre o usuário e o computador não trazia qualquer atrativo para se estabelecer processos de ensino-aprendizagem por meio de suas interfaces, que eram cartões perfurados com códigos binários, encarregados de estabelecer o diálogo entre o homem e a máquina. Naquela época, meados dos anos 60, o interesse pelas redes de computadores estava centrado em estratégias de guerra, que demandavam informações cada vez mais volumosas a serem compartilhadas em tempo real por diferentes partes de um mesmo território.
Uma rede de computadores pode ser simplificadamente definida como a interligação física e lógica entre dois ou mais computadores. A interligação física se estabelece entre interfaces de comunicação, conhecidas como placas de rede ou placas de modulação-demodulação, também chamados de modens. As placas de rede são ligadas através de cabos, que são os meios físicos encarregados de transmitir os impulsos analógicos ou digitais entre os computadores. Esta parte é normalmente referida como hardware de comunicação. A parte lógica da interligação é feita pelos softwares de comunicação e envolve um conjunto de protocolos, especialmente desenvolvidos para este fim.
A primeira rede de computadores estabelecida foi a ARPANET (sigla para rede da agência avançada de projetos de pesquisa) cujo fomento partia essencialmente do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Apenas quatro computadores estavam interligados no início do projeto que se deu no final da década de 60. Transcorridos 30 anos, o número de computadores ligados pela rede mundial, conhecida como INTERNET, beira os trinta milhões (dados de 1999). Certamente, quando você estiver lendo este texto, este número estará superado. O Comitê Gestor da Internet no Brasil (http://www.cg.org.br) oferece uma estatística atualizada sobre o número de computadores ligados à fatia brasileira da Internet, que pode ser tomado como base para a discussão sobre o crescimento da rede no país. Neste site, você encontrará apontadores para outros documentos contendo informações sobre o crescimento da rede em nível mundial.
Texto extraído de: M. GIORDAN (1998) O Ensino de Ciências nos Tempos da Internet. em Ciência, Ética e Cultura na Educação. Chassot e Oliveira (orgs), Ed. Unisinos, São Leopoldo, RS.
Questão: Destacar a importância da INTERNET (Meio Multimídia) como instrumento educacional.
Homem e tecnologias: uma conexão contínua
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Sunday, 28 December 08 - 03:53 PM (GMT -04:00) By Master Santucci in Tecnologia Educacional |
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Jaciara de Sá Carvalho
No trabalho, na escola, em casa, em muitos lugares e a qualquer momento estamos cercados pelas tecnologias. Elas criam ambientes, que modificam nossa vida psíquica e, assim, nossas mentes e as interfaces destas tecnologias estão ficando cada vez mais híbridas. A tela do computador em que você lê este texto – escrito a partir de uma apresentação de Lucia Santaella -, sua mente e seu corpo se tornam mais íntimos com o passar dos dias. Não sabemos ainda o alcance desta intimidade, mas, de acordo com pesquisadores, ela só tende a crescer.
Esta hibridização foi o tom da conferência de abertura Linguagens líquidas e cibercultura ministrada pela coordenadora do programa de pós-graduação Tecnologias da Inteligência e Design Digital da PUC-SP, Lucia Santaella, no 6º. Encontro de Educação e Tecnologias de Informação e Comunicação (E-TIC 2008), realizado em novembro pela Universidade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro.
Nesta conferência, Santaella tratou da evolução das tecnologias de comunicação e da nossa relação com elas. Baseando-se em seu livro Linguagens líquidas na era da mobilidade (Editora Paulus), a professora explicou que as tecnologias comunicacionais fazem circular variadas linguagens, dependentes do meio que as materializam. A linguagem do livro e do cinema, por exemplo, são diferentes: enquanto no livro a palavra e a imagem são estáticas e nem sempre aparecem juntas, no cinema, elas convivem de forma híbrida e aparecem em movimento.
Com o tempo, esta hibridização vai crescendo, de mãos dadas com a hibridização dos processos cognitivos. A primeira destas tecnologias, que ela chama “do reprodutível”, “já tem uma inteligência sensória, extensões de nossa capacidade visual e auditiva, que transforma os nossos sentidos, porque a inteligência não é só racional, ela é misturada, ligada aos sentidos humanos, transformando nossa relação com o mundo”, explica Santaella.
Segundo a pesquisadora, as cinco gerações tecnológicas que aumentam nossa capacidade para a produção de linguagem são seguintes:
1.Tecnologias do reprodutível (eletromecânicas): jornal, fotografia e cinema introduziram o automatismo e a mecanização da vida.
2.Tecnologias da difusão (eletroeletrônicas): rádio e TV deram origem à chamada cultura de massa, onde há um pólo emissor com uma penetração imensa entre os receptores.
3.Tecnologias do disponível: vídeo-cassete, controle remoto, walkman, DVD, TV a cabo, xerox personalizaram a recepção, colocaram disponível a possibilidade de se gravar um programa de TV, ouvir música andando na rua, tirar cópias de apenas uma parte de uma obra, etc.
4.Tecnologias do acesso: modem, mouse, software, mas, principalmente a Internet, que permite, em um clique, o acesso a uma infinidade de informações.
5.Tecnologias da conexão contínua. Telefones celulares e outras tecnologias nômades que independem de cabos e outros recursos para se ter acesso à informação.
Cada uma destas gerações tecnológicas não substitui a anterior, pode integrar: o computador não fez o cinema desaparecer, pelo contrário, incorporou aquela linguagem, levando para dentro si os filmes para serem vistos. A nova geração tecnológica também pode diminuir o uso das tecnologias anteriores e seu poder sobre a vida diária e a cognição humana. Mas ela geralmente não extingue a anterior e, assim, cada cultura de uma época nasce da mistura do antigo com o mais recente. Todas as gerações tecnológicas criam impactos sociais, econômicos, culturais e cognitivos, que dependem da natureza e do grau de adesão em cada cultura. “Com o computador, o pensamento é registrado no ritmo da mente e, por isto, transforma a mente”, explica a pesquisadora.
