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Outros

Lula critica governadores que resistem a pagar piso para professores

User photo not available Sunday, 08 November 09 - 06:43 AM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Notícias - Educação

Claudia Andrade - Do UOL Notícias Em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta sexta-feira (6) os governadores que se negam a pagar o piso nacional de R$ 950 para professores da rede pública. E disse que, mesmo com a resistência dos governadores, o valor ainda está aquém do ideal.

"Peguem o piso nacional dos professores: ainda não é o que a gente deseja, mas, antes, nesse país, principalmente no interior, tinha professora ganhando menos que o salário mínimo. E tem vários governadores abrindo processo no Supremo Tribunal Federal pra não pagar o piso de apenas R$ 950", criticou.

"Tem gente que acha que é muito pagar isso pra uma professora que fica cuidando dos filhos que a mãe não pode cuidar, às vezes cuidando até de piolho de criança, porque em casa não tem condições. Para uma professora colocar 40 crianças na sala de aula e ficar o dia inteiro dando os ensinamentos que, às vezes, nós não podemos dar".

A crítica foi feita durante evento de assinatura da lei que altera o plano de carreira de policiais militares e bombeiros do Distrito Federal. Em seu discurso, Lula destacou a importância do salário para a qualidade do serviço prestado pelos profissionais.

"Toda vez que a gente quiser considerar uma categoria profissional especial, temos que saber o quanto ganha por mês. Não basta a profissão ser essencial, o salário tem que ser essencial para que ele possa sustentar sua família", disse.

O piso de R$ 950 para os professores da rede pública foi sancionado em julho do ano passado. A lei estabeleceu que o novo valor deveria estar em vigor em todo o país até 2010, para uma carga horária de até 40 horas semanais.

Contudo, ainda em 2008, os governadores do Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Ceará entraram com uma ação no STF (Supremo Tribunal Federal) contra a medida. A Corte ainda não julgou o mérito do processo.

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No mundo, 10% das pessoas têm deficiência auditiva

User photo not available Friday, 06 November 09 - 03:21 PM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Notícias - Educação

Por Engel Paschoal

Em 26 de setembro de 1857, o professor francês Hernest Huet fundou, com o apoio do imperador D. Pedro II, o Imperial Instituto de Surdos Mudos, no Rio de Janeiro. Huet era surdo. Na época, o Instituto funcionava como asilo, no qual só eram aceitas pessoas do sexo masculino que vinham de todos os pontos do país, muitas delas abandonadas pelas famílias. Depois, o nome do Imperial Instituto foi mudado para Instituto Nacional de Educação para Surdos (Ines). Hoje é um órgão do Ministério da Educação.

Por isso, o 26 de setembro é o Dia Nacional do Deficiente Auditivo. A data internacional é no dia 30. Mas temos ainda o 10 de novembro como o Dia Nacional de Combate à Surdez. Interessante: essa data também é o Dia da Indústria Automobilística.

No Brasil, o total de surdos varia, de acordo com fontes diversas, entre 2,25 milhões e 5,7 milhões (cerca de 2% a 3% da população). Segundo a Feneis (Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos) seriam 4 milhões. Fala-se em 480 mil no Estado de São Paulo e em 150 mil na cidade de São Paulo. A surdez é o quarto maior tipo de deficiência no Brasil.

Surdo ou deficiente auditivo?

A maneira de se dirigir ao surdo, assim como a outros deficientes, é controversa e tem despertado certa ira dos politicamente corretos. Como já escrevi em 9 de maior de 2005, Dorina Nowill é uma das pessoas mais credenciadas para falar sobre cegos. Por sinal, a Fundação Dorina Nowill para Cegos completou 63 anos em 11 de março de 2009.

Numa conferência em São Paulo, há cerca de oito anos, ela contou: "Quando eu era criança, diziam que eu tinha um problema na vista. Quando mocinha, diziam que eu não enxergava. Hoje, criam expressões, como 'portadora de deficiência visual', para descrever pessoas como eu. Já pensaram se estou na rua, querendo tomar o ônibus, e digo para outra pessoa: 'Por favor, pode me avisar quando passar o ônibus para a avenida Paulista? Sou portadora de deficiência visual'. O que eu tenho que dizer é que sou cega mesmo e pronto". E deu uma risada gostosa, acompanhada de toda a platéia. De forma simples e direta, Dorina Nowill mostrou que um dos piores problemas para os cegos é a maneira de se dirigir a eles.

Como também escrevi na época, desde cedo, o cego deve ser orientado a desenvolver e utilizar ao máximo o olfato. A identificação e a localização de odores (alimentos, remédios, flores) permitem maior domínio do ambiente, facilitando o reconhecimento de farmácias, restaurantes etc., bem como prevenindo situações de risco - cheiro de gás, gasolina, queimado. O paladar também é importante. A percepção gustativa permite reconhecer alimentos com os principais sabores: doce, amargo, salgado, ácido etc.

Triagem não é obrigatória

A triagem universal para o diagnóstico da surdez em recém-nascidos não é obrigatória no Brasil. Mas o diagnóstico da perda auditiva, nos primeiros meses de vida, é fundamental para o desenvolvimento e integração da criança segundo especialistas.

