Comissão aprova execução obrigatória do Hino Nacional nas escolas
|
|
Sunday, 08 November 09 - 06:18 AM (GMT -04:00) By Master Santucci in Interdisciplinar |
|
Agência Câmara
A Comissão de Turismo e Desporto da Câmara aprovou na semana passada proposta que torna obrigatória a execução diária do Hino Nacional no início das atividades escolares. A regra, prevista no projeto de lei 4627/09, será válida para escolas dos níveis fundamental e médio.
A proposta define também outras ocasiões em que o hino deverá ser executado: abertura de sessões cívicas; início de atividades desportivas; início e encerramento das transmissões diárias das emissoras de rádio e televisão.
O relator, deputado Afonso Hamm (PP-RS), recomendou a aprovação da proposta, com emendas. Ele especificou as atividades esportivas em que o hino será tocado: aquelas organizadas por entidades coletivas que integram o Sistema Nacional de Desporto ou com a interveniência de órgãos da administração pública. O objetivo da mudança, explicou, é evitar que o hino tenha que ser executado em qualquer atividade, mesmo aquelas de natureza particular ou informal.
O relator suprimiu ainda trecho do projeto em que previa a mesma exigência para as cerimônias religiosas a que se associa sentido patriótico, por misturar Estado e religião, contrariando o espírito laico do Estado democrático brasileiro.
Para o autor da proposta, deputado Vital do Rêgo Filho (PMDB-PB), a execução do hino nessas ocasiões pode ampliar o conhecimento e a divulgação da letra e da música do hino.
Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Ensino fundamental
Em setembro, lei sancionada pelo vice-presidente no exercício da Presidência, José Alencar, determina que as escolas de ensino fundamental públicas e privadas de todo o país executem uma vez por semana o Hino Nacional.
A lei não prevê data e horário para a execução do hino, ficando a critério dos estabelecimentos de ensino. O projeto também não prevê punição a quem não cumprir a lei.
Fonte: Folha de S.Paulo
....................................
Veja o conteúdo da prova do Enem cancelada após suspeita de fraude
|
|
Saturday, 03 October 09 - 07:44 AM (GMT -04:00) By Master Santucci in Interdisciplinar |
|
da Folha Online
A prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) foi adiada nesta quinta-feira após o conteúdo do material vazar. O exame deveria ser aplicado neste fim de semana, com a participação de mais de 4,1 milhões de candidatos. Veja o gabarito e as questões da prova cancelada, divulgados pelo MEC (Ministério da Educação):
Veja a prova do 1º dia do Enem
Veja a prova do 2º dia do Enem
Segundo o ministro Fernando Haddad, o MEC já possui uma segunda prova do Enem para substituir o exame que vazou, mas o material ainda precisa ser impresso. A expectativa é que a prova aconteça dentro de
Reformulado neste ano, o Enem será a única forma de seleção em 24 das 55 universidades federais. O exame é usado por federais também para substituir a primeira fase do vestibular, para compor a nota e nas vagas que sobrarem, além de ser necessário para quem disputa uma bolsa do Prouni (Programa Universidade para Todos).
O vazamento da prova foi denunciado pelo jornal "O Estado de S.Paulo". Segundo a reportagem, o jornal foi procurado por dois homens que informaram ter recebido o material na segunda-feira (28) de um funcionário do Inep, órgão ligado ao MEC. Eles apresentaram a prova e pediram o pagamento de R$ 500 mil por ela.
O ministro da Educação afirmou também que o prejuízo com o vazamento da prova do Enem será de 30% do valor total do contrato, que custou R$ 116 milhões, segundo a pasta. Dessa forma, a perda estimada é de aproximadamente R$ 34 milhões - valor apenas das impressões. Não se sabe ainda quem deve assumir esse prejuízo.
.........................................
Aprender a aprender com a pedagogia de projetos
|
|
Saturday, 22 November 08 - 06:01 AM (GMT -04:00) By Master Santucci in Interdisciplinar |
|
Por que o ensino de algumas escolas é precário? Por que o aprendizado dos alunos não é satisfatório? Por que há uma certa impotência entre educadores e dirigentes do ensino? Por que temos uma massa de pessoas estudadas sem competência para pensar ou fazer uma tarefa minimamente complexa? Essas e outras questões são difíceis de responder, pela complexidade e por depender de vários fatores políticos, sociais e culturais. No entanto, iniciativas não faltam entre instituições e profissionais. Uma saída pode estar numa escola renovada, ou seja, numa instituição que considere o aluno como um participante ativo na construção de seu saber e não mero ouvinte do conteúdo repassado; que considere o que o estudante já sabe; que valorize o questionamento investigativo numa perspectiva interdisciplinar; em que o professor seja um condutor do aprender a aprender; em que o livro seja concebido como instrumento auxiliar e não como o detentor das informações corretas.
Foi pensando nessa escola renovada que o professor Jorge Santos Martins, especialista em Metodologia do Ensino Superior, elaborou o livro O trabalho com projetos de pesquisa: do ensino fundamental ao ensino médio, lançado pela Papirus Editora. Segundo o autor, “o objetivo primordial não é fornecer um kit pronto e acabado de ferramentas pedagógicas para serem usadas em sala de aula, mas pôr a seu alcance um conjunto de idéias sobre o trabalho investigativo feito pelos alunos, que poderá ser adequado a suas aulas, desde os primeiros anos escolares”.
Nas palavras de Martins, o método estratégico do livro poderia ser resumido da seguinte forma: “Não dar a resposta pronta, ou a solução aos problemas encontrados pelos alunos, mas orientá-los a investigar, alimentando-lhes o prazer de descobrir, pela pesquisa e pelo esforço, as respostas que querem.” Em outros termos, a obra é uma orientação para a “pedagogia de projetos”, concebida pelo filósofo e educador americano John Dewey e difundida no Brasil por Miguel Arroyo, nas escolas de Minas Gerais. Mas a abordagem de Martins vai além da “pedagogia de projetos”, adaptando-a aos métodos da ciência, visando a formação de um futuro universitário.
Mesmo olhando para uma prática em sala de aula, o autor não ignora uma visão histórica da educação para fundamentar a sua proposta. Faz uma retrospectiva do ensino tradicional, ou jesuítico, que “consistia em transmitir aos alunos conhecimentos que deveriam ser por eles memorizados e depois repetidos para o professor, para que este pudesse verificar o que eles haviam aprendido.” Depois, passa rapidamente por outras concepções brasileiras de educação até chegar ao ensino renovado, com três tipos de conteúdo: o saber conceitual, sobre alguma coisa; o saber procedimental ou o como fazer; e o saber ser, que assume novos comportamentos diante da aprendizagem. E além da preocupação sobre o que ensinar, essa renovação pedagógica também fica atenta para o como ensinar e o que mudar.
O aprender investigativo é examinado pelo autor desde o papel do professor e a organização do currículo até os fundamentos teóricos. A construção do conhecimentos em sala de aula, tanto no ensino médio como no fundamental, requer um planejamento, segundo o autor, ou seja, um projeto de trabalho que responda às seguintes questões: O que será pesquisado? Por que pesquisar? Para que pesquisar? Como pesquisar? Que resultados esperar?
Martins entende a pesquisa como “um instrumento pedagógico destinado a melhorar a qualidade da aprendizagem de certo conteúdo escolar”. Mas faz um alerta: “Não é só dizer façam a pesquisa — é preciso orientar os alunos para que a concretização da pesquisa se viabilize.” Para tanto, o livro traz um capítulo inteiro sobre o processo da pesquisa, desde o primeiro momento, com a escolha do tema, passando pelo desenvolvimento e execução dos trabalhos, até a finalização, com análise dos dados, deduções e destaque dos conhecimentos adquiridos. No último capítulo, o autor apresenta alguns projetos esquematizados com temas como cidadania, meio ambiente, trabalho etc.
Podemos dizer que o livro de Martins ensina a aprender por meio de projetos de pesquisa, mas sem abandonar as orientações dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), e sempre colocando o aluno no centro de todo o processo de aprendizagem. “A criança tem paixão inata pela descoberta e por isso convém não lhe dar a resposta ao que não sabe, nem a solução pronta a seus problemas; é fundamental alimentar-lhe a curiosidade, motivá-la a descobrir saídas, orientá-la na investigação até conseguir o que deseja”.
Ebenezer de Menezes, da Agência EducaBrasil
''Livro na escola não basta para formar leitores''
|
|
Wednesday, 20 August 08 - 06:15 PM (GMT -04:00) By Master Santucci in Interdisciplinar |
|
Vivian Lobato
“Em muitas escolas os livros ficam guardados em armários, em salas de leituras ou são poupados pelos professores. Isso dificulta o acesso para os alunos. As escolas também estão muito atreladas aos conteúdos programáticos. Uma rotina escolar deveria ter rodas de leituras de jornais, leitura de textos literários e leitura dedicada aos projetos didáticos”, disse a diretora de projetos especiais da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE) e uma das coordenadoras do projeto Ler e Escrever, da Secretária da Educação do Estado de São Paulo, Claudia Arantangy. Ela participou do debate “Livros na escola: basta para formar leitores?”, durante a 20ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.
A Bienal do Livro acontece entre os dias 14 e 24 de agosto, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, na capital paulista. O evento reúne 350 expositores nacionais e estrangeiros e espera receber um público superior a 800 mil visitantes.
Para modificar tal realidade, Claudia disse que o mais importante é mudar as rotinas das escolas, aproximando o aluno e o professor. “O contato com a leitura deve ser diário, o professor deve ficar atento. Precisamos dedicar mais tempo para a leitura dentro das instituições, sempre utilizando uma diversidade de gêneros textuais, para estimular o gosto e o prazer em ler”. Para isso, é preciso ter professores qualificados que estimulem e desenvolvam a leitura junto aos alunos.
Principais problemas
Para a coordenadora do Ler e Escrever, o grande problema é que muitas vezes a escola, ao invés de incentivar, desestimula a leitura, pois institucionaliza os conteúdos, descontextualiza e desvincula o assunto estudado da sua ação e/ou função social. “Quem, por exemplo, lê uma bula de remédio quando não se está doente? Ou quem hoje em dia pára para ler o jornal e analisa minuciosamente cada uma de suas partes? É preciso criar situações de uso, pois a prática deve estar mais integrada com a utilidade cotidiana”, explicou.
Os trabalhos e reuniões coletivos foram apontados como saídas possíveis, pois a troca pedagógica estimula novas estratégias e formas de trabalhar a leitura e os conteúdos com a classe. “É uma troca muito rica, pois se discute o fazer pedagógico. Compartilhando experiências, os professores conseguem sair da esfera do ‘criar’ para a do ‘acontecer’. A dificuldade de um, também pode ser a do outro, e juntos podem levantar soluções”, explicou.
Claudia também ressaltou a importância da formação dos professores na hora de formarem os futuros leitores, pois depende deles a forma de como interagir a leitura com outras práticas e com a vida cotidiana.
