Educação deve ser tratada como uma prioridade?
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Wednesday, 18 November 09 - 07:27 PM (GMT -04:00) By Master Santucci in Gestão Educacional |
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O que é importante para a sua qualidade de vida e para o seu bem-estar na cidade? O Movimento Nossa São Paulo fez essa pergunta a 32 mil paulistanos, entre junho e setembro deste ano. No topo da lista está a preocupação com educação. O trânsito, que costuma ganhar destaque nos bate-papos informais sobre os maiores problemas da cidade, ficou em 17º lugar.
Os dados chamaram a atenção dos organizadores da pesquisa, num momento em que a capital paulista recebe investimentos pesados para reduzir o congestionamento, com a criação de uma terceira pista na Marginal do Tietê, Rodoanel e expansão das linhas da Companhia do Metropolitano (Metrô). "Será que estamos no caminho certo? A pesquisa nos aponta uma nova direção", disse o idealizador do Movimento, Oded Grajew.
Os dados foram divulgados ontem e serão encaminhados ao poder público. Além de adultos, crianças e adolescentes de escolas públicas com idade entre 10 e 15 anos também foram ouvidos. Cerca de 50% dos entrevistados demonstraram preocupação com a qualificação dos professores. E outros 40% com a falta de vagas em creches e escolas perto de casa.
*As informações são do UOL Educação.
Você concorda com o resultado da pesquisa? Na sua opinião, educação é mesmo uma prioridade?
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Nem tudo sobre a educação é verdade; veja lista de estudos sobre falsas soluções
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Tuesday, 10 November 09 - 05:28 AM (GMT -04:00) By Master Santucci in Gestão Educacional |
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FABIANA REWALD da Folha de S.Paulo
Para melhorar a educação no Brasil basta investir mais, aumentar o salário dos professores e treiná-los constantemente, além de melhorar a infraestrutura das escolas, certo?
Errado. Diversos estudos nacionais e internacionais mostram que as "soluções" acima, na verdade, não passam de mitos. São questões importantes para um projeto de longo prazo, mas que por si só não promovem melhoria na educação.
Em relação ao investimento, por exemplo, municípios que gastam R$ 1.000 por aluno no fundamental tiveram a mesma nota na Prova Brasil (exame federal que avalia estudantes) que municípios que gastam R$ 3.000, segundo dados de 2005 que embasam pesquisa de Naercio Aquino Menezes Filho, do Insper (antigo Ibmec).
Cingapura é outro exemplo de que gastos e qualidade na educação não têm uma relação direta. O país obteve ótimos resultados nos últimos anos apesar de ter aplicado menos recursos na educação primária que 27 dos 30 países da OCDE (organização de países desenvolvidos), segundo relatório de 2007 da consultoria McKinsey.
A relação entre desempenho dos alunos e salários de professores também não é tão direta. O Distrito Federal, por exemplo, paga os melhores salários do país, mas não tem o melhor resultado em exames federais como Prova Brasil e Saeb, segundo levantamento feito por Maria Helena Guimarães de Castro quando era secretária de Educação de SP, cargo que deixou neste ano.
O problema da educação é muito mais complexo. Mas é consenso que o ponto central é ter professores bem formados, que saibam ensinar e dominem a disciplina que lecionam.
Parece simples, mas não é. É comum, em muitas regiões do país, que professores de matemática sejam contratados para ensinar física. Segundo o censo da educação básica de 2007, dos professores de física no ensino médio do país, só 25% tinha formação na área.
Isso porque os formados em física acabam atraídos por outras profissões com maior retorno financeiro.
Mas, então, aumentar o salário significativamente não ajudaria? Estudiosos de educação acreditam que um reajuste assim só teria efeito no longo prazo. Aumentar sem critérios os salários de todos os professores não fará com que eles passem a ensinar melhor agora, pois já têm falhas na sua formação.
Uma opção a curto prazo sugerida por Menezes Filho é atrelar o reajuste à melhora no desempenho. Assim, ele funcionaria como estímulo.
Já no longo prazo, de fato, esse aumento no salário pode ser eficaz, a partir do momento em que a carreira de professor passa a interessar os melhores alunos do ensino médio.
Abaixo, veja os nomes de alguns estudos que derrubam mitos
- "Os Determinantes do Desempenho Escolar", de Naercio Menezes Filho (2007);
- "A Relação entre Gastos Educacionais e Desempenho Escolar", de Luiz Felipe Leite Estanislau do Amaral e Naércio Menezes Filho;
- "Avaliando o Impacto da Progressão Continuada nas Taxas de Rendimento e Desempenho Escolar no Brasil", de Naercio Menezes Filho, Ligia Vasconcellos, Sergio Werlang e Roberta Biondi (2004);
- "O Impacto dos Métodos Estruturados de Ensino na Proficiência dos Alunos da Rede Pública Municipal do Estado de São Paulo", de Maria Carolina da Silva Leme, Paula Louzano, Vladimir Ponczek e André Portela de Souza (2009);
- "Sistemas Estruturados de Ensino e Redes Municipais do Estado de São Paulo", coordenado por Paula Louzano (2009);
- "Sucesso Escolar nos Meios Populares - As Razões do Improvável", livro de Bernard Lahire (2004);
- "How the world's best performing school systems come out on top", da McKinsey&Company (2007);
- "Efficiency and Equity in Schools around the World", de Eric A. Hanushek e Javier A. Luque (2002);
- "Family, Classroom, and School Effects on Children's Educational Outcomes in Latin America", de J.
- "The Effect of School Resources on Student Achievement", de Rob Greenwald, Larry V. Hedges e Richard D. Laine (1996);
- "Interpreting Recent Research on Schooling in Developing Countries", de Eric A. Hanushek (1995);
- "Schooling Quality in a Cross Section of Countries", de Jong-Wha Lee e Robert J. Barro (1997);
- "Factores que Afectan el Rendimiento Academico en
- "Teacher Quality and Student Achievement: A Review of State Policy Evidence", de Linda Darling-Hammond (2000);
- "Efficiency-Enhancing Investments in School Quality", de Eric A. Hanushek, João Batista Gomes Neto e Ralph W. Harbison;
- "Educação Secundária no Brasil: Chegou a Hora", de Alberto Rodríguez e Carlos A. Herrán (2000)
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Na sua opinião, qual é a receita para melhorar a educação?
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Tuesday, 10 November 09 - 05:26 AM (GMT -04:00) By Master Santucci in Gestão Educacional |
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Para melhorar a educação no Brasil basta investir mais, aumentar o salário dos professores e treiná-los constantemente, além de melhorar a infraestrutura das escolas, certo?
Errado. Diversos estudos nacionais e internacionais mostram que as "soluções" acima, na verdade, não passam de mitos. São questões importantes para um projeto de longo prazo, mas que por si só não promovem melhoria na educação.
As informações são do Folha Online.
Na sua opinião, qual é a receita para melhorar a educação? Opine!
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Esvaziamento escolar provocará mudanças no ensino alemão, diz estudo
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Sunday, 08 November 09 - 06:40 AM (GMT -04:00) By Master Santucci in Gestão Educacional |
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Pesquisa da Fundação Bertelsmann prevê mudanças radicais no sistema alemão de ensino devido à redução do número de alunos. Estudo reuniu dados de todos os municípios do país com mais de 5 mil habitantes.
Entre os efeitos iminentes do crescimento demográfico negativo na Alemanha, está a diminuição do contingente de alunos em escolas do ensino fundamental e médio do país. Até o ano 2025, o número de crianças e adolescentes entre seis e 18 anos diminuirá dos atuais quase 11 milhões para 9 milhões, constatou estudo da Fundação Bertelsmann divulgado nesta sexta-feira (06/11) em Gütersloh.
