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Exame de SP reprova 40% dos docentes temporários

User photo not available Saturday, 23 January 10 - 06:29 AM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Gestão Educacional

da Folha Online

Exame do governo reprovou 40% dos professores temporários da rede estadual paulista. Dos 182 mil candidatos - incluindo os que ainda não dão aulas--, 48% erraram mais da metade das questões da prova. A informação é de Fábio Takahashi, em reportagem publicada na Folha (disponível para assinantes do jornal e do UOL).

A prova para seleção de temporários foi adotada em 2009 pelo Estado; antes, eram considerados tempo de trabalho e diplomas. Ao adotá-la, o governo disse que quem não atingisse a nota mínima não lecionaria.

Diante do resultado, porém, a Secretaria da Educação informou que poderá atribuir aulas a professores reprovados. "A nossa prioridade é garantir aulas aos alunos", afirmou o secretário Paulo Renato Souza.

Ainda não se sabe quantos reprovados lecionarão, pois a distribuição de aulas não começou - primeiro se escolhem os concursados. No final de 2009, a rede de SP tinha 130 mil concursados e 80 mil temporários.

Sem habilitação

Segundo estudo do Inep (instituto ligado ao Ministério da Educação) feito com dados de 2007, mais de um em cada quatro professores do ensino básico não tem a habilitação exigida por lei --ensino superior com magistério.

Além disso, grande parte dá aulas em disciplinas diferentes da sua formação, o que ocorre principalmente em ciências. Em física, apenas 25% dos professores são graduados exatamente em física.

Leia a reportagem completa na Folha deste sábado

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Governo eleva valor de repasse aos municípios para merenda e transporte escolar

User photo not available Wednesday, 30 December 09 - 06:49 AM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Gestão Educacional

GABRIELA GUERREIRO da Folha Online, em Brasília

O governo federal decidiu nesta segunda-feira aumentar de R$ 0,22 para R$ 0,30 o valor repassado aos municípios para a merenda e o transporte escolar em 2010 - ano eleitoral. O ministro Fernando Haddad (Educação) disse hoje, ao anunciar o aumento, que o governo vai formalizar a mudança na quarta-feira. O impacto anual do reajuste na merenda e no transporte escolar é estimado pelo ministro em R$ 1 bilhão.

Segundo Haddad, o custo da merenda escolar em 2009 para o governo federal foi de R$ 2,2 bilhões, enquanto o do transporte escolar foi de R$ 478 milhões em 2009, e não R$ 2,6 bilhões (merenda) e R$ 4,78 milhões (transporte). No modelo atual, o governo repassa aos municípios os recursos para a merenda escolar em toda a educação básica, enquanto no transporte escolar o benefício atinge o ensino rural do país - para o deslocamento dos alunos às escolas.

A mudança nos valores, segundo Haddad, vai passar a valer no início do período letivo de 2010. O ministro disse que, até 2003, o governo federal repassava R$ 0,09 centavos aos municípios para a merenda e o transporte escolar. Há seis anos o valor passou para R$ 0,22 centavos, chegando agora aos R$ 0,30.

O repasse já havia sido aumentado em 70% desde 2003 e, neste ano, foi estendido aos alunos do ensino médio.

Inicialmente, a ideia do governo era ampliar o repasse na merenda e no transporte escolar para R$ 0,35, mas a equipe econômica recomendou o reajuste menor para evitar maiores impactos aos cofres do governo.

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Professor, você vai fazer a prova de promoção salarial da rede paulista?

User photo not available Wednesday, 30 December 09 - 06:37 AM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Gestão Educacional

As inscrições para a prova que integrará o processo anual de promoção salarial da rede de ensino público do Estado de São Paulo iniciam nesta terça-feira (29) e devem ser feitas pelo site da Fundação Cesgranrio. O prazo vai até as 23h59 de 7 de janeiro de 2010 (horário de Brasília).

Para estar habilitado a fazer a prova, o servidor deve ser integrante de classe (docente ou apoio pedagógico) pertencente ao quadro do magistério, como efetivo ou ocupante de função-atividade (temporários abrangidos pela LC n.º 1010/ 2007), e ter cumprido o interstício mínimo de quatro anos ou 1.460 dias, por período contínuo ou não no exercício do cargo/ função da promoção.

Parte do processo de promoção, a prova avaliará os conhecimentos sobre formação pedagógica e formação específica por campo de atuação, de acordo com o perfil, habilidades e bibliografia de referência exigidos. Só serão promovidos os candidatos aprovados na prova e classificados dentro do percentual de 20% previsto para promoção.

* As informações são do UOL Educação.

Professor, você vai fazer a prova de promoção salarial? Comente.

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FNDE aprova repasse de recursos para reparos em escolas públicas rurais

User photo not available Saturday, 05 December 09 - 06:00 AM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Gestão Educacional

Christina Machado - Repórter da Agência Brasil

Brasília - O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) autorizou a transferência de recursos financeiros para obras de infraestrutura em 24 escolas públicas rurais, no âmbito do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). Esses estabelecimentos atendem estudantes matriculados nas séries iniciais do ensino fundamental. Eles estudam em classes multisseriadas, em que alunos de diferentes idades e séries realizam as suas atividades na mesma sala de aula.

A resolução que autoriza a transferência de recursos foi publicada no Diário Oficial da União. A relação das escolas, encaminhada ao FNDE pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad), do Ministério da Educação, está disponível no site www.fnde.gov.br. Os recursos a serem liberados estão condicionados à disponibilidade orçamentária.

As classes multisseriadas existem principalmente nas escolas do meio rural, para reduzir a evasão escolar, ou em projetos específicos, baseados na metodologia da aceleração. O objetivo é principalmente atrair crianças e adolescentes em situação de rua, analfabetas ou com defasagem nos estudos.

Um dos objetivos da resolução é melhorar a qualidade do ensino nessas escolas e proporcionar a professores e estudantes um ambiente mais seguro e adequado ao aprendizado e à socialização.

Os recursos serão usados na contratação de mão de obra e para custear outras despesas necessárias à manutenção, conservação e a pequenos reparos das instalações. O dinheiro será destinado também à aquisição de móveis e a ações de apoio à realização de atividades educativas e pedagógicas coletivas.

