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Outros

Exame para 2,5 milhões de alunos de São Paulo apresenta falhas

User photo not available Friday, 20 November 09 - 05:38 AM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Na Sala de Aula

do Agora da Folha de S.Paulo da Folha Ribeirão

Depois de ser adiado em uma semana, o Saresp, exame do governo paulista que avalia os alunos da rede, foi marcado por novos problemas na quarta-feira (18), quando foram realizadas as provas de português e matemática.

Parte dos alunos recebeu provas em que a folha de respostas não era compatível com o caderno de perguntas, e em uma questão faltou uma figura.

Os problemas foram identificados pela reportagem em Mairiporã, Caieiras, Francisco Morato e Cajamar, na Grande SP, e em Atibaia (64 km da capital).

O Saresp avalia a situação das escolas e da rede e é o principal fator considerado para pagamento de bônus por desempenho aos professores. Participam 2,5 milhões de estudantes.

A avaliação inclui 26 tipos de prova, com 24 questões de múltipla escolha cada uma. As questões são as mesmas, mas a ordem delas é alterada para dificultar a cola entre os alunos.

Com o erro nas provas, estudantes se confundiram na hora de passar a resposta para o gabarito e chegaram a rasurar a folha. Eles dizem temer que haja distorções na correção e que ela seja feita à mão, e não por meio digital, como previsto.

O aluno Vinícius Timm de Alencar, 19 anos, contou que, após 30 minutos de prova, a diretora da escola apareceu na sala, quando foi detectado o erro. "Ninguém sabia o que fazer. Aí, mandaram a gente riscar o número da folha de respostas e colocar igual ao da prova."

"Essa confusão gera um estresse para os alunos, o que prejudica os resultados", diz Ocimar Alavarse, professor da Faculdade de Educação da USP.

A Apeoesp (sindicato dos professores da rede estadual) disse que deve entrar com medidas judiciais contra o Saresp. Uma pergunta do teste de matemática do 3º ano pedia a observação de um polígono, que não aparecia na prova.

Em outro erro, uma escola de Araraquara (273 km a noroeste de SP) recebeu as provas de geografia misturadas com as de português. As questões de geografia deveriam ser abertas apenas hoje, quando também acontece a prova de história.

O Saresp, que deveria ter sido aplicado na semana passada, foi adiado porque o Caed (Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação), empresa contratada para aplicar o exame, não conseguiu entregar todas as provas a tempo.

Outro lado

A Secretaria da Educação classificou os problemas como "normais" para um exame do tamanho do Saresp e afirmou que não haverá distorções. Em relação ao caso de Araraquara, disse que o erro de empacotamento das provas foi isolado e não comprometeu a avaliação.

O Caed disse que a correção poderá ser feita digitalmente.

Fonte – Folha on-line Educação

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O projeto de lei alcançará o objetivo de conter a violência contra professores?

User photo not available Wednesday, 18 November 09 - 07:33 PM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Na Sala de Aula

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado aprovou dia 17/11, em caráter não terminativo, dois projetos de lei que têm por objetivo conter os altos índices de violência contra professores nas escolas. O primeiro é de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS) e classifica como violência qualquer ação ou omissão contra professores, decorrente da relação de educação que cause morte, lesão corporal ou dano patrimonial, praticada por alunos, pais, responsável legal ou terceiros.

O Projeto de Lei 191/09 garante ao docente proteção da autoridade policial e atendimento médico e realização de perícia no Instituto Médico Legal. Ao agressor menor de idade, prevê a aplicação do disposto no Estatuto da Criança e do Adolescente. Caso ele seja maior de idade, fica a cargo do Ministério Público tomar providências, tendo por base os dados do boletim de ocorrência ou relatório policial.

*As informações são do UOL Educação.

O projeto de lei alcançará o objetivo de conter a violência contra professores? O que achou?

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A hora do espanhol (será mesmo?)

User photo not available Wednesday, 21 October 09 - 07:42 PM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Na Sala de Aula

Legislação federal torna obrigatória no ensino médio brasileiro, a partir de 2010, a oferta da língua que tem mais de 500 milhões de falantes em todo o mundo; idioma ainda parece distante da maioria das salas de aula.

Diego Braga Norte

O espanhol é uma das quatro línguas mais faladas do mundo, ao lado do chinês mandarim, o inglês e o híndi, um dos idiomas oficiais da Índia. Apesar de sua posição nesse ranking variar de acordo com a fonte pesquisada, alguns fatos são incontestáveis: é o idioma mais usado nas Américas, onde é tido como o segundo em importância na atualidade, atrás apenas do inglês. Seja por critérios numéricos (mais de 500 milhões de falantes mundo afora, atrás apenas do mandarim) ou mercadológicos (é primeira língua mais exigida pelas empresas nos EUA e a segunda aqui no Brasil, segundo levantamento da Manager Assessoria), o espanhol ganha importância crescente.

A proliferação da língua no território nacional é decorrência dos acordos diplomáticos do Mercosul. As fronteiras com países que falam o idioma somam mais de 15 mil quilômetros e incluem antigos parceiros comerciais como Argentina, Paraguai, Venezuela, Equador, entre outros. As empresas espanholas no Brasil - como Telefônica e Santander, só para citar duas das maiores - também têm interesse em promover o idioma. Além, é claro, das diversas possibilidades culturais que o domínio do espanhol proporcionaria aos brasileiros.

Atento a esse grau de relevância da língua no país e no mundo, o governo federal aprovou em 2005 a Lei 11.161 - popularmente chamada de "Lei do Espanhol" -, que torna obrigatória a oferta, por parte das escolas, do idioma no ensino médio e facultativa no ensino fundamental. Também é facultativa aos alunos a opção de cursar a disciplina. A partir da aprovação da Lei, os estados teriam prazo de cinco anos para levar a cabo a oferta obrigatória. Ou seja, já no ano que vem todas as escolas de ensino médio (públicas e privadas) devem oferecer espanhol aos seus alunos.

Onde estão os docentes?

Mas, quase ao final do prazo estipulado, ainda há redes que encontram problemas no processo de apropriação da língua. Enquanto em alguns estados o processo de implantação está adiantado, outros ainda penam para alcançá-lo - algo natural num país com dimensões continentais. O próprio Ministério da Educação admite que será impossível a implantação em 100% das escolas. "Não sei dizer qual estado está com o processo mais avançado, pois os tempos e as necessidades de cada um são bastante diferentes. Há sinais de dificuldade em relação às questões de recursos humanos, necessidade de contratação, mas eles estão se planejando", diz Maria Eveline Villar Queiroz, coordenadora-geral de ensino médio da Secretaria de Educação Básica do MEC.

O trabalho de implantação na rede pública não é fácil: além do déficit de professores, há a questão da escolha e da compra do material didático e do planejamento da grade curricular. Segundo a Lei, "a oferta da língua espanhola pelas redes públicas de ensino deverá ser feita no horário regular de aula dos alunos". Mas já há estados que admitem que algumas escolas poderão oferecer o curso no contraturno, desde que haja o consentimento de alunos interessados e disponibilidade de professores.