Para isso, é fundamental integrar uma comunidade de leitores compartilhando diferentes práticas culturais de leitura e escrita. “Formar uma comunidade leitora na escola, na cidade e na família. Quanto maior for essa comunidade maior será o número de leitores envolvidos”, explicou.
Para finalizar, Claudia ressaltou o papel da leitura na formação do cidadão. “A leitura é fundamental, pois com ela conseguimos defender nossas interpretações e tentar compreender o outro e o mundo. O livro nos ajuda a tomar posições diante da leitura realizada, faz nos questionarmos acerca das intenções e opiniões do autor, e com isso conseguimos refletir e formar nosso próprio pensamento”.
Dados
Segundo a pesquisa Retratos da Leitura que o Instituto Pró-Livro, os estudantes brasileiros lêem 7,2 livros por ano, mas 5,5 deles são didáticos ou indicados pela escola. Apenas 1,7 livro é lido por vontade e escolha própria. 46% dos estudantes do país dizem não freqüentar bibliotecas e apenas 17% afirmaram não gostar de ler.
Levantamento realizado em 2007 pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), a partir de dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), mostrou que apenas 15% das mais de 5 mil escolas estaduais paulistas têm bibliotecas. Por outro lado, o estudo indicou que 73% das escolas dispõem apenas de salas de leitura.
Fonte – Portão Aprendiz
Fazer lição de casa pode se tornar agradável
|
|
Monday, 18 August 08 - 09:41 PM (GMT -04:00) By Master Santucci in Interdisciplinar |
|
Pode até ser comum, mas não é o normal. Se a criança tem aversão à lição de casa, e fazê-la cumprir as obrigações escolares é tarefa penosa para os pais, alguma coisa certamente está errada, seja na rotina da criança ou mesmo nos métodos adotados pela professora em sala de aula. "Apesar de obrigatório, fazer a lição de casa deve ser um momento agradável", afirma a psicopedagoga Ana Cássia Maturano.
Através das atividades em casa, os pequenos podem, além de fixar o conteúdo aprendido em sala de aula, desenvolver noções de responsabilidade e organização. Por isso, antes de qualquer coisa, é necessário que os pais estabeleçam junto aos filhos uma rotina que dedique tempo tanto para o lazer quanto para as obrigações escolares.
"Estipular um horário para as lições é essencial", expõe a psicóloga Maria Rocha, diretora pedagógica de uma escola de educação infantil. "Para isso, é preciso estar atento ao ritmo da criança. Se ela estuda de manhã, o melhor horário para as lições é durante a tarde, depois de algum tempo de descanso".
Vale ressaltar ainda que a obrigação deve preceder a diversão. Além de funcionar como uma espécie de 'prêmio', a missão de tirar a criança de uma atividade prazerosa para fazer o dever é difícil e pode causar atritos desnecessários.
A opinião da criança sobre qual seria o melhor horário é importante, porque, segundo Ana Cássia, "quando ela participa das decisões, fica mais fácil, diante do não cumprimento, os pais cobrarem. O comprometimento é maior e não poderão dizer que são os pais que querem assim".
Uma vez estabelecido o horário, a criança deverá cumpri-lo obrigatoriamente. Neste momento, cabe aos pais apenas a supervisão. Em caso de dúvidas, podem ajudar através de 'dicas', mas nunca fazer a lição no lugar da criança. "Os pais que se informam sobre o conteúdo dado em sala de aula podem aplicá-lo ao cotidiano da criança para ajudar na fixação", sugere Maria. "Mas não devem, nunca, encobrir o pequeno: se a tarefa não foi feita, não podem incentivá-lo a inventar desculpas para a professora, por exemplo."
Entretanto, Maria alerta, se a criança tem apresentado muitas dificuldades no momento do dever de casa, os pais precisam voltar suas atenções para os métodos da escola. "A aprendizagem é função da escola. Se os pais precisam ensinar à criança tudo o que ela supostamente aprendeu em sala de aula, há alguma coisa errada".
As lições devem estar de acordo com o grau de compreensão da criança e, uma vez que "a carga horária na escola é pesada, não deve ser estendida em demasia dentro de casa", afirma Ana Cássia. "De todo modo, estudar é uma obrigação da criança e um hábito a ser desenvolvido". Inicialmente, é recomendável que ela dedique de
O recomendável às escolas é que a quantidade de deveres aumente gradativamente conforme a idade. Um bom modelo é o apresentado pela escola Escola de Educação Infantil Ápice,
Fonte - Terra Educação
Subsídios para a Gestão Pedagógica – Avaliação por objetivos
|
|
Sunday, 17 August 08 - 08:44 AM (GMT -04:00) By Master Santucci in Interdisciplinar |
|
Avaliação quantitativa X Avaliação qualitativa
A Avaliação existente na rede, fundada em conceitos alfabéticos, pelo menos teoricamente, visaria à qualidade e não à quantidade dos conteúdos aprendidos pelo alunado, quantidade essa, objeto da antiga Avaliação com base em conceitos numéricos, ainda profundamente arraigados na consciência do professor. Formalmente, os docentes, durante o planejamento, indicavam os objetivos dos conteúdos; contudo, deles muito se esqueciam, quando das avaliações ao longo do ano. Provavelmente, pela deficiente formação pedagógica na licenciatura, pelo excessivo número de classes, pela exigüidade de tempo para atividades extra-classe, pelo pequeno número de professores, participando de treinamentos e capacitações, o preparo e aplicação das avaliações deixavam a desejar.
Formalmente, os docentes, durante o planejamento, indicam os objetivos dos conteúdos; contudo, deles muito se esquecem, quando das avaliações ao longo do ano.
Tanto quanto nos era dado a observar, o docente, em média, selecionava, aleatoriamente, informações apresentadas nos conteúdos ministrados que, a seu ver, deveriam ter sido interiorizadas por todos os alunos para serem "devolvidas" nas provas, por meio de singelas questões interrogativas ou testes de múltipla escolha. Provas que demonstrariam o aprendizado de "muitas coisas", importantes ou não, posto que não estava claramente explicitada a "significância" dos conteúdos avaliados.
Na prática, as notas de
Avaliando por Conceitos Básicos
Os resultados de uma avaliação quantitativa, porém, quase sempre, são precários pela enorme incidência de conceitos negativos em cada classe. Que explicaria tantos resultados negativos? O fato de aquela massa de informações contidas na UNIDADE ser infactível de assimilação, em sua totalidade, ainda que importante para dar organicidade ao TEMA em estudo ao longo de um certo tempo.
Entendemos que as informações compondo a UNIDADE só serão passíveis de serem incorporadas
Daí a necessidade de os professores clarificarem os objetivos que pretendem alcançar ao prepararem a UNIDADE e, ato contínuo, trabalhá-los intensamente para avaliar o nível de aprendizado obtido, entendendo-se a AVALIAÇÃO apenas como diagnóstico da aprendizagem, detectando as falhas a fim de corrigi-las em seguida (Recuperação).
Os conceitos alfabéticos foram introduzidos para dar novo rumo à avaliação do desempenho do alunado, fixando, o professor, os objetivos a que se propôs ao desenvolver este ou aquele conteúdo nas diversas disciplinas. Objetivos entendidos como ALVOS a serem atingidos por meio de CONCEITOS BÁSICOS de cada UNIDADE e que não serão muitos, mas os NECESSÁRIOS à continuidade dos estudos, que virão ao longo do ano letivo.
Alguns exemplos de uma Avaliação com base
Cada disciplina terá sua especificidade na seleção dos ELEMENTOS ESSENCIAIS dos conteúdos. À guisa de ilustração, apresentaremos alguns exemplos de CONCEITOS BÁSICOS em algumas disciplinas, para demostrar que não é tão difícil implementar a avaliação por objetivos.
Comecemos por uma UNIDADE de História do Brasil: O Ciclo da Cana.
Atingir os objetivos pela incorporação dos CONCEITOS BÁSICOS dos conteúdos, implica o professor desenvolver estratégias motivadoras, envolvendo a classe, em um trabalho dinâmico, reflexivo e prazeroso, investindo nas potencialidades dos discentes.
O Ciclo da Cana engloba um longo período do Brasil-Colônia, entre, aproximadamente,
Pois bem, todos os fatos desse período seriam ESSENCIAIS para a continuidade dos estudos? Todos são importantes para a exposição da UNIDADE; contudo, ao final, deveriam ser fixados os CONCEITOS BÁSICOS, quais sejam: Conceito de Colônia, Mercantilismo, Latifúndio, Monocultura, Sociedade Estamental, Exploração Agrícola Extensiva, Ciclo Econômico, entre outros que, bem trabalhados, seriam factíveis de serem assimilados, assim como as NOÇÕES de ESPAÇO E TEMPO HISTÓRICO - a primeira, por meio de mapas; a segunda, por meio da confecção de uma LINHA DO TEMPO, na qual seriam assinalados: fatos, datas e personagens representativos do período. LINHA DO TEMPO elaborada para consultas sistemáticas, posto que seu manuseio ajudará, sobremaneira, a compreensão do processo histórico em estudo.
Por outro lado, a assimilação dos CONCEITOS BÁSICOS propiciará amplas discussões sobre problemas atuais da terra no Brasil (Invasões dos Sem Terra, Usineiros do Nordeste, etc.). O que significa trazer o alunado para a reflexão sobre a realidade que o cerca.
Vejamos uma UNIDADE DE ESTUDO de Geografia, como por exemplo: a "População Brasileira". Que CONCEITOS BÁSICOS SE-LECIONARÍAMOS nessa UNIDADE? Entre outros, conceitos de: População, Etnia, Migrações, Imigração e Emigrações, Ocupação do Espaço Geográfico, etc., tudo convergindo para a compreensão da realidade brasileira nas relações "homem transformando a natureza".
Analisemos, agora, Língua Portuguesa, com suas especificidades num trabalho por objetivos. Os objetivos
A aprendizagem das regras gramaticais somente apresentará resultados em situações reais de aplicação, dentro de um contexto. Daí a importância da AUTO-AVALIAÇÃO das redações, a partir da qual o professor poderá desenvolver os fundamentos da Língua. Simplificando: o professor colocará na lousa a redação de qualquer aluno, tal qual foi redigida e com a classe irá detectando os problemas apresentados, chamando o aluno à participação na solução dos mesmos (uma das estratégias, haverá outras criadas pelo professor, fazendo com que os alunos visualizem os seus erros) (VIDE MATÉRIA SOBRE ERRO NESTE JORNAL).
A tentativa de levar o aluno a memorizar regras gramaticais, sem vinculação com o fazer de redação, sob muitos aspectos, cria nele uma verdadeira ojeriza pelo estudo da Língua. Já o processo de descoberta propiciado pela auto-avaliação das redações, estabelece operações mentais, levando à incorporação dos CONCEITOS BÁSICOS da gramática.