Edição: Juliana Andrade

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Quase 75% dos universitários brasileiros estudam em instituições privadas

geography8.gif Saturday, 28 November 09 - 05:06 AM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Gestão Educacional

Amanda Cieglinski - Da Agência Brasil em Brasília

Em 2008, havia 5.080.056 alunos matriculados em cursos superiores no Brasil, 4,1% a mais do que em 2007. O setor privado ainda responde pela maior parte das matrículas: 74,9% dos alunos estão em cursos particulares, enquanto 25,1% estudam em instituições públicas.

No ano passado, 1.936.078 alunos ingressaram no ensino superior, 8,5% a mais do que o registrado em 2007. As informações são do Censo da Educação Superior de 2008, divulgado hoje (27) pelo MEC (Ministério da Educação). De 2007 para 2008, foram criados 1,2 mil cursos, um aumento de 5,2%.

As instituições privadas também respondem pela maioria dos cursos: 17 mil, de um total de 24 mil. No entanto, o material divulgado pelo MEC destaca que o maior crescimento relativo foi nas instituições federais, que apresentaram um aumento de 6,8% no número de cursos na passagem de 2007 para 2008.

Das 2.252 instituições de ensino superior em funcionamento no país no ano passado, 90% eram particulares e 10% públicas, incluindo universidades federais, municipais e estaduais.

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Educação deve ser tratada como uma prioridade?

User photo not available Wednesday, 18 November 09 - 07:27 PM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Gestão Educacional

O que é importante para a sua qualidade de vida e para o seu bem-estar na cidade? O Movimento Nossa São Paulo fez essa pergunta a 32 mil paulistanos, entre junho e setembro deste ano. No topo da lista está a preocupação com educação. O trânsito, que costuma ganhar destaque nos bate-papos informais sobre os maiores problemas da cidade, ficou em 17º lugar.

Os
dados chamaram a atenção dos organizadores da pesquisa, num momento em que a capital paulista recebe investimentos pesados para reduzir o congestionamento, com a criação de uma terceira pista na Marginal do Tietê, Rodoanel e expansão das linhas da Companhia do Metropolitano (Metrô). "Será que estamos no caminho certo? A pesquisa nos aponta uma nova direção", disse o idealizador do Movimento, Oded Grajew.

Os dados foram divulgados ontem e serão encaminhados ao poder público. Além de adultos, crianças e adolescentes de escolas públicas com idade entre 10 e 15 anos também foram ouvidos. Cerca de 50% dos entrevistados demonstraram preocupação com a qualificação dos professores. E outros 40% com a falta de vagas em creches e escolas perto de casa.

*As informações são do UOL Educação.

Você concorda com o resultado da pesquisa? Na sua opinião, educação é mesmo uma prioridade?

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Nem tudo sobre a educação é verdade; veja lista de estudos sobre falsas soluções

User photo not available Tuesday, 10 November 09 - 05:28 AM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Gestão Educacional

FABIANA REWALD da Folha de S.Paulo

Para melhorar a educação no Brasil basta investir mais, aumentar o salário dos professores e treiná-los constantemente, além de melhorar a infraestrutura das escolas, certo?

Errado. Diversos estudos nacionais e internacionais mostram que as "soluções" acima, na verdade, não passam de mitos. São questões importantes para um projeto de longo prazo, mas que por si só não promovem melhoria na educação.

Em relação ao investimento, por exemplo, municípios que gastam R$ 1.000 por aluno no fundamental tiveram a mesma nota na Prova Brasil (exame federal que avalia estudantes) que municípios que gastam R$ 3.000, segundo dados de 2005 que embasam pesquisa de Naercio Aquino Menezes Filho, do Insper (antigo Ibmec).

Cingapura é outro exemplo de que gastos e qualidade na educação não têm uma relação direta. O país obteve ótimos resultados nos últimos anos apesar de ter aplicado menos recursos na educação primária que 27 dos 30 países da OCDE (organização de países desenvolvidos), segundo relatório de 2007 da consultoria McKinsey.

A relação entre desempenho dos alunos e salários de professores também não é tão direta. O Distrito Federal, por exemplo, paga os melhores salários do país, mas não tem o melhor resultado em exames federais como Prova Brasil e Saeb, segundo levantamento feito por Maria Helena Guimarães de Castro quando era secretária de Educação de SP, cargo que deixou neste ano.

O problema da educação é muito mais complexo. Mas é consenso que o ponto central é ter professores bem formados, que saibam ensinar e dominem a disciplina que lecionam.

Parece simples, mas não é. É comum, em muitas regiões do país, que professores de matemática sejam contratados para ensinar física. Segundo o censo da educação básica de 2007, dos professores de física no ensino médio do país, só 25% tinha formação na área.

Isso porque os formados em física acabam atraídos por outras profissões com maior retorno financeiro.

Mas, então, aumentar o salário significativamente não ajudaria? Estudiosos de educação acreditam que um reajuste assim só teria efeito no longo prazo. Aumentar sem critérios os salários de todos os professores não fará com que eles passem a ensinar melhor agora, pois já têm falhas na sua formação.

Uma opção a curto prazo sugerida por Menezes Filho é atrelar o reajuste à melhora no desempenho. Assim, ele funcionaria como estímulo.

Já no longo prazo, de fato, esse aumento no salário pode ser eficaz, a partir do momento em que a carreira de professor passa a interessar os melhores alunos do ensino médio.

Abaixo, veja os nomes de alguns estudos que derrubam mitos

- "Os Determinantes do Desempenho Escolar", de Naercio Menezes Filho (2007);

- "A Relação entre Gastos Educacionais e Desempenho Escolar", de Luiz Felipe Leite Estanislau do Amaral e Naércio Menezes Filho;

- "Avaliando o Impacto da Progressão Continuada nas Taxas de Rendimento e Desempenho Escolar no Brasil", de Naercio Menezes Filho, Ligia Vasconcellos, Sergio Werlang e Roberta Biondi (2004);

- "O Impacto dos Métodos Estruturados de Ensino na Proficiência dos Alunos da Rede Pública Municipal do Estado de São Paulo", de Maria Carolina da Silva Leme, Paula Louzano, Vladimir Ponczek e André Portela de Souza (2009);

- "Sistemas Estruturados de Ensino e Redes Municipais do Estado de São Paulo", coordenado por Paula Louzano (2009);

- "Sucesso Escolar nos Meios Populares - As Razões do Improvável", livro de Bernard Lahire (2004);

- "How the world's best performing school systems come out on top", da McKinsey&Company (2007);