O déficit de professores de espanhol também é grande: levantamento do Ministério da Educação feito em 2005 apontava que seria preciso formar em torno de 20 mil professores. Hoje, o número é menor, mas o Ministério não soube precisar exatamente o quanto. Em contrapartida, dados oficiais dão conta de que no Brasil a oferta total nos estados é de 754 mil matrículas em espanhol no ensino médio. Em Santa Catarina, por exemplo, de acordo com a Secretaria Estadual da Educação, a língua espanhola é ofertada em 101 escolas para, aproximadamente, 23 mil alunos das séries finais do ensino fundamental e do ensino médio. No Rio Grande do Sul, cerca de metade das 900 escolas estaduais de ensino médio já oferecem o espanhol, atesta Jane Graeff, coordenadora de ensino médio da Secretaria Estadual da Educação. O sucesso da implantação deve-se ao tempo de maturação do projeto, iniciado há alguns anos.

"Temos convênio com a Embaixada da Espanha desde 2005. Este ano vai ter a quinta edição de um curso de atualização para professores de espanhol", explica Jane. Ainda assim, ela reconhece falhas: "Existem atualmente, não só nessa disciplina, mas em outras, eventuais carências de professores. Pra suprir vagas, foram abertas contratações temporárias em lugares específicos".

Informações desencontradas

No Estado de São Paulo, a situação está complicada. A assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Educação não soube dizer se o idioma já é oferecido no ensino médio. Mas confirmou que no ano que vem - data limite - ele constará nos currículos. Questionada pela reportagem, a assessoria também não soube dizer se haverá abertura de concurso para contratação de professores e nem como a disciplina será inserida na grade. Gustavo Garcia, professor de espanhol, é presidente da Associação de Professores de Espanhol de São Paulo (Apeesp), entidade civil que reúne mais de 700 profissionais das redes pública e privada. Ele disse estar "muito preocupado" com o processo de implantação do espanhol no ensino médio estadual. Gustavo informou que a Apeesp pediu oficialmente uma reunião com a Secretaria para participar e colaborar com os trabalhos, mas não foram sequer recebidos. "Até agora não sabemos de nenhuma providência concreta. Nosso medo é que tudo seja feito de última hora, com contratações de forma precária e um risco tremendo para os alunos."

O Conselho Estadual de Educação de São Paulo, na deliberação 77/2008, já incorporou a "Lei do Espanhol", garantindo legalmente a oferta obrigatória da disciplina. O que não significa que a entidade a tenha regulamentado, atribuição prevista pelo artigo quinto da "Lei do Espanhol", do governo federal: os Conselhos Estaduais de Educação e do Distrito Federal emitirão as normas necessárias à execução desta Lei, de acordo com as condições e peculiaridades de cada unidade federada. Quando questionado, o vice-presidente do Conselho, João Cardoso Palma Filho, disse: "A Secretaria da Educação que tem de ver isso. Por exemplo, quantas aulas vai haver por semana, se vai ter em todas as séries do ensino médio".

Para a professora de espanhol do Departamento de Letras da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Fernanda Dos Santos Castelano Rodrigues, os governos estaduais estão se mexendo pouco para realmente implementar o espanhol.  "Tem uma coisa que assusta. O governo do Estado de São Paulo, por exemplo, não divulgou nenhuma notícia de concurso público para a contratação dos professores de espanhol. O que eu sei é que a Secretaria de Educação do Estado desenvolve, desde 2006, um programa de formação de professores em convênio com o Instituto Cervantes, Grupo Universia e Banco Santander." O programa citado é o Oye espanhol, um curso on-line gratuito de 600 horas/aula para os professores da rede. Seria prioritariamente para professores de língua portuguesa ou língua inglesa, mas também é aberto para docentes de quaisquer outras disciplinas. No final, os professores fariam uma prova e receberiam um certificado que lhes permitiria dar aulas de espanhol na rede pública. Mas, após críticas e pressão, o governo voltou atrás, informando que o Oye espanhol não formaria e nem habilitaria professores para a rede pública.

Para Fernanda, a ideia do governo era aproveitar professores concursados que poderiam ampliar sua carga horária na rede. "O projeto foi muito criticado pelas universidades estaduais e pela própria Universidade Federal de São Carlos. Um projeto de formação on-line de 600 horas nos pareceu um acinte, já que os cursos de graduação de formação de professores em letras precisam ter aproximadamente 3.000 horas/aula presenciais", diz.

Há 20 anos atuando como professora de espanhol na Unesp de Assis, no interior paulista, a chilena Ester Myriam Rojas Osório lamenta que no Brasil, país "líder político na América Latina", o ensino de espanhol esteja tão atrasado. "Como disciplina, há em poucas escolas públicas. As escolas particulares saíram na frente. Parece-me que falta mais empenho na implantação do espanhol na escola pública." Em Assis, há espanhol somente no ensino fundamental de algumas escolas municipais e no único Centro de Línguas estadual da cidade, de cerca de 100 mil habitantes.

Com que material?

Outro ponto polêmico diz respeito ao material didático. De acordo com os professores ouvidos, não há no Estado de São Paulo nenhum movimento indicando como serão feitas a escolha e a distribuição do material. "Desde o ano passado, eles têm feito aquelas apostilas para as disciplinas. E não se tem realmente nenhuma notícia de que isso esteja sendo pensado e preparado para a língua espanhola. É como se a inserção não fosse obrigatória a partir do ano que vem", diz Fernanda.

No nível federal, o Ministério da Educação já começou a promover algumas ações. Ainda que com atraso, iniciou-se a avaliação do material didático de espanhol. Além disso, as orientações curriculares já foram elaboradas. Há previsão de que o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) vá efetuar compra de livro didático em língua espanhola para o ensino médio. "Primeiro há a etapa de seleção e a análise dos livros didáticos, e depois a licitação e compra. É um processo que demora cerca de três anos para se completar. A partir de 2012 vamos entregar os livros de língua estrangeira moderna, inclusive o espanhol, para os alunos do ensino médio", relata Maria Eveline, do Ministério da Educação. Além disso, o MEC assinou, no início de agosto, uma carta de intenção com o Instituto Cervantes, que prevê o aperfeiçoamento de professores e alunos de espanhol por meio das ferramentas de ensino a distancia, oferecidas pelo próprio Instituto.

O Ministério e alguns estados - Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraná e outros - mantêm uma articulação com a embaixada da Espanha ou com outros países onde se fala espanhol, como Argentina e Colômbia. Há programas federais de intercâmbio entre o Brasil e esses países, além de um projeto da embaixada da Espanha que fomenta a formação de professores através da instalação de centros de recursos didáticos. Brasília, Rio de Janeiro, Belém, Cuiabá e Salvador já possuem os Centros de Recursos Didáticos de Espanhol (CRDE).  Os espaços possuem acervo bibliográfico, videoteca e estrutura para a realização de cursos para formação continuada dos professores.