Segundo Santaella, os jovens têm mentes distribuídas, são capazes de ver quatro telas ao mesmo tempo porque possuem uma atenção parcial contínua. “Eles têm outro tipo de mente porque possuem a capacidade de se comunicar por vários canais”, constata. Falando para uma platéia de professores, ela completa: “o mínimo que a gente pode fazer é compreender o que há nesta capacidade (...) nos solidarizarmos, para ver qual participação podemos ter”. Entender, por exemplo, que o jovem é um leitor imersivo, que navega e não grava na mente porque se utiliza de memória temporária. “O jovem vai ligando fragmentos de informação, criando sintaxe hipermidiática. É muito ativo, mas um pouco desmemoriado”, explica Santaella, que em seu livro Navegar no ciberespaço – o perfil cognitivo do leitor imersivo, Editora Paulus, fala dos diferentes tipos de leitores. “De posse dessas informações, o professor pode descobrir como agir em contextos educativos”, conclui.
Não podemos ignorar que nossas mentes estão se tornando híbridas durante o uso destas tecnologias e que nossa cognição tem sofrido alterações. Muitas pesquisas ainda estão sendo desenvolvidas para descobrir o que estas transformações têm provocado. Onde isto vai dar, ainda não sabemos.
Fonte – Portal Educarede
Pedagogia e Tecnologia - Multimeios aplicados à educação: sem projeto não!
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Saturday, 13 December 08 - 06:15 AM (GMT -04:00) By Master Santucci in Tecnologia Educacional |
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Marcus Garcia de Almeida
Pedagogia, FCHLA - Universidade Tuiuti do Paraná
No Brasil, a utilização das tecnologias multimídia baseadas em computadores como recurso didático sofreu significativa profusão de 1993 para cá. Com ela surgiram softwares cuja pretensão era apoiar o processo ensino/aprendizagem.
O aumento da quantidade de softwares não foi acompanhado do aumento da qualidade dos mesmos. Ainda há escolas que utilizam os recursos de informática como apelo de marketing para angariar matrículas e erroneamente denominam “aula de informática”, “aula de computador” ou simplesmente “aula especial” o que oferecem. Meros rótulos de efeito promocional. Para estas escolas qualquer software que apresente personagens se movendo ao clique do mouse e que produzam sons engraçados com um pouco de ação, é considerado adequado. Fica claro que não há qualquer objetivo didático aqui.
Existe um mito entre os usuários de computadores de que a criação de softwares multimídia requeira elevado investimento, emprego de profissionais de informática especializados e caros além de ser muito demorado. Felizmente isto não é mais assim. Já é possível, com o emprego de ferramentas adequadas, que professores usuários de computadores possam criar seus próprios softwares multimídia que podem refletir exatamente a necessidade de seu programa de aulas e os anseios de seus alunos.
O professor já pode preparar aulas interativas no computador com facilidade, permitindo que os alunos participem, promovendo a interdisciplinaridade. Aliando a estas facilidades, a possibilidade de efetuar de forma lúdica a verificação permanente do aprendizado, integrando inclusive ao boletim da instituição. Isto minimiza os esforços do professor permitindo que sua concentração no ato maior que é o de planejar e ensinar seja realidade.
O aumento de qualidade que o professor conseguirá em suas aulas ao adotar as técnicas adequadas de preparação de aulas multimídia no computador, o envolvimento dos alunos em projetos interdisciplinares e multidisciplinares, a verificação permanente de aprendizagem integrada ao boletim escolar do aluno, o envolvimento da comunidade escolar em projetos, o atendimento da proposta pedagógica da escola e o diferencial na formação do docente, faz com que as tecnologias apresentadas nesta palestra revelem possibilidades de ampliação do potencial criativo do professor permitindo seu engajamento em uma nova etapa de sua profissão.
Bibliografia Recomendada
ALMEIDA, Marcus Garcia de. Automação de Escritórios com Office 2000. Rio de Janeiro : BRASPORT, 2000.
ALMEIDA, Marcus Garcia de. Fundamentos de Informática: Software, Hardware e Peopleware 2. ed. Rio de Janeiro : BRASPORT, 2002.
TATIZANA, Celso. Visual Class : Software para criação Multimídia. Araras : São Paulo, 2002.
Como surgem as idéias?
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Saturday, 02 August 08 - 09:00 PM (GMT -04:00) By Master Santucci in Tecnologia Educacional |
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Em geral nossas idéias criativas são produtos de um diálogo, explícito ou implícito, com as experiências que conhecemos, direta ou indiretamente. Dito de outro modo, o novo emerge de um diálogo permanente com o conhecido. Nosso repertório de práticas e experiências nos leva à matéria-prima, aos esquemas de pensamentos para interagir com novas idéias, para imaginar novas possibilidades e para interrogar os cenários do possível. Obviamente, leituras, debates, intercâmbios também são oportunidades mais do que necessárias para enriquecer os diálogos.
Pensando a partir das idéias de Vygotsky, diríamos que é no espaço da cultura que dialogam o intra e o interpsíquico, permitindo a construção do novo. Diríamos então que, a partir de um olhar pedagógico, é no espaço da construção de projetos educativos onde agimos, sabemos e conhecemos que se entra em diálogo com o possível, o que fazem e conhecem outros, o que somos capazes de imaginar e transformar.