- "Efficiency and Equity in Schools around the World", de Eric A. Hanushek e Javier A. Luque (2002);

- "Family, Classroom, and School Effects on Children's Educational Outcomes in Latin America", de J. Douglas Willms e Marie-Andree Somers (2001);

- "The Effect of School Resources on Student Achievement", de Rob Greenwald, Larry V. Hedges e Richard D. Laine (1996);

- "Interpreting Recent Research on Schooling in Developing Countries", de Eric A. Hanushek (1995);

- "Schooling Quality in a Cross Section of Countries", de Jong-Wha Lee e Robert J. Barro (1997);

- "Factores que Afectan el Rendimiento Academico en la Educacion Primaria", de Eduardo Velez, Ernesto Schiefelbein e Jorge Valenzuela (1993);

- "Teacher Quality and Student Achievement: A Review of State Policy Evidence", de Linda Darling-Hammond (2000);

- "Efficiency-Enhancing Investments in School Quality", de Eric A. Hanushek, João Batista Gomes Neto e Ralph W. Harbison;

- "Educação Secundária no Brasil: Chegou a Hora", de Alberto Rodríguez e Carlos A. Herrán (2000)

- "Brazil, Teachers Development and Incentives - A Strategic Framework", de Françoise Delannoy e Guilherme Sedlacek (2001).

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Na sua opinião, qual é a receita para melhorar a educação?

User photo not available Tuesday, 10 November 09 - 05:26 AM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Gestão Educacional

Para melhorar a educação no Brasil basta investir mais, aumentar o salário dos professores e treiná-los constantemente, além de melhorar a infraestrutura das escolas, certo?

Errado. Diversos estudos nacionais e internacionais mostram que as "soluções" acima, na verdade, não passam de mitos. São questões importantes para um projeto de longo prazo, mas que por si só não promovem melhoria na educação.

As informações são do Folha Online.

Na sua opinião, qual é a receita para melhorar a educação? Opine!

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Esvaziamento escolar provocará mudanças no ensino alemão, diz estudo

User photo not available Sunday, 08 November 09 - 06:40 AM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Gestão Educacional

Pesquisa da Fundação Bertelsmann prevê mudanças radicais no sistema alemão de ensino devido à redução do número de alunos. Estudo reuniu dados de todos os municípios do país com mais de 5 mil habitantes.

Entre os efeitos iminentes do crescimento demográfico negativo na Alemanha, está a diminuição do contingente de alunos em escolas do ensino fundamental e médio do país. Até o ano 2025, o número de crianças e adolescentes entre seis e 18 anos diminuirá dos atuais quase 11 milhões para 9 milhões, constatou estudo da Fundação Bertelsmann divulgado nesta sexta-feira (06/11) em Gütersloh.

Segundo a pesquisa, o sistema de ensino do país está diante de mudanças radicais provocadas pelo esvaziamento escolar. Em seu estudo, a fundação reuniu, pela primeira vez, dados educacionais relevantes de todas os municípios alemães com mais de 5 mil habitantes.

Deslocamento demográfico

Particularmente drástica é a situação na faixa etária entre 16 e 18 anos. Nos próximos 15 anos, o estudo prevê uma redução de 27,4% do número de adolescentes em idade de frequentar o ensino médio na Alemanha.

Entre os alunos de 10 a 15 anos, a queda será de 15,8%. Com uma redução de 14,3%, também na faixa etária entre 6 a 9 anos, um número menor de crianças irão ocupar os bancos escolares do ensino fundamental alemão.

No total, a população alemã diminuirá somente 2% até 2025. No entanto, um intenso deslocamento demográfico irá acontecer. Dessa forma, o número de alemães acima dos 80 anos aumentará em 70%, explica a Fundação Bertelsmann.

Indicadores de municípios

Ao apresentar a pesquisa através do portal de internet da Bertelsmann, Wegweiser Kommune (indicadores de municípios, em alemão), Brigitte Mohn, membro da diretoria da fundação, afirmou que "mesmo que haja diferenças regionais, estados, cidades e municípios terão que seguir novos caminhos em seu planejamento educacional".

Mohn disse ainda que "devido à redução maciça do número de alunos, o sistema escolar tripartido continuará a sofrer pressão", referindo-se ao sistema alemão de ensino, onde a criança dispõe de três possibilidades de escola secundária, conforme seu desempenho no curso primário: Hauptschule, Realschule e Gymnasium.

Na Hauptschule, os alunos recebem uma formação geral básica com duração de cinco a seis anos. A Realschule habilita a frequentar cursos mais adiantados em escolas profissionalizantes, e dura seis anos. O Gymnasium tem duração de oito ou nove anos. Seu certificado de conclusão (Abitur), que corresponde ao vestibular brasileiro, habilita para o acesso a uma universidade ou escola superior.

Segundo a Fundação Bertelsmann, a tendência para um sistema escolar bipartite, com a fusão das duas opções de ensino fundamental Hauptschule e Realschule, continuará tanto no Oeste quanto no Leste alemão. Por outro lado, a procura de escolas do ensino médio (Gymnasium) deverá aumentar, prevê a fundação.

"Diferente, mas bom"

Quanto à pergunta do significado da mudança demográfica para uma geração jovem minguante, o jornal Neue Osnabrücker Zeitung comentou nesta sexta-feira que "para prever isso, muitos pais não precisam nem mesmo de uma pesquisa – basta o fato de a escola primária de seu filho ter que ser fechada devido à falta de alunos. Principalmente em zonas rurais do estado da Baixa Saxônia, este fenômeno já é realidade – e um princípio das mudanças que nos aguardam".

Sobre a eventual fusão das escolas do ensino fundamental alemão, o diário acrescentou: "E por que não! Quem souber fazer disso uma vantagem, chegará talvez algum dia no modelo escandinavo de uma só escola para todos – incluindo o ensino médio com duração de três anos até o vestibular. É diferente, mas é bom".

CA/kna/dpa/ots
Revisão: Augusto Valente

Fonte – DW – World.DE

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Fim da DRU vai garantir R$ 9 bilhões a mais para a educação em 2011

User photo not available Friday, 30 October 09 - 05:35 AM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Gestão Educacional

Da Agência Brasil

Com a aprovação pelo Senado ontem da proposta de emenda à Constituição que determina o fim da DRU (Desvinculação de Receitas da União) para a educação, a área terá R$ 9 bilhões a mais em seu orçamento de 2011. O montante representa 21% do orçamento da área em 2009, que foi de R$ 41 bilhões.