 

A experiência das particulares

No ensino privado, a procura vem aumentando ao longo dos anos. Débora Schisler, diretora da Seven Idiomas, escola que há mais de 15 anos oferece aulas de espanhol, conta que de 2008 para 2009 a procura aumentou 38% nas unidades e 32% nas turmas corporativas (salas de aula dentro das empresas). "Antes, o pessoal fazia espanhol depois de terminar o curso de inglês. Hoje, a gente já vê um movimento diferente, vê gente fazendo o espanhol como segunda língua", relata Débora.

Apesar disso, o interesse, segundo ela, deve-se principalmente à exigência do mercado de trabalho. "O espanhol teve um crescimento notável no ano passado, mas por necessidade das empresas." A maioria dos alunos da Seven já está inserida no mercado de trabalho e estuda o espanhol por exigência profissional ou para galgar melhores postos. "O carro-chefe continua sendo o inglês. Os alunos que são de empresas fazem o espanhol porque é mais fácil de aprender do que o inglês."

Uma curiosidade é que, segundo a diretora, a Seven e outras escolas de idiomas que ensinam espanhol acharam que, depois da consolidação do Mercosul - após a segunda metade da década de 1990 -, a procura iria aumentar. Mas o fato não se concretizou. "Todo o setor pensou que o espanhol fosse crescer no Brasil, algumas escolas fizeram até investimentos contando com isso, mas não foi o que aconteceu." A experiência ilustra que foi preciso mais esforço político por parte do governo para a disseminação do espanhol, uma língua importante para os brasileiros. 

No Instituto Cervantes, escola oficial do governo da Espanha, não é diferente. O Brasil já é o país com mais unidades e alunos do mundo. São nove unidades em nove capitais (São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Salvador, Recife, Belo Horizonte e Florianópolis), sendo que as três últimas unidades foram inauguradas ano passado - comprovando o aumento da procura. O instituto atende cerca de 120 mil alunos anualmente, contando as diferentes modalidades de cursos: regulares, intensivos minicursos, atualização etc.

Pedro Benítez Pérez, diretor acadêmico do Instituto Cervantes de São Paulo, afirma que "o número de estudantes é cada vez maior". (...) "Alunos jovens e adultos, a procura cresce em todas as faixas etárias." Em sua avaliação, ele também destaca "as possibilidades de trabalho com o espanhol" como o elemento motivador que leva as pessoas a aprenderem o idioma. "Não só no Brasil, mas no mundo todo tem crescido a procura por cursos de espanhol, como no Japão, China e África. No Brasil faz muito sentido aprender o espanhol, pois o país tem sete fronteiras com países que falam essa língua", conclui Pérez.

O Instituto firmou, no ano passado, um convênio com a Fundação Memorial da América Latina para ensinar espanhol a distância. Ainda em caráter de experimentação para aperfeiçoamento, os funcionários do Memorial são os primeiros alunos a participar do curso. Após o período de testes, o curso será aberto para o público.

Memorial e o Cervantes desenvolveram um modelo semipresencial, com os alunos interagindo no ambiente virtual pedagógico, mas com atividades todos os sábados no Memorial. O modelo também prevê encontros presenciais a cada 15 dias entre os alunos e seus tutores. 

 

 

Centros de Línguas 

No Paraná e em São Paulo há experiências importantes de oferta de línguas estrangeiras modernas. Nesses Centros de Línguas (CEL - Centro de Línguas, em São Paulo; e Celem - Centros de Língua Estrangeira Moderna, no Paraná) os alunos têm a oportunidade de aprender outras línguas estrangeiras além do inglês, que já é oferecido regularmente na grade curricular.

A proposta é similar às das escolas particulares de idiomas. Como os alunos que estudam nos Centros Língua (CLs) frequentam as aulas exclusivamente pelo interesse, têm muito mais motivação parar aprender. Em São Paulo, os primeiros CLs datam de 1988. Na década de 90 somavam 50 unidades espalhadas pelo estado. Hoje são 84 unidades (totalizando oferta de 10 mil vagas); 35 na Grande São Paulo e 49 no interior, em municípios com mais de 50 mil habitantes.

Arlete Lima, da Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas, área que cuida dos CLs, explica que há cursos gratuitos de espanhol, francês, alemão, italiano e japonês. Mas nem todas as línguas são oferecidas em todas as unidades: a oferta varia de acordo com a demanda. Eles têm duração de seis semestres e são divididos em dois níveis. Para cada semestre há uma carga horária de 4 horas/aula semanais; divididas em duas aulas por semana, ou uma aula aos sábados. A partir da 6ª série, todos os alunos da rede estadual de ensino (regular, supletivo ou técnico) podem participar, lembrando que o estudante não precisa estar matriculado na escola que oferece o curso.

"Os Centros de Línguas são um dos pilares do sistema estadual de ensino. O trabalho que eles desenvolvem é de nível excelente. A gente recebe alunos aqui na Federal de São Carlos, e eu recebia também alunos dos CLs na USP, e todos eles despertaram para o espanhol de uma maneira muito positiva", conta Fernanda Castelano Rodrigues, que começou a lecionar espanhol em um CL do Brás, em São Paulo. Ela se recorda da experiência com entusiasmo: "Era um CL que funcionava muito bem. Inclusive quando você conversa com as pessoas ou visita um CL, tem a impressão de que eles não fazem parte desse sistema tão sucateado que é o sistema estadual de ensino".

No Paraná, há 40 mil vagas distribuídas em 300 CLs. Lá, além de alunos da rede pública, pessoas da comunidade, professores e funcionários públicos também podem cursar alemão, espanhol, francês, inglês, italiano, japonês e mandarim. Assim como em São Paulo, os cursos são ministrados em duas aulas semanais de duas horas cada, e têm duração de dois anos. Com exceção do mandarim, que devido à sua complexidade dura três anos. "O espanhol é o idioma mais procurado, temos uns 20 mil alunos", diz Mary Lane Hutner, do Departamento de Educação Básica da Secretaria.

De acordo com os especialistas consultados, os CLs não são conflitantes com as aulas regulares de inglês e espanhol da rede pública, mas complementares. "Há muitos alunos, por exemplo, que estudam inglês nas escolas e também nas escolas particulares de idiomas. São cursos diferentes, com objetivos diferentes. Os CLs não têm por que pensar no vestibular, por exemplo. A proposta é completamente diferente", resume Fernanda Castelano Rodrigues.

 

Fonte – Revista Educação – Edição 150

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Qual a chave para criar o hábito de leitura entre os jovens?

User photo not available Saturday, 26 September 09 - 07:08 AM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Na Sala de Aula

Eleita em maio de 2008 presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros, Sonia Machado Jardim é vice-presidente de Operações do Grupo Editorial Record, conglomerado que agrega doze diferentes marcas editoriais.

Como todos os representantes do setor, está preocupada com o destino do livro e do mercado editorial como um todo, para o qual ainda não vislumbra um modelo de negócios que conjugue circulação livre de títulos na internet e remuneração para o investimento das editoras.

De toda maneira, esta engenheira civil, mestre em administração de empresas, defende que os livros - os impressos - circulem livremente nas escolas e que o conhecimento formal não afaste o interesse dos jovens que querem ler por prazer.