Mas então, como iniciamos este debate? Como colocamos em movimento nossas práticas em relação a outras para gerar idéias e projetos pedagógicos? Estamos propondo quatro pontos de partidas possíveis:
Identificar áreas problemáticas
Pensar no que fazemos e como fazemos nos permite identificar desafios que nos são apresentados de tempos em tempos em nossas experiências pedagógicas. Referimo-nos aqui especificamente a desafios e problemas da ordem do ensino e da aprendizagem. Por exemplo, temas de difícil compreensão para os alunos, dificuldades apresentadas aos docentes na hora da concretização de projetos genuínos em sala de aula, entre outros.
Obviamente, esses desafios se inserem em diferentes campos do conhecimento e adquirem especificidades. Tomemos como exemplo as dificuldades dos alunos em compreender conceitos complexos em áreas como a Física, a Matemática e as Ciências Naturais. Que recursos, que projetos, que atividades colocamos hoje em jogo em nossas aulas para abordas tais conceitos? Que oportunidades de trabalho podemos implementar para promover a verdadeira compreensão de nossos alunos?
Pensemos em outra situação. Como docentes sabemos da importância de proporcionar aos nossos estudantes uma devolução detalhada e significativa em relação aos seus trabalhos escritos. Tais intervenções docentes requerem tempo, mas não apenas o da realização, mas também o tempo de recuperar com os próprios alunos os progressos e aprendizagens por meio dos diversos trabalhos escritos. Como realizamos hoje esse trabalho? É possível fazê-lo? Como poderíamos proporcionar aos alunos novas experiências de reflexão progressiva em relação às suas próprias produções? Estes são apenas alguns exemplos do tipo de problema e dos desafios a que nos referimos.
Pensamos que refletir sobre nossas práticas nos permitirá identificar áreas sobre as quais nos interessa trabalhar e gerar novos projetos para as aulas. Simultaneamente, conhecer novas ferramentas e novos entornos tecnológicos alinhará o debate no sentido de nos possibilitar interpelar esses desafios e gerar novas idéias. Mas devemos esclarecer novamente: não se trata de encontrar soluções tecnológicas para os desafios do ensinar e do aprender, mas de nos apropriarmos de novas tecnológicas para interpelar tais desafios e de nos perguntarmos se eles nos oferecem oportunidades para pensar novas propostas.
Reconhecer oportunidades de enriquecimento
Da mesma forma, pensar no que fazemos e como fazemos nos permite identificar oportunidades de enriquecimento. Mas o que é enriquecimento? Por enriquecimento entendemos as oportunidades de trabalho que, incorporadas a novas propostas pedagógicas que estejam sendo desenvolvidas, permita-nos expandir, tornar complexas e profundas as atividades de aprendizado e as experiências dos alunos em sala de aula.
Tomemos como exemplo os numerosos projetos de pesquisa que, ano após ano, nossos estudantes levam a cabo. Quais fontes utilizam e como as interpelam? Hoje, quais deveriam incorporar e como deveriam abordá-las? Que oportunidades têm os alunos para interagir com professores e especialistas nos temas que investigam? Que oportunidades têm para incorporar diferentes perspectivas em suas análises? Que forma de representação colocam em jogo na hora de produzir seus relatórios? Como comunicam e discutem seus trabalhos de investigação?
Refletir sobre estes e outros pontos nos permite identificar as áreas em que as novas tecnologias têm transformado substancialmente a produção de conhecimento. Pensar em enriquecer as experiências dos alunos é pensar em entrelaçar estas transformações com a cultura e os saberes escolares em projetos pedagógicos genuínos e verdadeiramente significativos.
Descobrir novas possibilidades por meio da tecnologia
Um velho provérbio diz: “Se você der um martelo a uma criança, ela acreditará que tudo que a rodeia precisa ser matelado” (Burbules e Callister, 2001). Para ser mais preciso, diríamos: “Se você apenas entregar um martelo a uma criança, ela acreditará que tudo que a rodeia precisa ser matelado”.
As tecnológicas não existem apenas para serem usadas por nós. Elas também nos usam, gerando marcas no pensamento, nos modos de interagir, nas oportunidades para descobrir e transformar o mundo que nos rodeia (Burbules e Callister, 2001).
Conhecer as novas tecnológicas nos permite descobrir as possibilidades que elas nos oferecem, mas também as oportunidades não previstas e susceptíveis de ser imaginadas por meio delas. Também o martelo por ser usado, experimentado, imaginado de modos surpreendentes pela criança que descobre o mundo com ele. Brincar, experimentar, aprender sobre essas novas tecnológicas nos permite criar novas idéias para o desenvolvimento de projetos pedagógicos.
Inspirar-se nas experiências dos outros
Conhecer aquilo que fazem os outros é também um ponto de partida para pensar o que fazemos nós e ter um olhar a partir de nova perspectiva. Não se trata de reproduzir ou copiar práticas desconsiderando as diferenças de contextos, alunos, necessidades etc. Trata-se de conhecer outras propostas para recuperar destas os aspectos que nos inspiram e ajudar a pensar sobre aquilo que fazemos e podemos fazer. Como tal docente incorpora os recursos da Internet em suas salas de aula? Que sentido dá tal colega aos usos da informática na aula? Como aprendem os alunos desse outro professor com a incorporação de novas ferramentas de comunicação? E o que significa tudo isso para as minhas práticas de ensino? Essas e outras perguntas podem resultar interessantes pontos de partida para pensar em nossas experiências pedagógicas por meio das experiências de outros.
Esses quatro pontos de partida requerem, como foi explicitado até aqui, um compromisso com a análise e a reflexão sobre a própria prática. As perguntas e exemplos discutidos neste artigo tentam apontar pontos de acesso para esta reflexão. Sistematizar por escrito e compartilhar com outros essas reflexões nos permitirá abordar sua análise a partir de perspectivas diversas, enriquecendo assim nossa possibilidade de interpelá-las criticamente.
Em síntese, acreditamos que este tipo de análise das práticas do ensino cotidiano requerem desnaturalizar o conhecido e interrogá-lo com novo assombro. Redescobrir o que fazemos é, da nossa perspectiva, uma oportunidade privilegiada de gerar idéias e imaginar novas experiências.