Para o presidente-executivo do Movimento Todos Pela Educação, Mozart Ramos, a aprovação da PEC foi uma "vitória da educação brasileira", já que o país "ainda investe pouco" na área. "Hoje o que é investido por ano em cada aluno é cerca de R$ 2 mil, o que representa metade do que os países vizinhos como o México, o Chile e a própria Argentina aplicam", comparou ele, que é membro do Conselho Nacional de Educação.

A União Nacional dos Estudantes divulgou nota "em comemoração" à aprovação do fim da DRU sobre a educação. A diretoria da entidade defende que os recursos sejam aplicados principalmente na democratização da universidade pública.

O mecanismo da DRU foi criado no Plano Real, em 1994, para desbloquear 20% das receitas da União que têm gasto obrigatório por lei. Assim, o governo garantiu uma margem para redirecionar dinheiro das contribuições sociais para outras áreas.

Com a aprovação do texto, em 2009 e 2010 serão descontados 12,5% e 5%, respectivamente. Em 2011, não haverá incidência da DRU na educação.

Além de garantir mais recursos para a educação, a PEC aprovada ontem também amplia a obrigatoriedade do ensino, passando a incluir a pré-escola e o ensino médio. Hoje apenas o ensino fundamental (dos 7 aos 14 anos) é obrigatório. O texto prevê que essa ampliação ocorra de forma gradual até 2016.

"O dia de ontem foi histórico porque tratou de duas coisas muito importantes para a qualidade: o financiamento e a universalização da educação básica em todas as suas etapas", aponta Mozart.

Ele defende que os recursos extras que virão com o fim da DRU sejam aplicados justamente na ampliação das matrículas na pré-escola e no ensino médio. "Não adianta ampliar a oferta sem qualidade, e um dos pré-requisitos é ter um financiamento adequado", afirmou.

Amanda Cieglinski

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Entidades prometem "guerra política" após aprovação de projeto de reajuste para professor

User photo not available Wednesday, 21 October 09 - 08:21 PM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Gestão Educacional

ANDRÉ MONTEIRO da Folha Online

Professores paulistas prometem uma "guerra política" após a aprovação, nesta madrugada, de projeto do governo de São Paulo que prevê reajuste salarial de 25% aos professores da rede estadual mais bem avaliados em uma prova de conhecimentos.

"Isso não vai ficar assim não, sentimos o rolo compressor da Assembleia, mas eles vão sentir o rolo compressor da categoria. Todos os deputados que votaram "sim" serão exibidos em cartazes. Vai começar uma guerra politica mesmo, vão pagar o preço de não terem respeitado os educadores."

A afirmação é de Maria Izabel Noronha, presidente da Apeoesp (sindicato dos professores do Estado), que avalia que o projeto exclui cerca de 80% dos professores da rede estadual.

O projeto cria cinco faixas salariais. A cada avanço, o docente terá aumento de 25%. Por ano, até 20% dos docentes em cada patamar terão o reajuste. O número dependerá da disponibilidade orçamentária. Além da prova, também contará o número de faltas dos docentes e o tempo de permanência na mesma escola. Receberão o aumento os mais bem avaliados nos exames (haverá nota de corte para a ascensão).

Noronha afirma que o projeto não respeitou lei que determina que qualquer projeto sobre salários passe por uma comissão de gestão da carreira (lei 836/07). Ela também acredita que o projeto do governo fere a isonomia salarial, prevista na Constituição.

José Maria Cancelliero, presidente do CPP (Centro do Professorado Paulista), avalia de forma semelhante a aprovação.

"Os deputados votaram na calada da noite, quando quase não havia público. O projeto pulou degraus. Mas vamos até o fim para barrar a lei."

Segundo Noronha, a Apeoesp já entrou com ação na Justiça alegando o não cumprimento da lei estadual, e o setor jurídico do sindicato prepara uma Adin (ação direta de inconstitucionalidade) a ser apresentada no STF (Supremo Tribunal Federal).

Para Cancelliero, a aprovação do projeto "é um descaso total do governo com o magistério. Eles não respeitam os professores, sequer ouvem as entidades".

Com FÁBIO TAKAHASHI, da Folha de S.Paulo

Aprovado projeto de reajuste aos professores bem avaliados

Gilberto Dimenstein: É um bom estímulo ao professor

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Situação de professores no Brasil é preocupante, afirma consultor da Unesco

User photo not available Saturday, 17 October 09 - 07:45 AM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Gestão Educacional

da Agência Brasil

Problemas na formação continuada dos professores e até mesmo na formação inicial, além da baixa remuneração, compõem um cenário "preocupante", de acordo com o consultor em educação da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) no Brasil, Célio da Cunha.

Ao comentar o estudo "Professores do Brasil: Impasses e Desafios", lançado pela Unesco na semana passada, Cunha lembrou que os professores representam o terceiro maior grupo ocupacional do país (8,4%), ficando atrás apenas dos escriturários (15,2%) e dos trabalhadores do setor de serviços (14,9%). A profissão supera, inclusive, o setor de construção civil (4%).

O especialista destaca, entretanto, que é preciso "elevar o status" do professor no Brasil. A própria Unesco, ao concluir o estudo, recomenda a necessidade de "uma verdadeira revolução" nas estruturas institucionais e de formação. Dados da pesquisa indicam que 50% dos alunos que cursam o magistério e que foram entrevistados disseram que não sentem vontade de ser professores. Outro dado "de impacto", segundo Cunha, trata dos salários pagos à categoria - 50% dos docentes recebem menos de R$ 720 por mês.

O estudo alerta para um grande "descompasso" entre a formação teórica e a prática do ensino. Para Cunha, a formação do docente precisa estabelecer uma espécie de "aliança" entre o seu conteúdo e um projeto pedagógico, para que o professor tenha condições de entrar em sala de aula.

Como recomendações, a Unesco defende a real implementação do novo piso salarial e a política de formação docente, lançada recentemente. Cunha acredita que esses podem ser "pontos de partida" para uma "ampla recuperação" da profissão no Brasil.

