Estudo revela porque comer brócolis ajuda contra o câncer
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Friday, 04 July 08 - 08:41 AM (GMT -04:00) By Master Santucci in Saúde e Qualidade de Vida |
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BBC Brasil
Um estudo realizado por cientistas na Grã-Bretanha revelou que comer brócolis provoca modificações na atividade de certos genes associados ao desenvolvimento do câncer de próstata.
Pesquisas anteriores já associavam uma dieta com a verdura a uma diminuição dos casos da doença, mas os cientistas até agora não sabiam ao certo porque isso acontecia.
Segundo os pesquisadores do Instituto de Pesquisas sobre Alimentos de Norwich (sudeste da Grã-Bretanha), comer brócolis produz mudanças na produção, desencadeada por certos genes, de proteínas chamadas fatores de crescimento, como o TGF Beta 1 e o EGF.
Fatores de crescimento tipicamente estimulam a divisão ou o desenvolvimento celular e, com freqüência, desempenham um papel na evolução do câncer.
Crucíferos
Para o estudo, durante um ano, dois grupos de homens considerados sob risco de desenvolver câncer de próstata comeram ou
Amostras de tecidos foram retiradas de suas próstatas aos seis meses da experiência e por ocasião de sua conclusão, e foi medida a atividade de vários genes.
No caso dos homens que comeram brócolis, a análise dessas amostras mostrou a alteração na produção de fatores de crescimento como o TGF beta 1 e o EGF, assim como do hormônio insulina (também associado à evolução do câncer de próstata e outros tumores).
Os estudos anteriores demonstraram que dietas ricas em vegetais da família dos crucíferos, como brócolis, couve-flor, repolho e agrião, podem reduzir o risco de câncer.
Mas "este é o primeiro estudo que dá evidências experimentais obtidas em seres humanos que dão conta de que dietas ricas em vegetais crucíferos podem reduzir o risco de câncer na próstata", disse Richard Mithen, biólogo do Instituto Pesquisas sobre Alimentos que liderou o estudo.
Outros vegetais e frutas
Os resultados deste estudo sugerem que quantidades relativamente baixas de crucíferos na dieta podem ter um grande efeito na atividade dos genes.
"Outras frutas e vegetais também demonstraram reduzir o risco de câncer na próstata e provavelmente agem por outros mecanismos", disse o Mithen.
"Quando nós entendermos isto, poderemos dar recomendações dietéticas muito melhores, em que combinações específicas de frutas e vegetais provavelmente terão benefícios especiais."
Por enquanto, ele aconselha a ingestão de duas a três porções de vegetais crucíferos por semana. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
Dieta mediterrânea reduz em até 24% o risco de câncer
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Wednesday, 02 July 08 - 08:32 AM (GMT -04:00) By Master Santucci in Saúde e Qualidade de Vida |
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Efe
LONDRES - A dieta mediterrânea pode reduzir entre 12% e 24% o risco de desenvolver câncer, segundo um relatório publicado no British Journal of Câncer.
Só de adotar dois elementos dessa dieta, o risco de desenvolver a doença poderia ser reduzido em 12%.
Isto poderia ser conseguido através da redução, por exemplo, da ingestão de carne e de um maior consumo de legumes, ou aumentando o consumo de hortaliças. Obtém-se o mesmo resultado ao utilizar azeite de oliva ao invés de manteiga.
O maior impacto, já que parece contribuir para uma redução de 9% do risco, é adquirido ao consumir gorduras boas como as do azeite de oliva ao invés das más, utilizadas nas batatas fritas, nos biscoitos e nos bolos.
Participaram do estudo 25.623 gregos (10.582 homens), que foram observados durante um período de oito anos.
Foram enviados questionários para os participantes do estudo para que respondessem sobre 150 tipos diferentes de comidas e bebidas, assim como sobre as doses e porções.
O cumprimento da dieta mediterrânea foi medido utilizando uma escala para cada um dos nove grupos diferentes de alimentos. Eram separados de acordo com a ingestão de verduras, legumes cereais que fazem parte da dieta mediterrânea, com a presença de gorduras boas na dieta e com o consumo de álcool.
O principal autor do estudo, Dimitrios Trichopoulos, professor de prevenção do câncer da Universidade de Harvard (EUA), afirmou que os resultados demonstram a importância da dieta para prevenir o risco.
"Das 26 mil pessoas estudadas, as que seguiram a dieta mediterrânea tradicional tinham em geral muito menos probabilidades de desenvolver o câncer", afirmou Trichopoulos.
"Embora comer só alimentos de um só grupo não influísse de modo significativo no risco de desenvolver câncer, o fato de ajustar os hábitos alimentícios em geral à dieta mediterrânea tinha um efeito importante", assinalou.
Fonte – Estadão Saúde
Maioria das infecções de Aids na África ocorre no casamento, diz estudo
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Saturday, 28 June 08 - 05:34 PM (GMT -04:00) By Master Santucci in Saúde e Qualidade de Vida |
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A maioria dos heterossexuais soropositivos em países africanos como Zâmbia e Ruanda contraíram a doença no casamento ou dentro de casa, segundo estudo publicado pela revista "The Lancet".
Segundo os especialistas, as conclusões desse estudo implicam que a assistência sanitária preventiva deveria oferecer assessoria e exames médicos também aos casais, e não se concentrar em promover a abstinência ou apenas analisar casos extraconjugais.