Fonte – Portal Educarede – 03/08/2008
Suor em dobro
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Friday, 18 July 08 - 08:31 AM (GMT -04:00) By Master Santucci in Tecnologia Educacional |
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Cláudia compara os cursos que fez com o atual: "Para mim, supera os outros cursos, o relacionamento com tutores e professores supera o que a gente tem na faculdade presencial. Eu já tinha feito duas faculdades e nunca tinha visto essa abordagem sobre educação. Uma visão moderna de inclusão social".
Como antes de entrar no Cederj já atuava como professora, Claudia afirma que aplica o que aprende, mas acredita que quem não trabalha em educação terá mais dificuldade em colocar as teorias em prática. "Para isso, é preciso fazer estágio em uma escola. É um curso bem puxado", diz.
E não é adequado para qualquer aluno, avalia a docente-estudante, pois, por semestre, além da leitura de diversos livros, em geral dois para cada uma das oito disciplinas, há diversas avaliações. "Você não vai à faculdade, mas tem de organizar seu horário. Não é mais fácil que o curso presencial. É preciso dar conta sozinha sem ter ninguém para dar aula, trabalhar as informações e produzir conhecimento."
A primeira graduação de Silvana Veronese da Motta Lacerda foi realizada por meio de educação a distância. Ela terminou a licenciatura em ciências biológicas em 2006. Apesar de já ter experiência anterior de três anos como professora de 1ª a 6ª série, assim que terminou o curso do Cederj, Silvana foi chamada para atuar no ensino médio. Ela assumiu as novas salas de aula de uma forma tranqüila. "Saí preparada", diz ela.
Além de professora de biologia, Silvana atua como tutora do Cederj no Colégio Estadual Matias Neto, em Macaé, Estado do Rio, onde mora. Ela conduz alunos para estágio na instituição. Lá, os estudantes de licenciatura passam, durante quatro semestres, por experiências de sala de aula e chegam a participar como observadores nos conselhos de classe.
De acordo com Silvana, é preciso um grande esforço pessoal para concluir o curso. Da sua turma inicial de 30 alunos, somente três terminaram dentro do período regulamentar. Ela conta que "alguns reclamavam da falta de um professor para poder falar alguma coisa para eles, embora eles saibam muito bem que quando chega na faculdade essa questão aluno-professor é bastante diferente do fundamental e médio. Outros tiveram dificuldade com algumas disciplinas. Por exemplo, uma colega que quando chegou em física e química... Para aprender isso sozinho, há a necessidade de uma dedicação maior. Essas disciplinas fizeram com que algumas pessoas parassem".
Silvana se confessa uma "defensora" da educação a distância. Tanto que atualmente cursa pós-graduação na Universidade Federal de Lavras, também a distância. E tem um filho que segue seus passos no curso de biologia do Cederj.
Fonte – Revista Educação
As diversas formas de comunicação - O NOVO MUNDO VISUAL DA IMPRESSÃO
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Saturday, 21 June 08 - 08:18 PM (GMT -04:00) By Master Santucci in Tecnologia Educacional |
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Certamente a igualdade entre visão, audição e tato foi rompida com o livro impresso, e a palavra, que antes conservava uma proximidade com o som, passa a se submeter ao predomínio do visual. Como aponta McLuhan, "Nada existe, porém, na fase manuscrita da tecnologia alfabética, que fosse suficientemente intenso para romper o globalismo sensorial e separar inteiramente do táctil, o visual. Nem mesmo o alfabeto romano teve força para fazê-lo. Foi somente com a experiência da produção em massa de tipo exatamente uniforme e repetível que a fissão dos sentidos ocorreu e a dimensão visual se separou dos outros sentidos" (1).
Parte da crítica feita ao invento de Gutenberg tem origem justamente nesse afastamento entre os sentidos que é acentuado a partir da impressão. Ao privilegiar o aspecto visual em detrimento do audiotáctil, a tipografia é acusada de enfraquecer gradativamente o poder de memória dos homens. O argumento é de que com o texto impresso já não é preciso sobrecarregar a memória, afinal em caso de dúvida bastaria consultar um livro. Com isso, a memória estaria sendo "atrofiada".
Chaytor, um dos defensores dessa teoria, explica que "estudantes indianos podem aprender de cor um livro didático e reproduzí-lo palavra por palavra numa sala de exame; os textos sagrados são conservados intactos e transmitidos tão-somente por via oral". Segundo ele, o esquecimento acontece quando precisamos transportar uma informação de um sentido para o outro. Com a separação visão-audição-tato esse transporte é intenso, dificultando, portanto, a memorização (2).
Notas de Referência:
(1) MCLUHAN, Marshall. "A Galáxia de Gutenberg - a formação do homem tipográfico". São Paulo, Companhia Editora Nacional, 2ª ed, 1977, p.88
(2) CHAYTOR.H. J. "From Script to Print". Apud. MCLUHAN, Marshall. "A Galáxia de Gutenberg - a formação do homem tipográfico. São Paulo, Companhia Editora Nacional, 2ª ed., 1977, p.13
As diversas formas de comunicação - IMPRENSA
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Saturday, 21 June 08 - 08:12 PM (GMT -04:00) By Master Santucci in Tecnologia Educacional |
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O potencial inovador da impressão não foi, contudo, descoberto com tanta rapidez.
Durante os dois primeiros séculos de tipografia não houve produção de textos inéditos. A grande maioria dos livros publicados eram reproduções dos manuscritos medievais. Dessa forma, muitos passaram a ver a impressão apenas como uma simples continuação do manuscrito. Era muito comum, inclusive, enviar os impressos aos copistas para que o estudante percebesse que o invento de Gutenberg não passava de uma forma diferente de escrever. Somente após esse período inicial o impacto provocado pela impressão foi sentido de maneira global e o livro deixa de ser visto como um mero suporte para textos medievais.