"Se houver continuidade e fazendo os ajustes necessários que sempre surgem, seguramente, daqui a alguns anos, podemos ter um cenário bem mais promissor do que o atual", disse, ao ressaltar que sem professores bem formados e com uma remuneração digna não será possível atingir a qualidade que o Brasil precisa para a educação básica. "Isso coloca em risco o futuro do país, por conta da importância que a educação tem em um mundo altamente competitivo e em uma sociedade globalizada."

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MEC estuda criar "feriado" para Enem

User photo not available Sunday, 04 October 09 - 12:03 PM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Gestão Educacional

da Folha Online

O governo federal poderá decretar feriado estudantil durante dois dias da semana para aplicar as provas do Enem, caso não consiga uma nova data para a realização do exame num final de semana de novembro, informa reportagem da Folha. O assunto será discutido na segunda-feira numa reunião com reitores das universidades federais.

Um acordo com os reitores das federais é importante porque a maioria dessas instituições decidiu utilizar as avaliações do exame no ingresso dos estudantes. E a escolha de datas no meio da semana poderia ser uma forma de evitar conflito com outros vestibulares.

O MEC informou ontem que a nova prova do Enem já está pronta. As questões foram escolhidas a partir de um banco de dados organizado pelo Inep. O MEC também deve definir amanhã se manterá o contrato assinado com o Connasel, consórcio liderado pela Consultec que ganhou a licitação para a realização do Enem.

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Estudos ligam boa educação a maior salário de professores

User photo not available Sunday, 04 October 09 - 11:58 AM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Gestão Educacional

da Folha de S.Paulo

Um estudo divulgado neste ano comparando os sistemas cubano, brasileiro e chileno ("A Vantagem Acadêmica de Cuba", de Martin Carnoy), aponta que uma das razões para o sucesso cubano é que seus professores recebem, em média, o mesmo rendimento de outros profissionais, o que faz com que a carreira fique atrativa para os melhores estudantes.

Um estudo divulgado em 2007 pela consultoria McKinsey chegou a uma conclusão parecida ao identificar como uma das características comuns em países bem avaliados no Pisa (Programa de Avaliação Internacional de Estudantes) o fato de a carreira ser atrativa aos melhores profissionais que se formam no ensino médio.

Apesar dessas evidências, há controvérsias entre especialistas a respeito do impacto do rendimento do professor no desempenho dos alunos, já que estudos correlacionando salários com a nota dos estudantes mostraram que, para a rede pública brasileira, não há impacto estatisticamente significativo.

Para Bernardete Gatti, que coordenou o estudo da Unesco sobre professores, essas análises que só correlacionam salários e notas captam retrato de momento: "O problema é que se um jovem bem preparado não vê boas perspectivas salariais na carreira, irá procurar profissões mais atraentes".

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Professores que forem aprovados em SP só darão aula em 2011

User photo not available Saturday, 26 September 09 - 07:26 AM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Gestão Educacional

da Folha de S.Paulo

O secretário da Educação do Estado de São Paulo, Paulo Renato Souza, confirmou ontem (17) que os mais de 10 mil professores que poderão ser admitidos na rede básica de ensino ingressarão em sala de aula apenas em 2011. O concurso deverá ocorrer em março.

Pelo planejamento inicial do governo, o concurso seria realizado em setembro deste ano. Assim, os professores já poderiam atuar a partir de 2010.

O atraso, segundo Paulo Renato, deu-se porque a programação traçada pela secretaria mostrou que os professores entrariam em aula na metade do primeiro semestre.

"Rotação"

"Estaríamos provocando uma rotação na rede. Mesmo que fizéssemos para o meio do ano, também estaríamos provocando essa rotação. Isso, pedagogicamente, não é conveniente", afirmou o secretário.

A prova que aconteceria em setembro seria a primeira etapa do concurso. Depois, os aprovados teriam de realizar um curso de cerca de quatro meses na Escola de Formação de Professores do Estado --o curso tornou-se obrigatório por medida aprovada neste ano.

O processo contempla ainda uma terceira etapa: uma prova feita após o curso.
Paulo Renato negou que a mudança no planejamento tenha ocorrido por possíveis atrasos na preparação do curso ou em liberação de verbas.

Segundo ele, o novo planejamento da secretaria prevê ter todo o processo do concurso concluído entre outubro e novembro de 2009 para que seja feita a nomeação.

Paulo Renato disse também que não faltarão professores por causa da mudança na realização do concurso e que muitos dos aprovados poderão ser docentes que já trabalham hoje como temporários.

Segundo a Secretaria da Educação, a rede estadual tem hoje cerca de 230 mil professores, sendo aproximadamente 100 mil temporários.

Demora

A presidente da Apeoesp (sindicato dos professores do Estado), Maria Izabel Azevedo Noronha, afirma que a medida é positiva ao dar mais tempo para os candidatos estudarem para o concurso.

"Faz sentido também quanto à organização do ensino", diz a sindicalista.
Ela afirma que o importante é haver concurso e que o governo publique com antecedência o edital, que traz a bibliografia exigida. "Só o que não pode é ficar adiando, adiando..."

A opinião é semelhante à do professor da Faculdade de Educação da USP Rubens Barbosa de Camargo.

"É claro que, do ponto de vista organizacional, é muito melhor que os novos professores cheguem no final do ano, para iniciar a preparação, ou já no início para as aulas", afirma.

"Só lamento que, com um contingente tão grande de professores temporários, o concurso tenha demorado tanto", afirma. Para Camargo, o ingresso durante o ano letivo afeta a lógica de funcionamento do ensino.

Fonte – Folha On-line

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Ensino se massifica no século 20, mas perde qualidade

geography8.gif Sunday, 23 August 09 - 08:35 AM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Gestão Educacional

ANTÔNIO GOIS da Folha de S.Paulo, no Rio

Quem nunca ouviu o pai ou o avô dizer que, "no meu tempo", a escola pública tinha qualidade? Na maioria dos casos, a afirmação é mesmo verdadeira. As "Estatísticas do Século XX" do IBGE mostram, no entanto, que essa comparação não pode ser feita sem levar em conta que, "naquele tempo", essa escola era para poucos.


A principal característica da educação brasileira no século 20 foi a massificação do acesso ao ensino fundamental e médio. Os dados não permitem a comparação exata com a faixa etária de 7 a 17 anos (idades indicadas para o ensino fundamental e médio), mas é possível comparar as matrículas com a evolução da população de 5 a 19 anos.

