Terapad
Created with the free version of Terapad, ads can be removed from $14.15 a month Easy Website Creation Sign Up Now

Outros

Final do ensino médio é época sensível para adolescentes

User photo not available Tuesday, 10 November 09 - 05:11 AM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Cotidiano

por Enio Rodrigo

O estresse nos jovens tem aumentado gradualmente nos últimos anos, devido a diversos fatores. Pesquisas no mundo inteiro apontam nesse sentido. Mas os jovens que estão nos últimos anos do ensino médio têm ainda outros problemas a enfrentar (ou a somar): a pressão para escolher uma carreira – para aqueles que querem fazer faculdade – ou para se aventurar em um emprego – que pode ou não se transformar em uma profissão.

Um estudo feito por pesquisadores da Suécia com dados coletados em países como Áustria, Bélgica, Dinamarca, Finlândia, Hungria, Espanha, Suécia, Suíça e Reino Unido mostrou que as taxas de estresse entre os jovens, principalmente na faixa partir dos 15 anos – idade em que esses indivíduos começam a se preocupar com o futuro – cresceu. Para esses pesquisadores, esses problemas estão relacionados com as tendências de mercado para o público jovem, que ainda não está preparado para entrar no mercado de trabalho, mas também não se sentem confortáveis em serem tratados ainda como crianças, no que diz respeito a depender dos pais para suporte financeiro.

Iniciação da vida adulta

“A etapa do final do Ensino Médio pode trazer muita angústia. Além de ser o fechamento de uma longa vida escolar, é também a abertura para diversas possíveis novidades”, diz Leo Fraiman, psicoterapeuta especializado em psicologia educacional. “Nesse processo de mudança, é muito comum que os jovens se sintam pressionados a escolher a profissão ou conseguir um trabalho”, afirma. Além disso, diz Fraiman, existe hoje uma falta de referências seguras sobre quais as carreiras que tendem a abrir mais oportunidades de trabalho, por exemplo. Há também uma grande desilusão com o mundo adulto em geral (e em se tornar parte dele), e soma-se a isto uma pressão por competitividade pelo sucesso, o que gera essa angústia ou ansiedade e contribuem para o estresse e depressão.

Existem ainda mais fatores que podem contribuir para a piora do quadro. Um deles é a diminuição da  sensação de competência (neste caso a pessoa pensa que não é competente, não é capaz, não vai conseguir realizar seus planos) e um aumento exagerado e desnecessário da sensação dos danos e riscos  que poderiam ocorrer caso não se atinja uma meta traçada ou idealizada. “Alguns adolescentes têm pensamentos como: ‘se eu não passar dessa vez  [no vestibular], vai ser o fim do mundo’”, diz Fraiman.

Ajuda dos pais é importante para enfrentar a nova fase

Para evitar esse processo estresse generalizado é necessário que jovens e seus pais estejam atentos aos sinais exteriorizados pelo corpo. “Existem alguns sinais de pessoas que estão estressadas, tais como dificuldade de concentração, irritabilidade excessiva, falhas de memória, apatia, tensão muscular, dores de cabeça, dores de estômago e taquicardia” elenca Fraiman. No caso da ansiedade os sintomas mais comuns são fadiga, insônia, falta de ar, confusão mental, dores no peito, boca seca, mãos úmidas, problemas gastro-intestinais, entre outros.

Existem ainda casos extremos, aponta o psicoterapeuta: há meninas que apresentam a interrupção da menstruação, e em ambos os sexos há a recorrência de enxaqueca, distúrbio do sono, distúrbios severos de pele, comportamentos que podem gerar o alcoolismo e até abuso de drogas.

Para que tudo isso não termine em problemas mentais mais sérios e duradouros é necessário atenção e apoio. “É preciso que se tenha algum espaço na agenda para relaxar com esporte, lazer, sono e alimentação adequada” sugere Leo Fraiman.

Os pais podem ajudar se aproximando de seus filhos, demonstrando um real e sincero interesse em conhecê-los, orientando-os, mostrando compreensão pelo momento de vida que estão passando, ajudá-los a persistir e não aceitar que desistam sem tentar.

“Deve-se evitar pressionar por resultados e fazer comparações com os outros adolescentes do círculo de amizade ou outras atitudes que podem gerar mais ansiedade e estresse”. E o mais importante, para os pais: além do vestibular ou do mercado de trabalho há muito mais a ser conversado em casa.

Fonte – UOL – O que eu tenho?

.................................................



Estudo ainda é fator de estabilidade profissional?

geography8.gif Thursday, 22 October 09 - 04:27 PM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Cotidiano

Com inscrições abertas desde o dia 7, o concurso público para a seleção de 1.400 garis para a cidade do Rio já atraiu 45 candidatos com doutorado, 22 com mestrado, 1.026 com nível superior completo e 3.180 com superior incompleto, segundo a Comlurb (Companhia Municipal de Limpeza Urbana).

Para participar do concurso, basta ter concluído a quarta série do ensino fundamental. As inscrições terminam amanhã.

*As informações são da Folha Online.

..........................................



Surras diminuem o Q.I. de crianças, afirma estudo

User photo not available Saturday, 26 September 09 - 07:16 AM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Cotidiano

da New Scientist

Uma boa surra pode deixar uma marca na criança que é pior do que o desenho vermelho das mãos. Palmadas e outras punições corporais atrasam a inteligência infantil, segundo demonstra um novo estudo.

O Q.I. (quociente de inteligência) de crianças entre 2 e 4 anos que receberam palmadas regulares de seus pais caiu mais de cinco pontos no decorrer de quatro anos, comparado com o de crianças que não levaram palmadas.

"O lado prático disso é que os pediatras e psicólogos precisam começar a fazer o que nenhum deles faz agora, e dizer, 'não batam, sob qualquer circunstância'", diz Murray Straus, sociólogo da Universidade de New Hampshire, em Durham, que capitaneou o estudo juntamente a Mallie Paschall, do Centro de Pesquisa e Prevenção em Berkeley, na Califórnia.

Sem desculpas

Essas não são as primeiras evidências de que bater em crianças traz um custo: muitos estudos prévios já sugeriam a associação, e um estudo recente a partir de tomografias do cérebro descobriu que crianças severamente castigadas com surra tiveram baixo desempenho cerebral na faixa "verde" --que inclui neurônios-- comparadas com outras crianças. Estresse, ansiedade e medo talvez expliquem por que surras tornam lento o desenvolvimento cognitivo.

No entanto, os novos pesquisadores fazem uma ligação mais forte no relacionamento de causa e efeito entre surras e inteligência do que outros estudos, afirma Elizabeth Gershoff, pesquisadora de desenvolvimento infantil da Universidade do Texas, que não está envolvida no novo trabalho. Isso porque ele examina crianças no decorrer de quatro anos, além de calcular muitas variáveis passíveis de confusão, como a etnia dos pais, educação e se eles faziam leituras para as crianças ou não.

Straus e Paschall analisaram dados coletados nos anos 1980 como parte de uma pesquisa nacional de saúde infantil. Em 1986, um estudo anterior mensurou o Q.I. de 1.510 crianças com idade entre 2 e 9 anos, e também observou a frequência suas mães as submetiam a punições corporais. Os pesquisadores repetiram os testes quatro anos depois.

Os pesquisadores separaram as crianças em dois grupos de idade --2 a 4 anos e 5 a 9-- porque alguns psicólogos infantis afirmam que surras ocasionais são aceitáveis em crianças mais novas, mas não em crianças mais velhas.

Abaixo às palmadas

As projeções revelaram que 93% das mães que bateram em crianças de 2 a 4 anos ao menos uma vez por semana, e que 58% recorreram à disciplina física com crianças mais velhas. Quase metade das mães das crianças mais novas bateram em seus filhos três ou mais vezes por semana, apontaram Straus e Paschall.

Quatro anos depois, as crianças mais novas que jamais apanharam de suas mães tiveram um ganho de 5.5 pontos de Q.I., se comparadas com crianças que sofreram punições corporais, enquanto os mais velhos que não apanharam ganharam 2 pontos de Q.I. em relação aos que apanharam.

Estes resultados põem em dúvida a prática de surra apenas nas crianças mais novas, diz Straus. "Uma das ironias mais cruéis é que as crianças novas são mais propensas a risco porque seus cérebros têm partes de desenvolvimento ainda em formação".

Apesar da conclusão dos cientistas, a palmada não é uma garantia de mediocridade intelectual.

Nas crianças mais novas, o atributo que fez mais diferença para a pontuação do Q.I. era se as mães estimulavam ou não a capacidade cognitiva. Isto era mais importante do que qualquer outra coisa, incluindo o castigo corporal.