Quando se percebe que uma criança de até seis meses de idade tem problema auditivo é mais fácil o tratamento e o seu desenvolvimento em relação às com diagnóstico tardio. As melhorias são visíveis não apenas em relação ao aperfeiçoamento da linguagem e assimilação de conhecimento, como também no que diz respeito à integração social.

Havendo indícios de problemas de visão numa criança, deve ser imediatamente desenvolvido um programa de estimulação visual, de forma integrada às demais funções: sensório-motoras, cognitivas, psicoafetivas e sociais. Assim, a criança será motivada a usar o resíduo visual com eficiência, garantindo futuramente a autonomia, independência e adequação social dela.

No filme "Ray", sobre Ray Charles, é impressionante a cena da mãe falando que ele, então com cerca de dez anos, vai ficar cego, mas que isso não deve impedi-lo de fazer nada. E ela começa incentivando-o a fechar os olhos para ir se acostumando, a usar as mãos e desenvolver os outros sentidos para saber orientar-se e agir.

* Com Lucila Cano

Fonte – UOL Educação

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Universidades federais manifestam apoio ao Enem e ao MEC

User photo not available Saturday, 17 October 09 - 07:52 AM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Notícias - Educação

O presidente da Andifes disse que federais farão o esforço necessário para adequar seus calendários à prova

Elder Ogliari, da Agência Estado

PORTO ALEGRE - ssociação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) emitiu nota de apoio ao Ministério da Educação e ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ao final de uma reunião de dois dias, em Porto Alegre, nesta sexta-feira, 16.

O texto diz que a entidade "vem a público externar a sua total solidariedade às políticas públicas do Ministério da Educação, notadamente neste momento em que atos danosos atentam contra a seriedade e a responsabilidade do processo seletivo para ingresso no ensino superior em nossas instituições, que buscam, incansavelmente, desenvolver políticas e ações que primam pela transparência, zelo e compromisso social no contexto da autonomia defendida e praticada em cada uma das nossas universidades".

Segundo o presidente da Andifes, Alan Barbiero, os reitores demonstraram que as universidades federais farão o esforço necessário para adequar seus calendários ao uso do resultado do Enem. As adaptações dependerão do processo seletivo e das datas de cada instituição. Algumas podem passar a considerar a nota do exame como componente da segunda, e não mais da primeira, fase de classificação. Outras, como é o caso da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, podem usar somente a nota das questões objetivas do Enem, sem o resultado da redação.

Na Universidade do Tocantins 75% das vagas serão preenchidas com a classificação do vestibular e as demais com as notas do Enem.

As provas, que serão aplicadas a mais de 4 milhões de estudantes, estavam prevsitas para o início de outubro mas tiveram que ser adiadas para dezembro, depois que O Estado de S. Paulo revelou que o exame tinha vazado. Cinco pessoas já foram indiciadas pela Polícia Federal.

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Fraude do Enem 2009: veja quais são os direitos dos candidatos

User photo not available Saturday, 03 October 09 - 07:27 AM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Notícias - Educação

Karina Yamamoto - Editora de UOL Educação

Os mais de 4,1 milhões de estudantes que fariam a prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2009 neste sábado (3) e no domingo podem, no mínimo, pedir o dinheiro da taxa de inscrição (R$ 35) de volta se desistirem de participar da avaliação.

"Taxa de inscrição não tem dúvida [de que é possível reaver]", afirma o advogado Braz Martins Neto, presidente da comissão que organiza o Exame da Ordem da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São Paulo.

O advogado Anis Kfouri Jr, presidente da comissão de serviços públicos da OAB-SP, complementa que "se [for possível] comprovar prejuízo físico ou material", o causador desses danos deve reembolsar os valores ao candidato prejudicado. Por exemplo, se algum estudante já havia viajado para o local da prova antes de ser surpreendido pelo cancelamento do Enem 2009, ele pode pedir que os custos de viagem (transporte e hospedagem) sejam ressarcidos. E a conta vai para o responsável pelo cancelamento da prova - por enquanto, não se sabe quem é o culpado. A Polícia Federal já abriu inquérito para apurar.

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MEC ainda não sabe o que fazer com Enem

User photo not available Saturday, 03 October 09 - 07:18 AM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Notícias - Educação

da Folha Online

Sem saber o que fazer para realizar o Enem o mais rápido possível, o MEC (Ministério da Educação) cobrou nesta sexta-feira do consórcio responsável pela prova explicações sobre o vazamento do exame e de falhas na segurança, informa reportagem de Marta Salomon e Larissa Guimarães para a Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

Um dia após cancelar o Enem por conta da fraude, o MEC diz que na segunda-feira responderá se há condições de realizar o exame em novembro e quais medidas extras de segurança serão adotadas para evitar novo vazamento. No início da semana, o ministro Fernando Haddad (Educação) também se reunirá com os reitores de instituições que escolheram o Enem como critério de seleção de candidatos.

Aproximadamente 4 milhões de alunos se inscreveram para o exame que seria realizado neste final de semana. Não está descartada a hipótese de o Ministério da Educação cancelar o contrato de R$ 116 milhões com o consórcio Connasel, liderado pela Consultec.