O Anuário Estatístico do Brasil de 1940 mostra que, naquele ano, havia 3,3 milhões de estudantes nos níveis primário e secundário, equivalentes hoje, juntos, ao ensino fundamental e médio. O número de matriculados na escola representava apenas 21% do total de 15,5 milhões de brasileiros entre 5 e 19 anos.

De 1940 para 1960, essa proporção evoluiu de 21% para 31%. Foi só a partir da década de 60 que as matrículas passaram a crescer num ritmo muito maior do que o crescimento da população em idade escolar. A proporção chegou a 58% em 1978 e a 86% em 1998. A massificação do ensino fica mais evidente quando se observa a taxa de escolarização da população de 7 a 14 anos (idade indicada para o ensino fundamental) em 2000, que chegou a 94,5%.

A melhoria nesses indicadores mais básicos da educação resultou também na redução da taxa de analfabetismo. O país iniciou o século passado com 65,1% de sua população com mais de 15 anos de idade sem saber ler e escrever e terminou com 13,6%, em 2000.

Comparando com outros países e levando em conta que o Brasil foi o país que apresentou o terceiro maior crescimento do PIB no século 20, a taxa ainda é alta. A Argentina, que em 1970 tinha apenas 7% de sua população analfabeta, terminou o século com 3,2%.

Para o educador Jorge Nagle, autor do livro "Educação e Sociedade na Primeira República" (editora DP&A), a escola da primeira metade do século estava preparada para atender a um pequeno número de estudantes: "Quando a educação se expandiu, esse ajuste não foi feito. Continuamos com um padrão de ensino e cultura muito semelhante ao daquela época e temos dificuldade de pensar num novo padrão que dê conta dessa massificação".

Para Nagle, apesar da quase universalização do ensino fundamental, a democratização do ensino só acontecerá quando houver qualidade. "O ensino fundamental está disseminado, mas a escola ainda não está ensinando adequadamente. Se o aluno não aprende nos quatro primeiros anos na escola, a democratização fica só no número", diz.

Arnaldo Niskier, autor do livro "Educação Brasileira - 500 Anos de História" (Funarte), concorda: "Não é preciso ter estatísticas completas desde o início do século para perceber que a massificação veio acompanhada da perda de qualidade. Isso é visível".

Para Niskier, a perda do prestígio do professor é uma das principais causas da queda de qualidade. "O professor era de excelente qualidade e tinha alegria de dar aula. Hoje, muitas vezes, ele dá aula por obrigação e é um revoltado com as suas condições de trabalho."

Fonte – Folha Educação

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Aumento de professor valerá para aposentadoria

geography8.gif Saturday, 08 August 09 - 07:48 AM (GMT -04:00)
By Master Santucci in Gestão Educacional

Camila Souza do Agora

Os professores, diretores de escola e supervisores de ensino da rede estadual que conseguirem os aumentos previstos no projeto do governo do Estado, de 25% a cada três anos, levarão esses benefícios para as suas aposentadorias.

O anúncio foi feito ontem pela Secretaria de Estado da Educação durante o lançamento do Programa Valorização pelo Mérito. O projeto propõe uma prova para que os profissionais consigam ter salários de até R$ 7.813,63, para supervisor de ensino.

Para o governador José Serra, o programa poderá retardar a aposentadoria de alguns professores, de forma voluntária. "Se o professor tiver três anos para se aposentar, mas tiver a oportunidade de ter um aumento no seu salário em seis anos, ele vai querer ficar mais tempo", disse.

Para conseguir o aumento, os 130 mil professores efetivos da rede e os 80 mil temporários estáveis, que foram contratados antes de 2007, terão que realizar uma prova a cada três anos. No caso dos temporários, há ainda a exigência de ter quatro anos completos na rede.

Além disso, para fazer o exame, os professores terão de ter uma pontuação que será baseada na assiduidade e no tempo de permanência na mesma escola. Esses pontos serão definidos por meio de portarias da Secretaria de Estado da Educação.

Os 20% mais bem qualificados receberão um aumento de 25%. Após três anos, esses profissionais poderão fazer outra prova e, se aprovados, receberão mais 25% de reajuste, e assim sucessivamente. De acordo com o secretário da Educação, Paulo Renato Souza, a primeira prova será realizada em janeiro de 2010.

Pelo projeto, os docentes teriam cinco faixas salariais. Para passar para uma faixa superior, o profissional teria de acertar de 60% a 90% da prova, dependendo do nível.

Polêmica

Um ponto do projeto que deverá ser discutido na Assembleia, antes da aprovação, é o limite de 20% dos profissionais que seriam contemplados com o aumento. Segundo Souza, aqueles que tiverem a nota mínima, mas que não estiverem dentro dessa "cota", terão prioridade na próxima prova.

Para o presidente do CPP (Centro do Professorado Paulista), José Maria Cancelliero, não deveria haver esse limite. O deputado Roberto Felício (PT) acredita que uma das emendas que deverão ser proposta será para o fim da "cota" de 20%.

Veja mais - Adicional também será incorporado

Fone – São Paulo Agora

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Serra sanciona projetos do Programa+ Qualidade na Escola

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By Master Santucci in Gestão Educacional

São criadas 80.000 vagas para professores/Só vai dar aula quem passar pela Escola de Formação/Vera Cabral é a diretora da Escola de Formação de Professores/São criadas jornadas de 40 horas e 12 horas para professores/Prova de temporários será obrigatória para atuação em classe/Decreto cria periodicidade para realização de concursos

O governador José Serra sancionou nesta quinta-feira (16/7) dois Projetos de Lei Complementar que vão contribuir decisivamente para a melhoria da qualidade de ensino oferecido os 5,3 milhões de alunos da rede estadual. Um dos projetos cria 80 mil novos cargos de professores de educação básica, permitindo com isso que novos concursos públicos sejam abertos pela Secretaria de Estado da Educação. O governador vai assinar o decreto que institui periodicidade mínima para realização de concurso e também anuncia a indicação da economista Vera Cabral à direção da recém-criada Escola de Formação de Professores.

Mestre em Economia pela Universidade de São Paulo, Vera foi diretora de Políticas Sociais da Fundação para o Desenvolvimento Administrativo do Estado de São Paulo (Fundap).

“Estamos enfrentando com muito vigor um problema fundamental da educação, que é melhorar a preparação do professor para a atuação na sala de aula”, diz o secretário de educação, Paulo Renato Souza.