"Digamos que você tem uma criança que tem pais educados, que apoiam e dão estimulação cognitiva, mas que batem: estas crianças vão ficar bem de qualquer modo, talvez não tão bem se não apanhassem", afirma Strauss.

Entretanto, ele tem pouca paciência com o argumento de que a surra complementa aquilo que a disciplina não cobre. "A pesquisa simplesmente não mostra isso", diz ele. "Bater não funciona melhor com crianças pequenas".

"Eu bati nos meus filhos quando eles eram pequenos: desejo que não isso não aconteça, agora que sei a respeito".

Fonte – folha.com.br

.....................................



Violência - Caso Social é Caso de Polícia

geography8.gif Thursday, 14 August 08 - 08:41 PM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Cotidiano

Nem sempre foi assim. Houve tempo em que crianças temiam mula-sem-cabeça, bicho-papão, assombrações que nasciam nas lendas brasileiras. Hoje os monstros nascem na realidade brasileira.

Na década de 70, a palavra seqüestro era geralmente ligada a motivos políticos. No Rio de Janeiro da década de 90, registra-se um seqüestro a cada dois dias. Raramente uma notícia de violência ia para as primeiras páginas dos jornais ou ocupava muito espaço nos telejornais importantes. Agora é o que mais aparece no jornal e na televisão, exemplo são telejornais e programas que enfocam a violência para ganhar audiência, nos canais “ditos” comerciais.

A paisagem também era diferente. Eram menos grades nas casas e poucos condomínios com segurança; hoje parecem fortalezas medievais. Era bem menos perigoso andar nas ruas, usar jóias. Falava-se pouco de meninos de rua, pessoas procurando academias para autodefesa. Antigamente, os bandidos eram “profissionais” e desprezavam colegas que usassem violência. Não usavam armas e eram ágeis para bater carteiras, como mágico.

Mas, a situação mudou, os “profissionais” desapareceram e, surgiram gangues de violentos adolescentes que atacam crianças para tirar seu tênis. Isso acontece muitas vezes em frente a escolas, em plena luz do dia. O Brasil passou a conhecer um novo êxodo: cidadãos inconformados com a falta de segurança que mudam-se para Miami, EUA, onde se imaginam protegidos, ou para o interior achando que a violência não chegou lá.

Muito são os casos registrados de agressão e, muitos são realizados por policiais, ao qual se tem a idéia de protetor do público.

Já se falou que a violência atingiu um nível tão alarmante que o Brasil viveria uma guerra civil. Uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde revelou que, em 1990, pelo menos 03 pessoas foram assassinadas pôr hora pêlos diferentes motivos. Isto significa que se mata aqui, em dois anos, mais do que o total de soldados norte-americanos, mortos durante toda a Guerra do Vietnã. Lá morreram 48 mil soldados americanos. Aqui, são mais de 26 mil pôr ano.

As verdadeiras vítimas dessa guerra, em pesquisa realizada em 1989, revela que são as crianças, assassinadas pôr policiais e grupos de extermínio. As vítimas eram apontadas como meninos de rua, acusados de marginais e, sumariamente executados. Um levantamento da USP (Universidade de São Paulo) nos anos 90 revelou que o perfil da vítima era: a maioria trabalhava e não tinha envolvimento  com drogas. Isso significa que foram mortos só porque alguém achou que estavam fazendo algo errado. Essas revelações chocaram o Brasil e até mesmo o mundo, provocando indignação internacional. Inúmeros documentos produzidos no exterior referiam-se à violência contra a criança. As revelações serviram para mostrar que, apesar de o país ser democrático, não garante o direito mais elementar de um indivíduo, o direito  à vida.

Apesar dos documentos (Constituição, Códigos Penais, Estatutos), se constata muita impunidade em prática, arbitrariedades, palavras que indicam o ato de se tomar decisões sem se respeitar a lei. Muitos não admitem publicamente, mas, no fundo concordam com o extermínio. Supõem que, assim, estariam mais seguros. Dissemina-se o preconceito: passa-se a ver toda criança de rua como marginal ou necessariamente candidato a marginalidade. Esse clima de insegurança fez com que a maioria da população defendesse a pena de morte.

Cena chocante, é a imagem expressa na foto de um garoto chorando, com uma chupeta na boca e na mão um cigarro. Viver na rua é aprender a ser adulto antes do tempo, misturar chupeta com tragada de cigarro.

Precisamos de Paz Social pois, violência só gera violência. A rua serve para a criança como uma escola preparatória. Do menino marginal esculpe-se o adulto marginal, talhado diariamente por uma sociedade violenta que nega condições básicas de vida. Paz Social é poder andar na rua sem ser incomodado. Não ter medo de seqüestradores. É nunca desejar comprar uma arma. É não considerar normal a idéia de que o extermínio de crianças ou adulto garanta segurança. É entender a História do Brasil, marcado por um descaso das elites em relação aos menos privilegiados. Esse descaso é simbolizado por uma frase que fez muito sucesso na política brasileira: CASO SOCIAL É CASO DE POLÍCIA.



Carreiras em alta

geography8.gif Wednesday, 02 July 08 - 08:39 PM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Cotidiano

Saber quais são as áreas mais aquecidas no mercado de trabalho pode ser um dos fatores considerados na escolha da sua profissão.

Assim como as previsões sobre o clima, tentar adivinhar o que vai acontecer com o mercado de trabalho daqui a quatro, cinco anos não é tarefa fácil. Por isso é sempre bom dar uma olhada no que está ocorrendo com quem já pegou o diploma e ingressou no mundo profissional – o que pode ajudar na definição de sua carreira. Atualmente, o cenário é favorável.

Na esteira dos bons resultados da economia registrados em 2007, o mercado de trabalho brasileiro caminha de vento em popa, numa expansão não vista há anos. A criação de vagas para quem fez faculdade tem aumentado desde 2004. Em 2007 foi registrado o maior crescimento. No geral, só nas áreas metropolitanas do Brasil, foram criadas 623 mil vagas ao longo de 2007, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). “Depois de anos de desemprego, o desempenho tem sido fantástico, tanto em quantidade, como em qualidade”, resume o economista Marcelo Neri, professor e pesquisador da Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro.

Os números do crescimento, somados ao que alguns economistas chamam de “apagão” de mão-de-obra, ou seja, falta de gente graduada por causa de anos de pouco investimento em formação especializada, são traduzidos, em alguns casos, na disputa por profissionais qualificados e na contratação de jovens antes mesmo da formatura. Veja a seguir quais os setores mais aquecidos.

CONSTRUÇÃO CIVIL

Uma das estrelas do mercado atualmente é o segmento da construção civil que, entre as profissões de nível superior, inclui as carreiras de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo e Tecnologia em Construção Civil. Em fevereiro de 2008, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, observou alta de 400% no número de vagas desse ramo de
atividade em relação ao mesmo período do ano passado. O levantamento inclui desde engenheiros e tecnólogos, que precisam de diploma de nível superior, até pedreiros e pintores. “Essa é uma das áreas que respondem mais rapidamente à aceleração da atividade econômica”, diz Carlos Henrique Corseuil, pesquisador do Ipea. “A construção civil se beneficiou de algumas ações do governo, como a desoneração de tributos sobre materiais, a redução das taxas de juros e o aumento do prazo dos financiamentos imobiliários para até 30 anos. Com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), plano de investimentos do governo federal em projetos de infra-estrutura, a tendência é que os ventos continuem favoráveis no setor.

Não é de se espantar, portanto, que os engenheiros tenham sido os profissionais mais requisitados em 2007, de acordo com pesquisa da Manager Assessoria em Recursos Humanos, de São Paulo. A tendência ainda se mantém no início de 2008. Em fevereiro, os engenheiros de todas as áreas foram responsáveis por 34,96% das requisições de emprego da agência, seguidos pelos administradores de empresa (20,86%) e os formados em Ciências Contábeis (11,14%). Não apenas da construção civil, porém, vem a demanda pelos engenheiros, que também costumam ser absorvidos por bancos, empresas e até pelo mercado financeiro.

Com a falta de mão-de-obra, as empresas e construtoras estão se antecipando e procurando os estudantes diretamente nas faculdades. Da turma de Engenharia Civil que se formou em 2007 na Universidade Presbiteriana Mackenzie, de São Paulo, por exemplo, todos saíram com emprego, de acordo com o coordenador do curso, João Virgílio Merighi. “Nossos alunos sempre tiveram boa aceitação no mercado, mas a novidade agora é a quantidade de empresas à procura de estagiários, todos os dias, já a partir do primeiro ano de faculdade.” Para um estágio de meio período, o salário oferecido gira em torno de 600 reais. Para um recém-formado, fala-se em 3,5 mil reais. “Há dois anos, 2 mil reais para o recém-formado já era considerado um bom salário”, afirma Merighi.