Nesse ponto, vejo um mérito enorme no Harry Potter, pois se criou uma voz corrente de que ler é uma coisa chata, de nerd, e a série mostrou que, ao contrário, ler pode ser muito legal, abre um universo novo. Esse fenômeno representado pelo Harry Potter e pelo Diário da princesa para as meninas é uma vitória, no sentido do despertar o prazer da leitura. A escola vai inserindo um refinamento na escolha.

*As informações são da Educação.
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Meninos têm notas melhores se não estudam com meninas, aponta pesquisa

geography8.gif Monday, 24 August 09 - 06:32 PM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Na Sala de Aula

Reuters

Os meninos têm notas melhores quando estudam em colégios só para meninos comparados aos que frequentam escolas mistas, onde as garotas normalmente os superam, mostrou uma pesquisa recente feita na Nova Zelândia.

O estudo, da Universidade de Otago, comparou o desempenho escolar de mais de 900 meninos e meninas no Ensino Médio de escolas mistas e separadas na Nova Zelândia.

Quando os estudantes estavam em escolas separadas pelo sexo, a tendência sutil era de que os meninos tivessem um desempenho melhor do que o das meninas.

Em escolas mistas, no entanto, havia uma clara tendência de que as garotas superassem os meninos, em um padrão consistente pelo menos até os 25 anos.

"Essas descobertas são coerentes com o argumento de que escolas separadas por gênero reduzem ou eliminam a diferença entre meninos e meninas nos resultados escolares", disse Sheree Gibb, da equipe de pesquisas.

O estudo foi publicado pela revista Australian Journal of Education.

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Lei obriga escola a informar frequência de aluno a pais

geography8.gif Sunday, 09 August 09 - 08:01 AM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Na Sala de Aula

As escolas são obrigadas a informar os responsáveis legais sobre a frequência e rendimento do aluno

SOLANGE SPIGLIATTI - Agencia Estado

SÃO PAULO - As instituições de ensino de todo o País estão obrigadas a partir de hoje a passar informações escolares aos pais, segundo lei publicada no Diário Oficial da União (DOU).

De acordo com a alteração no Artigo 12, da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, as escolas são obrigadas a informar o pai e a mãe e, se for o caso, os responsáveis legais pelo estudante, sobre a frequência e rendimento dos alunos, bem como sobre a execução da proposta pedagógica da escola.

A lei foi sancionada ontem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Fonte – Estadão Educação

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Documento divulga informações sobre cursos de licenciatura

User photo not available Saturday, 18 July 09 - 07:32 AM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Na Sala de Aula

As escolas públicas da educação básica em todo o país começam receber, na próxima semana, a Cartilha do Professor. O documento foi organizado pelo Ministério da Educação para orientar os docentes sobre como fazer a inscrição nos cursos de licenciatura que começarão neste semestre.

Estão abertas 52.894 vagas em universidades públicas, federais e estaduais, e em institutos federais, os antigos Cefets. A cartilha traz uma série de informações, entre elas, que as vagas são gratuitas e específicas para os professores que lecionam nas redes públicas; que as inscrições devem ser feitas até o final de julho; que a primeira licenciatura é destinada a professores sem graduação em nível superior; que a segunda licenciatura é para aqueles que têm graduação, mas que lecionam em área diferente da formação.

A Cartilha do Professor divide as informações em três campos – cadastro, currículo e pré-inscrição – e apresenta a Plataforma Freire. É na Plataforma Freire que o professor vai cadastrar seu currículo, escolher o curso e fazer a pré-inscrição. Receberão a cartilha as escolas públicas da educação básica e as secretarias municipais de educação das 156 maiores cidades do país, incluídas as capitais.

Vagas para professores – De 2009 a 2011, o Ministério da Educação, em parceria com 90 instituições de ensino superior públicas e comunitárias, abrirá 330 mil vagas exclusivas para professores em exercício. Os cursos fazem parte do Plano Nacional de Formação de Professores, lançado em 28 de maio deste ano. Para o segundo semestre de 2009 são mais de 52 mil vagas.

Na Plataforma Freire o professor também pode programar seu ingresso numa faculdade entre 2009 e 2011. Os ingressos acontecerão em cinco semestres: segundo semestre de 2009; primeiro e segundo semestres de 2010, e primeiro e segundo semestres de 2011.

Ionice Lorenzoni

Fonte – MEC

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Os novos rumos da avaliação

User photo not available Saturday, 11 July 09 - 09:18 AM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Na Sala de Aula

Adoção do Enem como um dos principais instrumentos de ingresso nas universidades federais promete mudar o processo de seleção do ensino superior e os currículos do ensino médio

Marta Avancini

Ilustração: Filipe Rocha

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) mudou e, a partir deste ano, passa a ser o único ou um dos principais instrumentos de seleção de ingressantes de 45 universidades federais. Nesse contexto, há quem defenda que a avaliação vai se tornar uma referência central, sinalizando para uma nova configuração do ensino médio, ao mesmo tempo que aponta para mudanças no ensino superior.

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Transformação das palavras

User photo not available Saturday, 04 July 09 - 09:14 AM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Na Sala de Aula

O uso contínuo de vocábulos pode desgastá-los a ponto de alterar sua grafia e pronúncia, dando origem às chamadas "corruptelas"

Aldo Bizzocchi

Você certamente conhece a expressão "ouvir o galo cantar e não saber onde", não é? Esse dito popular refere-se a pessoas que passam adiante uma informação de maneira distorcida por não a terem compreendido bem. Esse "ruído" na comunicação, como se diz no jargão dos comunicólogos, recebe nos estudos da linguagem o nome de corrupção ou corruptela, e é um dos fenômenos mais comuns da fonética das línguas.

Na verdade, não é só o mau entendimento de uma expressão que gera a corruptela. O uso contínuo das palavras, assim como o de qualquer outro utensílio, provoca com o tempo o seu desgaste. Tal como o gume de uma faca, as palavras também se gastam. Mas, neste caso, a razão principal é a lei do mínimo esforço, ou "lei da preguiça". Como pronunciar constantemente "vossa mercê" dava trabalho, passou-se a pronunciar "vosmecê", "vossuncê", "vancê" e "você". Hoje já se diz "ocê" e "cê". O mesmo aconteceu com a interjeição de susto "Virgem Maria!", que foi reduzida a "virgem", depois a "vige", "vixe" e "ixe". Tudo por economia de esforço.

Certo dia, ao ver um indivíduo muito agitado, alguém disse algo como "parece que esse sujeito tem bicho no corpo inteiro". A má compreensão dessa frase levou à famosa expressão "ter bicho carpinteiro".

Estimar
Antigamente, quando alguém adoecia, era comum e educado fazer votos de pronto restabelecimento dizendo ao doente "estimo a sua melhora", em que o verbo "estimar" tinha o significado de "ficar feliz com" e portanto "desejar". Assim, o sentido da expressão era "ficarei feliz que você melhore logo" ou "desejo que você melhore".