Os projetos também criam duas novas jornadas de trabalho para os docentes. Uma delas é a jornada integral, com 40 horas de trabalho semanal, o que atende a uma antiga reivindicação dos professores do Estado. A segunda é a jornada reduzida, onde o docente trabalha 12 horas por semana.

A Lei também estabelece novas regras para o ingresso de professores na rede. Depois de selecionados em concurso, os docentes passarão por curso de capacitação para o exercício do magistério, que será oferecido pela Escola de Formação de Professores do Estado. Serão quatro meses de aulas com atividades em classe e práticas escolares. Durante este período, os candidatos a professor vão receber 75% do salário inicial da categoria.

O decreto do governador vai estabelecer periodicidade mínima para a realização de concursos públicos. Com o objetivo de evitar longos períodos sem a realização de concursos, o governo institui que os certames serão realizados obrigatoriamente ao fim da validade do concurso anterior. “É um esforço significativo do Estado para valorizar o professor e melhorar a qualidade da educação pública”, diz o secretário Paulo Renato.

Professores temporários

A contratação de professores temporários também sofre alterações, de acordo com o Projeto de Lei 19/2009, que também será sancionado nesta quinta-feira. Todos os educadores temporários deverão ser submetidos a uma prova antes de assumirem as atividades didáticas em sala de aula. A atribuição de aulas dos professores temporários também levará em conta requisitos de tempo de serviço e titulação.

O professor temporário só será admitido para ministrar aulas em uma das 5.300 escolas estaduais após ser aprovado no exame. Caso tenha garantida a estabilidade prevista na Lei 1010 (Lei da SP Prev), será assegurada a jornada mínima de 12 horas semanais, que será exercida em funções auxiliares do processo de ensino, fora da sala de aula.

A nova lei garante estabilidade, privilégio na atribuição de aulas e aposentadoria no regime previdenciário próprio do Estado, além de remuneração mínima equivalente à carga horária de 12 horas.

Já o professor que for reprovado na avaliação anual não dará aulas. Esses professores deverão obrigatoriamente prestar novamente o exame nos anos seguintes e garantirem a aprovação para poderem dar aulas, ou continuarão em atividades auxiliares ao ensino nas escolas.

Todas as medidas fazem parte do Programa + Qualidade na Escola, projeto audacioso lançado no último dia 5 de maio pelo governador José Serra e pelo secretário de Estado da Educação, Paulo Renato Souza, que visa contribuir para a melhoria da qualidade do ensino público de São Paulo. Além das medidas apresentadas nesta quinta-feira, o programa também conta com a criação da Escola de Formação de Professores, que tem como tem como meta complementar o conhecimento dos professores da rede estadual de ensino de modo semelhante aos cursos de especialização, com atividades que vão direcionar os educadores para as práticas em sala de aula. “É um trabalho consistente e corajoso que vai melhorar a qualidade da nossa educação”, diz o secretário Paulo Renato.

Fonte – SEE/SP

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Você acredita que a profissão de professor atrai menos os jovens?

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By Master Santucci in Gestão Educacional

Você acredita que a profissão de professor atrai menos os jovens? Os países da União Europeia (UE) investem em média aproximadamente 5% do PIB em educação. Segundo um estudo apresentado nesta quinta-feira em Bruxelas, as despesas com educação perfazem em média 11% do orçamento público dos países do bloco.

A maior parte das verbas de ensino (70%) é destinada à remuneração de pessoal. De acordo com a pesquisa da Comissão Europeia, Luxemburgo é o país com o maior índice de investimentos por aluno, sendo que o menor é registrado na Bulgária e na Romênia.

*As informações são da Folha Online.

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Em busca do tempo perdido

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By Master Santucci in Gestão Educacional

MEC anuncia Plano para fazer com que 600 mil professores consigam formação adequada; estratégia de recorrer à educação a distância é questionada

Dois anos depois da criação do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), que já falava em priorizar a valorização profissional, o Ministério da Educação lançou, no final de maio, o Plano Nacional de Formação de Professores (PNFP). Com investimento previsto de R$ 1 bilhão, a ação tem como meta combater as distorções que minam o magistério no que tange à formação docente. 

De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), do total de 1,8 milhão de professores que atuam nos ensinos fundamental e médio em escolas públicas brasileiras, 600?mil não possuem formação universitária ou lecionam em áreas diferentes daquelas para as quais foram licenciados. Essa distorção entre formação e atividade é apontada como um dos principais motivos dos índices sofríveis de avaliação escolar, principalmente do ensino médio.

Na primeira etapa do PNFP, prevê-se a criação de 331 mil vagas, em 90 instituições públicas de ensino superior. Segundo o diretor de Educação Básica Presencial da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), João Carlos Teatini, a maior parte da oferta é para os cursos de pedagogia, devido à "enorme carência de formação dos professores da educação infantil e das séries iniciais do ensino fundamental". Nos demais cursos, foram priorizadas as disciplinas para as quais faltam docentes, como física, química, matemática e biologia.

O plano será executado em regime de colaboração entre União, estados e municípios, por meio de 90 instituições públicas de ensino superior. Os cursos de primeira licenciatura têm carga horária de 2.800 horas mais 400 horas de estágio supervisionado. Os de segunda licenciatura têm 800 horas para cursos na mesma área de atuação ou 1.200 horas para cursos fora da área de atuação.

Os professores interessados devem procurar as secretarias estaduais ou municipais de Educação. Caso a demanda, nessa primeira fase, seja maior que a oferta, o processo seletivo ficará a critério das instituições de ensino superior responsáveis. Professores que não obtiverem vaga para o próximo semestre serão contemplados nas?de 2010 e 2011. Para 2009, estava previsto o ingresso de 62,9 mil docentes. Em 2010, 144 mil professores serão contemplados. Para 2011, a previsão é de 124 mil vagas.

Presencial versus a distância

Apesar de a Política Nacional de Formação de Professores para a Educação Básica estabelecer que a oferta deve ser majoritariamente presencial e de as entidades ligadas à área de formação docente apoiarem essa modalidade, 48% das vagas são para a educação a distância (EAD), de acordo com o Fórum Nacional de Pró-Reitores de Graduação das Universidades Brasileiras (ForGrad). Defensor da EAD, o professor Romualdo Portela de Oliveira, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), considera que a utilização da modalidade, no âmbito do plano, é precipitada. "A EAD é um instrumento poderoso, mas a experiência só deveria ser colocada em prática para a formação inicial depois de consolidada na continuada", avalia Portela.