Diego Tannous Cordenonssi, de 24 anos, está no quinto ano de Engenharia Civil do Mackenzie. Segundo ele, da sua turma só não está empregado quem não quer. O jovem trabalha há quatro anos em um pequeno escritório de arquitetura e construção de casas de alto padrão. Só no fim do ano passado ele recebeu três ofertas de emprego. “Quem quer estagiário não acha, e até o material de construção está em falta”, diz, sobre o aquecimento do setor. Ele comemora a boa fase e afirma que o emprego o ajudou a ter certeza de que estava no caminho certo. “Tomei gosto pelo curso depois que comecei a trabalhar.”

Fonte – Guia do Estudante



Operadoras de TV paga não cumprem novas regras, aponta Idec

geography8.gif Friday, 27 June 08 - 08:59 AM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Cotidiano

Pesquisa realizada pelo Instituto aponta irregularidades como a cobrança indevida do ponto adicional

Estadão - Da Redação

SÃO PAULO - As operadoras de TV por assinatura não estão seguindo as novas regras para o setor, aponta pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). Entre os problemas está a cobrança irregular do ponto adicional. Segundo os dados, todas prestadoras continuam cobrando uma taxa mensal pelo ponto extra, o que no momento não é permitido - mesmo com a liminar conferida à ABTA na quarta.

A empresa Sky, por exemplo, obriga os assinantes que não querem se fidelizar a comprar o receptor, aparelho necessário para decodificar o sinal da transmissão, o que configura venda casada. 

Os testes - que foram realizados através de contato telefônico com os atendentes - revelaram problemas em praticamente todos os serviços prestados, sendo que em nenhum dos itens pesquisados todas as empresas estavam em conformidade com as novas regras.  

A pesquisa abrangia a possibilidade de contratação de serviço sem necessidade de fidelização; mesmas formas disponíveis para contratar e cancelar o serviço; disponibilização de atendimento telefônico gratuito para reclamações; disponibilização de posto de atendimento pessoal; condições de oferta do ponto extra. 

Ainda segundo a pesquisa, o atendimento pessoal não é disponibilizado nem pela Sky e nem pela TV Telefônica Digital e o número gratuito de telefone (0800) não está disponível aos consumidores da TVA e da Big TV. 

Também foram encontrados alguns problemas em relação às alternativas de cancelamento de serviço, já que a resolução diz que devem ser oferecidas aos clientes as mesmas formas para contratar e cancelar os serviços. Embora quatro das seis empresas pesquisadas estejam oferecendo a contratação do serviço por telefone e internet, apenas três disponibilizam essas duas alternativas para os consumidores que desejam cancelar os serviços. 

Segundo a advogada do Idec Daniela Trettel, "esse teste comprova que as empresas continuam desrespeitando os consumidores e que a Anatel precisa ampliar sua atividade de fiscalização". 

Os resultados da pesquisa foram enviados pelo Idec à Anatel. As empresas testadas foram Net, Sky e TVA (atuação nacional) e Big TV, TV Telefônica Digital e TV Alphaville (atuação na região metropolitana de São Paulo), entre os dias 13 e 16 de junho.



Ensino e construção empregam mais

geography8.gif Sunday, 22 June 08 - 08:22 AM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Cotidiano

Foram abertos, em maio, 202,9 mil empregos com carteira assinada, número inferior ao do mesmo mês do ano passado, com 212,2 mil vagas. O leve arrefecimento das contratações formais é, possivelmente, uma acomodação semelhante à registrada em outros indicadores conjunturais, como no comércio e na indústria.

Os indicadores de longo e médio prazos continuam favoráveis: nos primeiros cinco meses do ano foram contratados 1,051 milhão de empregados com carteira, um recorde; e, nos últimos 12 meses, abertas 1,755 milhão de vagas, mais do que as vagas abertas nos 12 meses anteriores (1,374 milhão).

Destacou-se o setor de serviços, que gerou 663,4 mil vagas nos últimos 12 meses. Motivo: a recuperação econômica é liderada pelos Estados mais desenvolvidos do Sudeste e do Sul, onde os serviços pesam mais. Em maio, São Paulo abriu um total de 75,7 mil vagas; Minas, 37,9 mil; e o Paraná, 16,7 mil. O emprego no Sudeste subiu 0,84%, acima da média de 0,68% no País.

As contratações da construção civil e de atividades correlatas mostraram ritmo impressionante: o setor gerou 28,6 mil vagas em maio, 160,3 mil nos últimos cinco meses e 258 mil em 12 meses - neste caso, com variação positiva de 17,7%, quase o triplo da média. Os serviços de comércio e administração de imóveis geraram 123,8 mil vagas, em 2008, e 275,6 mil, em 12 meses.

Entre as que mais contrataram, as atividades de ensino ocuparam o segundo lugar em maio e lideraram, em porcentual, as contratações do ano, abrindo 58,3 mil vagas. O aumento da procura de empregados qualificados começa a repercutir positivamente sobre a demanda de educação.

Em maio, houve aumento generalizado do emprego, inclusive na indústria de transformação, que gerou 36,7 mil vagas, e no setor agrícola (47,1 mil postos), liderado pelo café e pela cana-de-açúcar no Centro-Sul.

Dando preferência às contratações formais, as empresas eliminam vagas informais, prejudiciais para os empregados e para elas próprias, dados os riscos de multas e processos por fiscais do Trabalho e pelo INSS.

Os números não sugerem que haja risco de redução das contratações, mas isso não deve ser descartado se se intensificar o aperto monetário para combater a ameaça inflacionária. Haverá, neste caso, algum reflexo negativo na economia e, portanto, na geração de emprego. No mínimo, será mais difícil quebrar sucessivos recordes, como nos últimos meses.

Fonte - Estadão Opinião



Pediatras alertam para perigos da intimidação digital

geography8.gif Monday, 16 June 08 - 08:20 PM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Cotidiano

Lola Felix - De São Paulo

A intimidação de uma pessoa por outra que se considera física e psicologicamente mais forte foi parar na tela do computador, no visor do celular e em e-mails. Virou cyber bullying ou bullying digital. Os pediatras afirmam que combater o cyber bullying é difícil, pois, muitas vezes, jovens intimidados não contam aos pais o que acontece, sentem medo.

No entanto, os especialistas destacam que é aos adultos que as crianças e adolescentes devem recorrer quando se sentem ameaçadas por uma mensagem no celular ou humilhadas por uma fotomontagem na Internet.

Segundo uma pesquisa realizada no primeiro trimestre deste ano encomendada pela Secretaria da Educação da Inglaterra, os casos de bullying se agravaram com a popularização de equipamentos eletrônicos e o acesso à Web.

Na pesquisa, 70% dos adolescentes entre 12 e 15 anos confessaram já ter sido vítimas de cyber bullying. Aqui no Brasil, os casos começam a chamar a atenção por acabar em alto teor de violência. Antes, porém, vítima e agressora geralmente brigam em sites de relacionamento ou salas de bate-papo.

Prevenção

Para lidar com o problema, jovens e crianças com acesso às tecnologias de comunicação devem adotar certos comportamentos. Nunca repassar informações pessoais, como senhas, números de cartões, seu nome completo, nomes de amigos e familiares, seu endereço, telefone, nome da escola, fotos e endereço de e-mail.

Além disso, os jovens devem ser orientados a não acreditar em tudo o que vê ou lê na Internet. Se alguém diz que tem 15 anos de idade, a pessoa pode estar mentindo. Já se alguém ameaçá-lo ou tratá-lo de forma rude, use a "netiquette" (a etiqueta aplicada à Internet), não respondendo. Valentões da internet são como os da vida real; querem que você responda. Mas não lhes dê satisfação.

Outra dica é não mandar uma mensagem quando estiver zangado. Espere até se acalmar e ter tempo para pensar. E, finalmente, não abra uma mensagem de alguém que você não conhece. Na dúvida, peça ajuda aos seus pais.

Fonte – Agência Estado



''A vergonha do Brasil é a elite''

geography8.gif Saturday, 31 May 08 - 08:19 AM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Cotidiano

Para pesquisador, exposição freqüente de casos de desvios responde a uma demanda da sociedade

Daniel Bramatti

As operações da Polícia Federal, que atingem até integrantes da elite política do País, provocam "uma sensação de perplexidade positiva", afirma o antropólogo Roberto DaMatta, cuja vida acadêmica de quase cinco décadas tem como ponto central a tentativa de decifrar o Brasil e os brasileiros.