Segundo a pesquisa, o sistema de ensino do país está diante de mudanças radicais provocadas pelo esvaziamento escolar. Em seu estudo, a fundação reuniu, pela primeira vez, dados educacionais relevantes de todas os municípios alemães com mais de 5 mil habitantes.
Deslocamento demográfico
Particularmente drástica é a situação na faixa etária entre 16 e 18 anos. Nos próximos 15 anos, o estudo prevê uma redução de 27,4% do número de adolescentes em idade de frequentar o ensino médio na Alemanha.
Entre os alunos de
No total, a população alemã diminuirá somente 2% até 2025. No entanto, um intenso deslocamento demográfico irá acontecer. Dessa forma, o número de alemães acima dos 80 anos aumentará em 70%, explica a Fundação Bertelsmann.
Indicadores de municípios
Ao apresentar a pesquisa através do portal de internet da Bertelsmann, Wegweiser Kommune (indicadores de municípios, em alemão), Brigitte Mohn, membro da diretoria da fundação, afirmou que "mesmo que haja diferenças regionais, estados, cidades e municípios terão que seguir novos caminhos em seu planejamento educacional".
Mohn disse ainda que "devido à redução maciça do número de alunos, o sistema escolar tripartido continuará a sofrer pressão", referindo-se ao sistema alemão de ensino, onde a criança dispõe de três possibilidades de escola secundária, conforme seu desempenho no curso primário: Hauptschule, Realschule e Gymnasium.
Na Hauptschule, os alunos recebem uma formação geral básica com duração de cinco a seis anos. A Realschule habilita a frequentar cursos mais adiantados em escolas profissionalizantes, e dura seis anos. O Gymnasium tem duração de oito ou nove anos. Seu certificado de conclusão (Abitur), que corresponde ao vestibular brasileiro, habilita para o acesso a uma universidade ou escola superior.
Segundo a Fundação Bertelsmann, a tendência para um sistema escolar bipartite, com a fusão das duas opções de ensino fundamental Hauptschule e Realschule, continuará tanto no Oeste quanto no Leste alemão. Por outro lado, a procura de escolas do ensino médio (Gymnasium) deverá aumentar, prevê a fundação.
"Diferente, mas bom"
Quanto à pergunta do significado da mudança demográfica para uma geração jovem minguante, o jornal Neue Osnabrücker Zeitung comentou nesta sexta-feira que "para prever isso, muitos pais não precisam nem mesmo de uma pesquisa – basta o fato de a escola primária de seu filho ter que ser fechada devido à falta de alunos. Principalmente em zonas rurais do estado da Baixa Saxônia, este fenômeno já é realidade – e um princípio das mudanças que nos aguardam".
Sobre a eventual fusão das escolas do ensino fundamental alemão, o diário acrescentou: "E por que não! Quem souber fazer disso uma vantagem, chegará talvez algum dia no modelo escandinavo de uma só escola para todos – incluindo o ensino médio com duração de três anos até o vestibular. É diferente, mas é bom".
CA/kna/dpa/ots
Revisão: Augusto Valente
Fonte – DW – World.DE
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Fim da DRU vai garantir R$ 9 bilhões a mais para a educação em 2011
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Friday, 30 October 09 - 05:35 AM (GMT -04:00) By Master Santucci in Gestão Educacional |
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Da Agência Brasil
Com a aprovação pelo Senado ontem da proposta de emenda à Constituição que determina o fim da DRU (Desvinculação de Receitas da União) para a educação, a área terá R$ 9 bilhões a mais em seu orçamento de 2011. O montante representa 21% do orçamento da área em 2009, que foi de R$ 41 bilhões.
Para o presidente-executivo do Movimento Todos Pela Educação, Mozart Ramos, a aprovação da PEC foi uma "vitória da educação brasileira", já que o país "ainda investe pouco" na área. "Hoje o que é investido por ano em cada aluno é cerca de R$ 2 mil, o que representa metade do que os países vizinhos como o México, o Chile e a própria Argentina aplicam", comparou ele, que é membro do Conselho Nacional de Educação.
A União Nacional dos Estudantes divulgou nota "em comemoração" à aprovação do fim da DRU sobre a educação. A diretoria da entidade defende que os recursos sejam aplicados principalmente na democratização da universidade pública.
O mecanismo da DRU foi criado no Plano Real, em 1994, para desbloquear 20% das receitas da União que têm gasto obrigatório por lei. Assim, o governo garantiu uma margem para redirecionar dinheiro das contribuições sociais para outras áreas.
Com a aprovação do texto, em 2009 e 2010 serão descontados 12,5% e 5%, respectivamente. Em 2011, não haverá incidência da DRU na educação.
Além de garantir mais recursos para a educação, a PEC aprovada ontem também amplia a obrigatoriedade do ensino, passando a incluir a pré-escola e o ensino médio. Hoje apenas o ensino fundamental (dos 7 aos 14 anos) é obrigatório. O texto prevê que essa ampliação ocorra de forma gradual até 2016.
"O dia de ontem foi histórico porque tratou de duas coisas muito importantes para a qualidade: o financiamento e a universalização da educação básica em todas as suas etapas", aponta Mozart.
Ele defende que os recursos extras que virão com o fim da DRU sejam aplicados justamente na ampliação das matrículas na pré-escola e no ensino médio. "Não adianta ampliar a oferta sem qualidade, e um dos pré-requisitos é ter um financiamento adequado", afirmou.
Amanda Cieglinski
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Entidades prometem "guerra política" após aprovação de projeto de reajuste para professor
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Wednesday, 21 October 09 - 08:21 PM (GMT -04:00) By Master Santucci in Gestão Educacional |
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ANDRÉ MONTEIRO da Folha Online
Professores paulistas prometem uma "guerra política" após a aprovação, nesta madrugada, de projeto do governo de São Paulo que prevê reajuste salarial de 25% aos professores da rede estadual mais bem avaliados em uma prova de conhecimentos.
"Isso não vai ficar assim não, sentimos o rolo compressor da Assembleia, mas eles vão sentir o rolo compressor da categoria. Todos os deputados que votaram "sim" serão exibidos
A afirmação é de Maria Izabel Noronha, presidente da Apeoesp (sindicato dos professores do Estado), que avalia que o projeto exclui cerca de 80% dos professores da rede estadual.
O projeto cria cinco faixas salariais. A cada avanço, o docente terá aumento de 25%. Por ano, até 20% dos docentes em cada patamar terão o reajuste. O número dependerá da disponibilidade orçamentária. Além da prova, também contará o número de faltas dos docentes e o tempo de permanência na mesma escola. Receberão o aumento os mais bem avaliados nos exames (haverá nota de corte para a ascensão).
Noronha afirma que o projeto não respeitou lei que determina que qualquer projeto sobre salários passe por uma comissão de gestão da carreira (lei 836/07). Ela também acredita que o projeto do governo fere a isonomia salarial, prevista na Constituição.
José Maria Cancelliero, presidente do CPP (Centro do Professorado Paulista), avalia de forma semelhante a aprovação.
"Os deputados votaram na calada da noite, quando quase não havia público. O projeto pulou degraus. Mas vamos até o fim para barrar a lei."
Segundo Noronha, a Apeoesp já entrou com ação na Justiça alegando o não cumprimento da lei estadual, e o setor jurídico do sindicato prepara uma Adin (ação direta de inconstitucionalidade) a ser apresentada no STF (Supremo Tribunal Federal).