O preparo criterioso da UNIDADE: Avaliações
Seria, pois, tão complexa a Avaliação por objetivos? Nem tanto, se o professor, ao preparar a UNIDADE, REFLETIR sobre os ELEMENTOS ESSENCIAIS a serem selecionados, avaliando-os, não na forma de simples questões interrogativas, mas a partir de SITUAÇÕES NOVAS. E o que seriam SITUAÇÕES NOVAS? Seriam questões problematizadas, nas quais os alunos seriam levados a: conceituar, comparar e relacionar coisas, entre outros verbos pertinentes para a transferência de conhecimento; proposições, levando-os a criar (estimulando sua imaginação) ao inseri-lo, por exemplo, num momento histórico em estudo, numa criação ficcional, em que entrariam elementos do conteúdo. Ações semelhantes poderiam ser aplicadas em outras disciplinas.
APRENDENDO A APRENDER: caminho para a auto-suficiência do alunado
Assim procedendo, os professores das diversas disciplinas estariam desenvolvendo HABILIDADES, ou seja, levando o aluno a APRENDER A APRENDER, uma vez que ele estaria OPERANDO MENTALMENTE, o que o tornaria, pouco a pouco, auto suficiente no que tange à aprendizagem (como preconiza Piaget).
Dessa forma, a assimilação dos ELEMENTOS ESSENCIAIS dos conteúdos se daria pela compreensão do processo e não pela memorização, que permeia grande parte das Avaliações nas escolas estaduais (e por que não dizer, das particulares também).
Algumas condições para o trabalho por objetivos
Atingir os objetivos pela incorporação dos CONCEITOS BÁSICOS dos conteúdos, implica o professor desenvolver estratégias motivadoras, envolvendo a classe em um trabalho dinâmico, reflexivo e prazeroso, investindo nas potencialidades dos discentes. Nessas estratégias se incluiriam:
1 - a iniciativa de o professor estabelecer, na explanação, da UNIDADE ou em parte dela, (posto que numa UNIDADE várias metodologias são recomendáveis) AULAS DIALOGADAS, buscando no aluno o que já sabe sobre o assunto em pauta, por mais incipiente que seja, unindo-o ao novo que está sendo ministrado. Nesse caso, estar-se-ia, de muitas formas, construindo o conhecimento e aproximando os conteúdos à realidade vivenciada por todos os alunos, uma vez que os meios de comunicação, escrito e televisivo e, agora, a informática, lhes fornecem uma infinidade de orientações pouco aproveitadas em sala de aula;
2 - a ilustração dos conteúdos com a utilização das tecnologias disponíveis, pois devemos lembrar estarmos vivendo uma civilização, cujo apelo às imagens são cada vez mais condicionantes e irreversíveis.
Hoje, todas as escolas estaduais dispõem de televisão, vídeo e verbas enviadas pela SE e MEC, que propiciam a aquisição de materiais didáticos. Contudo, é preciso lembrar que algumas escolas não possuem espaço físico para a instalação desses aparelhos, cabendo à Secretaria de Educação providenciá-lo, para que a situação não se torne surrealista, ou seja, dispor de um material que não se pode utilizar;
3 - estimular no aluno o gosto pela descoberta, mormente, nos trabalhos em grupo e nas pesquisas, devendo, ambos, serem direcionados para a solução de problemas propostos pelo professor. O que evitaria a cópia, pura e simples das fontes - enciclopédias, manuais, etc., trabalho esse inócuo, mas muito comum em nossas escolas, quando se manda o aluno realizar determinados "trabalhos" para melhorar a "nota";
4 - a elaboração da SÍNTESE da UNIDADE, a ser realizada ao final dos trabalhos, quando alunos e professor de uma classe, dialogando sobre o assunto estudado, colocariam no quadro negro os ELEMENTOS ESSENCIAIS dos conteúdos, configurando essa atividade à documentação final, inserindo-a num caderno organizado, base para os estudos posteriores do aluno, no qual constarão todos os elementos utilizados nas várias etapas do estudo (do mês, do bimestre) da UNIDADE: textos, mapas, linhas do tempo, croquis, tabelas, etc. Hoje, o que mais se observa, invariavelmente, à guisa de SÍNTESE, são os inconfundíveis questionários, resumindo, muitas vezes, conhecimentos esparsos.
CONCLUINDO
Mas por que essas digressões sobre avaliação por objetivos? Pelo fato de estarmos no limiar do III Milênio e muitos, ainda, trabalharem sem nenhuma preocupação com a reflexão, voltados para a memorização dos conteúdos.
Numa economia cada vez mais globalizada, fato irreversível na civilização contemporânea, os empregos se tornarão cada vez mais seletivos e competitivos. Aqueles alunos desprovidos de HABILIDADES serão, fatalmente, marginalizados ao chegarem ao mercado de trabalho. Daí a responsabilidade da escola e dos educadores, nestes novos tempos de rápidas transformações, para os quais temos de preparar nosso alunado, apesar de todas as adversidades, que cercam o trabalho dos professores. "Saber estudar é aprender a processar as informações e transformá-las
Subsídios para a Gestão Pedagógica - A Interdisciplinaridade
|
|
Sunday, 17 August 08 - 08:38 AM (GMT -04:00) By Master Santucci in Interdisciplinar |
|
Aspecto importante no planejamento e, conseqüentemente, no processo pedagógico e para o qual o Professor-Coordenador deverá estar atento é o da relevância da coordenação entre as disciplinas. Assim procedendo, ou seja, estimulando os professores a realizá-la, o Professor-Coordenador impedirá que os componentes curriculares se desenvolvam estanques ao longo do processo pedagógico.
Além de dar ao aluno a noção de que o conhecimento é um todo em seu conjunto, a coordenação entre as diversas áreas de estudo ensejará maior motivação e enriquecimento do docente e do alunado, quando percebem que tais aproximações lhes facilitam, respectivamente, o ensino, o estudo e a aprendizagem.
Sob esse ponto de vista, Língua Portuguesa liga-se a todas as disciplinas e deveria permeá-las, embasando o trabalho de professores e alunos.
Uma das graves falhas do processo pedagógico é não levar em consideração a suma importância da Língua na aprendizagem das demais disciplinas. Se o fosse, implicaria que cada docente exigisse um certo rigor na expressão escrita e oral dos discentes no trato de sua matéria. Mas, na maioria das vezes, não é o que sucede quando muitos alegam "não serem professores de português para estarem preocupados com possíveis falhas dos alunos quanto à norma culta na redação de provas e na de trabalhos exigidos!"
Estamos seguros de que a coordenação de todas as disciplinas com Língua Portuguesa ensejaria a solução de inúmeros problemas de compreensão dos vários conteúdos dos componentes curriculares.
Por que muitos alunos apresentam dificuldades em História, Geografia, Ciências? Em muitos casos, a resposta é óbvia: os alunos não sabem ler o texto e, portanto, não o compreendem; às vezes, sequer entendem a linguagem do professor quando esse expõe o conteúdo de sua matéria. Diante dessa constatação, por que não explorar muitos dos textos daquelas disciplinas
Muitas das deficiências observadas no estudo de matemática, nas 5ªs e 6ªs séries, procedem muito mais do não-entendimento do texto que propriamente da compreensão dos conceitos matemáticos - extremamente simples nessas séries -, que seriam facilmente assimilados, se o aluno soubesse decodificar a exposição do professor ou a do manual (ausência de habilidades).
Uma eficiente coordenação entre Língua Portuguesa com as demais matérias do currículo, com certeza, sanaria numerosas falhas de aprendizagem que, de certo modo, resultam de um trabalho estanque das disciplinas, o qual não faz mais que as aprofundar (as falhas) sem que o professor se dê conta do fenômeno, que tanto o angustia, quando constata tantas retenções em determinadas classes.
Seria, pois, muito produtivo, o Professor-Coordenador chamar a atenção dos professores para a questão em pauta, mormente nas HTPs.
História e Geografia, por exemplo, são disciplinas que, por fundarem-se no domínio do Espaço/Tempo, mantêm profunda afinidade. Em quantos casos, o meio geográfico explica determinados fatos históricos? (O solo e o clima do nordeste canavieiro e o surgimento da Sociedade Açucareira no período colonial; o solo e o clima em regiões de São Paulo e Vale do Paraíba na eclosão do Ciclo do Café; o solo aurífero de Minas, Mato Grosso e Goiás, condicionando o Ciclo do Ouro, entre outros exemplos).
Em quantos casos, os fatos históricos explicam as modificações do meio geográfico? (O garimpo em regiões do norte brasileiro destruindo a flora e a fauna de florestas, assim como tribos indígenas; poluição de rios; vazamentos de hidrelétricas termonucleares afetando profundamente o meio-ambiente de numerosos países...)
Essas duas disciplinas podem, em inúmeras ocasiões, aproximar-se de matemática, quando utilizam escalas na confecção de mapas, quando utilizam dados estatísticos, gráficos e tabelas em atividades de Geografia.
Importantes serão também as coordenações entre História, Geografia e Ciências Físicas e Biológicas com Educação Artística, atividades essas extremamente úteis na concretização de conceitos históricos, geográficos e os da área de Ciências. Assim, em determinados momentos, poder-se-ia deixar a cargo de Educação Artística o preparo de linhas do tempo histórico, a confecção de mapas, ilustrações de conteúdos históricos, geográficos e científicos por meio de histórias em quadrinhos com tais conteúdos, apelando-se à criatividade dos alunos.
Observe, com esses poucos exemplos, quantas possibilidades se abrem num trabalho coordenado entre as diversas áreas de estudo. Os exemplos poderiam multiplicar-se na medida em que o Professor-Coordenador viesse a lançar propostas nesse sentido, nas quais os conteúdos se desenvolvessem coordenados entre si.
Operacionalizando a coordenação entre as disciplinas
A coordenação entre as disciplinas não deve ser realizada aleatoriamente e de improviso. Ela demanda reflexão e discussão com os professores. Fundamentalmente, deve partir do conhecimento que todos os docentes deverão ter dos conteúdos básicos das outras disciplinas para saberem o que poderia ser coordenado. Mesmo porque a coordenação entre disciplinas é algo que deve ocorrer naturalmente.
Penso que a coordenação deva acontecer durante o planejamento, ou seja, depois de os professores de cada componente curricular terem, pelo menos, planejado em conjunto e delineados os conteúdos que vão ministrar, ao longo do ano, para a consecução de seus objetivos. Uma vez definidos esses conteúdos, os professores se reuniriam para expor, sucintamente, o que planejaram, ocasião em que, todos poderiam, uma vez percebidos os pontos de contato entre os conteúdos das disciplinas, sugerir as pertinentes coordenações, propondo-as ao grupo.
Torna-se relevante, nesta primeira etapa do trabalho de coordenação, o embasamento de Língua Portuguesa em todos os componentes curriculares, nos moldes do exposto no início desta matéria.
Estabelecidos os pontos de contato entre as disciplinas, definir-se-iam, preliminarmente, os conteúdos a serem objeto de coordenação, os quais seriam integrados ao planejamento dos professores de todas as séries. O aprofundamento dessas coordenações, por sua vez, dar-se-ia nas HTPs ao longo do ano letivo.
Acreditamos que, em assim procedendo, docentes e professor-coordenador, o processo pedagógico ganharia maior dinamismo e criatividade, de muitos modos, contribuindo para um ensino que reputamos de qualidade.