Só que esse sentido de "estimar" se tornou obscuro com o tempo e, como as palavras se gastam, e as pes­soas que as ouvem as replicam com falhas à maneira de uma molécula de DNA que cria mutações genéticas ao produzir cópias defeituosas de si mesma, a expressão "estimo a sua melhora" virou "estimo as melhora", depois "corrigida" para "estimo as melhoras" (com direito a concordância nominal e tudo) e finalmente deu a hoje enigmática expressão "estimas melhoras". O mesmo processo fazia com que as crianças de antigamente (será que hoje algum pimpolho ainda faz isso?) pedissem a bênção aos pais dizendo "bença, pai, bença, mãe".

Dizem também - mas há controvérsias - que a expressão "cuspido e escarrado", usada para dar a ideia de extrema semelhança entre duas pessoas ("Fulano é o próprio pai cuspido e escarrado"), seria a corruptela de "esculpido em carrara", numa alusão à perfeição das obras de Michelangelo, que utilizava o mármore proveniente da cidade de Carrara em suas esculturas. Os que discordam dessa explicação afirmam que a corruptela vem de "esculpido e encarnado". A única certeza que temos é que "cuspido e escarrado" é uma corruptela.

Eufemismo
Outra causa da corrupção de palavras e expressões é o eufemismo, ou seja, a tentativa de evitar expressões chocantes ou de baixo calão, substituindo-as por uma versão ligeiramente "modificada", como no caso de "caraca", "putz", "desgramado", "puxa vida", "baita" e muitos outros, que ocultam palavrões ou tabus linguísticos que certamente não é necessário explicar aqui.

Mas a corruptela não existe só em português. Todas as línguas experimentam esse processo, já que a preguiça e o pudor são universais. Em inglês, a expressão equivalente a "custar os olhos da cara" é to cost a nominal egg, literalmente "custar um ovo nominal". Ovo nominal, que diabo é isso? Uma nova categoria gramatical? Na verdade, a expressão original, deturpada pela má compreensão, é to cost an arm and a leg, isto é, "custar um braço e uma perna".

Outro caso curioso do inglês é o fato de que no tênis (do inglês tennis, corruptela do francês tenez, "pegue", imperativo gritado por quem arremessava a bola), a palavra para "zero" é love ("amor"). Por isso, se ouve dizer que as parciais de uma partida foram six two, six love, ou seja, "6 a 2" e "6 a 0". É que love, neste caso, é uma corruptela do francês l'oeuf ("ovo"), devida provavelmente à semelhança entre o algarismo zero e a forma de um ovo.

Longe de ser de fato uma corrupção, pelo menos com as conotações negativas que essa palavra tem por obra e graça dos nossos políticos, a corruptela é, efetivamente, um processo legítimo de evolução linguística.

Aldo Bizzocchi é doutor em linguística pela USP e autor de Léxico e Ideologia na Europa Ocidental (Annablume) e Anatomia da Cultura (Palas Athena). www.aldobizzocchi.com.br

Fonte – Revista da Língua

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O formato tradicional das escolas está ultrapassado?

User photo not available Tuesday, 30 June 09 - 08:21 PM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Na Sala de Aula

Você acha que os atuais métodos de ensino precisam passar por uma reformulação? "Idealizador da Escola da Ponte, em Portugal, instituição que, em 1976, iniciou um projeto no qual os estudantes aprendem sem salas de aula, divisão de turmas ou disciplinas, o educador português José Pacheco afirma que as escolas tradicionais são um desperdício para os estudantes e os professores.

'O que fiz por mais de 30 anos foi uma escola onde não há aula, onde não há série, horário, diretor. E é a melhor escola nas provas nacionais e nos vestibulares', diz. 'Dar aula não serve para nada. É necessário um outro tipo de trabalho, que requer muito estudo, muito tempo e muita reflexão.'"

*As informações são do UOL Educação.

Você acha que o formato tradicional das escolas está ultrapassado? Opine!

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''A qualidade dos professores é o elemento mais importante da escola''

geography8.gif Saturday, 27 June 09 - 08:41 AM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Na Sala de Aula

Talita Mochiute

“A qualidade dos professores é o elemento mais importante da escola”, afirmou o professor norte-americano da Universidade de Stanford, Eric Hanushek, doutorado pelo MIT. O pesquisador participou na última quarta-feira (24/6) do Seminário Educação e Desenvolvimento, realizado pela Fundação Itaú Social, na cidade de São Paulo (SP).

Durante a palestra, Eric Hanushek enfatizou a importância de políticas voltadas para a melhoria do rendimento do professor em sala de aula. “O que aconteceria se pudéssemos eliminar os piores professores?”, polemizou. Analisando o contexto educacional norte-americano, relatou que, se isso fosse possível, os Estados Unidos poderiam chegar ao nível do Canadá no PISA (sistema de avaliação internacional que compara o desempenho educacional dos países). “Se conseguíssemos substituir os 10% piores pelos médios, poderíamos atingir o índice da Finlândia (primeira no ranking)”.

O professor acredita que a melhora da qualificação dos professores é a chave para a eficiência do sistema educacional. "Não importa o tempo que a criança fica na escola, mas sim a quantidade de conteúdo que ela aprende", disse. Além de ser o responsável pela aprendizagem do aluno, o bom professor, de acordo com Hanushek, é capaz de diminuir as defasagens existentes entre uma criança de família rica e outra de família pobre.

Segundo o professor, o que determina o bom rendimento do professor em sala de aula não é seu nível de escolaridade, nem o tempo de experiência, nem seu salário. "Não há uma relação direta entre esses fatores e os desempenhos do professor e do aluno. Então, como melhorar a eficiência dos professores?”, questionou.

Para Hanushek, como é difícil, por questões corporativistas, demitir os professores ruins, deve-se fazer programas agressivos de reconhecimento por mérito. “Os pagamentos devem estar atrelados ao rendimento do aluno”. Essa medida serviria para manter os bons profissionais em sala de aula e incentivar um maior comprometimento do corpo docente. O professor defende ainda processos rigorosos de seleção e um novo desenho para os programas de treinamento.

O economista e pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Ricardo Paes de Barros, presente no seminário, também defendeu a política de bonificação para professores. “Há heterogeneidade no desempenho. Por que não premiar os melhores? Os professores têm salários socialistas. Por que sub-valorizar os melhores? E sobrevalorizar os piores?”, provocou.

Sobre essa questão, a professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e ex-secretária de Educação do Estado de São Paulo, Maria Helena Guimarães, comentou que o judiciário é bastante refratário a mudanças na isonomia (equiparação) salarial. “As carreiras são dominadas por sindicatos que cobram os direitos, mas não o da qualidade”. Defendeu ainda a extinção das carreiras atuais, herdadas de “legislações antigas e corporativistas”.

“O diagnóstico é muito fácil de ser feito. O problema é como mudar a situação atual face às restrições de legislação. Como promover a diferenciação salarial e a gestão dos gastos de maneira inteligente?”, questionou o economista Naércio de Menezes Filho.