O problema é que, caso rompa o contrato, não haverá tempo para fazer nova licitação e há o risco de não haver empresas interessadas em um contrato emergencial --o prazo exíguo para organizar o exame foi uma das principais críticas feitas ao MEC.

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Atividades extracurriculares melhoram auto-estima

geography8.gif Sunday, 06 July 08 - 08:25 AM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Notícias - Educação

Uma lei aprovada pelo Congresso Nacional institui o ensino da música nas escolas públicas do ensino básico. A medida só aguarda a sanção presidencial para entrar em vigor. No Rio de Janeiro, uma lei aprovada pela Assembléia Legislativa estabelece o ensino do xadrez em todas as unidades escolares da rede estadual de ensino.

As duas medidas introduzem no processo de aprendizado atividades extracurriculares, amplamente defendidas por educadores. A sociabilização e o aumento da auto-estima das crianças e dos adolescente são os principais benefícios das atividades extracurriculares, destaca a presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPP), Quézia Bombonatto.

"A criança que não consegue se sair bem nas disciplinas do currículo formal fica com a auto-estima ruim diante do grupo. Mas ela pode se sair muito bem nas outras atividades e isso se torna um motivo de inserção", aponta a pedagoga. A lei federal ainda não entrou em vigor, mas no Centro de Ensino Fundamental 03 do Guará, no Distrito Federal, os alunos já têm aula de canto e coral, teoria musical, percussão corporal e banda marcial. Há 14 anos a escola desenvolve o projeto, e segundo a professora Sunamita Vilela, muitos ex-alunos se tornaram músicos profissionais e se apresentam até no exterior. "Muitos hoje tocam em orquestras pelo país e fora dele. A gente quer ingressar esse aluno no mercado de trabalho, e a nova lei pode ajudar nesse sentido", disse. Para o diretor do centro de ensino, Jairo Peixoto, além de uma oportunidade profissional, as aulas de música trabalham outros aspectos da formação do indivíduo. "Ela trabalha a memorização, o cognitivo, mas também a disciplina. A motivação e a alegria de estar na escola também são diferentes quando existe um trabalho como esse", disse. A aluna Paula Batista, 14 anos, é um exemplo desses efeitos. Como a permanência na banda marcial está vinculada ao bom desempenho em outras disciplinas, ela diz que se dedica mais aos estudos. "Nunca tinha estudado música antes e acho legal porque em outras as escolas não têm isso, é chato. Quando tem essas outras aulas a gente fica com mais vontade de vir para a escola", disse. Segundo a professora da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB) Stella Bortoni, a música, o xadrez e outras atividades artísticas e esportivas permitem uma formação integral do estudante. "Você está formando um cidadão de uma maneira mais plena, mais completa." Bombonatto destacou ainda que as atividades extracurriculares permitem também a promoção cultural. "Ela pode ser uma ferramenta muito útil na inclusão social da criança, inclusive cultural, porque às vezes vai ser só na escola que ela vai ter contato com aquele tema", disse.

Agência Brasil



Participação de avós em educação beneficia crianças, diz estudo

geography8.gif Wednesday, 04 June 08 - 09:42 PM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Notícias - Educação

BBC Brasil.com

Crianças crescem mais felizes e ajustadas quando os avós desempenham um papel importante em sua educação, segundo um estudo realizado por cientistas da Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha.

A coordenadora do estudo, Ann Buchannan, disse que a proximidade entre netos e avós é benéfica para as crianças e cada vez mais comum diante da atribulada rotina de trabalho dos pais.

"O que foi especialmente interessante foi identificar a ligação entre a presença dos avós e o bem-estar das crianças", disse Buchannan.

"E só proximidade não basta; apenas os avós que participaram de verdade na educação é que provocaram um impacto positivo em seus netos", afirmou a pesquisadora.

Divórcio

Os pesquisadores acompanharam mais de 1,5 mil crianças e adolescentes, de 11 a 16 anos, cujos avós substituíam os pais na realização de algumas tarefas diárias.

Eles observaram que os avós foram muito importantes ao ajudá-los a superar dificuldades do dia-a-dia, como implicância de colegas da escola, aconselhá-los sobre qual universidade escolher e planejar o futuro.

A pesquisa apontou também que os avós podem ajudar as crianças a superar traumas, como o divórcio dos pais.

"Em épocas de separações dos pais muitos avós desempenharam um papel importante ao trazer conforto aos netos e estabilidade a toda família", disse Eirini Flouri, do Instituto de Educação de Londres, que participou do estudo.

De acordo com o trabalho, quase um terço das avós maternas tomam conta dos netos regularmente na Grã-Bretanha e quatro em cada 10 o fazem esporadicamente.



Português é menos influente do que falado, diz estudo

geography8.gif Wednesday, 21 May 08 - 07:02 PM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Notícias - Educação

LUSA Da Redação

Lisboa - A influência da língua portuguesa no mundo não corresponde ao seu número de falantes, conclui um estudo encomendado pelo governo português. A pesquisa constatou também a dispersão da política da língua e o fraco empenho dos sucessivos governos portugueses na sua promoção.