Para Cancelliero, a aprovação do projeto "é um descaso total do governo com o magistério. Eles não respeitam os professores, sequer ouvem as entidades".
Com FÁBIO TAKAHASHI, da Folha de S.Paulo
Aprovado projeto de reajuste aos professores bem avaliados
Gilberto Dimenstein: É um bom estímulo ao professor
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Situação de professores no Brasil é preocupante, afirma consultor da Unesco
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Saturday, 17 October 09 - 07:45 AM (GMT -04:00) By Master Santucci in Gestão Educacional |
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da Agência Brasil
Problemas na formação continuada dos professores e até mesmo na formação inicial, além da baixa remuneração, compõem um cenário "preocupante", de acordo com o consultor em educação da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) no Brasil, Célio da Cunha.
Ao comentar o estudo "Professores do Brasil: Impasses e Desafios", lançado pela Unesco na semana passada, Cunha lembrou que os professores representam o terceiro maior grupo ocupacional do país (8,4%), ficando atrás apenas dos escriturários (15,2%) e dos trabalhadores do setor de serviços (14,9%). A profissão supera, inclusive, o setor de construção civil (4%).
O especialista destaca, entretanto, que é preciso "elevar o status" do professor no Brasil. A própria Unesco, ao concluir o estudo, recomenda a necessidade de "uma verdadeira revolução" nas estruturas institucionais e de formação. Dados da pesquisa indicam que 50% dos alunos que cursam o magistério e que foram entrevistados disseram que não sentem vontade de ser professores. Outro dado "de impacto", segundo Cunha, trata dos salários pagos à categoria - 50% dos docentes recebem menos de R$ 720 por mês.
O estudo alerta para um grande "descompasso" entre a formação teórica e a prática do ensino. Para Cunha, a formação do docente precisa estabelecer uma espécie de "aliança" entre o seu conteúdo e um projeto pedagógico, para que o professor tenha condições de entrar em sala de aula.
Como recomendações, a Unesco defende a real implementação do novo piso salarial e a política de formação docente, lançada recentemente. Cunha acredita que esses podem ser "pontos de partida" para uma "ampla recuperação" da profissão no Brasil.
"Se houver continuidade e fazendo os ajustes necessários que sempre surgem, seguramente, daqui a alguns anos, podemos ter um cenário bem mais promissor do que o atual", disse, ao ressaltar que sem professores bem formados e com uma remuneração digna não será possível atingir a qualidade que o Brasil precisa para a educação básica. "Isso coloca em risco o futuro do país, por conta da importância que a educação tem em um mundo altamente competitivo e em uma sociedade globalizada."
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MEC estuda criar "feriado" para Enem
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Sunday, 04 October 09 - 12:03 PM (GMT -04:00) By Master Santucci in Gestão Educacional |
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da Folha Online
O governo federal poderá decretar feriado estudantil durante dois dias da semana para aplicar as provas do Enem, caso não consiga uma nova data para a realização do exame num final de semana de novembro, informa reportagem da Folha. O assunto será discutido na segunda-feira numa reunião com reitores das universidades federais.
Um acordo com os reitores das federais é importante porque a maioria dessas instituições decidiu utilizar as avaliações do exame no ingresso dos estudantes. E a escolha de datas no meio da semana poderia ser uma forma de evitar conflito com outros vestibulares.
O MEC informou ontem que a nova prova do Enem já está pronta. As questões foram escolhidas a partir de um banco de dados organizado pelo Inep. O MEC também deve definir amanhã se manterá o contrato assinado com o Connasel, consórcio liderado pela Consultec que ganhou a licitação para a realização do Enem.
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Estudos ligam boa educação a maior salário de professores
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Sunday, 04 October 09 - 11:58 AM (GMT -04:00) By Master Santucci in Gestão Educacional |
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da Folha de S.Paulo
Um estudo divulgado neste ano comparando os sistemas cubano, brasileiro e chileno ("A Vantagem Acadêmica de Cuba", de Martin Carnoy), aponta que uma das razões para o sucesso cubano é que seus professores recebem, em média, o mesmo rendimento de outros profissionais, o que faz com que a carreira fique atrativa para os melhores estudantes.
Um estudo divulgado em 2007 pela consultoria McKinsey chegou a uma conclusão parecida ao identificar como uma das características comuns em países bem avaliados no Pisa (Programa de Avaliação Internacional de Estudantes) o fato de a carreira ser atrativa aos melhores profissionais que se formam no ensino médio.
Apesar dessas evidências, há controvérsias entre especialistas a respeito do impacto do rendimento do professor no desempenho dos alunos, já que estudos correlacionando salários com a nota dos estudantes mostraram que, para a rede pública brasileira, não há impacto estatisticamente significativo.
Para Bernardete Gatti, que coordenou o estudo da Unesco sobre professores, essas análises que só correlacionam salários e notas captam retrato de momento: "O problema é que se um jovem bem preparado não vê boas perspectivas salariais na carreira, irá procurar profissões mais atraentes".
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Professores que forem aprovados em SP só darão aula em 2011
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Saturday, 26 September 09 - 07:26 AM (GMT -04:00) By Master Santucci in Gestão Educacional |
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da Folha de S.Paulo
O secretário da Educação do Estado de São Paulo, Paulo Renato Souza, confirmou ontem (17) que os mais de 10 mil professores que poderão ser admitidos na rede básica de ensino ingressarão em sala de aula apenas em 2011. O concurso deverá ocorrer em março.
Pelo planejamento inicial do governo, o concurso seria realizado em setembro deste ano. Assim, os professores já poderiam atuar a partir de 2010.
O atraso, segundo Paulo Renato, deu-se porque a programação traçada pela secretaria mostrou que os professores entrariam em aula na metade do primeiro semestre.
"Rotação"
"Estaríamos provocando uma rotação na rede. Mesmo que fizéssemos para o meio do ano, também estaríamos provocando essa rotação. Isso, pedagogicamente, não é conveniente", afirmou o secretário.
A prova que aconteceria em setembro seria a primeira etapa do concurso. Depois, os aprovados teriam de realizar um curso de cerca de quatro meses na Escola de Formação de Professores do Estado --o curso tornou-se obrigatório por medida aprovada neste ano.
O processo contempla ainda uma terceira etapa: uma prova feita após o curso.
Paulo Renato negou que a mudança no planejamento tenha ocorrido por possíveis atrasos na preparação do curso ou em liberação de verbas.
Segundo ele, o novo planejamento da secretaria prevê ter todo o processo do concurso concluído entre outubro e novembro de 2009 para que seja feita a nomeação.
Paulo Renato disse também que não faltarão professores por causa da mudança na realização do concurso e que muitos dos aprovados poderão ser docentes que já trabalham hoje como temporários.
Segundo a Secretaria da Educação, a rede estadual tem hoje cerca de 230 mil professores, sendo aproximadamente 100 mil temporários.
Demora
A presidente da Apeoesp (sindicato dos professores do Estado), Maria Izabel Azevedo Noronha, afirma que a medida é positiva ao dar mais tempo para os candidatos estudarem para o concurso.
"Faz sentido também quanto à organização do ensino", diz a sindicalista.
Ela afirma que o importante é haver concurso e que o governo publique com antecedência o edital, que traz a bibliografia exigida. "Só o que não pode é ficar adiando, adiando..."
A opinião é semelhante à do professor da Faculdade de Educação da USP Rubens Barbosa de Camargo.
"É claro que, do ponto de vista organizacional, é muito melhor que os novos professores cheguem no final do ano, para iniciar a preparação, ou já no início para as aulas", afirma.