Subsídios para a Gestão Pedagógica – A Aula
|
|
Sunday, 17 August 08 - 08:32 AM (GMT -04:00) By Master Santucci in Interdisciplinar |
|
Uma aula: um momento mágico de aprendizagem ou um pesadelo?
Depende da postura do professor frente a seus alunos. Diríamos que, hoje, a aula tenderia, para muitos professores, mais para pesadelo que para momento mágico da aprendizagem. Tudo porque, esses docentes, resistem em mudar sua forma de trabalhar, descuidam de refletir sobre a aula que irão ministrar, cristalizando posicionamentos que os levam, quase sempre, ao preconceito diante do aluno, cujo comportamento foge aos padrões por ele, inconscientemente, estabelecidos: o conformismo, a imobilidade, a passividade, a aceitação de métodos pedagógicos antiquados e desmotivadores, num momento em que a realidade, que cerca o aluno, é tecnologicamente dinâmica quanto às formas de divulgação das informações.
O que seria uma aula senão um contrato entre professores e alunos?
Um contrato envolvendo a cumplicidade de ambas as partes em busca de um denominador comum, qual seja, o aprendizado de habilidades e de conteúdos significativos nas diversas disciplinas.
O que seria uma aula senão um contrato entre professores e alunos?
Um contrato envolvendo a cumplicidade de ambas as partes em busca de um denominador comum, qual seja o aprendizado de habilidades e de conteúdos significativos nas diversas disciplinas. Todavia, o contrato e a cumplicidade só poderão surgir do diálogo permanente entre as partes, desde o primeiro contato em sala de aula, no qual o professor se interessará pela vida dos discentes, procurando conhecê-la, ocasião em que nascerá a empatia. Empatia essa que só poderá manter-se por meio de características complementares: a competência do professor (o domínio do conhecimento da matéria), a motivação das aulas, a dosagem dos conteúdos, as metodologias facilitadoras da aprendizagem, a avaliação consentânea com o ritmo dos alunos, o reforço e a recuperação contínuos, uma vez diagnosticada a não-aprendizagem de determinados conceitos básicos do conteúdo em desenvolvimento, "naquela aula", etc.
Não atendidas tais premissas, o que se observa, de maneira geral, nas salas de aula, é a eclosão de antagonismos e conflitos, transformando-as num verdadeiro campo de batalha, no qual prejudicar-se-ão professores e alunos; os primeiros pela perda da dignidade em muitas ocasiões, gerada pelo "desrespeito ao mestre"; os segundos pelas distorções em sua formação, seguido dos possíveis traumas decorrentes das incompreensões do adulto em relação à criança e ao adolescente e à não-aprendizagem.
Qual a origem desse antagonismo?
Basicamente, a insensibilidade de muitos professores para com as reais necessidades de seus alunos e o não-os-amar, ao invés de amá-los, tratá-los com carinho, interessar-se pelos seus problemas, buscando compreendê-los e, fundamentalmente, ofertando um ensino de qualidade. Contudo, se os professores não conseguem amar seus alunos, pede-se, pelo menos, que os respeitem. Respeitar o aluno começa pelo preparo da aula que, hoje, é muito difícil de se constatar nas escolas públicas. Assim, o que começa mal, termina ainda pior, ao final do ano letivo, com a promoção sem aproveitamento.
O preparo da aula: o roteiro e as metodologias
Preparar a aula, auxiliado pela tecnologia disponível é essencial. E não se diga que, atualmente, a maior parte das escolas públicas não disponha de um grande número de materiais audiovisuais, televisões, bibliotecas (ou pelo menos livros), etc., para motivar as aulas, materiais esses que muitos professores sequer se dão ao trabalho de pôr
No aspecto metodológico, o livro didático (mormente
Preparar a aula é estabelecer os caminhos, que professores e alunos percorrerão em busca de conhecimentos significativos. Ora, todo caminho a ser percorrido deve, obrigatoriamente, fundar-se em um roteiro adrede preparado. Ninguém entra numa floresta intrincada, separando territórios que se quer alcançar sem planejar a travessia, posto que, ao tentar percorrê-la, cegamente, o mínimo que pode acontecer é perder-se por entre as numerosas trilhas, que se apresentam aos desbravadores. O mesmo pode-se dizer de uma aula. Então, o roteiro no desenvolvimento de um conteúdo é imprescindível. Preparar a aula é definir a maneira de desenvolvê-la a fim de torná-la prazerosa e inteligente de tal forma que os alunos sejam chamados a participar ativamente dela. Sob esse ponto de vista, o conteúdo da aula deverá basear-se num diálogo entre professores e alunos, no qual os primeiros buscarão nos alunos aquilo que difusamente sabem sobre o conteúdo em estudo, unindo-o com o que se quer ensinar, resultando disso tudo o conhecimento novo. Aula dialogada, além da troca de informações entre professores e alunos, é o primeiro passo para facilitar a assimilação do conhecimento e veicular a realidade do aluno a conteúdos significativos. Mas essa não seria a única forma de se trabalhar os conteúdos das disciplinas. Haveria outras que, a permanente reflexão do professor, ao preparar sua aula, tenderá a criar, observando sempre o ritmo de cada grupo de alunos, entre as quais: o "Estudo do Meio", o trabalho em grupo, os seminários de debates (mormente nas matérias humanísticas), a pesquisa de campo, que propiciariam a inserção do aluno na realidade política, econômica, social e cultural da comunidade, do município, do Estado, do país. A aula preparada com reflexão, com certeza, terá um conteúdo bem dosado, posto ser ele significativo. De nada adianta a massa de informações inaces-síveis à compreensão dos alunos e, por isso, sob muitos aspectos, inúteis.
Uma aula precisa ter começo, meio e fim
Entendemos que uma aula deva ser um todo constituído de muitas partes. Assim, é preciso que a aula tenha começo, meio e fim, ainda que, o conteúdo da unidade, englobe mais de uma aula.
Observa-se que os professores, de maneira geral, desenvolvem seu trabalho sem essa preocupação. Inicia um conteúdo que não se concluirá (na sua parte) ao término da aula, uma vez que é, naturalmente, interrompido pelo sinal, sem que se verifique o que se apreendeu ou o que não se apreendeu do que foi exposto ou estudado pelos alunos. Agindo dessa maneira, ou seja, não concluindo aquilo que foi preparado para a aula, o conteúdo trabalhado, acaba por diluir-se no espaço de tempo entre uma aula e outra(mediadas, às vezes, por vários dias), podendo, mesmo, ser esquecido, se não documentado. E por que isso acontece? Simplesmente porque o professor não se preocupou em selecionar os objetivos do conteúdo, que vai desenvolver no espaço de tempo disponível. Quando o professor trabalha por objetivos sabe, exatamente, onde quer chegar em cada aula, fazendo-a terminar com a avaliação daquilo que foi trabalhado com os alunos e uma pequena síntese, ao final da aula, realizada com a participação dos alunos. Assim, para que uma aula tenha começo, meio e fim, faz-se necessário selecionar, criteriosamente, os objetivos do conteúdo a ser trabalhado "naquela aula", que deverão ser poucos a fim de que haja tempo para verificar se eles foram atingidos. E, no que, o atendimento a esse preceito alteraria o trabalho do professor em sala de aula? Absolutamente em nada, para aqueles que preparam suas aulas. Estabelecendo os objetivos a serem atingidos em "cada aula" o professor garante o registro e a assimilação, por parte dos alunos, daquilo que foi desenvolvido, mantendo-se a seqüência do trabalho e a organicidade desse conteúdo significativo. E fundamentalmente, terá a possibilidade de, na verificação do desempenho dos alunos, ao final de cada aula, realizar a recuperação contínua daqueles conceitos básicos não assimilados por determinados alunos ou, pelo menos, iniciá-la na próxima, revendo o que não foi apreendido.
Assim, para que uma aula tenha começo, meio e fim faz-se necessário selecionar, criteriosamente, os objetivos do conteúdo a ser trabalhado "naquela aula"
A auto- organização do aluno: as anotações durante a aula e o atendimento individual
Pouquíssimos professores se preocupam em orientar a auto-organização do trabalho discente em sala de aula. Desse fato decorre, não ter, grande parte dos alunos, a documentação dos conteúdos trabalhados na aula. Uma breve observação nos cadernos dos alunos é o bastante para se constatar as distorções reinantes no fazer de grande parte dos discentes (notadamente os egressos das classes desfavorecidas, desprovidos de apoio cultural no lar e, muitas vezes, de acompanhamento e orientação em sala de aula). São anotações aleatórias daquilo que o professor, às vezes, passa no quadro-negro, rabiscos, desenhos de todo tipo, desvinculados, é claro, dos conteúdos que estão sendo desenvolvidos. Esse fato, é, também, sintoma do desinteresse prevalecente entre os alunos em determinadas aulas. E o que é pior, transforma-se num péssimo hábito prejudicando, profundamente, as avaliações, visto que, o aluno não tem onde estudar os conteúdos trabalhados (embora a avaliação deva ser contínua, ou seja, em todas as aulas tal qual colocamos no transcorrer desta análise). Denota, também, a pouca ênfase que o professor dá ao acompanhamento individual do trabalho em sala de aula. É verdade que essa é uma tarefa ingrata, mesmo para o professor, que acompanha individualmente o trabalho de seus alunos, posto que o problema se origina do desinteresse dos pais quanto às tarefas que o filho deveria realizar em casa e de um processo distorcido e sem exigências, em outras disciplinas, nas quais determinados professores agem de forma omissa quanto à organização dos trabalhos a serem realizados pelos alunos, em classe, prejudicando os docentes, que buscam organizá-los. Esse fato demonstra, claramente, a inexistência de um trabalho coletivo na unidade.
Concluindo
Tudo o que foi exposto poderá chocar a muitos. Será que é assim mesmo que funciona a rede? Todavia é o que observam, no cotidiano das escolas, diretores e coordenadores, que se preocupam em acompanhar o trabalho docente e lutam para alterar esse estado de coisas com respostas, às vezes, desanimadoras. Por que respostas desanimadoras? Simplesmente porque, dificilmente, determinados professores reconhecerão suas falhas, justificando-as sob os mais variados argumentos, nos quais parecem estar isentos de quaisquer responsabilidades pelos resultados precários de suas classes: o aluno não tem pré-requisito, não tem base na disciplina, não tem qualquer interesse em apreender, é bagunceiro, falta demais, etc. É quase impossível convencê-lo de que deveria ter feito algo por esses alunos, em conjunto, com os colegas. Para convencê-lo seria preciso que a coordenação ou a direção acompanhassem a atuação do docente, apresentando maus resultados ou discutíveis bons desempenhos (aqueles que costumam atribuir conceitos positivos para a totalidade da classe, mesmo que, saibamos da ineficiência de seu trabalho com as classes por sinais exteriores, detectados pela reclamação de pais e alunos), para discutir com eles, eventuais problemas e corrigi-los. Mas assistir às aulas de professores constitui uma heresia, inaceitável por muitos deles. Ora, ao adentrar a sala de aula, o professor é soberano e pouco se sabe sobre o que acontece nelas. Então como corrigir falhas, sem informações precisas sobre elas? Eis outra questão que tem de ser resolvida, se pretendemos um ensino de qualidade.