Para o autor de Carnavais, Malandros e Heróis, "nunca houve uma demanda tão grande por transparência", já que é cada vez mais evidente o custo da corrupção para todas as camadas sociais. A seguir, entrevista concedida ontem, por telefone:

A casa do ex-governador Anthony Garotinho, que concorreu à Presidência da República, foi alvo de uma busca da Polícia Federal. No ano passado, o mesmo ocorreu com um irmão do presidente Lula. O deputado Paulinho é acusado de desvios. Qual é o efeito social dessa exposição contínua de políticos envolvidos em corrupção?

Temos um efeito duplo. O primeiro, seguindo o pensamento mais tradicional, é confirmar que os políticos são corruptos. O segundo efeito é o contrário, é sentir que alguma coisa está acontecendo. A sociedade quer punição quando há ofensa às leis, ainda mais quando se trata de um político, um sujeito que nos representa, um gerente público. Hoje todas as camadas sociais têm uma noção clara do custo da corrupção, de quanto essas pessoas roubam. E há uma polícia que está agindo. Há uma sensação de perplexidade positiva.

Mas a sociedade, ao mesmo tempo em que quer a punição dos corruptos, não é tolerante ao eleger pessoas com antecedentes de corrupção?

Existe essa ambigüidade. A política fica colocada, para a maioria da população, como uma certa aventura. A impressão é de que só um aventureiro vai entrar nessa profissão, para ser colega de tanta gente que não presta. Mas, por outro lado, nunca houve demanda tão grande por transparência.

Num artigo recente o senhor questiona: "Se acabamos com a inflação por meio da negociação política, por que não podemos liquidar a criminalidade, a corrupção e a ignorância?" O senhor acha que a corrupção é um fenômeno superável no País?

O que está enlouquecendo a gente no Brasil é que tem um nível de tolerância que ultrapassa o normal e, em determinados momentos, dá a impressão de que a corrupção é um valor, é um projeto. E isso não pode. Nós conseguimos superar a inflação, e se dizia que nem na administração de Deus isso seria possível. Se temos essa experiência de vitória, por que não fazemos um plano semelhante em relação à educação, por exemplo?

O brasileiro tem uma relação de resistência ao aparato legal, existe a questão do "jeitinho", a noção de que a lei é para os outros. Essa nossa corrupção tão arraigada e tão corriqueira não está ligada diretamente a isso?

Sem dúvida. O problema passa por uma relação, que sempre foi complicada, entre a sociedade e o Estado. A tradição brasileira das relações é que o Estado seria o corretor, o compensador da sociedade. Então a sociedade fica a reboque do Estado, o sujeito limpa a calçada e joga na rua. Hoje estamos começando a trazer para o debate, para a crítica, o nosso próprio comportamento. Se ele não for modificado, não vamos transformar o Brasil na direção de ser uma sociedade mais igualitária. Chegamos a um patamar de competência e de excelência econômica, financeira e tecnológica, estamos competindo no mercado internacional e temos um mercado interno pujante. O que está para trás hoje no Brasil é a política. A vergonha do Brasil é a elite.

Fonte – Estadão Nacional



O valor da auto-estima

geography8.gif Sunday, 18 May 08 - 08:27 AM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Cotidiano

O que mais dificulta a busca de algo que se quer é o nível da nossa auto-estima.

Falamos tanto sobre isso, mas você sabe o que é auto-estima?

Auto-estima é a opinião e o sentimento que cada um tem por si mesmo. É ter consciência de seu valor pessoal, acreditar, respeitar e confiar em si. Coisas nem sempre tão simples assim.

A auto-estima, juntamente com o amor-próprio, é a base para o ser humano. É a cura para todas as dificuldades e sofrimentos. E mais, é a cura para todas as doenças de origem emocional e relações destrutivas.

A auto-estima começa a se formarna infância, a partir de como as outras pessoas nos tratam. Ou seja, as experiências do passado exercem influência significativa na auto-estima quando adultos. Perde-se a auto-estima quando se passa por muitas decepções, frustrações, em situações de perda, ou quando não se é reconhecido por nada que faz. O que abala não é só a falta de reconhecimento por parte de alguém, mas principalmente a falta de reconhecimento por si próprio.

Quando a auto-estima está baixa a pessoa se sente inadequada, insegura, com dúvidas, incerta do que realmente é, com um sentimento vago de não ser capaz. Não acredita ser capaz de ter alguém que a ame, de fazer aquilo que quer, de se cuidar, desenvolvendo assim um sentimento de insegurança muito profundo, desistindo facilmente de tudo que começa.

Como ela mesma não se ama, se sujeita a qualquer tipo de relação para ter alguém ao seu lado, tornando-se dependente de relações destrutivas e não conseguindo forças para sair delas. Vale lembrar que esse processo acontece inconscientemente. A pessoa não tem consciência do por que está agindo assim, apenas sente o sofrimento que pode se expressar em forma de angústia, dor no peito, choro, pesadelos, vazio, agressividade, depressão, punição, doenças.

Culpam os outros pelos próprios erros, encaram todas as críticas como ataques pessoais e tornam-se dependentes de relações doentes. O maior indicador de uma pessoa com baixa auto-estima é quando sente intensa necessidade de agradar, não consegue dizer "não", busca aprovação e reconhecimento por tudo o que faz, sempre querendo se sentir importante para as pessoas, pois na verdade, não se sente importante para si mesma. Com isso, se abandona cada vez mais.

A auto-estima também influencia a escolha dos relacionamentos. Aqueles com elevado amor-próprio em geral atraem pessoas com a mesma característica, gerando uniões saudáveis, criativas e harmoniosas. Já a baixa auto-estima acaba atraindo ou mantendo relacionamentos destrutivos e dolorosos. Quando há amor-próprio não se deixa envolver nem manter relações destrutivas. Há também uma relação direta e muito importante entre desempenho profissional e auto-estima, mas esse é outro assunto.

A auto-estima influencia tudo que fazemos, pois é o resultado de tudo que acreditamos ser, por isso o autoconhecimento é de fundamental importância para aumentar a auto-estima. Ou seja, confiar em si mesmo, ouvir sua intuição, acreditar em sua voz interior, respeitar seus limites, reconhecer seus valores, expressar seus sentimentos sem medo, sentir-se competente, capaz e se tornar independente da aprovação dos outros, tudo isso faz com que a auto-estima se eleve. Mas é um processo gradativo que exige trabalho e conscientização.

Na verdade, todos estamos à procura de amor. E esse sentimento ainda é o que rege tudo o que buscamos, fazemos e somos. Principalmente o amor por si mesmo, que é a base da construção da auto-estima. Que tal reconstruir a sua?



A troca das Lâmpadas e o desperdício de energia

geography8.gif Sunday, 11 May 08 - 08:33 AM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Cotidiano

Marcos Ellert

Apesar das chuvas o nível dos reservatórios de água nas regiões Sudeste e Centro-Oeste continuam baixos, e a capacidade de armazenamento das usinas com menos de 50% do total. Em meio a tanta preocupação sobram especulações acerca de mais um racionamento de energia e fica uma dúvida: se o impacto da falta de eletricidade pode afetar a economia do país, como é possível permitir que se desperdice energia elétrica principalmente com o uso de lâmpadas fluorescentes de baixa qualidade?

Passado o caos do apagão em 2001, o uso das fluorescentes compactas virou hábito dos brasileiros como forma de sentir a economia no bolso. Como conseqüência, os produtos de baixa qualidade invadiram os mercados, ganharam as prateleiras e, em seguida, milhões de lares em todo o país. No entanto, finalmente, o cenário tem chances de ser alterado.

Desde o final do ano passado o governo tomou uma firme decisão: por em prática a determinação feita em junho de 2006, após decisão conjunta do Ministério de Minas e Energia e das empresas fabricantes e importadoras de lâmpadas. Dessa forma, os varejistas não poderão mais vender fluorescentes compactas sem que os produtos atestem sua qualidade. Para isso, será medido o nível de eficiência de acordo com o quanto é gasto de energia para fornecer determinada quantidade de luz. E as embalagens deverão trazer informações sobre luminosidade e potência.

De fato, não é possível aceitar que continuem a ser comercializadas fluorescentes compactas sem a aprovação do Instituto Nacional de Metrologia, Normatização e Qualidade Industrial (Inmetro) e sem o Selo Nacional de Conservação de Energia (ENCE). Toda ação para reduzir a quantidade desse tipo de lâmpada de baixa qualidade do mercado é mais do que bem vinda, é primordial, porque é no mínimo incoerente utilizar um produto para economizar energia quando ele não é de fato eficiente. Afinal, não estamos falando de uma lâmpada, mais de no mínimo milhões de unidades que refletem aproximadamente o consumo desse produto no país.