Educação e Desenvolvimento Econômico

De acordo com Menezes Filho, o investimento em educação é a maneira mais correta de melhorar os indicadores sociais e econômicos. Para os especialistas presentes no debate, o desenvolvimento econômico possui relação direta com a capacidade de formação de capital humano de um país. Essa capacidade só se alcança com a educação de qualidade.

“Se o governo der início hoje a uma política pública de melhoria da qualidade da educação, os impactos serão sentidos em poucos anos, quando os estudantes se transformarem em mão-de-obra ativa”, acrescentou Hanushek. Para exemplificar esse impacto, o professor fez algumas projeções. “Se o investimento tivesse sido feito em 2005, o PIB do país estaria 10% mais alto que o atual em 2025. Isso significa que os ganhos do Produto Interno Bruto (PIB) compensariam todos os gastos com o ensino público”.

O professor lembrou que a eficiência dos sistemas educacionais não está estritamente relacionada ao gasto no setor. “As experiências mostram que não é suficiente só aplicação de recursos financeiros. É preciso ver o que ocorre dentro da sala de aula”.

Maria Helena ponderou essa afirmação: “O gasto não resolve, mas no Brasil ainda está muito aquém. O valor per capita é R$ 1.400 por aluno/ano na educação básica”.

Outro desafio para o sistema brasileiro, de acordo com Menezes Filho, é reduzir os índices de evasão escolar.  “Apesar da ênfase na qualidade, temos ainda um problema de acesso, principalmente no Ensino Médio. As pesquisas indicam que há 50% sem acesso, mas as matrículas estagnaram nos últimos anos”.

O professor da USP destacou ainda que o fraco desempenho da elite brasileira no PISA. “Os 5% melhores estudantes da Finlândia estão num patamar bem superior aos 5% do Brasil. Isso mostra que há algo de errado com todo o sistema de ensino”.

Fonte – Portal Aprendiz

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Formas criativas para estimular a mente de deficientes intelectuais

geography8.gif Saturday, 27 June 09 - 08:32 AM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Na Sala de Aula

O professor deve entender as dificuldades dos estudantes com limitações de raciocínio e desenvolver formas criativas para auxiliá-los

De todas as experiências que surgem no caminho de quem trabalha com a inclusão, receber um aluno com deficiência intelectual parece a mais complexa. Para o surdo, os primeiros passos são dados com a Língua Brasileira de Sinais (Libras). Os cegos têm o braile como ferramenta básica e, para os estudantes com limitações físicas, adaptações no ambiente e nos materiais costumam resolver os entraves do dia-a-dia. 

Leia mais

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Para melhorar ensino, professor não deve se limitar ao livro didático, diz especialista

geography8.gif Saturday, 28 February 09 - 06:33 AM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Na Sala de Aula

Amanda Cieglinski - Repórter da Agência Brasil

Brasília - Para que o livro didático faça parte de um processo educacional com qualidade, o professor não deve usá-lo como uma “cartilha fechada”, mas como um ponto de partida para o desenvolvimento da aprendizagem. A avaliação é do diretor de políticas de material didático da Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação, Marcelo Soares. Hoje (27) comemora-se o Dia Nacional do Livro Didático.

Para Soares, qualquer obra sempre traz “limitações”, mas deve ser uma ferramenta orientadora do processo, inclusive para que se adapte às diferentes realidades do país.

“Ele acaba ajudando o aluno e o professor a compreenderem melhor não só o conteúdo propriamente dito, mas a instrumentalizar a escola para no tratamento desses conteúdos poder trabalhar a realidade cultural, política, econômica de cada região”, afirmou o diretor em entrevista à Rádio Nacional da Amazônia.


O representante do ministério acredita que qualquer livro se mostra adequado às diferentes realidades culturais e sociais em que a escola está inserida, desde que os professores não tenham o livro como uma “cartilha fechada”. Segundo ele, durante o processo de seleção dos livros que serão distribuídos à rede pública, o MEC leva em conta se a obra procura apontar sugestões de estudos e atividades complementares que “levem o professor a trabalhar o livro dialogando com a realidade em que ele se situa”.


É importante que o professor tome o livro didático como uma ferramenta de trabalho, não como o currículo mínimo que ele tem que desenvolver. Ele deve ser um apoio para o bom trabalho. O professor tem condições de ter uma relação de autonomia, de interação, sem subordinação ao livro. E cada vez mais a gente vê experiências muito interessantes em que nossos professores utilizam o livro de maneira criativa, promotora do desenvolvimento cognitivo”, indica.

Em 2008, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), responsável pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), adquiriu 103 milhões de exemplares de livros de diferentes disciplinas, com custo de R$ 719 milhões. Atualmente, o PNLD atende 31 milhões de estudantes do ensino fundamental e mais 7 milhões do ensino médio.

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Profissão Professor: Depressão, distúrbios de voz e enfermidades osteomusculares

geography8.gif Sunday, 28 December 08 - 03:42 PM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Na Sala de Aula
Dezembro. Ano letivo terminado ou em vias de sê-lo, hora de programar férias, vida familiar, viagens, convívio com os grupos de afinidade. Será mesmo? Ou é o momento de viver a angústia de saber se o contrato com a escola será renovado para o próximo ano, de sofrer pressões da chefia pela entrega das notas e dos alunos e familiares pelos conceitos que lhes serão atribuídos?
Ao que parece, para os professores brasileiros das escolas públicas e privadas, por motivos inerentes a cada uma das redes, a descrição que envolve dúvida e tensão é mais próxima da realidade que a primeira, hoje quase um idílio natalino.



Como o professor deve controlar a bagunça em sala de aula?

geography8.gif Sunday, 30 November 08 - 05:54 AM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Na Sala de Aula

Perdeu o controle da sala de aula? Não sabe o que fazer? Se tudo estava programado e você não conseguiu ter o controle dos alunos... Tenha calma, o jogo de cintura é a melhor remédio. A Revista Nova Escola ouviu cinco professoras que ficaram à beira de um ataque de nervos.

Especialistas comentam os episódios, explicando os motivos que levaram à desordem, dão dicas de como agir e indicam a melhor maneira de evitar que episódios desse tipo se repitam

 

Conheça um dos fatos e leia aqui a atitude que o professor tomou.

 

O FATO

 

"Perdi o controle da classe em uma situação bastante inusitada. Uma garota foi viajar com a família no período de aulas e prometeu aos colegas que traria chocolates para todos na volta. A turma de 4 anos aguardou ansiosamente o retorno. No dia em que a viajante chegou, estávamos sentados no chão, terminando uma roda de conversa. Ela apareceu na porta, com uma enorme caixa enfeitada.

 

As crianças ficaram hipnotizadas. Peguei o pacote e comecei a distribuição, mas a garotada avançou. 'Também quero!' 'Tem pra mim?' 'Eu vou ficar sem!' Coloquei a caixa em uma prateleira e avisei que comeríamos chocolate apenas na hora do lanche. Tentei organizar a classe, sugerindo que a menina contasse sobre a viagem. Foi tudo em vão. A euforia não acabou, as crianças continuaram nervosas e não consegui fazer mais nada."
Marta Rosa, Escola Miguilim, São Paulo, SP

 

Como o professor deve controlar a bagunça em sala de aula? Conte o que você já fez para controlar a turma. 