Com o invento, a valorização do aspecto visual e quantitativo é acentuada. A impressão também teve papel decisivo para a mudança do método de conhecimento. Após a tipografia, a escolástica começa a entrar em decadência para dar lugar ao saber analítico. A sala de aula sofre uma revolução com o declínio da leitura em voz alta e a inauguração de um novo tipo de leitor. As informações passam a ser difundidas em massa e é criado o mercado de livros. Mas as transformações não acabam por aí. A prensa mecânica ainda é vista como estímulo para o nacionalismo e elemento relevante na fixação dos idiomas.
A tipografia aparece como prenúncio do grande surto de invenções iniciado no século XVI e abriu as portas para a crescente mecanização que se segue. "De fato, a descoberta do tipo móvel foi o ancestral de todas as linhas de montagem, e seria tolice desprezar o impacto da forma tecnológica envolvida na impressão sobre a vida psicológica dos leitores", explica McLuhan (1).
A impressão assinalou, portanto, uma fase decisiva na história da civilização. McLuhan chega a sugerir que a cultura tipográfica produziu um novo tipo de homem, decorrente da "ruptura entre a cabeça e o coração, entre o espírito e o sentimento" (2). Citando William Cobbert, mostra que o novo homem seria bem informado, sereno, ponderado e paciente. Um pouco distante daquele da cultura oral que abusava do tom alto de voz, da alegria ruidosa e da amizade ardente (3).
As intensas transformações instauradas pela invenção de Gutenberg foram recebidas com a tensão e o fascínio que acompanham as inovações tecnológicas. A tipografia não escapou do medo provocado pelas possíveis conseqüências nefastas da máquina e recebeu críticas de vários teóricos, entre eles Leibniz e Alexander Pope.
Outros sites para visitar:
Jones Telecommunications and Multimedias Encyclopedia
The Inventor Gutenberg and his Revolutionary Bible
The Marshall McLuhan Center on Global Comunnications
Notas de Referência:
(1) MCLUHAN, Marshall. "Visão, Som e Fúria". In: LIMA, Luis Costa. "Teoria da Cultura de Massa". Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1982, p.152
(2) Idem. "A Galáxia de Gutenberg - a formação do homem tipográfico". São Paulo, Companhia Editora Nacional, 2ª ed., 1977, p.235
(3) Idem, ibidem, p.236
As diversas formas de comunicação - A informática
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Wednesday, 04 June 08 - 08:42 AM (GMT -04:00) By Master Santucci in Tecnologia Educacional |
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A informática de certa forma seguiu o mesmo caminho da escrita, concebida inicialmente para cálculos e estatísticas, transformou-se depois em um meio de comunicação de massa. No entanto, ao contrário da escrita, as novas tecnologias de comunicação revelam um enorme potencial convivial, conduzindo a um movimento de retribalização (1) que se aproxima das formas de interação características da oralidade.
Conectados à rede informático-mediática, os protagonistas da comunicação podem partilhar o mesmo contexto, formando comunidades virtuais. Pela primeira vez temos a união de duas características até então opostas na comunicação: a massividade e a interatividade. O potencial dialógico do novo meio não se manifesta somente pelo fato de várias pessoas em diferentes pontos do mundo poderem se comunicar em tempo real, mas na própria relação do homem com a máquina. A informática abre-nos a possibilidade de manipulação do conteúdo da informação à nossa disposição. "Nos tempos de Gutenberg, o prelo deu vida aos textos e os difundiu, mas com o terrível ônus de torná-los formais e imutáveis (...) O texto eletrônico transformou-se num novo meio de comunicação que combina a fixidez da prensa com a capacidade de alteração do manuscrito" (2).
Enquanto a oralidade gerou a noção de tempo circular e a escrita a de tempo linear, o tempo da informática é o do agora, do momento em andamento no presente, que Pierre Lévy chama de "tempo pontual" (3). Esse mesmo autor questiona a validade do conceito de memória, já que esta se encontra tão objetivada nos dispositivos automáticos e tão distante dos indivíduos e da coletividade.
Devido a velocidade de circulação das informações, o conhecimento está em permanente mutação. A verdade científica perde, de certa forma, sua importância, já que o saber produzido torna-se cada vez mais flexível. A pretensão à universalidade e à objetividade não tem mais tanto sentido, o que vale agora é a pertinência e a operacionalidade.
Enquanto para o conhecimento teórico o que interessa é o "por que?", vivemos no mundo digital a época do "como". A explicação e a descrição analógicas são substituídas pela simulação. Um piloto não precisa mais ler manuais enormes que ensinam como ele deve agir em determinadas situações adversas, já que ele pode "vivenciá-las" através de um simulador de vôo.
Notas de referência:
(1) Sobre retribalização ver MCLUHAN, Marshall. "Os meios de comunicação como extensões do homem". Tradução de Décio Pignatari. São Paulo: Editora Cultrix.
(2) SAFFO, Paul. "Com a palavra" . Tradução de Angela Pimenta e Ligia Paula Silber. In: "Reflexões para o futuro" Edição comemorativa dos 25 anos da Revista Veja, 1993. p. 159
(3) LÉVY, Pierre. "As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da informática" Tradução Carlos Irineu Costa. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1993 (Coleção Trans) p. 115
BIBLIOGRAFIA
BAIRON, Sérgio. "Multimídia". São Paulo, Global, 1995.
BOUGNOUX, Daniel. "Introdução às ciências da informação e da comunicação". Tradução de Guilherme João de Freitas Teixeira. Petrópolis: Vozes, 1994.