"Só lamento que, com um contingente tão grande de professores temporários, o concurso tenha demorado tanto", afirma. Para Camargo, o ingresso durante o ano letivo afeta a lógica de funcionamento do ensino.
Fonte – Folha On-line
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Ensino se massifica no século 20, mas perde qualidade
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Sunday, 23 August 09 - 08:35 AM (GMT -04:00) By Master Santucci in Gestão Educacional |
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ANTÔNIO GOIS da Folha de S.Paulo, no Rio
Quem nunca ouviu o pai ou o avô dizer que, "no meu tempo", a escola pública tinha qualidade? Na maioria dos casos, a afirmação é mesmo verdadeira. As "Estatísticas do Século XX" do IBGE mostram, no entanto, que essa comparação não pode ser feita sem levar em conta que, "naquele tempo", essa escola era para poucos.
A principal característica da educação brasileira no século 20 foi a massificação do acesso ao ensino fundamental e médio. Os dados não permitem a comparação exata com a faixa etária de
O Anuário Estatístico do Brasil de 1940 mostra que, naquele ano, havia 3,3 milhões de estudantes nos níveis primário e secundário, equivalentes hoje, juntos, ao ensino fundamental e médio. O número de matriculados na escola representava apenas 21% do total de 15,5 milhões de brasileiros entre 5 e 19 anos.
De 1940 para 1960, essa proporção evoluiu de 21% para 31%. Foi só a partir da década de 60 que as matrículas passaram a crescer num ritmo muito maior do que o crescimento da população em idade escolar. A proporção chegou a 58% em 1978 e a 86% em
A melhoria nesses indicadores mais básicos da educação resultou também na redução da taxa de analfabetismo. O país iniciou o século passado com 65,1% de sua população com mais de 15 anos de idade sem saber ler e escrever e terminou com 13,6%, em 2000.
Comparando com outros países e levando em conta que o Brasil foi o país que apresentou o terceiro maior crescimento do PIB no século
Para o educador Jorge Nagle, autor do livro "Educação e Sociedade na Primeira República" (editora DP&A), a escola da primeira metade do século estava preparada para atender a um pequeno número de estudantes: "Quando a educação se expandiu, esse ajuste não foi feito. Continuamos com um padrão de ensino e cultura muito semelhante ao daquela época e temos dificuldade de pensar num novo padrão que dê conta dessa massificação".
Para Nagle, apesar da quase universalização do ensino fundamental, a democratização do ensino só acontecerá quando houver qualidade. "O ensino fundamental está disseminado, mas a escola ainda não está ensinando adequadamente. Se o aluno não aprende nos quatro primeiros anos na escola, a democratização fica só no número", diz.
Arnaldo Niskier, autor do livro "Educação Brasileira - 500 Anos de História" (Funarte), concorda: "Não é preciso ter estatísticas completas desde o início do século para perceber que a massificação veio acompanhada da perda de qualidade. Isso é visível".
Para Niskier, a perda do prestígio do professor é uma das principais causas da queda de qualidade. "O professor era de excelente qualidade e tinha alegria de dar aula. Hoje, muitas vezes, ele dá aula por obrigação e é um revoltado com as suas condições de trabalho."
Fonte – Folha Educação
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Aumento de professor valerá para aposentadoria
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Saturday, 08 August 09 - 07:48 AM (GMT -04:00) By Master Santucci in Gestão Educacional |
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Camila Souza do Agora
Os professores, diretores de escola e supervisores de ensino da rede estadual que conseguirem os aumentos previstos no projeto do governo do Estado, de 25% a cada três anos, levarão esses benefícios para as suas aposentadorias.
O anúncio foi feito ontem pela Secretaria de Estado da Educação durante o lançamento do Programa Valorização pelo Mérito. O projeto propõe uma prova para que os profissionais consigam ter salários de até R$ 7.813,63, para supervisor de ensino.
Para o governador José Serra, o programa poderá retardar a aposentadoria de alguns professores, de forma voluntária. "Se o professor tiver três anos para se aposentar, mas tiver a oportunidade de ter um aumento no seu salário em seis anos, ele vai querer ficar mais tempo", disse.
Para conseguir o aumento, os 130 mil professores efetivos da rede e os 80 mil temporários estáveis, que foram contratados antes de 2007, terão que realizar uma prova a cada três anos. No caso dos temporários, há ainda a exigência de ter quatro anos completos na rede.
Além disso, para fazer o exame, os professores terão de ter uma pontuação que será baseada na assiduidade e no tempo de permanência na mesma escola. Esses pontos serão definidos por meio de portarias da Secretaria de Estado da Educação.
Os 20% mais bem qualificados receberão um aumento de 25%. Após três anos, esses profissionais poderão fazer outra prova e, se aprovados, receberão mais 25% de reajuste, e assim sucessivamente. De acordo com o secretário da Educação, Paulo Renato Souza, a primeira prova será realizada em janeiro de 2010.
Pelo projeto, os docentes teriam cinco faixas salariais. Para passar para uma faixa superior, o profissional teria de acertar de 60% a 90% da prova, dependendo do nível.
Polêmica
Um ponto do projeto que deverá ser discutido na Assembleia, antes da aprovação, é o limite de 20% dos profissionais que seriam contemplados com o aumento. Segundo Souza, aqueles que tiverem a nota mínima, mas que não estiverem dentro dessa "cota", terão prioridade na próxima prova.
Para o presidente do CPP (Centro do Professorado Paulista), José Maria Cancelliero, não deveria haver esse limite. O deputado Roberto Felício (PT) acredita que uma das emendas que deverão ser proposta será para o fim da "cota" de 20%.
Veja mais - Adicional também será incorporado
Fone – São Paulo Agora
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Serra sanciona projetos do Programa+ Qualidade na Escola
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Saturday, 18 July 09 - 07:16 AM (GMT -04:00) By Master Santucci in Gestão Educacional |
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São criadas 80.000 vagas para professores/Só vai dar aula quem passar pela Escola de Formação/Vera Cabral é a diretora da Escola de Formação de Professores/São criadas jornadas de 40 horas e 12 horas para professores/Prova de temporários será obrigatória para atuação em classe/Decreto cria periodicidade para realização de concursos
O governador José Serra sancionou nesta quinta-feira (16/7) dois Projetos de Lei Complementar que vão contribuir decisivamente para a melhoria da qualidade de ensino oferecido os 5,3 milhões de alunos da rede estadual. Um dos projetos cria 80 mil novos cargos de professores de educação básica, permitindo com isso que novos concursos públicos sejam abertos pela Secretaria de Estado da Educação. O governador vai assinar o decreto que institui periodicidade mínima para realização de concurso e também anuncia a indicação da economista Vera Cabral à direção da recém-criada Escola de Formação de Professores.
Mestre em Economia pela Universidade de São Paulo, Vera foi diretora de Políticas Sociais da Fundação para o Desenvolvimento Administrativo do Estado de São Paulo (Fundap).
“Estamos enfrentando com muito vigor um problema fundamental da educação, que é melhorar a preparação do professor para a atuação na sala de aula”, diz o secretário de educação, Paulo Renato Souza.
Os projetos também criam duas novas jornadas de trabalho para os docentes. Uma delas é a jornada integral, com 40 horas de trabalho semanal, o que atende a uma antiga reivindicação dos professores do Estado. A segunda é a jornada reduzida, onde o docente trabalha 12 horas por semana.
A Lei também estabelece novas regras para o ingresso de professores na rede. Depois de selecionados em concurso, os docentes passarão por curso de capacitação para o exercício do magistério, que será oferecido pela Escola de Formação de Professores do Estado. Serão quatro meses de aulas com atividades em classe e práticas escolares. Durante este período, os candidatos a professor vão receber 75% do salário inicial da categoria.