Uma breve observação nos cadernos dos alunos é o bastante para se constatar as distorções reinantes no fazer de grande parte dos discentes.
Embora reconheçamos a inadequação da estrutura do sistema (mormente no ciclo II e Ensino Médio), para uma bem sucedida Progressão Continuada e para se trabalhar da forma como foi colocada neste arrazoado, apesar dos baixos salários, desmotivando grande parte dos professores, há um nó, que necessitamos desatar: a ausência da consciência da responsabilidade social da escola no sentido de melhorar o desempenho dos alunos e daqueles que, diretamente, atuam sobre eles. Nesse aspecto, não podemos nos esquecer de que, o que propiciou as inovações, que muitos de nós criticamos, foi a constatação de que o aprendizado era precário e as retenções monumentais, ao final de cada ano letivo, sem que os órgãos centrais buscassem soluções factíveis (afinal a SE recebia os resultados da avaliação das escolas, bimestralmente, e, nunca atuou sobre ela no momento em que deveria fazê-lo) e o coletivo refletisse e procurasse alternativas para o que vinha sucedendo. Se era tão ruim o aproveitamento dos alunos, no que ele poderia piorar com as inovações? Claro está que se não houver uma auto-crítica dos envolvidos no processo educacional, no sentido da mudança de posturas frente ao trabalho docente com os alunos, se houver uma compreensão equivocada da Progressão Continuada, contaminando professores e alunos, se houver a acomodação de todos diante da idéia segundo a qual apenas interessa à SE estatísticas de promoção, iremos ao fundo do poço e a escola pública estará, irremediavelmente, falida. Contudo sejam quais forem as condições de trabalho oferecidas à rede, existe "o aqui e o agora na escola" que é tarefa intransferível da unidade, que não pode pactuar com um trabalho de baixa qualidade, constatado em qualquer pesquisa sobre o aproveitamento do alunado. Embora possamos discordar de alguns aspectos da avaliação do SARESP, ela não deixa de ser um sintoma da baixa qualidade de ensino nas escolas públicas. E não haverá aprendizado significativo e desempenho otimizado do alunado, sem que os professores se conscientizem de que eles têm a tarefa de levar a sério seu trabalho, que é árduo, como foi exposto, mas que tem de ser realizado, posto que, essa é a função docente, que deverá, sempre, estar voltada para a formação e crescimento intelectual dos discentes, pois, na verdade, não existiria justificativa para ocorrer o contrário.
Origem da Cidadania
|
|
Thursday, 14 August 08 - 08:28 PM (GMT -04:00) By Master Santucci in Interdisciplinar |
|
Atribui-se em princípio à cidade ou pólis grega. A pólis era composta de homens livres, com participação política contínua numa democracia direta, em que conjunto de suas vidas e coletividade era debatido em função de direitos e deveres.
Cidadania relacionou-se ao surgimento da vida nas cidades e na capacidade de exercer direitos e deveres. Sua atuação era privada (particular) ou coletiva (pública, comum a todos). As decisões eram mediante palavras e persuasão, sem violência. Eis o espírito da democracia.
Porém, foi a partir da criação da sociedade capitalista(talvez século XV) com o surgimento da Burguesia (moradores de burgos, que reuniram-se em torno dos castelos na Europa e, na sua maioria eram comerciantes e artesões) que o exercício da cidadania se efetiva.
A partir da Revolução Francesa surge o chamado Estado de Direito, que estabelece direitos iguais a todos os homens, ainda que perante a lei, e acenar com o fim da desigualdade a que os homens sempre forma relegados. Assim, diante da lei todos os homens passam a ser iguais, pela primeira vez na história e, ratificado após a 2ª Guerra Mundial, pela ONU, com a Declaração dos Direitos do Homem (1948), não perdendo de vista nunca a importância de uma Constituição.
A ideologia e racionalidade é composta de idéias que expressam valores capazes de incorporação pêlos indivíduos e grupos e, se realiza pela EDUCAÇÃO, pela vida em sociedade, e é o que orienta o comportamento de indivíduos e grupos.
A visão de mundo burguesa foi formada pôr intelectuais (Locke, Rosseau e Kant). O traço comum a todos eles era o de rebater a concepção básica da visão de mundo feudal(o direito pelo nascimento), contrapondo a este estado natural em que todos os homens nascem livres e com direitos.
Rosseau, diz que nenhum homem tem autoridade natural sobre seu semelhante; a força não produz nenhum direito. É um alerta contra o despotismo e a tirania. Renunciar à liberdade é, para o homem, renunciar à sua qualidade de homem, aos direitos da humanidade e aos próprios deveres. Cidadania, deve eliminar a possibilidade de exploração, de dominação de homem sobre homem. Deve-se lutar por uma democracia direta, da qual todos participariam, pois só se conhece a democracia formal, em que somos representados pôr deputados, senadores, presidente etc.
Marx, com suas idéias revoluciona o conceito de cidadania, dizendo que a exploração e dominação deve ser substituída pelo trabalho, como algo que liberta.
Porém, muitas contradições em relação a cidadania deve ser superada, como a exploração dos trabalhadores pelo capital, que não escolhe quanto e em que condições vai trabalhar. E que não lhe dá o retorno esperado: a alimentação, educação e saúde necessárias à sua família, à habitação digna etc.
Denúncia também, de forma mais profunda a exploração do capitalismo - seja a da acumulação primitiva, seja a exploração das condições e da extensão da jornada de trabalho a que são submetidos os operários.
Todas as bandeiras da Revolução Francesa e de todas as revoluções burguesas, são: liberdade, igualdade e fraternidade - podem parecer nada, diante da quantidade de sangue, músculos e cérebros sugados para a construção da sociedade burguesa e do capitalismo.
Marx propõe a Revolução Socialista, sendo que a administração desta sociedade seja feita pela classe trabalhadora, que toma o poder e planeja o acesso de todos ao trabalho e aos bens necessários a vida. Assim, não haveria classe alguma, todos participariam da gestão da sociedade, partilhando igualmente os bens econômicos e o prestígio político - fruto de uma construção demorada de todos para todos.
Hoje, a luta entre trabalhadores e capitalistas se dá, de certa forma, pêlos espaços do e no próprio Estado. Daí a conveniência de adotar a cidadania como categoria estratégica dessa luta. A valorização da luta pêlos direitos.
Capitalismo Monopolista - embora o termo mais correto seja oligopolista, ou seja, a era das grandes empresas, de centralização de capital. Nesse período a bandeira da cidadania acenou para melhorar as condições dos trabalhadores, mas guardando o caráter de como explorar esses trabalhadores. Para reagir a essa exploração, conseguiram com muito dificuldade se organizar em corporações - SINDICATOS - que pressionaram para diminuir a jornada de trabalho, aumentar os salários e, assim melhorar as condições de vida.
A reação do Capital, foi a criação de novas tecnologias. Os trabalhadores procuram se atualizar. Os capitalistas prometem participação nos lucros da empresa, para neutralizar a ofensiva trabalhista. E assim continua . . .
Começam a se intensificar as greves, pressões de movimentos sociais e sindicatos e, no mundo se dá início às Revoluções Sociais Armadas.
Brasil, já nasceu no período de transição para o capitalismo, apesar de fortes relações feudais, com exploração e colonização, sendo subalterno ao capitalismo. Mesmo com a independência e libertação dos escravos, os negros e brancos pobres que viviam no Brasil, tinham pouquíssimos direitos e continuavam em condições semi-escravista.
A industrialização, atrasada não encontrou espaço em âmbito mundial, deixando-se ser explorada pôr multinacionais, se tornando dependente de tecnologia estrangeira. Assim, a classe operária, tornou-se um caso de política - ampliação da cidadania. O Estado atendeu parte das populares, procurando desmobilizar os movimentos operários; exemplo são as Leis Trabalhistas e liberação para formação de sindicatos, porém atrelados ao Estado.
Democracia Liberal e Democracia Planejada - atendendo os direitos sociais e, se tem como exemplo e educação na década de 50, onde as Escolas Públicas(gratuitas, diferente de hoje, eram as melhores do país. Ao frequentá-las, pobres concorriam no ingresso ás Universidades com ricos, através de exames rígidos, assegurando boa colocação no mercado de trabalho. Depois de
As diversas formas de comunicação - O novo leitor
|
|
Tuesday, 24 June 08 - 07:08 PM (GMT -04:00) By Master Santucci in Interdisciplinar |
|
O surgimento da página impressa transforma completamente os hábitos mentais daqueles acostumados com a escrita dos manuscritos. Antes do invento de Gutenberg os estudantes eram obrigados a memorizar o conteúdo dos textos sempre transmitidos oralmente. "A criança na escola durante a Idade Média tinha primeiro que fazer suas próprias cópias dos textos, através do ditado. Em seguida tinha de compilar sua própria gramática, dicionário e antologia"(1), explica McLuhan. Por fim, para entrar na universidade os alunos tinham que se apresentar com os livros produzidos a partir dos ditados feitos pelo mestre.
Durante o período medieval a leitura somente era feita em voz alta. Os mosteiros daquela época, por exemplo, eram dotados de pequenos compartimentos à prova de som — semelhantes às cabines telefônicas — para que os monges pudessem ler sem perturbar os demais. O hábito do discurso oral também era muito difundido. Kenyon afirma que em Roma era muito comum o autor alugar uma casa e algumas cadeiras a fim de reunir ouvintes para seus textos (2).
A palavra impressa provoca, contudo, uma aceleração no movimento dos olhos e a leitura silenciosa, até então desconhecida, começa a ser praticada. O posicionamento do leitor diante do autor também acaba sendo modificado. McLuhan compara o papel do novo leitor com o de um projetor cinematográfico. Segundo ele, "o leitor faz desfilar a série de letras impressas à sua frente numa velocidade que lhe permite apreender os movimentos do pensamento da mente do autor (...) A palavra impressa gradativamente esvaziou de seu sentido a leitura em voz alta e acelerou o ato de ler até o ponto em que o leitor pôde sentir-se ‘nas mãos de’ seu autor (3)".
A popularização do livro muda o cenário da escola, deixando de lado o método tradicional de aprendizagem. O livro se torna "máquina de ensinar" e ganha uma valor simbólico. Bougnoux afirma que o livro "tende a sacralizar seu conteúdo" (4). Até hoje temos a tendência de associar o conhecimento ao saber adquirido com os livros. Essa idéia contraria a noção primitiva de conhecimento, na qual o saber estava ligado a conceitos como sagacidade e astúcia, sendo o sábio aquele capaz de ultrapassar obstáculos e ter sucesso na vida.
Apesar de permitir a difusão da informação em escala muito maior, a impressão é acusada de criar um estudante mais solitário e de produzir uma uniformidade prejudicial, já que com o livro a interpretação particular recebe destaque em detrimento da discussão pública e dos debates. "É a tecnologia do individualismo", conclui McLuhan (5).