Já o secretário de Educação a Distância do MEC e coordenador da Dimensão de Capacitação do Plano de Ações Articuladas (PAR), Carlos Bielschowsky, garante que "são cursos com credibilidade, desenvolvidos por instituições sérias, que têm seus instrumentos de avaliação, que comprovam a qualidade da EAD". O diretor da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Johannes Doll, encara a modalidade como solução para as regiões mais distantes. A UFRGS desenvolve um projeto de EAD, ?em parceria com o MEC, para formar 400 professores do ensino fundamental que só possuem o curso normal. "Basta que a relação professor/aluno, a estrutura e a avaliação sejam adequadas", completa.

O presidente-executivo do Movimento Todos Pela Educação, Mozart Neves Ramos, questiona a demora para implementação do plano. Para ele, a medida chega com 15 anos de atraso. "Na década de 90, quando a meta era colocar toda criança na escola, o problema maior era a falta de salas. Houve falta de visão de futuro. Era óbvio que essas crianças, que estavam ingressando, continuariam avançando e chegariam ao ensino médio, hoje em situação precária, e precisariam de bons professores em todos os níveis", analisa. Ramos destaca outros momentos perdidos, como o começo da primeira gestão do atual governo, quando foi criada uma comissão para estudar o assunto, no âmbito do MEC, que acabou caindo no esquecimento, e o próprio lançamento do PDE, em 2007.

Bielschowsky rebate e afirma que, no âmbito do PDE, "a lógica é a de onde se quer chegar e não uma lógica sequencial, porque variam o período e a capacidade de executar cada ação prevista". No quesito formação, a próxima etapa, ainda em processo de organização e que deve ser concluída até o fim do ano, será a educação continuada dos docentes já graduados.

O secretário concorda que a qualificação dos professores deveria ter sido ?paralela ao atendimento da demanda por vagas, mas responde que "falar é fácil, o difícil é colocar em prática". Das 27 unidades da federação, 21 firmaram acordo. Apenas São Paulo optou por não participar. Rio Grande do Sul e Minas Gerais estão elaborando os projetos.?Acre, Rondônia e Distrito Federal, devem aderir a programas de educação continuada. "É muito complexo chegar a um consenso entre estados, municípios e universidades, em um país continental", destaca Bielschowsky, que foi o articulador do Plano Nacional de Formação dos Professores.

Mesmo com toda a engenharia mencionada pelo secretário, Romualdo Portela considera que poderia ter havido mais diálogo com as sociedades científicas da área, para conhecer suas experiências. Ele adverte que os problemas existem em três níveis - atratividade, formação e retenção.  "Não conseguimos atrair os melhores alunos do ensino médio para a carreira docente; a formação é muito ruim, porque a maior parte dos professores é formada em instituições privadas, em geral, bastante precárias, além de não retermos bons profissionais por questões como salário e condições de trabalho", diz. "Se não for promovida uma política abordando todas essas dimensões, é muito provável que o plano não funcione", completa. Os aspectos mencionados por Portela foram contemplados em medidas anunciadas na esteira do plano, mas de forma incipiente.

O secretário de Assuntos Educacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo, também cobra mais diálogo. "Houve inversão do processo. O Enem, por exemplo, foi discutido com as universidades, de cima para baixo, deixando municípios e estados em papel secundário", protesta. "Por outro lado, para evitar novas contratações, os governadores contestam no Supremo Tribunal Federal (STF) o dispositivo da Lei do Piso, que permite que o professor realize sua formação no horário de aula". Araújo lembra um levantamento feito pela CNTE, em 2002, apontando que, além da carga horária normal, o professor gasta, em média, 14 horas semanais em casa, com a correção de trabalhos e o planejamento das aulas. "Não há condições de acumular tudo", reclama.

A professora Stella Bortoni, da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB), responsabiliza a descontinuidade das políticas públicas pelo quadro. "O plano é positivo, antes tarde do que nunca, mas não sabemos o que virá depois. A cada eleição, em todos os níveis do Poder Executivo, quem chega altera ou engaveta projetos, troca membros da equipe. A educação precisa ser uma política de Estado e não de governo, não pode ficar atrelada ao calendário eleitoral", ressalta Bortoni, lembrando que formar o professor é bem diferente de asfaltar uma estrada. Enquanto obras desse tipo podem ser feitas em quatro anos, a formação é um processo para a vida toda. Bortoni alerta que também é necessário ter clareza acerca do perfil do professor que o país deseja, que habilidades ele precisa dominar para ser um agente da cultura.

Como as instituições de ensino superior não têm condições de atender à demanda de professores em exercício, que não possuem formação adequada, foram criados cursos emergenciais. De acordo com a Capes, 14% das vagas são para os cursos regulares existentes e os outros 86% para os emergenciais. Os termos de adesão das IES têm previsão de duração de sete anos, com a oferta observando as necessidades regionais.

O pacote para o magistério

Fies

Quem fizer a licenciatura em instituição privada, por meio do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies), poderá reduzir a dívida. Caso ingresse em escola pública, após a formatura, cada mês de serviço dará direito a um abatimento de 1%. A medida também beneficia os professores que já se formaram, com financiamento do Fies, e atuam em escola pública.

Verba para piso salarial

Os estados que não tiverem condição de pagar o piso nacional dos professores, de R$ 950, terão verba complementar do Fundo da Educação Básica (Fundeb).

Obrigatoriedade de curso superior

Será apresentado um projeto de lei ao Congresso Nacional, que pretende alterar a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), tornando obrigatória a formação superior para os professores que lecionam até a 4ª série/5º ano do ensino fundamental. Os de nível médio, na modalidade normal, somente poderão atuar na educação infantil.

Nota mínima no Enem

O mesmo projeto prevê que o Ministério da Educação poderá definir uma nota de corte no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), como pré-requisito para o ingresso em cursos de graduação de professores. - Cursos de pedagogia A autorização dos cursos de pedagogia só será concedida às instituições que destinarem 70% da carga horária total para a formação de professores.

Ingresso na carreira

No primeiro semestre de 2010, será realizada uma prova nacional de concurso para o magistério. A ideia é oferecer um banco de professores para contratação nos estados e municípios.

 

Fonte – Revista Educação nº 147

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