O decreto do governador vai estabelecer periodicidade mínima para a realização de concursos públicos. Com o objetivo de evitar longos períodos sem a realização de concursos, o governo institui que os certames serão realizados obrigatoriamente ao fim da validade do concurso anterior. “É um esforço significativo do Estado para valorizar o professor e melhorar a qualidade da educação pública”, diz o secretário Paulo Renato.
Professores temporários
A contratação de professores temporários também sofre alterações, de acordo com o Projeto de Lei 19/2009, que também será sancionado nesta quinta-feira. Todos os educadores temporários deverão ser submetidos a uma prova antes de assumirem as atividades didáticas em sala de aula. A atribuição de aulas dos professores temporários também levará em conta requisitos de tempo de serviço e titulação.
O professor temporário só será admitido para ministrar aulas em uma das 5.300 escolas estaduais após ser aprovado no exame. Caso tenha garantida a estabilidade prevista na Lei 1010 (Lei da SP Prev), será assegurada a jornada mínima de 12 horas semanais, que será exercida em funções auxiliares do processo de ensino, fora da sala de aula.
A nova lei garante estabilidade, privilégio na atribuição de aulas e aposentadoria no regime previdenciário próprio do Estado, além de remuneração mínima equivalente à carga horária de 12 horas.
Já o professor que for reprovado na avaliação anual não dará aulas. Esses professores deverão obrigatoriamente prestar novamente o exame nos anos seguintes e garantirem a aprovação para poderem dar aulas, ou continuarão em atividades auxiliares ao ensino nas escolas.
Todas as medidas fazem parte do Programa + Qualidade na Escola, projeto audacioso lançado no último dia 5 de maio pelo governador José Serra e pelo secretário de Estado da Educação, Paulo Renato Souza, que visa contribuir para a melhoria da qualidade do ensino público de São Paulo. Além das medidas apresentadas nesta quinta-feira, o programa também conta com a criação da Escola de Formação de Professores, que tem como tem como meta complementar o conhecimento dos professores da rede estadual de ensino de modo semelhante aos cursos de especialização, com atividades que vão direcionar os educadores para as práticas em sala de aula. “É um trabalho consistente e corajoso que vai melhorar a qualidade da nossa educação”, diz o secretário Paulo Renato.
Fonte – SEE/SP
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Você acredita que a profissão de professor atrai menos os jovens?
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Saturday, 18 July 09 - 07:08 AM (GMT -04:00) By Master Santucci in Gestão Educacional |
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Você acredita que a profissão de professor atrai menos os jovens? Os países da União Europeia (UE) investem em média aproximadamente 5% do PIB
A maior parte das verbas de ensino (70%) é destinada à remuneração de pessoal. De acordo com a pesquisa da Comissão Europeia, Luxemburgo é o país com o maior índice de investimentos por aluno, sendo que o menor é registrado na Bulgária e na Romênia.
*As informações são da Folha Online.
Você acredita que a profissão de professor atrai menos os jovens? Comente!
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Em busca do tempo perdido
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Saturday, 11 July 09 - 09:35 AM (GMT -04:00) By Master Santucci in Gestão Educacional |
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MEC anuncia Plano para fazer com que 600 mil professores consigam formação adequada; estratégia de recorrer à educação a distância é questionada
Dois anos depois da criação do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), que já falava em priorizar a valorização profissional, o Ministério da Educação lançou, no final de maio, o Plano Nacional de Formação de Professores (PNFP). Com investimento previsto de R$ 1 bilhão, a ação tem como meta combater as distorções que minam o magistério no que tange à formação docente.
De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), do total de 1,8 milhão de professores que atuam nos ensinos fundamental e médio em escolas públicas brasileiras, 600?mil não possuem formação universitária ou lecionam em áreas diferentes daquelas para as quais foram licenciados. Essa distorção entre formação e atividade é apontada como um dos principais motivos dos índices sofríveis de avaliação escolar, principalmente do ensino médio.
Na primeira etapa do PNFP, prevê-se a criação de 331 mil vagas, em 90 instituições públicas de ensino superior. Segundo o diretor de Educação Básica Presencial da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), João Carlos Teatini, a maior parte da oferta é para os cursos de pedagogia, devido à "enorme carência de formação dos professores da educação infantil e das séries iniciais do ensino fundamental". Nos demais cursos, foram priorizadas as disciplinas para as quais faltam docentes, como física, química, matemática e biologia.
O plano será executado em regime de colaboração entre União, estados e municípios, por meio de 90 instituições públicas de ensino superior. Os cursos de primeira licenciatura têm carga horária de 2.800 horas mais 400 horas de estágio supervisionado. Os de segunda licenciatura têm 800 horas para cursos na mesma área de atuação ou 1.200 horas para cursos fora da área de atuação.
Os professores interessados devem procurar as secretarias estaduais ou municipais de Educação. Caso a demanda, nessa primeira fase, seja maior que a oferta, o processo seletivo ficará a critério das instituições de ensino superior responsáveis. Professores que não obtiverem vaga para o próximo semestre serão contemplados nas?de 2010 e 2011. Para 2009, estava previsto o ingresso de 62,9 mil docentes. Em 2010, 144 mil professores serão contemplados. Para
Presencial versus a distância
Apesar de a Política Nacional de Formação de Professores para a Educação Básica estabelecer que a oferta deve ser majoritariamente presencial e de as entidades ligadas à área de formação docente apoiarem essa modalidade, 48% das vagas são para a educação a distância (EAD), de acordo com o Fórum Nacional de Pró-Reitores de Graduação das Universidades Brasileiras (ForGrad). Defensor da EAD, o professor Romualdo Portela de Oliveira, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), considera que a utilização da modalidade, no âmbito do plano, é precipitada. "A EAD é um instrumento poderoso, mas a experiência só deveria ser colocada em prática para a formação inicial depois de consolidada na continuada", avalia Portela.
Já o secretário de Educação a Distância do MEC e coordenador da Dimensão de Capacitação do Plano de Ações Articuladas (PAR), Carlos Bielschowsky, garante que "são cursos com credibilidade, desenvolvidos por instituições sérias, que têm seus instrumentos de avaliação, que comprovam a qualidade da EAD". O diretor da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Johannes Doll, encara a modalidade como solução para as regiões mais distantes. A UFRGS desenvolve um projeto de EAD, ?em parceria com o MEC, para formar 400 professores do ensino fundamental que só possuem o curso normal. "Basta que a relação professor/aluno, a estrutura e a avaliação sejam adequadas", completa.
O presidente-executivo do Movimento Todos Pela Educação, Mozart Neves Ramos, questiona a demora para implementação do plano. Para ele, a medida chega com 15 anos de atraso. "Na década de 90, quando a meta era colocar toda criança na escola, o problema maior era a falta de salas. Houve falta de visão de futuro. Era óbvio que essas crianças, que estavam ingressando, continuariam avançando e chegariam ao ensino médio, hoje em situação precária, e precisariam de bons professores em todos os níveis", analisa. Ramos destaca outros momentos perdidos, como o começo da primeira gestão do atual governo, quando foi criada uma comissão para estudar o assunto, no âmbito do MEC, que acabou caindo no esquecimento, e o próprio lançamento do PDE, em 2007.
Bielschowsky rebate e afirma que, no âmbito do PDE, "a lógica é a de onde se quer chegar e não uma lógica sequencial, porque variam o período e a capacidade de executar cada ação prevista". No quesito formação, a próxima etapa, ainda em processo de organização e que deve ser concluída até o fim do ano, será a educação continuada dos docentes já graduados.