Com a ação, todos os consumidores ganham, o país ganha, porque trata-se da garantia de um produto que, além de ser economizador, oferece maior durabilidade e menor necessidade de manutenção. Resultado: mais um ponto para o meio ambiente.

Marcos Ellert é gerente de marketing da OSRAM, a empresa mais inovadora no segmento de lâmpadas economizadoras de energia, que em 1985 inventou as lâmpadas fluorescentes compactas eletrônicas, as mais utilizadas atualmente. Além disso, a multinacional alemã já está adequada ao processo do ENCE desde o início de sua implantação, bem como a qualidade de seus produtos desde sua criação.



Você escolhe o que vê na sua TV paga?

geography8.gif Friday, 18 April 08 - 08:33 AM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Cotidiano

por Cristina Padiglione, Seção: Sem controle

A Associação Brasileira das TVs por Assinatura (ABTA) colocou no ar uma campanha contra o projeto de lei 29/07, que estabelece cotas obrigatórias de produção nacional e produção independente em canais pagos.

A campanha reduz o projeto a algo como "estão querendo decidir o que você vai ver". Independente de quem é favorável ou contrário à idéia, convém perguntar: desde quando o assinante de TV no Brasil escolhe o que vê?

Só por esse mote, a oposição da ABTA ao projeto (oposição endossada pelas Organizações Globo) já nasce com argumentos frágeis. Ou você aí, quando assinou aquele pacotão de canais, teve escolha para eliminar ou adicionar os canais que lhe interessam? E os Polishops que loteiam a programação de vários canais, quem escolheu ver? E os canais que vez ou outra são substituídos no line up, sem que você seja consultado?



Acerte no castigo!

geography8.gif Thursday, 17 April 08 - 09:11 PM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Cotidiano

Especialistas em educação indicam as punições mais apropriadas para cada fase da vida das crianças

Crianças e jovens gostam de desafiar os pais, porque faz parte do desenvolvimento. O problema é quando eles passam dos limites. Nessa hora, algo precisa ser feito. A maioria das mães garante que um bom castigo resolve. Os especialistas, porém, preferem evitar o termo. “O que os pais fazem são tentativas de modificar a conduta do filho. É um esforço para educar”, afirma a psicóloga Vera Zimmermann, coordenadora do Centro de Referência da Infância e Adolescência (Cria), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Além disso, para os psicólogos a palavra castigo pode ser confundida com agressão física. “A palmada, por exemplo, não ajuda. A autoridade dos pais precisa ser fundamentada no respeito, nunca no medo”, afirma a psicoterapeuta Érika Nunes, de São Paulo.

Longe de usar a força física, existem várias maneiras que podem ser usadas para mudar o mau comportamento. Colocá-los no quarto para pensar, tirar os brinquedos preferidos ou proibi-los de ir à festa de amigos. Mas essas punições nunca devem ser usadas na primeira falha. A criança tem direito a uma segunda chance.

PUNIÇÃO ADEQUADA

Entre 3 e 6 anos - Fase da rebeldia. A criança não obedece e tem ataques de birra. Ela testa até que ponto vai a paciência dos pais. Não basta olhar de longe e dizer: “não mexa no vaso, poderá se machucar!”. Tem que se dirigir ao pequeno, mostrar o que pode acontecer e manter o objeto longe dele. A conversa deve ser aplicada antes de qualquer punição. Se não resolver, coloque a criança no quarto por alguns minutos. Estipule a quantidade de minutos de acordo com a idade – 2 anos, dois minutos; 3 anos, três minutos; etc.

Entre 7 e 12 anos - A criança está alfabetizada e por isso se sente mais independente, passando a tomar atitudes que antes eram desconhecidas, como bagunçar o quarto ou brigar na escola. Ela já entende regras e consegue relacionar a conseqüência de um ato falho. É hora de começar a colocá-la para refletir sobre o que fez. Para isso, mande-a para o quarto e explique que você precisou tomar essa atitude para que ela pense no que fez e que, depois, vocês voltarão a conversar. Nessa fase, também vale proibi-la de algo que ela goste muito, como deixá-la sem videogame ou computador por alguns dias.

A partir de 13 anos - A chegada da adolescência mexe com o comportamento de meninos e meninas. O jovem se sente ou precisa provar que é poderoso. Para tanto, desafia os pais a todo o momento. A melhor punição é retirar algo de que ele goste. Nesse caso pode ser o computador, o videogame, mas também o passeio que estava marcado com o pessoal da escola, a festa programada para o final de semana ou a mesada. Intensifique o diálogo, mas sempre foque o assunto principal que é o fato infrator. Tome cuidado para não desviar o assunto. Também fique atenta à defesa do adolescente. Eles são persuasivos e conseguem ludibriar os pais com seus variados e criativos argumentos.

SEM QUEBRAR AS REGRAS

Firmeza nas palavras é fundamental para fazer a criança respeitar as normas da casa. Mas muitos pais dão um castigo para o filho e eles próprios acabam permitindo que a criança não cumpra o que foi determinado. Um exemplo típico é a mãe que, na hora da irritação, berra com o filho e diz que ele nunca mais irá brincar de carrinho.

Outro é pai que ameaça o jovem a ficar um mês sem ver os amigos. “Até para castigar, deve-se ter bom senso e cabeça fria. A punição não pode ser radical e nem superficial”, explica a psicóloga Vera Zimmermann. Ao reconhecer nos pais a falta de capacidade de cumprir as regras, o filho usa a falha a seu favor. “Os pais perdem a autoridade e a possibilidade de ensinar boas lições”, ensina a psicóloga.

Autor: Patrícia Boccia e Silvia Regina

Fonte – Revista Ana Maria



O que é o que é

geography8.gif Monday, 07 April 08 - 08:24 PM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Cotidiano

Era uma vez um presidente com 84% de popularidade. O país ia bem. Os índices econômicos estavam formidáveis. O presidente era obcecado por distribuição de renda.

A oposição não sabia para onde ir. Sabendo-se popular, o presidente era implacável com os adversários. Qualquer manifestação que pudesse abalar a imagem do governo era seguida por espantosas represálias. A máquina estatal era usada contra a oposição.

É bem verdade que o sucesso econômico era o resultado direto de mudanças iniciadas numa gestão anterior, mas quem ligava para isso? O país ia bem.

O nome desse presidente era Emílio Garrastazu Médici.

O que é o que é uma BOATE? Casa noturna onde as pessoas ouvem música, dançam e tomam bebidas alcoólicas. O que é o que é um HOTEL? Estabelecimento em que se alugam quartos para as pessoas pernoitarem. O que é o que é um MOTEL? Variante do HOTEL, com períodos de permanência mais curtos, aonde geralmente se vai de automóvel. No Brasil, é usado por casais para encontros amorosos. O que é o que é um BORDEL? Casa onde se alugam quartos para encontros amorosos; porém, esses encontros amorosos são pagos. O que é o que é uma GAROTA DE PROGRAMA? Mulher que aceita participar de determinados encontros amorosos em troca de dinheiro. O que é o que é LENOCÍNIO? Crime que ocorre quando um terceiro – nem a garota de programa, nem o seu cliente – explora esses encontros amorosos, levando algum tipo de vantagem. O que o que é um PROJETO DE LEI? Proposta de norma reguladora das relações sociais, visando a algum tipo de benefício para a comunidade. O que é o que é um CAVALO DE TRÓIA? Tornado célebre na Ilíada, esse gigantesco presente de madeira passou a simbolizar surpresas indesejáveis. Se o original cavalo de Tróia continha dentro de si guerreiros gregos, o moderno cavalo de tróia pode ser um projeto de lei ou substitutivo destinado a beneficiar não a comunidade, mas apenas um indivíduo. O que é o que é um CHURRASCO? Encontro social em que são consumidas carne bovina e bebidas alcoólicas, geralmente com algum propósito festivo.

Primeiro, monopolizaram a ética e a cidadania, palavras que acabaram esvaziadas de todo sentido, de tão prostituídas. Em campanha, monopolizaram até mesmo a prática do bem e o dom da esperança. Quando chegaram ao poder, trataram logo de estatizar a pobreza. Depois, estatizaram a cultura. Estatizaram o trabalho (afinal, trabalhamos cinco meses para pagar impostos). Estatizaram as centrais sindicais. Estatizaram a alcagüetagem. Gostariam muito de estatizar o jornalismo e a crítica. Ao terminar de ler esta crônica, muito cuidado com quem bater à porta. São eles. Querem estatizar você também.