Notas de referência:
(1)MCLUHAN, Marshall. "Visão, Som e Fúria". In: LIMA, Luis Costa. Teoria da Cultura de Massa. RJ, Paz e Terra, 1982, p.148
(2) KENYON,
(3) MCLUHAN, Marshall. " A Galáxia de Gutenberg - a formação do homem tipográfico". São Paulo. Companhia Editora Nacional, 2ª ed., 1977, p.17.
(4) BOUGNOUX, Daniel. "Introdução às Ciências da Informação e da Comunicação". Petrópolis, Vozes, 1994, p.105
(5) MCLUHAN, Marshall., op.cit, p. 220
Humanidade esteve à beira da extinção, segundo paleontólogos
|
|
Wednesday, 21 May 08 - 06:52 PM (GMT -04:00) By Master Santucci in Interdisciplinar |
|
A humanidade esteve à beira da extinção há cerca de 70 mil anos, após condições climáticas extremas, revela um estudo publicado nesta quinta-feira (24) por uma equipe de paleontólogos.
"Quem iria pensar que há apenas 70 mil anos um clima extremo reduziria nossa população a um número ínfimo, nos deixando à beira da extinção", destaca Meave Leakey, professor de paleontologia da Universidade Stony Brook, de Nova York.
Estudos precedentes já tinham revelado que a população humana, que hoje registra 6,6 bilhões, chegou a ter 2.000 indivíduos há 70 mil anos.
O leste da África sofreu uma série de secas intensas entre 135 mil e 90 mil anos atrás, que contribuiu para dispersar a população humana em pequenos grupos, que se desenvolveram isoladamente, explicaram Doron Behar, do centro médico Rambam, em Haifa (Israel), e Saharon Rosset, do centro de pesquisas da IBM
Apenas há 40 mil anos que todos os grupos humanos se tornaram parte integral de uma só população pan-africana, reunidos após 100 mil anos de separação, destacam os pesquisadores.
"Este estudo ilustra o extraordinário poder da genética para revelar certos eventos fundamentais da história da espécie humana", assinalou Spencer Wells, da National Geographic Society.
"Trata-se certamente da epopéia humana escrita no nosso DNA, que nos mostra pequenos grupos formados pelos primeiros humanos, separados por condições climáticas muito graves, antes de se reagruparem, após seu quase desaparecimento da Terra, para povoar o mundo".
Depois deste período sombrio, a raça humana experimentou uma forte expansão, que a levou a ocupar numerosas regiões do continente africano e a emigrar para fora da África para povoar outros continentes, por volta de 60 mil anos.
O estudo, publicado no American Journal of Human Genetics, analisou o DNA de populações do sul e leste da África.
Curiosidades - Mitos da Ciência
|
|
Saturday, 17 May 08 - 08:07 AM (GMT -04:00) By Master Santucci in Interdisciplinar |
|
Os buracos negros sugam tudo que estiver ao seu redor?
De acordo com o professor Roberto Boczko, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP, os buracos negros sugam tudo que estiver ao seu redor até uma certa distância. "Esta distância é chamada horizonte de eventos, e tudo que estiver dentro dessa região é sugado", afirma.
O horizonte de eventos, segundo o professor, é calculado de acordo com a fórmula de Schwarzschild, R =
"Se o sol pudesse ser concentrado como um buraco negro, seu raio seria de
A água gira nas pias em sentidos contrários no hemisfério norte e no hemisfério sul?
Este é um dos mitos mais difundidos da ciência, o de que a água giraria nos ralos das pias de acordo com o hemisfério. É certo que a água gira em um sentido no hemisfério norte e no sentido contrário no hemisfério sul. Mas não se pode comprovar isto em um vaso sanitário ou mesmo na pia do banheiro. Segundo o professor Valdir Bindilatti, do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP), a força de Coriolis - princípio da Física que diz que um fluido que se encontra numa superfície em rotação descreve uma aceleração perpendicular ao movimento da superfície - que afeta, por exemplo, as tempestades, é muito pequena. "No ralo da pia, ao escoar, a água cai num movimento de rotação. A força está lá, mas é muito pequena, e na verdade a água poderá girar para qualquer lado", diz o especialista.
Pode-se ver o efeito de Coriolis ao olhar fotos de satélites que mostrem uma tempestade: se ela estiver no hemisfério norte, a massa de nuvens gira no sentido anti-horário, mas se estiver no hemisfério sul, as nuvens se movem em sentido horário. Em função da rotação da Terra, a força de Coriolis faz com que as nuvens mostrem um movimento ciclônico. Numa pia, por exemplo, qualquer pequeno movimento da água já comporta inércia o suficiente para superar a pequena força de Coriolis, que se perde. Assim, a água pode girar em qualquer sentido, independente do hemisfério em que se está.
Um frango pode viver sem cabeça?
Pode - mas só por algum tempo e em circunstâncias muito especiais. O exemplo é Mike, um galo que ficou famoso justamente por ter vivido um ano e meio depois de lhe cortarem a cabeça. O fato aconteceu em setembro de 1945, na cidade de Fruita, no Colorado (Estados Unidos). O fazendeiro Lloyd Olsen cortou o pescoço da ave a pedido da mulher, que queria prepará-la para o jantar. Mas o frango continuou vivo. Olsen o alimentava com um conta-gotas, dando-lhe milho e água diretamente na abertura do pescoço.
Mike foi tema de reportagens da Life e da Time e viajou pelos Estados Unidos sendo exibido pelo dono como The Headless Wonder Chicken. As pessoas pagavam para vê-lo andar enquanto sua cabeça era exibida dentro de um vidro com formol. Cientistas da Universidade de Utah,
De acordo com notícia publicada no jornal El Mundo, Mike morreu num quarto de motel no Arizona. Na época da reportagem, o jornal ouviu um especialista: afinal, um frango pode viver sem cabeça? "Pode viver se o corte não prejudica o tronco cerebral, ainda que olhos, bico, lígua e ouvidos sejam destruídos, e se o corte afetar apenas os vasos secundários", disse Indalecio Ruiz Calatrava, professor de veterinária da Universidade de Córdoba. "Assim, a hemorragia pode cessar, e se o animal for alimentado manualmente, poderia viver por algum tempo, sim".
Mike virou uma lenda, tem estátua em sua homenagem na cidade e seu "espírito de luta" é celebrado anualmente em Fruita, na terceira semana de maio, com um festival. Mike tem, inclusive, um site: www.miketheheadlesschicken.org.
Uma moeda lançada do alto de um edifício poderia matar uma pessoa?
Uma moeda, mesmo que pequena como a de 1 centavo, não é precisamente a arma mais eficiente que existe, mesmo se for lançada do alto do Empire State Building - edifício com
"Isso se explica graças à velocidade terminal encontrada na atmosfera, que ocorre por causa da resistência do ar", afirma. Ou seja, é a velocidade na qual a força gravitacional que empurra para baixo é igual e oposta à resistência do ar, que empurra para cima, sendo duas forças constantes que acabam se anulando.
Segundo a professora, a máxima velocidade que o objeto poderia alcançar seria de
Um raio nunca cai duas vezes no mesmo lugar?
Pode parecer improvável que um raio caia duas vezes no mesmo lugar, mas é possível, sim. Basta ver locais que costumam ser atingidos por raios com freqüência, como por exemplo a plataforma de lançamento no Centro Espacial Kennedy, na Flórida (Estados Unidos).
A grande freqüência de tempestades elétricas durante o verão torna a região do Cabo Canaveral especialmente suscetível às descargas elétricas, particularmente na plataforma, por ser um ponto muito elevado e isolado.
De acordo com o meteorologista Eugênio Hackbart, no site Metsul, a frase "um raio nunca cai duas vezes no mesmo lugar" é apenas um ditado popular. Um raio pode, sim, cair até mais de duas vezes no mesmo lugar.
Apenas 10% do nosso cérebro é usado?
A história do uso de apenas 10% do nosso cérebro é um dos mitos mais persistentes e divulgados em todo o mundo. O famoso mentalizador Uri Geller, que entortava garfos e facas em programas de TV, fazia referência ao enorme poder mental "potencial" que qualquer um, dizia, poderia desenvolver. A idéia parece ótima: se isso é mesmo verdade, sobram ainda 90% do cérebro para aprender a usar, ou seja, podemos nos tornar superinteligentes e superpoderosos.
Mas, de acordo com a neurologista Suzana Herculano-Houzel, a propalada tese de que usamos apenas 10% do cérebro é um mito, apenas. Em seu site (http://www.cerebronosso.bio.br/), ela diz que não há qualquer razão científica para se supor que apenas 10% do nosso cérebro, ou 10% dos neurônios, ou 10% da capacidade cerebral seja utilizada. "Todas as evidências sugerem, na verdade, o contrário: utilizamos nosso cérebro por inteiro", afirma a especialista.
E se fosse mesmo verdade que apenas 10% do cérebro é utilizado, porque teriam conseqüências tão devastadoras acidentes ou doenças em que apenas uma parte do cérebro é afetada? Especialistas concordam: nós já usamos o nosso cérebro, para diversas e distintas funções, em sua totalidade - ainda que não todo o cérebro ao mesmo tempo.
Cortar o cabelo faz com que ele cresça mais depressa, mais forte ou mais escuro?
Embora seja bastante difundida a noção de que se deve cortar o cabelo pelo menos uma vez por mês para que ele fique mais forte, ou mais escuro, ou cresça mais depressa, o simples fato de cortar o fio do cabelo não interfere em nenhum destes fatores. "Não há estudo científico que comprove isso", afirma o dermatologista Fernando Bezerra, especialista de pele, cabelo e unhas. “O cabelo crescer ou ficar mais forte, enfim, depende fundamentalmente do código genético do indivíduo”, reitera o especialista. “E o fator mecânico do corte não tem nenhuma influência sobre esta questão”.
De acordo com a doutora Cristiane Kist Klimovicz, "cortar o cabelo não vai fazer com que ele cresça mais rápido, forte ou escureça". Para a médica, especialista em transplante capilar e mantenedora do site www.clinicabelo.com.br, o importante é estar com o cabelo "em dia": bem cortado, sem pontas duplas e hidratado. "Assim, ele vai estar mais forte". Ela também recomenda manter uma boa alimentação a base de proteínas e um equilíbrio entre as atividades de trabalho, lazer e esporte.
Cortar as madeixas contribui, sim, mas para o visual. “Cabelos com pontas duplas, espigadas, comprometem a aparência de qualquer um. Neste sentido, é bom que a pessoa procure cortar pelo menos as pontas a cada dois meses, já que os cabelos crescem, em média,
Ler com pouca luz prejudica a visão?
O oftalmologista Ricardo Lamy, do Hospital Universitário Clementino Fraga, ligado à Universidade do Rio de Janeiro (UFRJ), afirma que não existe nenhum estudo científico que comprove que ler em um ambiente com pouca luz possa danificar a visão.
Segundo ele, "o que prejudica é que o esforço para a leitura será maior, ocasionando uma contração dos músculos dos olhos que pode terminar em uma dor de cabeça".