O secretário concorda que a qualificação dos professores deveria ter sido ?paralela ao atendimento da demanda por vagas, mas responde que "falar é fácil, o difícil é colocar em prática". Das 27 unidades da federação, 21 firmaram acordo. Apenas São Paulo optou por não participar. Rio Grande do Sul e Minas Gerais estão elaborando os projetos.?Acre, Rondônia e Distrito Federal, devem aderir a programas de educação continuada. "É muito complexo chegar a um consenso entre estados, municípios e universidades, em um país continental", destaca Bielschowsky, que foi o articulador do Plano Nacional de Formação dos Professores.
Mesmo com toda a engenharia mencionada pelo secretário, Romualdo Portela considera que poderia ter havido mais diálogo com as sociedades científicas da área, para conhecer suas experiências. Ele adverte que os problemas existem em três níveis - atratividade, formação e retenção. "Não conseguimos atrair os melhores alunos do ensino médio para a carreira docente; a formação é muito ruim, porque a maior parte dos professores é formada em instituições privadas, em geral, bastante precárias, além de não retermos bons profissionais por questões como salário e condições de trabalho", diz. "Se não for promovida uma política abordando todas essas dimensões, é muito provável que o plano não funcione", completa. Os aspectos mencionados por Portela foram contemplados em medidas anunciadas na esteira do plano, mas de forma incipiente.
O secretário de Assuntos Educacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo, também cobra mais diálogo. "Houve inversão do processo. O Enem, por exemplo, foi discutido com as universidades, de cima para baixo, deixando municípios e estados em papel secundário", protesta. "Por outro lado, para evitar novas contratações, os governadores contestam no Supremo Tribunal Federal (STF) o dispositivo da Lei do Piso, que permite que o professor realize sua formação no horário de aula". Araújo lembra um levantamento feito pela CNTE, em 2002, apontando que, além da carga horária normal, o professor gasta, em média, 14 horas semanais em casa, com a correção de trabalhos e o planejamento das aulas. "Não há condições de acumular tudo", reclama.
A professora Stella Bortoni, da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB), responsabiliza a descontinuidade das políticas públicas pelo quadro. "O plano é positivo, antes tarde do que nunca, mas não sabemos o que virá depois. A cada eleição, em todos os níveis do Poder Executivo, quem chega altera ou engaveta projetos, troca membros da equipe. A educação precisa ser uma política de Estado e não de governo, não pode ficar atrelada ao calendário eleitoral", ressalta Bortoni, lembrando que formar o professor é bem diferente de asfaltar uma estrada. Enquanto obras desse tipo podem ser feitas em quatro anos, a formação é um processo para a vida toda. Bortoni alerta que também é necessário ter clareza acerca do perfil do professor que o país deseja, que habilidades ele precisa dominar para ser um agente da cultura.
Como as instituições de ensino superior não têm condições de atender à demanda de professores em exercício, que não possuem formação adequada, foram criados cursos emergenciais. De acordo com a Capes, 14% das vagas são para os cursos regulares existentes e os outros 86% para os emergenciais. Os termos de adesão das IES têm previsão de duração de sete anos, com a oferta observando as necessidades regionais.
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O pacote para o magistério |
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Fies Quem fizer a licenciatura em instituição privada, por meio do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies), poderá reduzir a dívida. Caso ingresse em escola pública, após a formatura, cada mês de serviço dará direito a um abatimento de 1%. A medida também beneficia os professores que já se formaram, com financiamento do Fies, e atuam em escola pública. Verba para piso salarial Os estados que não tiverem condição de pagar o piso nacional dos professores, de R$ 950, terão verba complementar do Fundo da Educação Básica (Fundeb). Obrigatoriedade de curso superior Será apresentado um projeto de lei ao Congresso Nacional, que pretende alterar a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), tornando obrigatória a formação superior para os professores que lecionam até a 4ª série/5º ano do ensino fundamental. Os de nível médio, na modalidade normal, somente poderão atuar na educação infantil. Nota mínima no Enem O mesmo projeto prevê que o Ministério da Educação poderá definir uma nota de corte no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), como pré-requisito para o ingresso em cursos de graduação de professores. - Cursos de pedagogia A autorização dos cursos de pedagogia só será concedida às instituições que destinarem 70% da carga horária total para a formação de professores. Ingresso na carreira No primeiro semestre de 2010, será realizada uma prova nacional de concurso para o magistério. A ideia é oferecer um banco de professores para contratação nos estados e municípios. |
Fonte – Revista Educação nº 147
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Diversidade na escola precisa ser melhor difundida
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Wednesday, 27 August 08 - 08:25 AM (GMT -04:00) By Master Santucci in Gestão Educacional |
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Vivian Lobato
O artigo 26 obriga a todos os estabelecimentos de ensino, particulares ou públicos, incluírem em todo o currículo escolar o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena, mostrando como essas culturas influenciaram e ajudaram na formação da nação brasileira. Mas muitos professores se sentem despreparados e apresentam dificuldade para introduzirem em suas aulas os conteúdos programáticos relacionados a essas culturas.
Claudia Gomes, professora de português da rede estadual de ensino de São Paulo, diz que sente dificuldade na hora de falar sobre literatura africana. “Sou a favor da lei. Mas acho que falta uma formação para nós professores a respeito de como introduzir esses conteúdos. Quando se trata de literatura africana, por exemplo, existem pouquíssimos especialistas que podem falar com propriedade sobre o assunto”.
Enquanto isso, o artigo 79 garante o ensino para a população indígena, respeitando sua cultura e suas tradições e também exige que o calendário escolar acrescente o dia 20 de novembro como Dia Nacional da Consciência Negra. Porém alguns ambientes escolares não valorizam a diversidade e muitos livros didáticos ainda tratam o negro e o índio como povos menos favorecidos e desvalorizados.
Segundo a diretora executiva do Centro de Estudo das Relações de Trabalho e Desigualdades, Maria Aparecida Silva Bento, em muitos casos as próprias escolas não contemplam a diversidade. “Numa escola que fizemos um trabalho de inclusão da cultura africana notamos que mais da metade dos alunos eram negros e pardos. No entanto, quando observamos as bonecas feitas pela própria comunidade e os cartazes pendurados feitos pelos alunos e professores, só apareciam brancos”.
Para Maria Aparecida, são nas relações do cotidiano que o preconceito aparece. “O fato de ser negro e se desenhar branco é um exemplo disso. Infelizmente, o preconceito está enraizado em nossa sociedade. Por isso, é de extrema importância a inclusão da cultura africana nas escolas. Porque com a inclusão, percebemos que existe uma diminuição da discriminação e uma valorização da cultura por meio das histórias de lutas, de extermínio, da democracia e da religiosidade negra. O sujeito que era reativo passa a ser pró-ativo”.
Diversidade e livros didáticos
A editora de literatura e paradidáticos e psicanalista Myriam Chinalli, diz que o livro escolar, por exemplo, é uma forma de transmissão de conhecimento e por isso é tão importante produzir um material que seja mais adequado a nossa realidade e a nossa população.
Myriam explica que nos últimos anos, o mercado editorial brasileiro sofreu um boom, cresceu rapidamente e intensificou sua produção. Nesse contexto, a editora comenta que surge um grande interesse das editoras estrangeiras pelo nosso mercado editorial. “Um movimento, sem dúvida, paradoxal. Ao mesmo tempo em que o mercado cresce e exige-se mais qualidade, por se tratar de empresas estrangeiras, o interesse fica nítido. A prioridade não é o conteúdo em si, e sim o mercado econômico. Com isso, os cuidados e as exigências da produção diminuíram. O livro é muito bonito, porém pouco consistente”.