Fonte – Jornal de Londrina



Falsa reputação on-line esconde más intenções em sites de venda

geography8.gif Sunday, 06 April 08 - 08:40 AM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Cotidiano

GUSTAVO VILLAS BOAS - Enviado especial da Folha de S.Paulo a Vancouver

Esse aqui é garantido. A frase soa bem para quem vai fazer compras on-line e encontra um vendedor com uma boa reputação no site de vendas. Mas, às vezes, essa reputação não tem equivalência com a vida real.

Dan Hubbard, da Websense, recheou sua palestra na Conferência CanSecWest, em Vancouver, com exemplos reais de como os sistemas de reputação virtuais podem ser manipulados por criminosos on-line. Demonstrou, por exemplo, como piratas poderiam usar uma falha no site de leilões eBay para mudar a reputação de um vendedor.

A empresa demorou, segundo Hubbard, cerca de uma hora e meia para encontrar um vendedor que teve seu status alterado para melhor. Segundo ele, pode parecer pouco tempo, "mas é o suficiente para aquela venda ter centenas de milhares de acessos".

Um dos problemas dos sistemas de recomendação, segundo ele, é que eles são alterados por meio de artimanhas nas páginas da web 2.0, que permitem conteúdo gerado pelo usuário. Segundo ele, "70% dos sites mais acessados do mundo permitem tal conteúdo". Dessa forma, criminosos conseguem colocar links para sites maliciosos, que ganham um ranking melhor nos sistemas de busca e melhoram artificialmente a reputação da página pirata.

Mas nem só os usuários finais olham para a reputação on-line. Complexos sistemas anti-spam também utilizam dados desse tipo para classificar os e-mails que passam por sua base. E spammers aumentaram o foco nesses sistemas de reputação.

Um exemplo é o investimento recente de criminosos em ultrapassar o Captcha (aquelas letras tortas para confirmar que quem faz um cadastro é humano, e não um robô) de serviços de e-mail como o Gmail, que goza de excelente status com as ferramentas de filtragem de mensagens.

Surpreendente é que, segundo Hubbard, há indícios de que existem pessoas pagas para digitar as letras --um robô faria o resto do trabalho. E mais surpreendente é a porcentagem de sucesso nas tentativas de driblar o Captcha, se feitas mesmo por humanos: 20%. "Não entendemos o motivo para tão pouco", disse ele.

Para usuários finais e técnicos em segurança, fica uma dica de Hubbard. A reputação, se não é a solução da internet, continua sendo um critério importante. Mas é preciso olhar diversos pontos, como o tempo em que um vendedor está atuante em um site de leilão, o lugar e a vizinhança (há provedores suspeitos, que aceitam qualquer tipo de site).



De olho na saúde - Dengue: Perguntas e respostas

geography8.gif Wednesday, 02 April 08 - 07:56 AM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Cotidiano

O QUE É DENGUE?

É uma doença causada por um vírus (arbovírus do gênero Flavivírus) que pode se manifestar de forma grave. Existem 4 sorotipos diferentes do vírus, sendo que no Brasil circulam os sorotipos Den-1, Den-2 e Den-3. Quem já contraiu um sorotipo não se infecta novamente pelo mesmo sorotipo mas ainda está susceptível aos outros, ou seja uma pessoa pode ter Dengue mais de uma vez. Nestes casos, quando a pessoa já contraiu a doença anteriormente por um sorotipo e se infecta de novo por um sorotipo diferente, a Dengue é habitualmente mais grave.

COMO UMA PESSOA ADQUIRE DENGUE?

A Dengue é transmitida pela fêmea do mosquito denominado “Aëdes aegypti” que, ao contrário do mosquito comum, tem hábitos diurnos, ou seja, ele pica preferencialmente durante o dia. Ao picar uma pessoa infectada pelo vírus da Dengue o mosquito se torna transmissor da doença. Dessa forma, se ele picar outras pessoas, transmitirá a doença.

POR QUE A MAIOR INCIDÊNCIA DA DOENÇA É NO VERÃO?

Com o verão, a incidência das chuvas é maior. Conseqüentemente aumenta a proliferação do mosquito transmissor da Dengue uma vez que este deposita os seus ovos em pequenas poças de água limpa acumulada dentro das residências ou em quintais (pneus velhos, vasos de plantas, garrafas vazias, etc.).

QUAIS OS SINTOMAS DA DOENÇA?

A infecção causada por qualquer um dos quatro sorotipos do vírus do Dengue apresenta um período de incubação de 7 a 10 dias e produz as mesmas manifestações clínicas. As manifestações iniciais são febre alta, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, muita dor no corpo e às vezes vômitos. Três a quatro dias após o início da febre aparecem manchas vermelhas pelo corpo (parecidas com as do sarampo ou rubéola) e coceira. Menos freqüentemente podem ocorrer dor abdominal intensa, pequenas manchas avermelhadas ou arroxeadas, sangramentos e desmaios.

O QUE É DENGUE “HEMORRÁGICO”?

A maioria das pessoas, após 4 ou 5 dias do início do quadro, começa a melhorar e recupera-se por completo em cerca de 10 dias. Em alguns raros casos, nos três primeiros dias que a febre começa a ceder, pode ocorrer diminuição acentuada da pressão sangüínea. Esta queda da pressão caracteriza a forma mais grave da doença, chamada dengue “hemorrágico”. Apesar do nome ser sugestivo para que se pense que ocorra sempre sangramentos, isto não é verdadeiro. A gravidade está relacionada, principalmente, à diminuição da pressão sangüínea, que até levar ao óbito.

QUAL O PERÍODO MAIS CRÍTICO E QUAIS SÃO OS SINTOMAS DE RISCO PARA DENGUE HEMORRÁGICO?

O período crítico são os três primeiros dias depois que a febre começa a desaparecer. Neste espaço de tempo podem aparecer os seguintes sintomas que indicam risco de Dengue hemorrágico:

- Dor abdominal intensa

- Manchas arroxeadas pelo corpo

- Sangramentos

- Pele fria e pegajosa

- Sudorese fria

- Tonteiras e desmaios

- Fezes escuras, parecidas com borra de café.

O DENGUE HEMORRÁGICO SÓ OCORRE EM QUEM TEM DENGUE
PELA SEGUNDA VEZ?

Não. Apesar de ser mais freqüente em pessoas que já tiveram Dengue por um sorotipo e contraem a doença por outro sorotipo, o Dengue hemorrágico pode acontecer mesmo em quem tem a doença pela primeira vez.

O DENGUE HEMORRÁGICO É OBRIGATÓRIA EM QUEM TEM A DOENÇA PELA SEGUNDA VEZ ?

Não. O risco é maior na segunda infecção pelo Dengue do que na primeira, mas a grande maioria das pessoas tem a doença pela segunda vez e não apresenta o Dengue hemorrágico.

QUANTAS VEZES UMA PESSOA PODE TER DENGUE?

Existem 4 sorotipo do Dengue, logo o indivíduo pode ter Dengue até 4 vezes. No Brasil, entretanto, existem até agora somente 3 sorotipos, logo podemos ter Dengue somente 3 vezes. A cada vez que contraímos a dengue por um sorotipo ficamos protegidos permanentemente contra novas infecções por aquele tipo.

QUAL O PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE?

Durante o período de viremia (presença do vírus no sangue) que começa um dia antes da febre e vai até o sexto dia da doença.

QUEM TEVE DENGUE FICA COM ALGUMA COMPLICAÇÃO?

Não. A recuperação costuma ser completa. Freqüentemente, entretanto, pode persistir sensação de cansaço durante alguns dias, que desaparece com o tempo.

COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO DE PACIENTES COM DENGUE?

O diagnóstico é clínico (ou seja, baseado nos sintomas apresentados e no exame físico do paciente) e laboratorial. Dentre os exames laboratoriais estão: o hemograma (que fornece informações iniciais importantes, assim como indícios de uma evolução desfavorável), a sorologia para Dengue (permite determinar se a pessoa possui anticorpos contra o vírus e só fornece resultados positivos após alguns dias de doença) e a tipagem do vírus (que permite determinar o sorotipo em questão. Esse último exame, no entanto, só é possível fazer no início do quadro clínico).

COM QUANTOS DIAS DE DOENÇA JÁ SE PODE REALIZAR A AVALIAÇÃO LABORATORIAL?

Os exames laboratoriais deverão ser realizados a critério do médico. Recomenda-se, entretanto, que se espere pelo menos até o quinto dia do início dos sintomas para realizar a sorologia já que ela depende da presença de anticorpos contra o vírus. A tipagem do sorotipo viral, por outro lado, deve ser feita de preferência na primeira semana da doença, período no qual a viremia é maior.