O estudo foi encomendado pelos ministérios da Educação e das Relações Exteriores ao reitor da Universidade Aberta de Portugal, Carlos Reis.

Em declarações à Agência Lusa, Carlos Reis afirmou que as conclusões finais só serão alcançadas no final de maio, mas disse que já foi possível tirar conclusões preliminares. "Existe uma grande disparidade entre o universo falante de português e a efetiva influência internacional da língua portuguesa", afirmou o professor, destacando que "somos mais de 200 milhões de falantes".

Carlos Reis adiantou que o estudo foi iniciado em fevereiro e teve como base documentos sobre o ensino da língua no exterior recolhidos com o Parlamento português, com a Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento e com a Fundação Calouste Gulbenkian.

Além do Instituto Camões e do Conselho das Comunidades Portuguesas, o reitor da Universidade Aberta contatou também alguns coordenadores do ensino de português no exterior - Suíça, Reino Unido, Espanha e África do Sul.

Promoção do idioma

Sobre a promoção da língua portuguesa, Carlos Reis sublinhou que "se fazem muitas coisas bem", mas "muitas vezes de uma maneira dispersa". "Tem de haver uma racional articulação dos esforços", disse o reitor, defendendo que, "com o mesmo dinheiro", poderia se fazer um ensino muito melhor.

Carlos Reis concluiu ainda que, "até agora, não houve um efetivo envolvimento [dos governos portugueses] nesta matéria". "Ainda não houve uma efetiva vontade política de manter uma política de língua séria e credível", afirmou.

"Aparentemente, há agora essa vontade política de ir além da retórica", acrescentou o professor, que sublinha que, "coincidência ou não", essa vontade surge "no momento em que também o Brasil aposta muito na política de língua".

"É uma causa comum e só temos vantagens em entender que é preciso fazer uma aliança estratégica com países de língua portuguesa", defendeu.

Difusão em outros países

No início do mês, o ministro português das Relações Exteriores, Luís Amado, anunciou que o primeiro-ministro, José Sócrates, apresentaria até o final de maio uma nova estratégia para a promoção da língua e da cultura portuguesa em outros países.

De acordo com o ministro, o anúncio vai "antecipar a cúpula da CPLP [Comunidade dos Países de Língua Portuguesa], prevista para julho, em Lisboa", cujo tema "é precisamente a língua portuguesa".

Segundo Luís Amado, a nova estratégia de Portugal já tem financiamento garantido pelo orçamento do país e "já está sendo trabalhada" pelos ministérios das Relações Exteriores, da Cultura e da Educação.

Em linhas gerais, ela vai contemplar "vários aspectos da política do governo a desenvolver nos próximos anos", como "a ratificação do acordo ortográfico, um reforço do ensino da língua portuguesa a estrangeiros e às comunidades portuguesas e uma expansão desse ensino através, por exemplo, dos programas de ajuda ao desenvolvimento".



Identifique se seu filho é agressor ou vítima de bullying na escola

geography8.gif Thursday, 15 May 08 - 10:59 AM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Notícias - Educação

Bruno Aragaki Em São Paulo

Pouco antes do horário de ir à escola, a criança diz que tem dor de barriga e pede para faltar. Em casa, não desgruda da Internet. Senhor pai ou responsável: pense duas vezes antes de castigar seu filho ou chamá-lo de preguiçoso. Você pode ter uma vítima de bullying em casa.

O termo vem do inglês "bully" (pronuncia-se 'búli'), que se refere a pessoas que intimidam, agridem ou se aproveitam de outras pessoas - o seu filho, por exemplo.

Seu filho sofre bullying? Então:.

- Não diga para "deixar para lá" - ou ele pode não mais contar problemas que tenha;

- Converse com a direção da escola, se o problema for lá;

- Se não resolver, faça boletim de ocorrência em delegacia de polícia;

- Se a ofensa for pela Internet, imprima a página e leve ao Ministério Público;

- Estimule que seu filho conte como foi o dia na escola.

Um dos desafios para a identificação do bullying é o fato de muitas dessas práticas serem aceitas como meras brincadeiras por pais e professores - crianças que se dão apelidos, gozações e chacotas com suas características.

"O que muitos pais não percebem é que, não raramente, essas 'brincadeiras' fazem mal à criança. Em casos extremos, leva ao suicídio", diz a pedagoga Cleo Fante, especialista em bullying.

Segundo a educadora, a popularização da Internet entre adolescentes e crianças é outro fator que contribui para o aumento do bullying, "já que no mundo virtual as pessoas não precisam dar as caras".

Os casos de cyberbullying, praticados pela Web, são tão "prejudiciais para as crianças quanto o bullyings tradicional", afirma Fante.

Como agir diante do bullying

No mundo real ou virtual, o problema requer atenção de pais e professores.

"Um dos maiores erros é menosprezar o sofrimento da criança. Não se deve dizer para o filho deixar isso para lá", diz Fante.

"Há pais que dizem 'eu também passei por isso', o que não justifica o sofrimento da criança. Além do mais, cada indivíduo encara as dificuldades de maneira diferente", diz.