A editora também diz que falta diversidade nos livros didáticos. “O mercado editorial é autofágico. As editoras querem gastar pouco e vender muito. As ilustrações são muito antigas e não existe uma preocupação em realizar novas pesquisas iconográficas, e na iconografia os negros quase não aparecem. Infelizmente, em muitos livros o negro e o índio ainda só aparecem quando se trata de questões raciais, ou como a ‘Tia Anastácia’, sendo um coadjuvante, ocupando uma profissão desvalorizada, ou representando a pobreza”.
A editora de Educação Infantil e Ensino Fundamental da editora Scipione,
Valdivania Fastino, discorda. “Tomamos muito cuidado com a questão da diversidade. Existe uma preocupação muito forte a respeito desse assunto dentro do editorial. Sempre procuramos colocar ilustrações não só de negros como de pessoas com deficiência, gordinhos, japoneses e de pessoas de óculos, nos mais diversos assuntos”.
Valdivania conta que uma vez um ilustrador fez um globo e em cada país colocou uma pessoa que representasse aquela nação. “Todos estavam vestidos e calçados. Porém, quando vimos na África o representante estava sem camisa e descalço. Achamos um absurdo. Não dá para aceitar uma coisa dessas. Pedimos para o ilustrador refazer o desenho colocando roupa e sapatos no africano”.
Para finalizar, Myriam diz que o governo brasileiro precisa ser mais exigente. “Existe ações pipocando nesse sentido, mas temos que exigir mais. Algumas editoras tentam mudar, mas o mercado editorial mesmo só avança se pressionado pelo governo”.
Fonte – Portal Aprendiz
Subsídios para a Gestão Pedagógica - A Avaliação
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Sunday, 17 August 08 - 08:27 AM (GMT -04:00) By Master Santucci in Gestão Educacional |
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Vários são os aspectos que necessitam ser repensados:
1º) A utilização dos resultados da avaliação como um dos elementos norteadores do trabalho docente.
A programação curricular, feita no início de cada ano letivo, não pode ser entendida como um processo estático, tal como é considerada com freqüência. É um trabalho contínuo e permanente, que deve levar em conta, entre outras, as características sócio-econômico-culturais dos alunos, seus interesses, suas habilidades, situações não previstas e os resultados da avaliação.
Assim, por exemplo, se a avaliação não fornece os resultados esperados, cabe aos professores diagnosticar as causas de tal situação. Pode ser que o problema esteja no tipo de conteúdo desenvolvido, na metodologia de ensino empregada, na própria forma de avaliar ou em algum outro aspecto. De qualquer maneira, o importante é buscar os fatores mais determinantes do insucesso e, a partir daí, rever o que for necessário e dar uma nova oportunidade aos alunos.
No que se refere à concepção pedagógica que norteia esta proposta curricular, esse papel da avaliação é de fundamental importância. Garante uma postura de permanente indagação do professor perante suas propostas de ensino, transformando cada plano de trabalho numa hipótese a ser testada em sala de aula, conferindo ao ensino um caráter de pesquisa e dando suporte à perspectiva de flexibilidade da proposta perante a realidade escolar.
2º) O uso de mais de uma forma de avaliação para a verificação do desempenho do aluno.
O que tem ocorrido comumente é a verificação do aproveitamento do aluno apenas por meio de procedimentos formais, isto é, aplicação de provas escritas no final do mês ou do bimestre. Esse tipo de avaliação não tem condições de aferir todos os progressos que o aluno alcançou.
Assim, em uma prova escrita não há possibilidade, por exemplo, de se avaliar as mudanças de atitudes dos estudantes, os avanços na sua capacidade de expressão oral ou na habilidade de manipular os materiais de laboratório.
Ao se avaliar, realmente, o desempenho do aluno, convém considerar também os dados obtidos continuamente pelo professor, a partir de observações feitas que levem em conta os aspectos citados e outros que traduzem seu aproveitamento.
Para tanto, no Ciclo Básico podem-se propor situações em que as crianças observem e atuem sobre o ambiente, como também investiguem um problema decorrente de sua curiosidade e desenvolvam atividades que favoreçam a sociabilização e a percepção extra-temporal.
Nas demais séries, o acompanhamento das atividades, no dia- a- dia dos alunos, torna-se valioso. Convém que os professores dêem aulas participativas, nas quais o aluno discuta, emita opiniões, levante hipóteses, critique, construa novos conceitos e busque novas informações. Além disso, é possível observar nas atitudes dos alunos a responsabilidade, a cooperação, a organização e outros modos de agir.
Cada tipo de prova apresenta características específicas, que abrangem possibilidade e limitações; portanto, convém usar diversas modalidades, conforme os objetivos visados.
A avaliação feita pelo próprio aluno (a auto-avaliação) é uma modalidade de verificação da aprendizagem que, bem orientada, pode ser muito construtiva, no sentido de favorecer a análise crítica sobre o seu próprio desempenho. Essa prática tem a vantagem de retirar a postura passiva que o aluno é obrigado a assumir, quando da utilização das outras formas de avaliação.
3º) A aplicação de vários tipos de provas para avaliar a aprendizagem.
As diferentes modalidades de prova e sua aplicação, no decorrer das séries, necessitam ser gradativas e periódicas, em função do desenvolvimento dos alunos, do curso e das informações a que o professor requer para verificar o desempenho de cada aluno.
Cada tipo de prova apresenta características específicas, que abrangem possibilidades e limitações; portanto, convém usar diversas modalidades, conforme os objetivos visados: questões de resposta livre, provas práticas e outras, de forma que a avaliação seja bastante ampla e diversificada.
Em síntese, usar um tipo apenas de prova é sempre precário, pois cada uma tem possibilidade e limitações. A multiplicidade de provas leva ao aperfeiçoamento do processo, além de atender à diversidade de estudantes e a dos objetivos. Por exemplo, um aluno com dificuldade de expressão pode demonstrar melhor sua aprendizado numa prova prática ou de múltipla escolha.
Portanto, qualquer que seja o tipo de avaliação escolhida, convém considerar o estágio de desenvolvimento do aluno, o objetivo pretendido, o tipo de conteúdo desenvolvido, o método e a técnica utilizada. Todos esses aspectos estão inter-relacionados e não podem ser planejados e desenvolvidos isoladamente.
4º) O desempenho do aluno deve estar refletido no conceito que lhe foi atribuído.
A avaliação do aluno não deve estar em função da classes, mas deve obedecer o seu ritmo de aprendizagem, em termos de desenvolvimento de atitudes e construção de conhecimentos.
Além disso, a avaliação de aproveitamento não pode basear-se na média dos conceitos obtidos pelo aluno, no decorrer de um período, mas deve incidir sobre a sua atuação e progresso nas diferentes e sucessivas experiências de aprendizagem. Por exemplo, um aluno que teve um desempenho comparativamente pior do que outro pode, contudo, ter-se aplicado muito mais e, inclusive, obtido um rendimento até maior, se tomarmos como referência as respectivas situações iniciais.
Cabe observar que a atribuição de nota (número) ou de conceito ao aluno tem sido a principal discussão dos professores, referente à avaliação. Eles têm insistido que a melhor forma de expressar o desempenho é por meio da nota. Reconhece-se, entretanto, que essa problemática não é fundamental. Atribuição da nota ou conceito é apenas o momento final, é a formalização de todo um processo. Se esse processo for inadequado, o valor atribuído ao desempenho do aluno apenas reforçará ainda mais sua deficiência.