QUAL O TRATAMENTO DA DENGUE?

Não há tratamento específico para a Dengue. Normalmente é indicado apenas o uso de “sintomáticos” (analgésicos e antitérmicos), a critério do médico. É importante lembrar que devem ser evitados medicamentos que contenham ácido acetil-salicílico (AAS®, Aspirina®, Melhoral®, etc.) assim como antiinflamatórios (Voltaren®, Profenid®, etc.) pelo maior risco de sangramentos.

COMO PODEMOS PREVENIR A DOENÇA?

A maneira mais eficaz de prevenção da Dengue é evitar a proliferação do mosquito. O fumacê é útil para matar os mosquitos adultos, mas não acaba com os ovos. Para prevenir a proliferação de ovos é necessário evitar o acumulo de água parada. Para tanto, podemos ajudar fazendo a nossa parte como:

- Cobrir qualquer local em que haja água acumulada, como caixas d’água e tonéis.
- Não manter pneus em áreas abertas.

- Manter as lajes cobertas ou retirar a água acumulada diariamente, esfregando com a vassoura.

- Guardar as garrafas de cabeça para baixo.

- Retirar os pratos dos vasos de plantas ou mantê-los sem água com um pouco de areia.

- Lavar os recipientes com plantas aquáticas diariamente, esfregando-os com bucha.

ATENÇÃO: Lembre-se que os ovos depois de depositados podem sobreviver agarrados às paredes dos recipientes por muito tempo, mesmo sem água. Ao se repor a água novos mosquitos nascerão. Desta forma é muito importante a limpeza freqüente das caixas d´água, pratos de vasos de plantas e lajes sempre esfregando bem.

Fonte: De olho na saúde



Primeiro de Abril: O Dia da Mentira

geography8.gif Tuesday, 01 April 08 - 08:49 AM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Cotidiano

Tudo começou em 1564, quando Carlos IX, rei de França, por uma ordonnance de Roussillon, Dauphine, determinou que o ano começasse no dia primeiro de janeiro, no que foi seguido por outros países da Europa. É claro que, no início, a confusão foi geral, de vez que os meios de comunicação ainda eram inexistentes. Não havia rádio, televisão, nem mesmo o jornal, pois a invenção da imprensa, por Gutenberg, só aconteceu muitos anos depois.

Antes de Carlos IX determinar que o dia primeiro de janeiro fosse o começo do ano, este tinha início no dia primeiro de abril, o que resultou ficar conhecido como o Dia da Mentira., por força das brincadeiras feitas com a intenção de provocar hilaridade.


Surgiram, então, as brincadeiras (que os franceses denominavam de plaisanteries) em todo o mundo, como a da carta que se mandava por um portador destinada a outra pessoa, na qual se lia o seguinte: "Hoje é primeiro de abril. Mande este burro pra onde ele quiser ir".

Seria um nunca acabar se fossem, aqui, relacionadas as brincadeiras referentes ao primeiro de abril. Até mesmo eram distribuídas cartas convidando amigos para assistirem ao enlace matrimonial de pessoas que nem sequer se conheciam, mencionando a igreja, o dia e a hora em que seria celebrado o suposto casamento.


Vejamos alguns primeiros de abril pregados pela imprensa mundial, conforme relata a revista Isto é, de São Paulo, n11 1488, edição de 8 de abril de 1998: 1) "A África do Sul comprou Moçambique por US$ 10 bilhões. 0 anúncio do negócio fora feito na Organização das Nações Unidas pelo presidente sul-africano Nelson Mandela. Deu no jornal Star, de Johannesburgo; 2) A Rádio Medi, de Tânger, no Marrocos, noticiou que o Brasil não iria participar da Copa do Mundo porque o dinheiro da seleção seria usado na luta contra o incêndio em Roraima; 3) A minúscula república russa Djortostão declarou guerra ao Vaticano. Motivo: arrebatar o título de menor Estado da Europa. Paratanto, ele teria doado seis metros quadrados de seu território a uma república vizinha. Isso tudo de acordo com o jornal Moscou Times,, 4) Diego Maradona, ex-capitão da seleção argentina de futebol, é o novo técnico da seleção do Vietnã. Deu nos principais jornais vietnamitas; 5) Ao deixar o Senegal, o presidente americano Bill Clinton seria acompanhado de uma comitiva formada pelos primeiros 50 senegaleses que fossem à embaixada para pedir visto de entrada nos EUA. Assim informou o jornal Le Soleil, do Senegal. Centenas de senegaleses acreditaram na mentira e correram para a embaixada americana."

Noticiando o falecimento de Maurício Fruet, ex-prefeito de Curitiba e ex-deputado federal, a revista Isto é, São Paulo, nº 1510, edição de 9 de setembro de 1998, informou que ele "era considerado o parlamentar mais brincalhão e espirituoso que passara pela Câmara dos Deputados. Um exemplo: convocou uma falsa reunião de todo o secretariado do então governador coberto Requião no dia 1º de abril de 1990 (havia 15 dias que Requião tomara posse). Os Secretários, sem entender nada, passara m toda a madrugada no Palácio Iguaçu. De manhã, Fruet fez chegar a informação de que era um trote do Dia da, Mentira."

Tudo faz crer que as brincadeiras, originárias das plaisanteries francesas, continuem sempre a existir, graças à eternidade das manifestações folclóricas no mundo inteiro. 

Fonte: www.soutomaior – Série Folclores

Saiba mais:

- http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_da_mentira

- http://www.brasilescola.com/datacomemorativas/dia-da-mentira.htm



Educadora ensina quanto dar de mesada aos filhos

geography8.gif Tuesday, 01 April 08 - 08:42 AM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Cotidiano

da Folha de S.Paulo

A estudante Anita Xavier, 18, recebe mesada desde os 12 anos. Começou com R$ 100 mensais, dinheiro com o qual administrava gastos como cinema, sorvetes, roupas e presentes para os amigos. Hoje, faz estágio em uma agência de comunicação e tem o seu salário.

Segundo a mãe, a professora de dança Uxa Xavier, 49, a filha "faliu" diversas vezes, mas acabou aprendendo a se planejar e a guardar dinheiro para comprar roupas mais caras e até para viajar com os amigos. Quando fez 18 anos, foi a Buenos Aires com o próprio dinheiro. "A Anita tem um temperamento organizado desde pequena. Gosta de coisas boas, caras. Economiza para comprar o que quer."

A mãe diz que não manipula a mesada como recompensa por notas boas, por exemplo, nem punição, prática que é condenada pelos especialistas em finanças pessoais.

"Em hipótese alguma o pai deve aumentar a mesada porque o filho tira notas boas. Isso mina a responsabilidade. Também não pode suspender como forma de castigar por malcriações nem vincular à realização de tarefas domésticas", disse a educadora Cássia D"Aquino.

Agora, a professora Uxa Xavier vai começar a dar uma mesada de R$ 100 para a filha menor, Laura, que tem 11 anos e ainda recebe semanadas de R$ 20. "A Laura é um pouco mais mão-aberta, mas vai aprender ter um pouco mais de firmeza", disse.

Pais ricos ou pobres, R$ 1 por ano de vida é quanto o filho precisa para despesas semanais básicas a partir dos seis anos de idade, segundo Aquino. De acordo com a conta, uma criança de seis anos pode aprender a administrar uma semanada de R$ 6, e uma de dez, de R$ 10.

A mesada propriamente só deve chegar aos 11 anos, quando o pré-adolescente começa a se deparar com necessidades maiores de gastos e de economias. Nesse momento, a semanada de R$ 11 deve virar uma mesada, que pode chegar a cerca de R$ 100, o equivalente a ao menos R$ 8 por ano de vida. Ou seja, um adolescente de 13 anos ganharia R$ 104 mensais.



Quase metade das crianças e jovens com até 17 anos executa tarefas domésticas

geography8.gif Saturday, 29 March 08 - 07:38 AM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Cotidiano

Marco Antônio Soalheiro - Repórter da Agência Brasil

Brasília - Mais de 22 milhões de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos de idade - 49,4% do total dessa faixa etária - exerciam afazeres domésticos em 2006. A atividade em casa, que pode superar 21 horas semanais, atinge de forma mais direta as meninas e a faixa etária de 10 a 13 anos. Os dados são um dos destaques da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada hoje (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“O exercício de afazeres domésticos por crianças e adolescentes, em função das tradições que cercam a formação da família brasileira, é destinado com maior freqüência e intensidade às meninas, tendo em vista, entre outros motivos, a perspectiva de que futuramente assumirão a responsabilidade da sua realização e/ou do seu gerenciamento”, ressalta a pesquisa.