FERNANDEZ, Vicente Paz e YOUSSEF, Antônio Nicolau. "Informática e Sociedade". São Paulo, Ática - Série Princípios, 2ª ed. 1988
Folha de S. Paulo, Caderno Mais!, 11 de fevereiro de 1996
LEMOS, André. "Anjos Interativos e Retribalização do Mundo: sobre Interatividade e Interfaces Digitais" - http://www.facom.ufba.br/pesq/cyber/lemos/interac.html
LÉVY, Pierre. "As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da informática" Tradução Carlos Irineu Costa. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1993 (Coleção Trans)
RODRIGUES, Adriano Duarte. "Estratégias da Comunicação. Questão Comunicacional e Formas de Sociabilidade". Lisboa: Editorial Presença, 1990.
SAFFO, Paul. "Com a palavra" . Tradução de Angela Pimenta e Ligia Paula Silber. In: "Reflexões para o futuro" Edição comemorativa dos 25 anos da Revista Veja, 1993.
Professores precisam se adaptar ao mundo virtual
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Saturday, 31 May 08 - 07:55 AM (GMT -04:00) By Master Santucci in Tecnologia Educacional |
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Stefano Azevedo
“Porém, os professores têm muito pouca familiaridade com as novas tecnologias, se comparados com os alunos”. O alerta é da professora do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IF-USP), atuante na área de Planejamento e Avaliação Educacional, Elisa Wolynec, que participou do Congresso Educar Educador 2008,
Segundo os professores presentes no evento, o receio é de que o conteúdo seja copiado sem ser aprendido ou, às vezes, nem ao menos lido. Para Elisa, os educadores precisam procurar novos métodos que permitam e abracem o aprendizado na web, integrando a informática no ensino de um modo que facilite e pontencialize o acesso à informação.
O professor de administração de empresas da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), especialista
Para tudo isso, basta que exista acesso ao computador e à Internet, diz Adames. A utilização dos serviços é gratuita, e não é essencial que os alunos possuam um computador pessoal, pois podem acessar a Internet na escola. Mesmo assim, é preciso ressaltar que a mesma pesquisa que identificou o grande uso da rede pelos jovens, revelou também que a porcentagem de usuários que acessam a Internet da escola diminuiu de 21% em 2005 para 15% em 2007.
Fonte – Portal Aprendiz
Mundos virtuais podem ajudar crianças, diz pesquisa
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Saturday, 24 May 08 - 08:08 AM (GMT -04:00) By Master Santucci in Tecnologia Educacional |
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Uma pesquisa encomendada pela BBC à Universidade de Westminster, de Londres, concluiu que mundos virtuais podem ajudar crianças a ensaiarem o que vão fazer na vida real.
Os pesquisadores também concluíram que os mundos virtuais são uma alternativa "poderosa" a atividades mais passivas como assistir televisão.
Os cientistas, liderados por David Gauntlett e Lizzie Jackson, pesquisaram e entrevistaram crianças que testaram pela primeira vez o mundo virtual Adventure Rock, criado pela BBC para crianças entre 6 e 12 anos de idade.
"Mundos virtuais podem ser uma alternativa poderosa, cativante e interativa às mídias mais passivas", disse Gauntlett.
Este mundo virtual consiste em uma ilha criada para o canal infantil da BBC. Os participantes exploram o mundo virtual sozinhos, mas podem enviar mensagens e dividir suas experiências e opiniões com outras crianças.
Papéis
O professor David Gauntlett afirmou as crianças assumiam um dos oito papéis no mundo virtual.
Em certos momentos eram exploradores e em outros, queriam se conectar com outros jogadores para conseguir avançar no mundo virtual, entre outros papéis.
Segundo Gauntlett, estes mundos virtuais na internet funcionam como espaços de pesquisa onde as crianças podem tentar todos os tipos de atitudes sem experimentar as conseqüências que se seguem no mundo real.
Como exemplo, o professor afirma que os participantes do Adventure Rock aprenderam várias habilidades sociais e brincaram com sua própria identidade dentro do mundo virtual.
Os professores das escolas primárias que participaram da pesquisa afirmaram que os alunos foram sinceros sobre as partes do mundo virtual que mais gostaram.
"As crianças sabem o que estão fazendo e são muito bons para dizer de uma forma honesta e sem rodeios o que eles querem ver", disse Will Davies, professor da Escola primária Peterston Super Ely.
Site confiável pode ajudar o aluno na hora do aperto
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Tuesday, 20 May 08 - 04:52 PM (GMT -04:00) By Master Santucci in Tecnologia Educacional |
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LUISA ALCANTARA E SILVA da Folha de S.Paulo
O livro didático é a base mais importante na hora dos estudos, mas, como nada traz todas as informações sobre todos os assuntos, às vezes ele não é suficiente. O pior é quando a dúvida aparece no meio da resolução de um exercício, no estudo do final de semana ou em alguma outra situação em que o aluno não tem a quem recorrer naquele exato momento. E quando isso acontece, o que o vestibulando pode fazer?
Segundo professores ouvidos pelo Fovest, o melhor caminho deve ser a pesquisa na internet. "Mas não em qualquer site", ressalta a professora Deborah Raphael, do Instituto de Matemática e Estatística da USP. Ela dá dicas de como saber se o site é confiável. "Ir ao link "quem somos" ajuda. O estudante pode também entrar em sites de instituições conhecidas, porque aí não tem erro."
"A apostila de cursinho não dá profundidade, então, quanto mais fontes o aluno buscar, melhor", diz Henrique Carvalho de Araújo, professor de química do colégio Rio Branco.
Pensando em aprofundar os temas de história das apostilas de vestibular, o professor Claudio Recco, do colégio Santo Américo, criou o endereço www.historianet.com.br. "É difícil separar o joio do trigo na internet, então, resolvi fazer essa página para os meus alunos." Para ele, "fugir da apostila e do livro didático é sempre bom".