No entanto, Lamy afirma que ler em um local mais iluminado possibilita ao indivíduo enxergar as coisas com um melhor contraste, facilitando a leitura. "A iluminação ideal é aquela que vem por trás da cabeça, não deixar a luz exatamente em cima ou chegando pela frente", avisa.
De acordo com o oftalmologista, quem usa óculos - portanto já tem algum tipo de deficiência visual -, também não precisa se preocupar. Os óculos são apenas um mecanismo que gera conforto às pessoas, mas não têm caráter curativo.
Mesmo que não prejudique a visão, o ideal, diz o especialista, é sempre procurar as melhores condições possíveis de iluminação.
Beber muita água faz bem à saúde?
Você já deve ter ouvido falar que o ideal é beber em torno de dois litros de água por dia. Mas, afinal, será mesmo que beber muita água faz bem à saúde? Segundo o clínico geral Paulo Olzon, a preocupação de estabelecer uma quantidade mínima de água a ser ingerida diariamente é desnecessária, já que o próprio organismo se encarrega de fazer este controle.
"Deve-se beber água sempre que sentirmos sede", afirma o médico. A quantidade adequada para cada pessoa é variável. Segundo Olzon, dificilmente a pessoa bebe menos líquido do que precisa, a não ser em casos de febre muito alta ou coma.
A personal trainer Lúcia Pires diz que o melhor termômetro é, realmente, a sede da pessoa. "Mesmo quando nos exercitamos, não há necessidade de se tomar muito mais água do que o normal. O corpo vai pedir a ingestão de líquidos por meio da sede", diz.
Os especialistas dizem, ainda, que a pessoa que se obriga a beber muita água pode enfrentar inconvenientes como acordar no meio da noite apenas para ir ao banheiro - o que acaba atrapalhando o sono, igualmente importante para a manutenção da saúde geral.
Susto cura soluço?
O soluço, segundo o médico Tarcísio Mota, é uma respiração com espasmos provocada pelo súbito fechamento da glote (abertura localizada na laringe, que serve de passagem de ar para os pulmões) junto com uma contração repentina e involuntária do diafragma, músculo que separa o tórax do abdome e está relacionado à respiração. Normalmente, o soluço não causa problemas para a saúde e desaparece espontaneamente em alguns minutos.
Ao levar um susto, a pessoa tende a fazer uma forte inspiração, o que aumenta o volume de ar nos pulmões. Os pulmões, por sua vez, pressionam o diafragma e fazem com que ele se estique e volte a funcionar normalmente. Ou seja, o susto até pode funcionar. Mas há outros métodos, como inspirar e segurar o ar por alguns instantes, ou tomar um copo de água com o nariz tampado.
Fonte: Terra Ciência
Ave, réptil ou mamífero?
|
|
Thursday, 08 May 08 - 09:40 PM (GMT -04:00) By Master Santucci in Interdisciplinar |
|
Agência Fapesp
Não há nada igual. Quando exemplares do ornitorrinco (Ornithorhynchus anatinus) foram enviados da Austrália para a Inglaterra, em 1798, causaram tamanho espanto que os cientistas britânicos consideraram se tratar de uma farsa.
Não é para menos, pois o estranho animal desfila uma lista de características inusitadas. Para começar, é um mamífero que põe ovos. Em seguida, combina um couro espesso que permite a permanência em águas geladas com um bico semelhante ao de um pato – bico que tem um sistema sensorial usado para buscar alimentos na água. O macho conta ainda com esporão capaz de disparar poderoso veneno para afugentar predadores ou competidores.
Tudo isso tem aguçado, desde o século 18, o interesse da ciência pelo representante da ordem dos monotrematas. Agora, um grupo internacional acaba de dar a mais valiosa contribuição ao conhecimento do ornitorrinco, com o seqüenciamento de seu genoma.
Publicada na edição de 8 de maio da revista Nature, a análise revela que as características únicas do animal não se resumem ao seu exterior, mas são também destacadas geneticamente. A seqüência foi comparada com as do homem, camundongo, cão, gambá, frango e lagarto.
Os pesquisadores descobriram que o genoma do ornitorrinco tem aproximadamente o mesmo número de genes que codificam proteínas que o genoma dos demais mamíferos – cerca de 18,5 mil. Ele também compartilha mais de 80% de seus genes com outros mamíferos cujos genomas foram seqüenciados.
Bico de pato à parte, os cientistas verificaram no genoma do animal, além de detalhes de mamíferos, características comuns aos répteis. A principal foi a presença de genes associados à fertilização de ovos. Outra é a presença de poucos receptores olfativos, diferente dos demais mamíferos.
O grupo também descobriu que o veneno produzido pelo animal deriva de duplicações em determinados genes durante a evolução, que foram herdados de ancestrais répteis.
“À primeira vista, o ornitorrinco aparenta ser resultado de um acidente evolucionário. Mas, independentemente de sua aparência estranha, a seqüência de seu genoma é muito valiosa para compreender como os processos biológicos fundamentais dos mamíferos evoluíram. Comparações de seu genoma com os de outros mamíferos levarão a novas descobertas a respeito da história, estrutura e funcionamento do nosso próprio genoma”, disse Francis Collins, diretor do Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humano, nos Estados Unidos, que financiou parte do estudo.
“Com o seqüenciamento, poderemos identificar quais genes foram conservados, quais foram perdidos e quais se transformaram durante a evolução dos mamíferos”, disse Richard Wilson, da Escola de Medicina da Universidade Washington, um dos autores da pesquisa.
O artigo Genome analysis of the platypus reveals unique signatures of evolution, de Wesley Warren e outros, pode ser lido por assinantes da Nature em www.nature.com.
História da República - Manuel Ferraz de Campos Sales
|
|
Thursday, 01 May 08 - 08:21 AM (GMT -04:00) By Master Santucci in Interdisciplinar |
|
Após ser eleito juntamente com o vice Francisco de Assis Rosa e Silva, preocupou-se principalmente com as finanças do país, abaladas não só pelas conseqüências do encilhamento como também pela agitação política. Para a execução de sua política financeira, tomara Campos Sales algumas providências, antes mesmo de assumir a presidência da República. Negociara com banqueiros estrangeiros um acordo denominado Funding Loan, pelo qual ficavam suspensos durante algum tempo os pagamentos de juros dos empréstimos anteriores, contraindo-se, para isso, novo empréstimo.

Na execução de seu programa financeiro contou Campos Sales com o ministro Joaquim Duarte Murtinho, cujas medidas de compressão de despesas e aumento de impostos provocaram queixas amargas e acusações de que se estava retardando o progresso do país. Realmente, tal fato pode ser constatado posteriormente, com o agravante de que capitais estrangeiros haviam passado a controlar grande parte da economia nacional.
Para tranqüilidade de sua administração organizou Campos Sales a chamada "política dos governadores", que consistia no seguinte: os senadores e deputados correligionários dos governadores dos Estados teriam amplo prestígio junto ao Governo Federal. Este receberia em troca o apoio dos governadores estaduais na execução da política geral do país. Diminuía assim, naturalmente, a importância dos partidos, ao mesmo tempo que se fazia a política dos governadores.
O resultado imediato da política dos governadores foi a formação de oligarquias estaduais que, apossando-se da direção dos Estados, realizariam, daí em diante, eleições nem sempre isentas de fraudes e sufocariam prontamente tentativas de rebeldia como as surgidas no Mato Grosso, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe e Goiás. Ao mesmo tempo, Minas Gerais e São Paulo demograficamente mais fortes conquistaram o primeiro plano na direção da política republicana.
Cidades transformam locais públicos em espaços educativos
|
|
Tuesday, 29 April 08 - 08:30 AM (GMT -04:00) By Master Santucci in Interdisciplinar |
|
Aproveitar espaços públicos urbanos e terrenos desocupados para a produção de plantas medicinais e aromáticas, entre diversos outros produtos agrícolas. É isso o que fazem de 10 mil famílias de baixa renda que trabalham e utilizam cerca de 800 locais públicos na cidade de Rosário, na Argentina. São hortas comunitárias que juntas formam uma rede de produção e comercialização de produtos agrícolas dentro do perímetro urbano.
O trabalho, que acontece desde o início dos anos 1990, é um dos exemplos de ações realizadas pelas 380 cidades participantes da Associação Internacional de Cidades Educadoras (AICE) - reunião mundial de municípios que se comprometeram a transformar locais públicos em espaços educativos para a população, sem excluir faixa etária ou classe social. A iniciativa da Associação foi lançada na Espanha, em 1990, durante o 1º Congresso Internacional de Cidades Educadoras.
Neste ano, a AICE comemora uma década de sucessivos encontros mundiais. O X Congresso Internacional de Cidades Educadoras, que aconteceu entre 24 e 26 de abril, no Palácio de Convenções do Anhembi,
Bogotá
A capital da Colômbia era uma cidade fortemente marcada pelo crime e conseguiu reverter esse quadro por meio de uma cultura cidadã. “Com a valorização do sujeito, ele se sente mais pertencente ao seu lugar, sua cidade. Não nascemos cidadãos, nos tornamos. E a cidadania manifesta-se diretamente no comportamento”, disse o ex-prefeito de Bogotá e diretor da Corporação Visionários pela Colômbia, Antanas Mockus.
A prefeitura da cidade abraçou a causa do combate a violência e institucionalizou campanhas pela paz de alta visibilidade. Um dos principais pontos da campanha contra a violência foi “A vida é sagrada”, que serviu de ponto de partida para uma reforma da polícia de Bogotá, transformando policiais em “cidadãos formadores de cidadãos”.
Programas pedagógicos, encontros de cidadãos e valorização do espaço público. Essas foram outras medidas tomadas pelo governo para diminuir a criminalidade. Todas as ações conseguiram ampliar o diálogo entre cultura, cidade e cidadania. Com isso, Bogotá diminui a taxa de homicídios de 80 por 100 mil habitantes em 1993, para 23 por 100 mil habitantes em 2003.
Guadalajara
No México, a experiência de cidade educadora garantiu qualidade de vida e oportunidades de crescimento para os cidadãos de Guadalajara. Para isso, o município procurou ampliar a utilização das áreas metropolitanas, construindo uma cidade mais ordenada, com respeito ao verde, para se tornar mais humana e mais atrativa.
Foram realizadas ações de aprendizagem como: “Centro de Educação Popular”, onde se aplica formação e convivência, “Escola para pais”, que oferece orientação para problemas sociais e “Programa desafio de ser jovem”, uma orientação aos jovens com acesso a diferentes pontos de visitação. Além da construção de bibliotecas e formação de jovens solidários.
A “Via Recreativa” foi um dos pontos altos do projeto de cidade educadora de Guadalajara. Todos os domingos, uma via da cidade é fechada, não permitindo a passagem de carros. A “Via” reúne cerca de 120 mil pessoas, colocando a favor dos cidadãos um local de convivência, democracia, igualdade, respeito, inclusão, educação, formação e solidariedade.