Na realidade, seja nota, seja conceito, o que está por trás desses símbolos é a idéia de uma gradação segundo a qual os alunos devem conseguir os valores acima daquele estabelecido como "média" (geralmente nota 5,0 ou conceito C), caso contrário será considerado como reprovado no assunto ou no ano letivo.
Há, no entanto, uma tendência atual de se considerar o conceito um pouco mais adequado, ao processo de avaliação, dado que abrange valores em um intervalo maior (há apenas 5 conceitos, enquanto as notas variam de
Tendo em vista todas as considerações feitas, verifica-se que a avaliação é parte integrante do processo ensino-aprendizagem, abrangendo a atuação do professor, o desempenho do aluno e a estrutura e funcionamento da escola e do sistema de ensino.
Compilação dos subsídios de ciências CENP/SE
Educadores: é difícil garantir vaga perto de casa
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Saturday, 21 June 08 - 08:04 PM (GMT -04:00) By Master Santucci in Gestão Educacional |
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A questão voltou ao debate nesta semana, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei 11.700, que modifica um dos artigos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e determina que toda criança a partir de 4 anos de idade deve ter assegurada uma vaga na escola mais perto de casa, a partir de 2009.
A idéia não é nova, já que o Artigo 53 do Estatuto da Criança e do Adolescente, criado há 18 anos, garante à criança e ao adolescente, o "acesso à escola pública e gratuita próxima de sua residência".
"Esta lei na verdade não traz nada diferente da compreensão que nós (dirigentes municipais de educação já temos de como as coisas devam ser, isso para nós já é um princípio. Só que isso não é possível, ela é inexequível de imediato, já nasce comprometida", afirmou Justina.
Para ela, garantir o cumprimento da lei será possível com o investimento por parte da União na construção de mais escolas em locais estratégicos. "Que venha a lei, mas que venham as condições concretas para que os gestores municipais não sejam penalizados por não cumprirem uma lei criada
A presidente da Undime ressaltou que uma escola leva, no mínimo, um ano para ser construída, por isso, ela acredita que o prazo de 2009 não seja cumprido.
A secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Maria do Pilar, admite que o prazo de 2009 será apertado para a escolas, mas ela avalia que a lei tem viabilidade a médio prazo.
"Para o ano que vem, será muito difícil para os municípios. Eles terão que construir escolas e realocar as crianças mais velhas em escolas distantes para dar prioridades para as menores (citadas na nova lei)", disse Maria.
Para ela, a maior vantagem da lei é colocar a educação infantil (creches e pré-escolas) no foco, já que o texto cita que a norma deve ser cumprida para alunos a partir dos 4 anos de idade. "Quanto mais perto de casa a criança estudar, melhor para todo o sistema: para a família, para a criança e até para as cidades que hoje sofrem com o problema do transporte. É muito mais racional e sustentável", disse.
Ela acredita que a medida não trará grandes impactos na organização escolar das pequenas cidades, que têm uma rede menor. "Nossa intenção, do ministério e dos municípios, é que, em cinco anos, a gente consiga atender o que se pede na lei com a expansão da rede", calcula.
Como ajuda financeira do governo federal para os municípios, ela citou o Programa Nacional de Reestruturação e Aparelhagem da Rede Escolar de Educação Infantil (ProInfância), um dos programas do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), que vai destinar R$ 1 bilhão para a construção de escolas infantis em 2 mil municípios até o fim de 2009.
Agência Brasil
Levantamento reprova ensino na rede estadual de São Paulo
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Thursday, 15 May 08 - 10:41 AM (GMT -04:00) By Master Santucci in Gestão Educacional |
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GILBERTO DIMENSTEIN - Colunista da Folha Online
Numa escala de
Obtido com exclusividade e previsto para ser divulgado amanhã, a tradução do Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo), que combina notas e fluxo escolar, é que as escolas estaduais estão reprovadas --ou seja, os alunos conhecem pouco de matemática e língua portuguesa, além de estarem com a idade defasada para série em que estão matriculados. É a primeira vez que esse indicador é divulgado.
Se planos de melhoria da educação funcionarem, apenas em 2030, as escolas estaduais chegarão ao nível existente hoje nos países desenvolvidos, que é 6 - apenas dois colégios paulistas, entre mais de três mil, conseguiram atingir esse patamar.
A secretária da Educação, Maria Helena Guimarães, reconhece os problemas de qualidade de ensino, comentando que, pela primeira vez, o sistema consegue chegar a um "grau tão alto de transparência" - a idéia é, além das medidas já anunciadas anteriormente (recuperação, unificação dos currículos, bônus por desempenho), desenvolver um plano especial para as unidades com pior desempenho, usando, por exemplo, professores tutores em sala de aula para ajudar os demais professores.
A melhor escola no ensino médio está localizada
Nenhuma escola da cidade de São Paulo conseguiu atingir a nota 5. As cinco melhores são, pela ordem, Raul Fonseca, Escola de Aplicação da USP, Rui Bloem, Carlos Maximiliano e Alves Cruz.
Um dos fatos que chamam a atenção da secretária é a disparidade entre as escolas. Apesar de os salários serem iguais e de as condições econômicas serem semelhantes, algumas delas apresentam ótimos resultados, comparáveis aos de países ricos. Ela disse que pretende detalhar mais o funcionamento dessas escolas para que se revelem mecanismos de melhoria da educação. Um dos fatores é o engajamento do corpo docente (professor e diretor), além da participação dos pais e da comunidade.
Gestão democrática na educação deve ser prática nacional, defende professor
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Wednesday, 16 April 08 - 10:11 PM (GMT -04:00) By Master Santucci in Gestão Educacional |
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Brasília - A importância da gestão democrática na educação foi a discussão que abriu nesta quarta-feira o terceiro dia da 1ª Conferência Nacional da Educação Básica (Coneb),
Segundo ele, pesquisas apontam que as escolas que contam com maior participação da comunidade em suas decisões apresentam melhoria nos processos de aprendizagem.
Dourado ressaltou que alguns desafios precisam ser enfrentados para garantir que a gestão democrática seja uma prática nacional.
“A regulamentação do regime de colaboração entre os entes federados [estados, municípios e União] é crucial para pensar em uma política de Estado que seja construída com a participação da sociedade civil. Há uma necessidade de uma maior organização da relação entre os entes federados.”
A democratização da gestão e a qualidade social da educação é um dos cinco eixos que orientam as discussões do encontro. Para Dourado, pensar na participação de todos os segmentos da unidade escolar (pais, professores, alunos, funcionários e gestores) é refletir sobre o partilhamento e o exercício do poder.
“Quanto mais nós tivermos a participação coletiva, mais nós vamos avançar na própria discussão curricular, nas políticas pedagógicas da escola e também no acompanhamento financeiro”, defendeu.
A mesa de abertura do terceiro dia de encontro contou ainda com a participação da presidente do Fórum Nacional dos Conselhos Estaduais de Educação (FNCE), Sônia Maria Veríssimo, e das senadoras Ideli Salvati (PT-SC) e Fátima Cleide (PT-RO).
Após a abertura, os cerca de 2 mil delegados se dividiram em grupos para debater o tema. Foram realizadas simultaneamente oito reuniões, que discutiram assuntos relacionados à gestão democrática e qualidade social do ensino, como a relação entre os sujeitos e instâncias de participação e novas perspectivas para a educação infantil.
À tarde, o tema que norteará os trabalhos da conferência será a inclusão e a diversidade na educação básica.
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