Se a escola é o local em que a criança sofre a intimidação, os pais devem entrar em contato com professores e diretores, que devem coibir esse tipo de ação entre os estudantes.

"É preciso também estimular a auto-estima dos pequenos. As maiores vítimas são as crianças tímidas, que não conseguem se defender e exigir que os colegas parem com a brincadeira. Os pais devem incentivar a criança a fazer isso, sem estimular a violência", diz Fante.

"A criança deve conseguir dizer com firmeza: 'eu não quero brincar', 'eu não sou isso que você está dizendo'. Brigar com o filho vítima de bullying não dará a coragem que a criança precisará para ser firme", explica a pedagoga.

Como identificar o bullying

Muitas vítimas de bullying sofrem caladas, "por vergonha, por acharem que são culpadas ou até merecem os apelidos, ou por falta de oportunidade de diálogo", aponta Cleo Fante.

Cabe, então, a pais e professores a tarefa e identificar se há algo de errado na vida social da criança ou mesmo do adolescente.

"Só consegue notar diferenças quem acompanha o cotidiano do filho. É esse o primeiro passo: ver se a criança está mais irritada, nervosa ou triste que o normal", aponta Fante.

No caso de vítimas de cyberbulling, a compulsão por utilizar a Internet é outra característica.

Filhos "valentões"

Se o seu filho não é vítima de bullying, ele pode ser ainda, um desses agressores - comportamento que também merece atenção e cuidado dos pais.

"Dependendo da gravidade do ato, o menor pode ser internado para serem aplicadas medidas sócio-educativas", explica o promotor de Justiça Criminal, Lélio Braga Calhau, de Minas Gerais.

No caso de bullying pela Internet - caso a criança ou adolescente espalhe mentiras que ofendam algum colega -, o pai ou quem permitiu o acesso ao computador também pode ser penalizado.

"Alguém que seja negligente com um crime pode também ser responsabilizado, de acordo pelo código penal. Na área cívil, pode haver processos por danos morais e a família ser obrigada a pagar indenizações", diz Calhau.

Para identificar se o seu filho está intimidando outras crianças, a pedagoga cita algumas características comuns aos agressores: "os jovens que praticam bullying costumam ser hostis, usam força para resolver seus problemas e são intolerantes".

Os pais não devem elogiar nem estimular os filhos briguentos e valentões. Devem conversar e, se necessário, procurar ajuda de profissionais especializados, como psicólogos.



Conferência: ensino à distância não é o melhor para professor

geography8.gif Thursday, 17 April 08 - 09:28 PM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Notícias - Educação

A educação à distância deve ser usada como ferramenta de formação continuada de professores, mas não como formação inicial. A afirmação foi feita hoje pela vice-presidente da Internacional da Educação, professora Juçara Maria Vieira, na 1ª Conferência Nacional da Educação Básica (Coneb).

"Não há preconceito com a educação a distância. Como formação continuada, é uma ferramenta excelente, mas a formação inicial do professor precisa ser humanizada você não vê outras profissões ditas de maior prestígio, como Medicina, Direito e Engenharia, com cursos de graduação a distância", afirmou Juçara.

O tema foi também exposto em um dos oito colóquios da manhã de hoje. A coordenadora do Laboratório de Estudos sobre Tecnologias da Informação na Educação da Universidade Federal do Mato Grosso, Kátia Mosorov, uma das expositoras, defendeu a integração entre a formação presencial e a não-presencial.

"Os programas de educação a distância precisam garantir, necessariamente, também recursos humanos capacitados, bibliotecas, laboratórios e outros materiais, além de encontros presenciais voltados para a prática pedagógica, e não para a avaliação", disse a professora.

Para Mônica Gardelli, especialista em educação a distância da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), se o documento-base da Coneb prevê o uso da metodologia de formação a distância para aperfeiçoamento, é necessário que o estudante tenha contato com as plataformas virtuais ainda na graduação.

Mônica ressaltou, porém, que a educação a distância não pode ser desconsiderada em nenhum momento da educação do professor. "Ela é bem-vinda, desde que não seja na formação inicial, mas o futuro professor precisa ser preparado já no começo. É preciso haver etapas que incluam a experiência da metodologia a distância durante a graduação", afirmou.

Agência Brasil



Sistemas atuais de avaliação não garantem qualidade do ensino, critica especialista

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By Master Santucci in Notícias - Educação

Amanda Cieglinski  - Repórter da Agência Brasil

Brasília - Durante a abertura dos trabalhos do terceiro dia da 1ª Conferência Nacional da Educação Básica (Coneb), o professor da Universidade Federal de Goiás Luiz Fernandes Dourado criticou os atuais sistemas de avaliação do ensino no país. Segundo ele, as políticas baseiam na formação de rankings.

Na opinião do professor, as avaliações são “muito ligadas somente ao rendimento dos estudantes”. Para garantir uma educação de qualidade, ele defende que o sistema precisa ser mais amplo, integrado e dinâmico.

“Elas devem possibilitar processos de avaliação institucional, de auto-avaliação da escola”, disse Dourado, que tem doutorado em educação.

Para o professor, os sistemas de avaliação de hoje acabam criando distorções como a premiação financeira de professores pelo bons resultados de seus alunos, prática que, segundo ele, ocorre em alguns estados.