Silvana Leporace, coordenadora da orientação vocacional do colégio Dante Alighieri, concorda: "Quanto mais fontes de estudo o vestibulando tiver, mais chances ele terá".
Para ajudar os vestibulandos, o Fovest listou sites confiáveis e outras ferramentas que podem ajudar na hora de estudar.
O coordenador do Anglo, Alberto Francisco do Nascimento, faz porém um alerta aos estudantes que ficam horas e horas lendo sobre o mesmo assunto: "É bom querer se aprofundar num assunto, mas o estudante não pode perder muito tempo com detalhes", afirma.
Uma tarefa que ele diz ser fundamental é ler jornais todos os dias. Outra dica dele é resolver vestibulares passados -"não só o da Fuvest mas também da UFMG, por exemplo, que tem questão dissertativa".
Cristiana Mattos Assumpção, coordenadora de tecnologia educacional do colégio Bandeirantes, completa: "Quando estiver fazendo [alguma prova anterior], é bom o vestibulando calcular o tempo certo".
A aluna Desirée Ji Re Lee, 16, sempre busca em sites de cursinhos e faculdades os vestibulares antigos. Como vai prestar engenharia, passeia muito pelo www.rumoaoita.com.br. Além disso, consulta o site do Bandeirantes, onde os professores colocam textos das matérias. "É bom para saber mais do conteúdo que é cobrado."
Síntese do livro "Computadores, Escola e Sociedade"
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Sunday, 18 May 08 - 08:37 AM (GMT -04:00) By Master Santucci in Tecnologia Educacional |
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De Jorge Pedro Dalledonne de Barros Ubiratan D’Ambrosio, 1988.
Neste livro, Barros afirma que estamos as vésperas de uma revolução da informação. E propõe uma discussão sobre a importância da preparação do cidadão brasileiro para a inserção da informática na sociedade brasileira.
Segundo o autor uma revolução só ocorre "quando uma estrutura se desmorona e outra assume o seu lugar... sendo assim, vivemos hoje o caos pré-revolucionário" (Barros, p.08), pois de um lado estão as pessoas que defendem a inserção da informática e do outro as pessoas contrárias a inserção da informática.
"O que caracteriza uma revolução é, sobretudo a extensão de mudanças nas várias dimensões do social e a velocidade intrínseca e essas alterações... obrigando a um deslocamento para a procura de novos cominhos políticos, econômicos e culturais". (Barros, p. 09)
Tais mudanças atingem as relações dos próprios homens, entre o homem e a sociedade e, sobretudo as dimensões política, econômica e cultural do grupo social. Para tanto, Barros esboça um perfil das dimensões econômica, política, social e cultural no Brasil. Crítica a forma dos países em desenvolvimento, como o Brasil tentam resolver os problemas sociais e culturais. Pois, tomam medidas puramente econômicas, colocando em primeiro plano os aspectos econômicos ao invés de atender todos conjuntamente, e peca ainda mais, ao não conceber o desenvolvimento social/cultural como alavanca do progresso, peça chave para a sociedade dar sentido e direção ética ao seu próprio desenvolvimento. Como diz o autor, para se dar ênfase ao desenvolvimento técnico-econômico é necessário o desenvolvimento cultural e sociopolítico, o que em países desenvolvidos é mais visível do que em países em desenvolvimento.
Nestes países em desenvolvimento (como o Brasil) não existe uma política de introdução consciente das tecnologias. As máquinas são importadas e junto delas as necessidades e características culturais dos países de origem (diferentes das necessidades e características brasileiras). Além disso, não existe uma preparação concisa dos profissionais (principalmente no campo educacional) para utilizar a máquina, surgindo então, muitos problemas e dentre eles a resistência de muitos educadores por pensarem que irão ser substituídos por ela.
O autor lembra ainda, que não é o momento de questionar se os problemas educacionais irão aumentar ou diminuir com a intserção das tecnologias, pois segundo ele, os problemas educacionais são bem mais antigos que as próprias tecnologias, elas talvez poderão enfatizar ainda mais tais problemas se forem mau utilizadas. O fracasso ou o sucesso dependerá de quem utilizará e de que forma utilizará, isto quer dizer, depende do preparo e da concepção de aprendizagem de cada professor, ou seja, que tipo de cidadão ele quer formar.
Segundo Barros, o mais importante num momento como este de revolução é preparar o cidadão brasileiro para ser capaz de optar por um modelo democratizado de acesso à informação; ampliar o modo do especialista em informática em perceber o alcance social da nova tecnologia e ser mais crítico nas ações sob sua responsabilidade; aumentar o conhecimento do educador, para que este tenha uma visão abrangente da revolução da informática e principalmente da sua responsabilidade de agente de transformação.
A "sociedade da informação"
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Sunday, 04 May 08 - 08:27 AM (GMT -04:00) By Master Santucci in Tecnologia Educacional |
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A expressão "sociedade da informação" passou a ser utilizada, nos últimos anos desse século, como substituto para o conceito complexo de "sociedade pós-industrial" e como forma de transmitir o conteúdo específico do "novo paradigma técnico-econômico". A realidade que os conceitos das ciências sociais procuram expressar refere-se às transformações técnicas, organizacionais e administrativas que têm como "fator-chave" não mais os insumos baratos de energia – como na sociedade industrial – mas os insumos baratos de informação propiciados pelos avanços tecnológicos na microeletrônica e telecomunicações. Esta sociedade pós-industrial ou "informacional", como prefere Castells, está ligada à expansão e reestruturação do capitalismo desde a década de 80 do século que termina. As novas tecnologias e a ênfase na flexibilidade – idéia central das transformações organizacionais – têm permitido realizar com rapidez e eficiência os processos de desregulamentação, privatização e ruptura do modelo de contrato social entre capital e trabalho característicos do capitalismo industrial.