 

Fonte – UOL Educação



Pedagogia de Projetos: um Desafio Apaixonante

geography8.gif Saturday, 22 November 08 - 05:57 AM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Na Sala de Aula

* Texto elaborado pela equipe pedagógica do Centro Integrado de Desenvolvimento, CID, escola inclusiva de Porto Alegre.

Nos dias de hoje discute-se muito a forma como a educação dita formal (escolar) tem sido estruturada. Neste contexto, o aluno e o professor possuem um papel muito passivo no processo ensino-aprendizagem, na medida em que não têm a possibilidade de construírem este processo. Conteúdos e formas de apresentação das mesmas já estão pré-estabelecidas. Assim, o processo ensino-aprendizagem perde toda sua magia, deixando de ser significativo e prazeroso,tanto para os alunos como para os professores.

A pedagogia de projetos vem nortear as atividades escolares, permitindo um trabalho interdisciplinar, abrangendo as diversas áreas do conhecimento, inserida na realidade e viabilizando múltiplas relações sociais.

A função do projeto é favorecer a criação de estratégias para resolverem um problema proposto, testar algumas hipóteses referentes a um determinado tema, pesquisar sobre um assunto eleito pelo grupo, enfim, levar o grupo a buscar o que lhe é significativo.

O projeto auxilia os alunos a serem conscientes de seu processo de aprendizagem e exige do professor uma postura flexível, de pesquisador onde os desafios e conflitos o estimulem e não o paralisem. As fontes de pesquisa são as mais diversas: livros, material impresso, vídeos, relatos de exposições culturais, músicas, experimentos...

A pesquisadora francesa Josette Jolibert diz que a Pedagogia de Projetos favorece o envolvimento dos alunos como co-autores de sua aprendizagens, possibilitando-lhes fazer escolhas, decidir e se comprometer com suas escolhas, assumir responsabilidades, planejar suas ações, ser sujeito de sua aprendizagem.

Os projetos surgem na relação adulto/criança na medida em que o professor é capaz de atribuir significado à curiosidade despertada por assuntos ou atividades, às perguntas feitas, ao que é necessário ao seu desenvolvimento. No momento em que o professor consegue entender e aprofundar seus conhecimentos nesta proposta de trabalho, terá condições de aventurar-se em infinitas descobertas e perceber o quanto isto é enriquecedor.

As etapas da elaboração de um projeto são muito importantes e repletas de descobertas. Para tanto o professor deve se organizar e mapear o que deseja trabalhar. Esse mapeamento deve ser flexível.

Roteiro:

- Objeto do conhecimento (Língua Portuguesa, Matemática, Ciências, História...)

- Conteúdos específicos – Tema

- Objetivos específicos - O que o professor e os alunos desejam com o projeto.

- Objetivos:

- De vida cotidiana - questões práticas relacionadas com a construção do grupo:

- Empreendimento - apoiados em situações reais, nas realizações do grupo;

- Aprendizado - conhecimento relacionado à aprendizagem do grupo.

- Justificativa - O que as crianças possam vir a conhecer.

- Origem do projeto

- Intenção do projeto

- Relação do tema com o grupo, observando as características da idade, tipos de pensamento, relações que estabelecem com o mundo.

- Desenvolvimento - marcos do trabalho, atividades...

- Recursos

- Avaliação - Uma do professor e outra do grupo de alunos

- Tempo provável de duração

De acordo com as pesquisas de Jolibert, situações favoráveis para aprendizagem são criadas a partir de um meio propício à discussão, tomada de decisões, reflexões, ações e avaliações contínuas. No momento que o grupo está envolvido pelo seu projeto é como se esse estivesse "vivo", as crianças mais cooperativas buscando estratégias e definindo em conjunto a condução do projeto, permitindo maior autonomia.

Um projeto pode dividir-se em:

· Projetos referentes à vida cotidiana: abrangem todas decisões relacionadas à existência, ao funcionamento da vida de um grupo de crianças e adultos na escola.Organização do espaço, tempo, atividades, regras... permitem uma maior organização das crianças deste grupo, oportunizando-as a se expressar, escolher, viver e assumir seus conflitos, compartilhar as responsabilidades, aprender a ouvir os outros, tornarem-se autônomos.

· Projetos empreendimentos: atividades complexas em torno de uma meta definida. São referentes a situações reais, transformando um mero conteúdo escolar em uma necessidade e atividade prática concreta. Essas situações possibilitam aos alunos lidarem com a distribuição de tarefas em um espaço de tempo e efetuarem um processo de avaliação dos resultados obtidos.

· Projetos de aprendizado/competência: pôr ao alcance das crianças o conteúdo das instruções oficiais. Portanto, surgem do desejo de tornar os alunos sujeitos de sua aprendizagem. Esses projetos são construídos coletivamente (professor/aluno) a partir da apresentação simplificada do conteúdo curricular. O mesmo decorre dos projetos de vida cotidiana e empreendimento, pois desenvolvem habilidades, destrezas e conteúdos que sustentam a execução dos mesmos.

Durante a execução do projeto, o grupo deverá realizar avaliações contínuas referentes ao relacionamento em grupo, planejamento e suas etapas, execução, envolvimento, responsabilidades e que marcas lhe são significativas em uma etapa do projeto ou mesmo na finalização do mesmo. Esta avaliação pode ser feita através de registros gráficos, relatórios, reflexões orais, painéis...

Os registros realizados no decorrer do projeto servem como um importante referencial do que está sendo desenvolvido no momento e para divulgar o trabalho na escola. O projeto é aberto e o envolvimento de mais pessoas com certeza possibilitará muitas trocas e descobertas significativas.

O trabalho com projetos permite que qualquer criança, mesmo as com necessidades educativas especiais, viva com autonomia suas estratégias de aprendizagem e sua vivência num grupo com estruturas envolventes, conflitivas, criativas, responsabilizantes. Permite que as crianças construam sua história de "vida escolar" com entusiasmo, alegria, conflitos, dificuldades e muitas aventuras, permeadas pelo currículo escolar.



Dicionários Diversos

geography8.gif Sunday, 19 October 08 - 07:36 AM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Na Sala de Aula


Analfabetos em números

geography8.gif Saturday, 18 October 08 - 08:13 AM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Na Sala de Aula

Por que a matemática continua sendo o ponto fraco da educação brasileira e as idéias dos especialistas para que nossas crianças se apaixonem por ela.

Paulo de Camargo

Na extensa lista de mazelas da educação brasileira, uma em particular vem tirando o sono dos especialistas: o déficit no aprendizado da matemática.