O percentual de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos do sexo feminino que desempenham atividade doméstica foi de 62,6%, contra 36,5% do sexo masculino.

A pesquisa também revela que entre as crianças de 10 a 13 anos está o maior percentual de ocupação com os afazeres em casa (60%). Para as crianças na faixa de 5 a 9 anos, o índice foi de 24,7%.

Pelas regiões do Brasil, o percentual das crianças que gastam mais de 21 horas por semana com atividades domésticas é detalhado da seguinte forma pelo IBGE: “Cabe o destaque para a Região Nordeste onde essa proporção era a mais alta, aproximadamente 14,7%. A Região Sul foi a que apresentou a menor proporção nesta faixa de tempo de dedicação (9,1%)”.

Apesar do número de crianças que executam tarefas domésticas, a pesquisa não aponta relação direta entre o quadro e a falta de escolaridade. É maior a porcentagem de crianças que freqüentam a escola entre as que exercem alguma atividade doméstica.



Conheça a síndrome do desgaste profissional

geography8.gif Wednesday, 26 March 08 - 08:03 AM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Cotidiano

Não são poucas as pessoas que sentem um calafrio percorrer a espinha quando se aproxima o fim da noite de domingo. Imediatamente, elas lembram que terão mais um dia de trabalho pela frente e já começam a sofrer, por antecedência, os efeitos disso. Nessa expectativa, muitos sequer conseguem dormir direito. Especialistas alertam que taquicardia, sudorese e irritação podem ser os primeiros sintomas da Síndrome de Burnout ou Síndrome do Desgaste Profissional.

Na gíria inglesa, burnout identifica os usuários de drogas que se deixaram consumir pelo vício. Ao pé da letra, a expressão significa "combustão completa" e descreve o estado de profundo desgaste profissional a que são acometidos trabalhadores muito dedicados, exigentes e com mania de perfeição. A lista de profissionais propensos a desenvolver o Burnout é extensa e inclui médicos, professores, controladores de tráfego aéreo e agentes penitenciários.

"Normalmente, o burnout ataca tanto jovens que acabaram de ingressar no mercado quanto profissionais mais experientes que atuam em uma mesma empresa há muitos anos. Os primeiros são dotados de grande idealismo, mas suas aspirações muitas vezes não coincidem com a realidade da empresa. Já os segundos sofrem por se sentirem saturados profissionalmente. Por mais que tentem, não conseguem mais dar tanto quanto gostariam", descreve a psicóloga Ana Maria Benevides-Pereira, autora do livro Burnout: Quando o Trabalho Ameaça o Bem-Estar do Trabalhador.

Os sintomas do Burnout são os mais variados possíveis e vão desde manifestações emocionais, como baixa auto-estima, perda de motivação e sentimento de fracasso, até alterações comportamentais, como queda no rendimento, comportamento paranóico ou agressivo e aumento no consumo de álcool, café e remédios.

Uma pesquisa do International Stress Management Association (ISMA), feita em 2002 entre profissionais de nove países, mostra o Brasil no segundo lugar do ranking dos trabalhadores estressados - perde apenas para o Japão. Cerca de 70% da população economicamente ativa sofrem de estresse ocupacional. Desses, 30% são vítimas do Burnout. Não por acaso, o Código Internacional de Doenças (CID) classifica a síndrome como acidente de trabalho.

"Na maioria das vezes, o portador de Burnout tem três caminhos a seguir: ou desiste do emprego e muda de profissão; ou não supera o problema e cai doente; ou, finalmente, enfrenta a situação de forma realista e ressurge das cinzas. Muitos têm dificuldade em delegar funções e acumulam tarefas que fatalmente deixarão de cumprir. É preciso que essas pessoas saibam que o cemitério está cheio de profissionais insubstituíveis", avisa a psiquiatra Alexandrina Meleiro, do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Médicos entre as vítimas

Por ironia da profissão, os médicos estão entre as maiores vítimas de Burnout. Dona de uma agenda repleta de compromissos e reuniões, a psiquiatra Cristina De Stefano acabou, ao fim de um ano, com uma inflamação na tireóide. Além das 14 horas diárias de trabalho, ainda precisava criar sozinha os filhos adolescentes e cuidar da mãe recém-operada. "Fiquei esperta e aprendi a cuidar mais de mim", ensina ela, que passou a praticar atividades físicas e a fazer trabalhos voluntários.

Na maioria dos casos, o tratamento é essencialmente psicoterápico. Remédios, para atenuar crises de ansiedade e depressão, só em último caso. "A Síndrome de Burnout não acontece subitamente. Por isso, as pessoas precisam estar atentas para evitar que o pior aconteça", alerta Ana Maria Rossi, presidente da ISMA no Brasil.

Desgaste físico e emocional

O termo Burnout foi criado pelo psiquiatra inglês Herbert Freundenberg em 1974, quando começou a observar o intenso desgaste físico e emocional dos profissionais que trabalhavam na recuperação de dependentes químicos. A inspiração partiu do título do romance A Burnt-Out Case (Um Caso Liquidado), de Graham Greene. Num trecho, o protagonista Querry diz: "Não me resta praticamente nenhum sentimento pelos seres humanos a não ser pena".

Nos anos 80, a psicóloga americana Christina Maslach realizou um estudo com profissionais da área médica, com o intuito de identificar o modo como lidam com o aspecto emocional do trabalho. Nele, identificou a "despersonalização" como um dos mais evidentes sintomas do Burnout. Em outras palavras: o profissional passa a ignorar chefes, colegas e clientes e a desenvolver características negativas, como cinismo e indiferença.

Prova de fogo para professores

Os médicos não são os únicos a sofrer as conseqüências da Síndrome de Burnout. Um estudo feito em outubro pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) revelou que 48% dos 52 mil professores de 1.440 escolas no País sofrem com algum sintoma da doença, como sensação de vazio, comportamento irritadiço e esgotamento nervoso. E mais: 25% deles - o equivalente a um em cada quatro - apresentam o quadro completo da doença.

"O desgaste diário do relacionamento com a turma é a principal causa de Burnout entre professores. Alguns alunos chegam em sala de aula trazendo problemas de casa. Outros fazem questão de demonstrar que não concordam com a nota baixa que tiraram. De um jeito ou de outro, todos descarregam seus ressentimentos em cima do professor", analisa Alexandrina Meleiro.

À primeira vista, a professora Júlia Almeida, 50 anos, não teria do que se queixar. Em vez de agüentar galalaus pirracentos e mal-humorados, ela dava aula para turmas do Jardim de Infância e da 4ª Série da rede municipal. Mesmo assim, ela começou a não saber o que fazer em sala de aula e, pior, a perder a paciência facilmente com os alunos. Tudo por causa, enumera, da baixa remuneração salarial, das péssimas condições de trabalho e do número excessivo de alunos por sala de aula.

"Mal chegava no colégio e a minha vontade era de sair correndo. Quando chegava em casa, caía no choro só de pensar no dia seguinte. Por mais que tentasse, não tinha motivação para planejar as aulas. A sensação era de impotência. O pior é que eu acabava descontando as minhas frustrações no meu marido", brinca ela.

O sofrimento de Júlia só teve fim em 2004, quando ela tomou coragem e pediu transferência de setor. Hoje, em vez de dar aulas, dirige duas creches: "Sempre me considerei uma boa profissional, do tipo que não gosta de faltar ao serviço. Mas, de uns tempos para cá, já não sentia a menor realização. Felizmente, consegui dar uma guinada na minha vida. Voltei a sentir prazer na profissão".

Afastar-se do trabalho é recomendado

Há cerca de oito anos, o psiquiatra Paulo Pavão está à frente do setor de Psiquiatria do Hospital Universitário Pedro Ernesto, no Rio de Janeiro, que oferece assistência psiquiátrica aos funcionários da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Entre médicos, professores e outros profissionais de nível médio, como serventes e porteiros, o Pedro Ernesto atende a cerca de 150 servidores estaduais. "Já atendi uma professora que sofria de severa inapetência. Aos poucos, descobri que se tratava, na verdade, de Burnout em conseqüência do assédio moral de uma chefia arbitrária", lembra.

Pavão salienta que a primeira medida a ser tomada é afastar o profissional de seu ambiente de trabalho. A legislação permite, inclusive, que portadores de Burnout tenham direito a licença médica e, em casos considerados mais graves, até a aposentadoria por invalidez. "A melhora do paciente está condicionada à mudança de seu estilo de vida. Muitas vezes, recorremos ao serviço social com o intuito de transferir o profissional de setor ou até mesmo de unidade", pondera.

O Dia

 



... More items are available in our News Archive