“Isso acaba referendando uma lógica de competição, de disputa interior que não contribui para uma construção articulada de um sistema de ensino. Um piso salarial nacional é importante para garantir condições objetivas e eliminar todos esse penduricalhos”, defendeu.



Brasil está longe de universalizar acesso à educação, diz especialista

geography8.gif Saturday, 29 March 08 - 07:36 AM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Notícias - Educação

Luana Lourenço - Repórter da Agência Brasil

Brasília - O Brasil ainda está longe de alcançar resultados suficientes em relação a políticas educacionais, principalmente para a educação infantil. A avaliação é do coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, ao analisar os Resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada hoje (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com a Pnad, 14 milhões de brasileiros com até 17 anos de idade estavam fora da escola ou creche em todo o país, a partir de dados de 2006. “Esse dado deflagra um problema de interpretação de alguns especialistas que apontam que o Brasil já resolveu o problema de acesso à educação. O país está longe de conseguir universalizar o acesso”, aponta.

Na avaliação de Cara, a educação infantil ainda é o maior gargalo das políticas públicas do setor. Os números da Pnad revelam que o aumento no percentual de crianças com até três anos de idade que freqüentavam creches entre 2004 e 2006, de 13,4% para 15,5%, está bem abaixo da meta do Programa Nacional de Educação (PNE), aprovado em 2001. Pelo plano, 30% da população de até três anos de idade deveria estar na escola em 2006.

Os problemas, segundo Cara, devem-se principalmente à municipalização do serviço com o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), substituído a partir deste ano pelo Fundo Nacional de Educação Básica (Fundeb).

“Os municípios não conseguiram expandir as suas redes de educação infantil: é urgente a necessidade de fortalecimento dos programas de apoio da União em relação aos municípios, tanto em termos de recursos como de assessoria técnica”, sugere.

Para o consultor em educação e representante da Organização Mundial para Educação Pré-Escolar (Omep), Vital Didonet, o crescimento de 1,75% em relação a 2004 deve ser considerado um avanço diante da “relação de eterno descaso que a creche sempre teve nas políticas públicas de educação”. No entanto, na avaliação de Didonet, falta aos governos e à sociedade brasileira valorizar mais o papel da educação nos primeiros anos de vida como parte fundamental da formação do estudante.

“Falta compreensão de que essa faixa de idade é a fundamental. A aprendizagem é continua, mas é progressiva, vai se construindo sobre etapas anteriores. Se a primeira etapa não for bem atendida, a segunda já começa com dificuldades, com alunos que reprovam facilmente, que precisam de reforço, por exemplo”, argumenta.

Os especialistas também defendem a formulação de políticas de educação mais concentradas na redução das desigualdades regionais e na qualificação de professores.



Professor precisa trabalhar mais 10 anos para tornar justa sua aposentadoria

geography8.gif Wednesday, 19 March 08 - 07:46 PM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Notícias - Educação

Alan Meguerditchian

Começar a carreira aos 25 anos e encerrá-la aos 50. Com base na expectativa de vida média dos brasileiros, um professor nessa situação pode aproveitar cerca de 30 anos de aposentadoria, com um benefício mensal de valor igual ao último salário recebido.
Segundo os economistas presentes no Seminário Educação e Previdência (In)Justa?, que aconteceu hoje (19) na faculdade Ibmec em São Paulo (SP), este é o exemplo típico da trajetória dos docentes das redes públicas de ensino de São Paulo e do Rio Grande do Sul. Para os especialistas, entretanto, mais do que um benefício, a aposentadoria nessa condição caracteriza-se como privilégio, não somente entre os professores, mas também entre militares, políticos e servidores públicos.

De acordo com os cálculos apresentados pelo economista e doutor pela Universidade de Cambridge José Cechin, uma professora acaba recebendo durante as três décadas de aposentadoria o benefício mensal de R$ 1.548, que ao final desse período soma um total de R$ 328 mil. A contradição, no entanto, deve-se ao fato de que durante os 25 anos na ativa a professora contribuiu com R$ 166 mil para o sistema previdenciário.

Para chegar a essa conclusão os economistas partiram do conceito de valor justo - quantia total da aposentadoria que, até a morte, soma exatamente o valor real das contribuições do trabalhador. Um exemplo é o déficit observado na Previdência Social brasileira em 2007 que foi de R$ 133 bilhões, sendo que R$ 88 bilhões foram causados pelos servidores públicos, que geraram um gasto de R$ 104 bilhões e só contribuíram com R$ 16 milhões.

Como saída, Cechin disse que o país precisa encontrar uma maneira de conseguir gastar menos com a previdência, sem aumentar o valor da contribuição do professor. “Não concordo com o argumento da insalubridade ou das péssimas condições de trabalho. Assim, ao invés de pensar em aumentar os recursos ou valores da contribuição, uma saída seria aumentar o tempo de serviço dos docentes. Não vejo nenhum prejuízo em aumentar em 10 anos o tempo de serviço mínimo para se aposentar”, disse.