No principal exame internacional de avaliação de estudantes, o Pisa, sigla para Programme for International Student Assessment, o Brasil ficou na lanterna no ensino de matemática, entre 41 países participantes, no teste realizado em 2003, e em 54º lugar, entre 57 países, em 2006. A prova avalia estudantes com 15 anos. Estudos com alunos brasileiros em outras etapas da vida escolar confirmam essa tendência. O último teste aplicado pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) mostrou que 80% dos alunos de 4ª série, 87% dos de 8ª série e 87,3% dos de 3ª série do ensino médio não atingiram a pontuação mínima adequada. Ou seja, na média, um aluno da 8a série no Brasil não consegue analisar gráficos de colunas, acha difícil lidar com conversão de medidas e não tem a menor idéia de como efetuar cálculos de juros. Pelos padrões internacionais, já deveriam saber tudo isso.

 

Fonte – Revista Claudia On-line



Como lidar com crianças com dificuldades de aprendizagem

geography8.gif Sunday, 31 August 08 - 08:32 AM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Na Sala de Aula

O termo 'dificuldade de aprendizagem' começou a ser usado na década de 60 e até hoje - na maioria das vezes - é confundido por pais e professores como uma simples desatenção em sala de aula ou 'espírito bagunceiro' das crianças. Mas a dificuldade de aprendizagem refere-se a um distúrbio - que pode ser gerado por uma série de problemas cognitivos ou emocionais - que pode afetar qualquer área do desempenho escolar.

Na maioria dos casos é o professor o primeiro a identificar que a criança está com alguma dificuldade, mas os pais e demais membros da família devem ficar atentos ao desenvolvimento e ao comportamento da criança.

Segundo especialistas, as crianças com dificuldades de aprendizagem podem apresentar desde cedo um maior atraso no desenvolvimento da fala e dos movimentos do que o considerado 'normal'.

Mas os pais têm que ter cuidado para não confundir o desenvolvimento normal com a dificuldade de aprender. A psicóloga Maura Tavares Rech, especialista em psicoterapia infantil, afirma que "toda a criança tem um processo diferente de desenvolvimento - umas aprendem a andar mais cedo, outras falam mais cedo - e isso é absolutamente normal, não existe um 'padrão' de desenvolvimento. Portanto é importante que os pais respeitem o desenvolvimento geral da criança. Nesta fase o pediatra torna-se um grande aliado dos pais", diz a psicóloga.

Crianças com dificuldades de aprendizagem geralmente apresentam desmotivação e incômodo com as tarefas escolares gerados por um sentimento de incapacidade, que leva à frustração.

Neste caso, a orientação da psicóloga é de "valorizar o que a criança sabe para fortalecer sua auto-estima". Mostrar para a criança o quanto ela e boa em tarefas na qual ela tem habilidade e incentivá-la a desenvolver outras tarefas nas quais ela não é tão boa, é fundamental.

"Os pais têm que dar segurança e atenção para ensinar a criança a aceitar as frustrações", diz Maura. Criar um ambiente adequado para que ela desenvolva o estudo e estabelecer limite de horários para a realização das tarefas são outras dicas importantes da psicóloga.

Mas não se deve confundir dificuldade de aprendizagem com falta de vontade de realizar as tarefas. Maura afirma que problemas de aprendizagem podem ser causados por uma simples preferência por determinadas disciplinas ou assuntos. "Nestes casos um professor particular pode, muitas vezes, resolver o problema", diz ela.

Se os pais acreditam que seu filho apresenta dificuldades de aprendizagem, devem procurar um profissional para receber as orientações.

Neste caso, os psicólogos com especialização em clinica infantil, são os profissionais adequados para realizar uma avaliação e tratar da criança, se o problema for gerado por fator emocional. Caso o diagnóstico da criança for dificuldade cognitiva, a criança deve ser encaminhada para um psicopedagogo que poderá ajudar no desenvolvimento dos processos de aprendizagem.

Para obter resultados concretos é preciso ser feito um trabalho em conjunto entre pais, psicólogos, escolas e professores, que deverão estar envolvidos com um único objetivo: ajudar a criança. E é imprescindível que os pais conheçam seus filhos e conversem freqüentemente com eles para que possam detectar quando algo não vai bem.

Fonte – Terra Educação



Qual a função das políticas sociais e seus diferentes tipos?

geography8.gif Sunday, 10 June 07 - 04:17 PM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Na Sala de Aula
Se considerarmos que políticas sociais e políticas públicas são sinônimas, entenderemos que as sociais visam diminuir as desigualdades sociais geradas pelo capitalismo e que devem ser assistencialistas, sempre presente com o objetivo de cuidar de todos os elementos da sociedade, sendo que, as mesmas devem ser planejadas com a finalidade de redistribuir os benefícios sociais para as camadas menos favorecidas e em exclusão pela sociedade, visando garantir direitos constitucionais básicos, como saúde, educação, moradia, saneamento básico e segurança, como reza a Constituição em seu Art. 5º, a todos os brasileiros indistintamente.
Existem 03 tipos de políticas sociais, ou seja, as preventivas que são compostas por programas que visam evitar as situações consideradas injustas como as de geração de empregos e salários, as de garantia de acesso e permanência na educação de qualidade, a de prevenção de doenças e manutenção da saúde, as de saneamento básico, evitando epidemias públicas. As compensatórias que são compostas por programas que buscam suprir problemas que já existem por falhas das políticas preventivas anteriores, onde podemos citar os programas de Educação de Jovens e Adultos, Qualificação Profissional, Assistência ao Menor e ao Idoso, melhoria dos sistemas de segurança. E a Stricto sensu que são os programas de redistribuição de renda e benefícios sociais para garantir o atendimento às necessidades básicas dos cidadãos que não tem acesso a bens produzidos socialmente, ode podemos citar o Bolsa Família, Bolsa Escola, Vale Leite etc.
Uma definição bem aceita reza que Política Pública é o conjunto de políticas econômicas, sociais e ambientais implementadas pelo governo, em todas as esferas de governo – federal estadual ou municipal, ou seja, em conjunto ou não com a sociedade civil, para atender demandas específicas de grupos sociais.
Assim sendo, formular Política Pública é identificar o problema e suas causas. Em seguida, estabelecer metas, definir programas e, dentro destes, projetos específicos para cada área de atuação. Geralmente é a pressão de setores da sociedade sobre o governo, seja de forma organizada ou não, que dá origem às Políticas Públicas. Nos últimos anos, o que se observa é o aumento no número de iniciativas que são resultado de uma parceria entre governo e sociedade. Nas melhores iniciativas, muitas vezes as experiências bem-sucedidas de ONGs são absorvidas como Políticas Públicas.
Em termos muito gerais, podemos dizer que há fortes tendências no Brasil as Políticas Públicas rumarem em direção à descentralização, à participação do cidadão sob a forma de conselhos diversos, à introdução de mecanismos de parceria com o setor privado, à privatização, à introdução de mecanismos regulatórios estatais e entre outros, como já vem acontecendo. Mas isso é ainda muito específico, pois varia de acordo com o tipo de política. É mais difícil ainda falar de perspectivas para o futuro. As tendências acima mencionadas não são tendências universais, mas opções de governo. Isso quer dizer que a alternância de governos, que é própria às regras do jogo democrático, pode implicar em uma reversão dessas tendências num futuro próximo.



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