Fonte – Portal Aprendiz
História da República - Prudente José de Morais e Barros
|
|
Sunday, 27 April 08 - 06:50 PM (GMT -04:00) By Master Santucci in Interdisciplinar |
|
Eleito em 1º. de março de 1894, tomava posse a 15 de novembro nosso primeiro presidente civil: Prudente José de Morais e Barros.

Desejando encerrar a fase revolucionária que enfraquecera a República, consegui Prudente de Morais pacificar o Rio Grande do Sul, ainda conturbado pela revolução federalista. Seriam anistiados os comprometidos no movimento. Outros fatos importantes marcariam seu governo; enquanto Rodrigues Alves, Ministro da Fazenda, tentava a recuperação financeira do país, discutiam-se e resolviam-se alguns problemas importantes com outras nações.
Em fevereiro de 1895 resolvia-se com o arbitramento do presidente dos Estados Unidos, Grover Cleveland, a questão de limites com a Argentina; no mês seguinte reatavam-se relações diplomáticas com Portugal, rompidas um ano antes, quando dois navios portugueses deram asilo político a Saldanha da Gama e a outros participantes da Revolta Armada. Com a Inglaterra solucionou-se o caso da ilha da Trindade, ocupada desde dezembro de 1895 pelos ingleses, sob a alegação de não existirem ali marcos indicativos da posse brasileira.
Porém, o maior problema com que se deparou o governo de Prudente de Morais, foi a sangrenta campanha de Canudos. Antônio Conselheiro pregava entre jagunços, a restauração da monarquia no Brasil. Na verdade a guerra que ocorreu em Canudos poderia ter sido evitada por uma pequena ajuda na saúde, educação e assistência social. Mas o governo preferiu causar um longo extermínio pelo fogo da cidade com uma população que na verdade nem sabia ao certo a diferença entre monarquia e república.
Sob a proteção do estado de sítio, autorizado rapidamente pelo Congresso, pode então Prudente de Morais, com razoável energia, dedicar seu último ano de governo aos problemas da Administração Pública.
Canudos
O maior problema com que se deparou o governo de Prudente de Morais, foi a sangrenta campanha de Canudos. Surgira em 1893, no interior da Bahia, o cearense Antônio Vicente Mendes Maciel, posteriormente conhecido pelo apelido de Antônio Conselheiro. Se apresentado como profeta, pregava entre os sertanejos analfabetos, esquecidos pelo império, a restauração da monarquia e a volta de D. Sebastião, rei de Portugal, que sairia das ondas do mar com todo o seu exército. Reunira Antônio Conselheiro em torno de sua personalidade messiânica um grande número de seguidores que logo lhe atribuíram milagres extraordinários, estabelecendo-se nas margens do Vaza-Barris, vilarejos onde seria incontestável a autoridade de santo.
O governo da Bahia mandou uma pequena força policial a Canudos em 1896, pois a agitação promovida por Antônio Conselheiro punha em sobressalto os comerciantes e fazendeiros das vizinhanças. A expedição foi surpreendida por uma multidão de fanáticos que promoveu furiosos ataques obrigando a retirada imediata dos soldados. Uma segunda expedição em dezembro do mesmo ano, com 600 homens foi derrotada pelos jagunços.
Uma terceira expedição dessa vez com 1300 homens bem armados foi mandada para lá. Foi um novo fracasso, só que dessa vez os jagunços se apoderaram das bagagens e o armamento de uma brigada do exército.
A quarta expedição militar foi organizada pelo ministro da Guerra, Mal. Carlos Machado Bittencourt, que partiu para a base de operações na Bahia. Composta de 6 brigadas, perfazendo quase 6000 homens. Contava com artilharia de grosso calibre. A fome, a sede, o calor e a resistência fanática dos jagunços tornaram a expedição uma das mais dramáticas páginas da história republicana. A 30 de setembro de 1897 foi desfechado o ataque final. Os jagunços famintos, sedentos e esfarrapados defenderam palmo a palmo seus últimos redutos. A 5 de outubro pouco restava do arraial sertanejo. Um incêndio, ateado com querosene e dinamite destruíra os numerosos casebres que compunham a estranha cidadela do sertão nordestino. Antônio Conselheiro estava morto e com ele milhares de jagunços. O exército perdeu cerca de 4000 homens para destruir Canudos.
Antônio Conselheiro fora considerado um inimigo da República, quando na verdade vivera apenas um drama messiânico e dirigira com sua personalidade psicopática o fanatismo religioso de uma pobre população, cujo atraso, evidentemente jamais permitiria a compreensão das diferenças entre república e monarquia. A Campanha de Canudos poderia ter sido evitada com escolas, saúde pública, ajuda econômica e assistência social. Preferiu-se a pior solução: o extermínio pelo fogo de um pungente drama social.
A maior escola do mundo: a cidade
|
|
Saturday, 26 April 08 - 09:10 AM (GMT -04:00) By Master Santucci in Interdisciplinar |
|
“A cidade deveria ser um ambiente permanente para proporcionar o aprendizado, a troca, a partilha e, por conseqüência, enriquecer a vida de seus habitantes. Deve-se prioritariamente ocupar-se com as crianças e jovens, mas com vontade de incorporar pessoas de todas as idades, numa formação ao longo da vida”.
História da República - Marechal Floriano Peixoto
|
|
Saturday, 26 April 08 - 08:25 AM (GMT -04:00) By Master Santucci in Interdisciplinar |
|
1891 - 1894
Logo que assumiu a presidência da República, Floriano Peixoto logo demonstrou a força militar de seu governo sufocando uma revolta chefiada pelo sargento Silvino de Macedo na fortaleza de Santa Cruz.

A Revolta Federalista
No Rio Grande do Sul, as lutas partidárias transformaram-se numa longa e sangrenta guerra civil. Dividia-se politicamente o Rio Grande do Sul entre os castilhistas, partidários de Júlio de Castilhos, presidente do Estado, e os federalistas chefiados por Silveira Martins, com o apoio de João Nunes da Silva Tavares, barão de Itagui, e do caudilho Gumercindo Saraiva.
Os federalistas propunham-se "a libertar o Rio Grande do Sul da tirania de Castilhos" conforme declaravam no manifesto em que concitavam os rio-grandenses a acompanhá-los. É bom notar, entretanto, que o qualificativo federalista não tinha o sentido de federativo. Pelo contrário, os federalistas desejavam, teoricamente, maior predominância do poder federal sobre o estadual, defendendo também a adoção do sistema parlamentar. Então após o combate do Inhanduí, os revolucionários praticamente ficavam vencidos. Porém eles não se deram por vencidos depois dessa batalha. No Rio de Janeiro surgiria a 6 de setembro de
A Revolta Armada
Durante a Revolta Armada, inicialmente no Rio de Janeiro, ocorreram diversos combates, e a guerra chegou novamente ao Rio Grande do Sul. Porém, o governo preparou-se suficientemente bem para se defender. Fracassara a Revolta Armada terminando a Revolução Federalista. Salvara-se a República. Lamentavelmente, porém, revestiu-se de tremenda crueldade a vingança empreendida por elementos governistas, com o general Everton Quadros no Paraná e o coronel Moreira César .
Refletindo sobre um projeto
|
|
Tuesday, 22 April 08 - 05:02 PM (GMT -04:00) By Master Santucci in Interdisciplinar |
|
ANÁLISE DA REALIDADE
Levantamento e descrição da situação problema. Justificativa da necessidade do projeto e da importância da proposta.
OBJETIVOS
Relação de metas e intenções objetivas e claras do que se pretende alcançar.
CONTEÚDO
Relacionar e descrever sucintamente o(s) assunto (s) e apontar a (s) disciplinas envolvidas na ação.
METODOLOGIA
Descrever as estratégias, abordagens, dinâmicas ou formas de encaminhamento das ações para a obtenção dos objetivos.
PÚBLICO ALVO
Apresentar o perfil (série, faixa etária, nível de conhecimento sobre o assunto, acesso ao computador, etc.) das pessoas que serão diretamente atingidas pelo projeto.
CRONOGRAMA
Definir e apontar datas, horários, duração, número de aulas, pessoas envolvidas e locais de trabalho para a execução da proposta.
RECURSOS
Relacionar os equipamentos e materiais, considerando as quantidades necessárias para a execução da proposta.
PARCERIAS
Apresentar as pessoas que apoiarão e auxiliarão na execução da proposta, sejam professores, alunos, comunidade ou outros envolvidos no projeto.
AVALIAÇÃO
Prever critérios para uma análise detalhada do processo e do produto final do projeto. Diagnosticar eventuais dificuldades no desenvolvimento do projeto e propor ações para sua superação.
BIBLIOGRAFIA
Listar referências bibliográficas de livros, revistas, jornais e documentos oficiais consultados para a realização do projeto.
História da República - Marechal Deodoro da Fonseca
|
|
Tuesday, 22 April 08 - 08:13 AM (GMT -04:00) By Master Santucci in Interdisciplinar |
|
1891
Embora a constituição de 1891 afirmasse que o presidente da república seria eleito pelo voto direto da população, afirmava também que após a sua promulgação o primeiro presidente seria eleito excepcionalmente pelo Congresso. Foi isso que ocorreu.
Candidataram-se ao cargo de presidente o Mal. Deodoro da Fonseca e o presidente do Congresso Prudente de Morais; à vice-presidência concorreram o ex-ministro da Marinha almirante Eduardo Wandenkolk e o ex-ministro da Guerra Floriano Peixoto. (OBS. A constituição dizia que, diferentemente de hoje, se candidatam em chapas separadas o presidente e o vice.) Foi vitoriosa a chapa dos dois marechais, embora a votação de seus concorrentes demonstrasse a existência de uma ponderável força política oposta ao governo. A oposição a Deodoro formara-se durante o Governo Provisório, chegando mesmo a transformar-se em séria dissidência entre aqueles que haviam criado o novo regime.

Habituado à disciplina militar o velho marechal irritava-se profundamente com a violência dos ataques que lhe eram desferidos pelos adversários. Com a aprovação de uma lei sobre a responsabilidade do presidente da republica, provavelmente preparando o caminho para um impeachment. Deodoro resolveu desferir um golpe mortal no Congresso: Em 3 de novembro de 1891 dissolvia-o apesar de não ter poderes constitucionais para isso e, confiado no Exército, proclamava estado de sítio.
Apenas o governador do Pará, Lauro Sodré, não apoiou o golpe de Deodoro. No Rio Grande do Sul, porém, alguns militares aliados aos elementos da oposição ao governo depuseram o governador Júlio de Castilhos constituindo uma junta governativa pitorescamente cognominada de governicho. Paralelamente, o almirante Custódio José de Melo, no Rio de Janeiro, toma a iniciativa de anular o golpe de Deodoro; na manhã de 23 de novembro, ocupa vários navios e, ameaçando bombardear a cidade, intima o governo a rendição.
Embora Deodoro contasse com o apoio da maioria da guarnição militar, preferiu renunciar ao poder, evitando assim uma guerra civil. Ao entregar o governo ao vice-presidente Floriano Peixoto, encerrava sua carreira política e militar.
... More items are available in our News Archive