Para justificar, o economista deu exemplos de como sua sugestão deixaria o valor do benefício mais próximo do justo. “Uma professora que inicia a carreira aos 28 anos e se aposenta com 63 contribuirá por 35 anos e terá uma expectativa de vida de mais 20,2 anos. Seu último salário seria de R$2.177, bem próximo do justo, já que o montante de sua contribuição resultaria num benefício de R$ 2.013”, explicou, dizendo que a soma das contribuições de uma professora durante os 35 anos de magistério seria de R$ 344 mil e o valor do benefício, caso a professora chegue aos 83 anos de idade, seria de R$373 mil.  

“O tema da previdência sempre é delicado e quando envolve os professores ele se torna mais sensível ainda. Quando toco no assunto, sempre recebo reclamações e argumentos como: sofro ameaça de morte; é o inferno na Terra; se o Estado não me dá condições de trabalho, tenho que aposentar mais cedo”, lembrou o economista, mestre pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Fabio Giambiagi, que buscou estimular o debate, mas lembrou que “olhar para o próprio umbigo” não resolverá o problema. “A aposentadoria é uma válvula de escape, mas a situação é grave e só será modificada quando o governo se empenhar”, completou.

A rede gaúcha, por exemplo, tem 87 mil professores ativos, que custam cerca de R$ 103 milhões , e 71 mil inativos e pensionistas, que custam R$ 109 milhões. “Com os direitos adquiridos, os inativos recebem um benefício médio maior (R$1.541) do que os salários dos ativos (R$1.183)”, explicou Cechin.

“Comparado aos outros países, o Brasil não apresenta uma população idosa tão numerosa, mas gasta como tivesse. Essa situação é insustentável, pois imagina quando a população realmente envelhecer”, concluiu Cechin.

Fonte: Portal Aprendiz



Professor: fundações de apoio são "poder paralelo"

geography8.gif Wednesday, 27 February 08 - 07:50 PM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Notícias - Educação

Criadas com o objetivo de driblar a burocracia imposta aos órgãos públicos a fim de dar mais agilidade ao repasse de recursos para projetos de pesquisa e inovação científica, as fundações privadas de apoio acabaram ganhando vida própria e se tornando um instrumento de poder dentro das universidades brasileiras. É o que afirma o ex-presidente da Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (AdUnb), professor Paulo César Marques.

"Com o tempo, as fundações adquiriram uma personalidade própria e se transformaram num mecanismo de poder, porque ela tem recursos, dinheiro, e o que a fundação recebe como taxa de administração é um montante razoável, isso acaba sendo usado com critérios que são da fundação, mas não da instituição", disse Marques.

O professor presidia a associação na época em que foi realizado um estudo sobre o papel das fundações de apoio junto à UnB, nos anos de 2003 e 2004. Ele afirma que durante muito tempo essas entidades não foram adequadamente monitoradas pelos conselhos superiores das instituições de ensino. Assim, chegam a negociar contratos de serviços sem nenhum vínculo com os interesses da universidade, o que contraria o Decreto 5.205/04, que regulamenta as fundações.

Segundo Marques, também são os interesses das fundações que orientam a destinação dos recursos para pesquisa, ignorando o mérito dos projetos desenvolvidos nas instituições.

"O principal da nossa discussão, da contestação sobre a atuação das fundações, não é o aspecto estritamente legal, mas a falta de critério acadêmico, de mérito de pesquisa para a utilização de recursos. Então, se a fundação ganha essa autonomia e tem recursos para decidir onde vai alocar, ela se transforma em um poder paralelo aos mecanismos da autonomia universitária", afirmou.

Ele citou o exemplo de fundações que utilizam o vínculo com universidades para fechar contratos com a dispensa de licitação garantida por ser uma entidade sem fins lucrativos muitas vezes sem o conhecimento da instituição apoiada, mas se apresentando como representante dela.

"Uma vez ganho esse contrato, a fundação contrata pessoas, técnicos no mercado, muitas vezes sem o conhecimento da universidade que ela deveria apoiar, com isso, a fundação usou o nome da universidade e depois atuou como qualquer ente de consultoria no mercado", disse Paulo César Marques.

Para o professor, a solução seria a autonomia universitária, o que daria à instituição condições de realizar pesquisas sem depender das fundações. "Porque as fundações adquirem essa vida própria e acabam se tornando um ente nocivo à atividade de pesquisa, de produção de conhecimento da universidade", afirmou. Atualmente, existem no Brasil 111 fundações de pesquisa credenciadas pelo Ministério da Educação (MEC).

Agência Brasil



Os salários dos professores brasileiros são bons?

geography8.gif Monday, 25 February 08 - 08:54 PM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Notícias - Educação

Duas pesquisas inéditas registraram melhoras nos salários de professores da rede pública, informa reportagem publicada nesta segunda-feira (25) na Folha de S.Paulo. Uma delas, feita pelo Inep (instituto de pesquisa e avaliação do MEC) a partir da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, do IBGE), mostra que, de 2003 a 2006, o rendimento médio dos professores do setor público na educação básica aumentou 39%.