A África Subsaariana tem altos índices de contágio da doença, a maioria entre heterossexuais, aponta a "The Lancet". No entanto, até agora, houve poucas tentativas de determinar o nível de contágio entre casais estáveis, apesar de esta ser uma informação importante para planejar estratégias de tratamento.
Em sua pesquisa, a equipe dirigida por Kristin Dunkle, da Universidade de Emory, em Atlanta (Estados Unidos), utilizou informações de estudos demográficos de saúde sobre comportamentos heterossexuais realizados na Zâmbia entre 2001 e 2002 e em Ruanda em 2005.
Também utilizaram dados sobre a incidência da Aids em casais ou homens e mulheres casados, e em parceiros que não moravam juntos, em Lusaka (Zâmbia) e Kigali (Ruanda).
Calcularam a probabilidade de uma pessoa ser infectada pelo vírus da Aids por meio de um parceiro com o qual convivia ou não, e depois a proporção total das transmissões anuais da doença entre heterossexuais que tenha ocorrido dentro do casamento ou de casa.
Os pesquisadores analisaram dados de 1.739 mulheres e 540 homens zambianos, e de 606 homens e 1.176 mulheres ruandeses. Descobriram que entre 55% e 93% dos novos contágios de Aids entre heterossexuais adultos nas capitais da Zâmbia e Ruanda ocorrem entre casais que convivem ou são casados.
Calcula-se que a proporção de homens e mulheres que são infectados sem saber que um dos dois é portador do vírus seja de 20% ao ano nesses locais.
Os especialistas afirmam que, se fossem realizadas intervenções dirigidas aos casais, essa porcentagem anual seria reduzida a 7%, e que poderiam ser evitados de 36% a 60% dos casos de contágio entre heterossexuais.
Usar preservativo previne o câncer de útero
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Tuesday, 06 May 08 - 09:17 PM (GMT -04:00) By Master Santucci in Saúde e Qualidade de Vida |
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Mulheres que iniciaram a atividade sexual ou engravidaram antes dos 18 anos, possuem muitos parceiros sexuais, fumam e bebem com grande freqüência e ainda têm má alimentação correm sérios riscos de desenvolver câncer de colo de útero.
A doença é causada pelo HPV (vírus papiloma humano), que está presente em mais de 90% dos casos. A maioria das pessoas pode ter o HPV e não desenvolver a doença, que decorre de uma infecção das células cancerígenas.
"O importante é controlar a infecção. A maior parte das pessoas pode ter o vírus e não desenvolver. Contudo, se a infecção persiste, é porque o sistema imunológico está baixo e a pessoa corre o risco de ter a doença", diz a ginecologista Maricy Tacla, professora do Hospital das Clínicas de São Paulo e especialista em câncer de colo de útero.
"A maioria da população sexualmente ativa (cerca de 75%) entra em contato com o HPV durante a vida e elimina espontaneamente o vírus do organismo sem mesmo desenvolver qualquer doença.
Outros terão uma infecção transitória com duração média de
Embora o câncer uterino seja considerado o segundo tipo de câncer mais comum entre mulheres no mundo, nos países onde há programas de prevenção ele cai para o sétimo lugar. Os dados demonstram a importância da prevenção e da detecção precoce da doença.
Segundo Maricy Tacla, a prevenção ocorre no Brasil principalmente com a aplicação de vacina e o uso de preservativos. Há duas vacinas liberadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), mas somente uma delas é usada no Brasil, a Gadasil, que é quadrivalente (contra quatro tipos de vírus HPV) e que pode ser aplicada em mulheres dos 9 aos 26 anos.
Existem mais de cem tipos de HPV, e a vacina protege apenas contra quatro --dois deles são os principais responsáveis pelo câncer de útero. No país, a dose custa até R$ 495. Para realizar a imunização completa, são necessárias três doses (R$ 1.485).
"Não existe um remédio contra a infecção. O melhor é prevenir e detectar precocemente a doença. Quando a mulher desenvolve a infecção, aí o tratamento passa a ser não especificamente contra o vírus, mas contra a lesão que ele promove, pois pode avançar e até mesmo provocar a perda do útero ", diz a especialista Maricy Tacla.
Estudo liga consumo de soja a problemas celulares
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Tuesday, 08 April 08 - 08:35 AM (GMT -04:00) By Master Santucci in Saúde e Qualidade de Vida |
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O consumo de soja em concentrações elevadas pode danificar as células, segundo um estudo apresentado nesta segunda-feira (7) pelo Instituto de Biologia Veterinária de Dummerstorf, no nordeste da Alemanha.
Testes realizados com células musculares de porcos demonstraram que a concentração elevada de isoflavonas, uma substância semelhante ao estrogênio que algumas plantas produzem - entre elas a soja - podem causar problemas nas células.
Pelo contrário, em quantidades pouco concentradas as isoflavonas favorecem o crescimento. Embora não haja dúvidas de que as isoflavonas possuem propriedades positivas, esses e outros experimentos nos quais se demonstrou sua capacidade de destruir células intestinais colocam em dúvida sua utilidade como tratamento de reposição hormonal na menopausa.
De acordo com a diretora do projeto, Charlotte Rehfeldt, uma possibilidade de eliminar os efeitos negativos da soja é extrair as isoflavonas genisteína e daidzeína.
O questionamento das propriedades da soja por parte dos cientistas levou à Sociedade Alemã para a Alimentação a desaconselhar os alimentos de bebês baseados em soja, salvo estrita prescrição médica.
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