As transformações em direção à sociedade da informação, em estágio avançado nos países industrializados, constituem uma tendência dominante mesmo para economias menos industrializadas e definem um novo paradigma, o da tecnologia da informação, que expressa a essência da presente transformação tecnológica em suas relações com a economia e a sociedade. Esse novo paradigma tem, segundo Castells (2000) as seguintes características fundamentais:
A informação é sua matéria-prima: as tecnologias se desenvolvem para permitir o homem atuar sobre a informação propriamente dita, ao contrário do passado quando o objetivo dominante era utilizar informação para agir sobre as tecnologias, criando implementos novos ou adaptando-os a novos usos.
Os efeitos das novas tecnologias têm alta penetrabilidade porque a informação é parte integrante de toda atividade humana, individual ou coletiva e, portanto todas essas atividades tendem a serem afetadas diretamente pela nova tecnologia.
Predomínio da lógica de redes. Esta lógica, característica de todo tipo de relação complexa, pode ser, graças às novas tecnologias, materialmente implementada em qualquer tipo de processo.
Flexibilidade: a tecnologia favorece processos reversíveis, permite modificação por reorganização de componentes e tem alta capacidade de reconfiguração.
Crescente convergência de tecnologias, principalmente a microeletrônica, telecomunicações, optoeletrônica, computadores, mas também e crescentemente, a biologia. O ponto central aqui é que trajetórias de desenvolvimento tecnológico em diversas áreas do saber tornam-se interligadas e transformam-se as categorias segundo as quais pensamos todos os processos.
O foco sobre a tecnologia pode alimentar a visão ingênua de determinismo tecnológico segundo o qual as transformações em direção à sociedade da informação resultam da tecnologia, seguem uma lógica técnica e, portanto, neutra e estão fora da interferência de fatores sociais e políticos. Nada mais equivocado: processos sociais e transformação tecnológica resultam de uma interação complexa em que fatores sociais pré-existentes, a criatividade, o espírito empreendedor, as condições da pesquisa científica afetam o avanço tecnológico e suas aplicações sociais. Vale reproduzir um comentário de Castells:
É provável que o fato da constituição desse paradigma ter ocorrido nos EUA e, em certa medida, na Califórnia e nos anos 70, tenha tido grandes conseqüências para as formas e a evolução das novas tecnologias da informação. Por exemplo, apesar do papel decisivo do financiamento militar e dos mercados nos primeiros estágios da indústria eletrônica, da década de 40 à de 60, o grande progresso tecnológico que se deu no início dos anos 70 pode, de certa forma, ser relacionado à cultura da liberdade, inovação individual e iniciativa empreendedora oriunda da cultura dos campi norte-americanos da década de 60... Meio inconscientemente, a revolução da tecnologia da informação difundiu pela cultura mais significativa de nossas sociedades o espírito libertário dos movimentos dos anos 60. (Castells, 2000, pp.25)
Além do indevido determinismo, incorre-se muitas vezes também em despropositado evolucionismo na discussão do novo paradigma tecnológico quando a "sociedade da informação" é vista como etapa de desenvolvimento. Como muito bem alerta Agudo Guevara (2000), melhor seria referir-se a sociedades da informação, no plural, para identificar, numa dimensão local, aquelas nas quais as novas tecnologias e outros processos sociais provocaram mudanças paradigmáticas. A expressão "sociedade da informação", no singular, seria melhor utilizada, numa dimensão global (ou mundial), para identificar os setores sociais, independente de sua ubicação local, que participam "como atores de processos produtivos, de comunicação, políticos e culturais que têm como instrumento fundamental as TIC [tecnologias de informação e comunicação] e se produzem – ou tendem a produzir-se – em âmbito mundial" (Agudo Guevara, 2000, pp.4).
O determinismo e o evolucionismo distorcem a análise do complexo processo de mudança social e alimentam uma atitude passiva, contemplativa, em relação a esse processo. Tais posturas impedem ou ignoram que a sociedade, especialmente por intermédio do Estado, tem desempenhado, no decorrer da história, um papel muito ativo tanto para promover quanto para sufocar o desenvolvimento tecnológico e suas aplicações sociais. Isso é particularmente claro no que se refere às novas tecnologias. O avanço tecnológico no novo paradigma foi em grande parte o resultado da ação do Estado e é o Estado que está à frente de iniciativas que visam ao desenvolvimento da "sociedade da informação" nas nações industrializadas e em muitas daquelas que ainda estão longe de ter esgotado as potencialidades do paradigma industrial.
Adotando a sugestão de Agudo Guevara, um olhar sobre a experiência concreta das sociedades de informação permite revelar como a reestruturação do capitalismo e a difusão das novas tecnologias da informação lideradas e/ou mediatizadas pelo Estado estão interagindo com as forças sociais locais e gerando um processo de transformação social. Em termos gerais, é consenso entre analistas que a realização do novo paradigma se dá em ritmo e atinge níveis díspares nas várias sociedades. Junto com o jargão da "sociedade da informação" já é lugar comum a distinção entre países e grupos sociais "ricos" e "pobres"
Trecho do texto A sociedade da informação e seus desafios de Jorge Werthein.
Uso da tecnologia em educação é tema de simpósio internacional em Brasília
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Tuesday, 22 April 08 - 02:59 PM (GMT -04:00) By Master Santucci in Tecnologia Educacional |
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Brasília - Começa na manhã de hoje (22), no Senado, o 2º Simpósio Internacional e Fórum Público em Educação, Igualdade e Justiça Social, que tem como tema central o uso das tecnologias na educação e a promoção da inclusão social.
Estão previstas palestras sobre o assunto de representantes do Brasil, Reino Unido, África do Sul e Índia. Durante o encontro, serão apresentados projetos educacionais de sucesso desenvolvidos no Brasil e nos outros países que participam do evento.
A programação começa em Brasília e continua, de amanhã a domingo (27),
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