De acordo com o texto, a segunda pesquisa foi elaborada por Gabriela Moriconi, na Escola de Administração de Empresas da FGV-SP. Ela concluiu, com base em comparações entre salários de profissionais com as mesmas características, que, de 1995 a 2006, os ganhos dos professores da rede pública foram superiores aos das escolas particulares e aos de outros trabalhadores do setor público e privado.

Os salários para professores já podem ser considerados bons no Brasil?

Fonte: UOL Educação



Computador é de extrema relevância nas escolas, mas pode atrapalhar

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By Master Santucci in Notícias - Educação

Bruno Machado, JB Online

RIO - Em recente estudo do Ministério da Educação e Cultura (MEC), um grupo de pesquisadores analisou as últimas notas do Sistema de Avaliação do Ensino Básico (SAEB) e cruzou estas informações com dados das escolas públicas que possibilitam o acesso do aluno ao computador. A pesquisa mostra que os alunos que tem acesso ao computador nestas escolas estão atrasados em comparação com estudantes que estudam em escolas que não oferecem acesso ao computador. De acordo com os pesquisadores, uma das explicações para esta realidade, seria o fato de que a maioria dos professores não domina o computador tão bem quanto a garotada, utilizando a máquina para tarefas superficiais. Desta forma o aluno acaba acessando outros softwares, desviando a atenção dos estudos.

Salvo raríssimas exceções, crianças são fanáticas por computadores. Quando chega o momento de matricular a criança na escola, também parece natural levar em conta o número de computadores que cada uma disponibiliza para os alunos, dando prioridade para aquela que parece ser mais moderninha. Para entender esta questão, o JB Online conversou com a educadora Joaquina Lopes de Abreu, mestre em Educação e professora do curso de Pedagogia da Universidade Estácio de Sá, que afirma: - o computador pode ser de grande valia quando utilizado adequadamente.

JB Online - O número de computadores que a escola disponibiliza para os alunos deve ser levado em conta na hora de escolher uma escola?

Joaquina - Vivemos a realidade da escola modernizada, onde a globalização nos leva a mudanças que incluem o aparecimento de novas tecnologias e o desaparecimento de outras. A internet, através do computador, possibilita conectar eletronicamente aprendizes de vários pontos do planeta, onde os seres humanos encontram-se interligados em um mundo que penetra o cotidiano, modifica hábitos, comportamentos e valores. Assim, a escola não pode desconhecer essas novas tecnologias que permitem as gerações aprender a viver em um mundo eletronicamente constituído.

JB Online - Como o computador deve ser utilizado em sala de aula?

Joaquina - Embora muitas pesquisas sobre a utilização do computador no processo ensino-aprendizagem o condenem, justificando que este limita a capacidade criativa do aluno, a prática tem mostrado que o computador pode ser de grande valia quando utilizado adequadamente: dá liberdade de criação e expressão, além de propiciar emoção! Mas, como a máquina pode propiciar emoção? As crianças sentem alegria quando criam algo, e isso faz com que busquem realizar coisas cada vez mais complexas e bem-feitas.

Outro ponto importante trazido pela informática é a revalorização da imagem, do movimento, do som, da música e do jogo, pois a sala de aula sem os recursos audiovisuais e, especificamente, o computador não integrará a percepção dos aprendizes em suas diferentes formas, sendo incapaz de combinar raciocínio e imaginação, inviabilizando a possibilidade exploratória e criativa do material colocado à disposição daquele que aprende.

Pesquisas apontam ainda para o fato do computador ser facilitador do desenvolvimento natural da expressão simbólica da criança no uso de caracteres gráficos, fator importante na fase de alfabetização tanto de crianças como de jovens e adultos. Também será fator importante no desenvolvimento posterior do processo de leitura e da escrita, possibilitanto a superação de analfabetos funcionais: é aprender pela necessidade da comunicação, da troca e da sobrevivência, é possibilitar a inclusão social dessas pessoas.

Outra razão para que a educação não deixe de lançar mão desse recurso é que num tempo de inclusão, para muitas crianças infradotadas ( síndrome de Down, deficiente mental, autista e outros), o computador também é uma ótima ferramenta de construção do conhecimento. Como elas possuem dificuldades na coordenação motora, ao escreverem no papel, sua letra poderá se tornar ilegível. Assim, através do computador , palavras, frases, textos, desenhos, tornam-se decifráveis, uma vez que é o computador que apresenta o resultado da comunicação da criança com o mundo. O computador, torna-se, então, meio de igualdade, de expressão, onde essas crianças serão valorizadas pelas suas produções, bem como aceitas e inseridas na sociedade.

JB Online - Na sua opinião, a maioria dos professores sabe tirar proveito do computador na sala de aula?

Joaquina - Não basta que a escola tenha computadores para os alunos. Deve haver um esforço na formação e atualização dos professores, pois a tecnologia por si só não aumenta necessariamente o desempenho dos alunos, mas aumentará a capacidade do professor em prender a atenção dos educandos, já que nenhum equipamento por mais moderno ou programa de ponta substituirá um bom projeto educacional.

Por todas essas razões, considero que o computador é de extrema relevância na escola, bem como no desenvolvimento das competências e habilidades dos alunos, futuros profissionais de um mercado de trabalho cada vez mais exigente!



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